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Resultado da busca

dodge 1946

dodge
Na fazenda de Patricia Matarazzo, a 8km. do centro de Bebedouro, existem vários galpões com carros aguardando restauro, entre eles encontrei um idêntico ao que foi do meu avô Arthur Stickel, (o dele era preto) que eu herdei quando ele faleceu em 1967, um Dodge 1946 “Fluid Drive”.
Eu o usei alguns anos, namorei muito no banco inteiriço gigantesco, meus colegas do Colégio Santa Cruz tiravam um sarro de mim dizendo que eu andava de taxi…
De fato, naquela época haviam muitos Dodges taxi, era um carro grande, confortável, de quatro portas, viajei muito com ele para o Guarujá, andava bem com seu motor de seis cilindros em linha.
Veja as especificações técnicas aqui.

é isso, por fernando stickel [ 18:07 ]

dodge fluid drive

dodge.jpg
Meu avô Arthur Stickel em frente ao barracão do seu barco na Praia do Guarujá, no canto da Ponta dos Astúrias.
O Dodge 1946 que aparece na foto eu herdei quando meu avô faleceu em 1967, e usava para ir à escola. Meus colegas tiravam o maior sarro dizendo que era um taxi…
Na verdade naquela época ainda existiam muitos carros americanos na praça, e o Dodge preto, 4 portas, imenso era excelente. Eu adorava o carro, tinha um sistema de câmbio semi-automático chamado “Fluid Drive”. Para namorar era perfeito, os enormes bancos inteiriços podiam fazer o papel de cama…. Viajei muito com ele para o Guarujá, na estrada era uma banheira deliciosa, chegava aos 160km/h!

é isso, por fernando stickel [ 12:05 ]

edifício poema

poema
Na esquina das ruas José Maria Lisboa com Capitão Pinto Ferreira fica o “Edifício Poema”, simpático predinho de 6 andares, construído em 1954, ano do Quarto Centenário de São Paulo.
No segundo andar moravam meus avós paternos, Arthur e Erna. Vez por outra meus pais iam visitá-los comigo e meus irmãos. Nós os netos nos sentávamos educadamente na mesa para um lanche de biscoitos ou bolo com suco. Em uma das portas da garagem que dava para a rua morava o Dodge “Fluid Drive” 1946 do meu avô.
Quando meu avô faleceu em 1967, fui ao apartamento, ele estava deitado na cama, vestido para o funeral, com aquele pano amarrado na cabeça segurando a mandíbula. Fiquei chocado, acho que foi a primeira vez na vida que vi um cadáver, eu tinha 19 anos.
Me impressionou a ausência de sua monumental barriga, meu avô foi “forte” a vida toda, e lá estava ele magro e morto.
Acho que nunca mais voltei ao apartamento, pouco tempo depois minha avó faleceu.

é isso, por fernando stickel [ 8:05 ]

fabio steinbruch

Eu não tive o prazer de conhecer o Fabio pessoalmente, apesar de frequentarmos o mesmo clube de antigomobilistas. Tenho certeza de que ele estará passeando agora no meio das nuvens, em cima de sua Moto Guzzi…
Transcrevo abaixo a nota oficial do MG Club do Brasil:

“O MG Club do Brasil vem externar o seu profundo pesar sobre a morte do amigo, colecionador, piloto e associado Fábio Steinbruch de 51 anos (faria 52 em 12 de março), morto em um acidente de motocicleta (Moto Guzzi 250 – estouro do pneu dianteiro) na marginal do Tiete (São Paulo) – ele mesmo ligou para o resgate do Corpo de Bombeiros, sendo levado ao Hospital São Luiz (uma clavícula quebrada perfurou a artéria torácica superior, levando a uma forte hemorragia).
Seu enterro ocorreu no dia de ontem (3/12). Sempre que podia, o Fábio como associado do MG Club do Brasil, participava de nossos eventos (os realizados em pista, participava de todos) – no nosso último evento na pista do Eduardo Souza Ramos, ele compareceu com dois carros de corrida (Alfa Romeo GTV e um JK).
Sua atuação no antigomobilismo não se resume a isso – foi um grande incentivador do hobby, sendo autor de livros sobre o tema e, tinha a intenção de fundar um museu (que estava sendo construído na Região de Águas de Lindóia), onde poderia mostrar grande parte da sua coleção de mais de 200 veículos.
Era um homem gentil, de boa índole e apaixonado pela Alfa Romeo (foi um dos fundadores do Alfa Romeo Clube) e por carros nacionais (corria ultimamente com um Dodge Polara todo preparado). Nosso pesar a sua mulher Fabiane, seu irmão Leo e a toda sua família.

Conselho e Diretoria do MG Club do Brasil

Luis Cezar Ramos Pereira
Presidente”

é isso, por fernando stickel [ 13:52 ]

vemaguet


Na minha adolesência eu tinha dois amigos omnipresentes, o Klaus Foditsch (já falecido) e o Mauricio Oliveira (mora atualmente nos E.U.A.)
Ambos estimulavam, cada um à sua maneira, a minha paixão pelas máquinas e automóveis.
O Klaus porque tinha em casa a oficina do pai dele, Seu Simon, lá nós construimos carrinhos de rolimã, um kart com motor de serra, estilingues, mexíamos nas bicicletas, motocicletas e assim por diante. O tio do Klaus tinha uma perua Dodge, e ele deixava a gente dar umas bandolas pelo bairro no carro, depois de lavá-lo nos sábados à tarde.
O Mauricio tinha dois irmãos mais velhos, e havia carros interessantes na casa, MG TD e Austin Healey. Tanto fiz que consegui guiar os dois, pelas ruas de terra do Alto de Pinheiros, muito antes de completar 18 anos.

Certa feita, por volta de 1964, os quatro irmãos Oliveira, Murilo, Mauricio, Marcelo e Marcos e eu fomos de DKW- Vemag Vemaguet para o Rio de Janeiro, lá chegando eu dei a idéia de pedir hospedagem na casa de um casal amigo dos meus pais, Sonia e Jorge, cariocas chiquetérrimos que moravam na última casa de frente para o mar ainda existente em Ipanema.
Toquei a campainha, na maior cara de pau, e a Sonia muito educada e simpática enfiou os cinco moleques para dentro de casa sem chiar. Impensável nos dias de hoje…

é isso, por fernando stickel [ 18:45 ]

itapema, guarujá

navio1
Lembranças de Itapema, bairro de Vicente de Carvalho no Guarujá vieram à minha memória nestes dias de regata em Santos.

O Clube Internacional de Regatas fica em situação geográfica similar aos estaleiro que eu visitava com meu avô Arthur Stickel, ambos no canal de Santos, o clube mais perto da ponta da praia de Santos e do mar aberto, e o estaleiro mais perto do estuário e do porto, ambos em situação privilegiada para observar o movimento dos navios.

Era um dos programas que eu mais adorava fazer, acompanhar a construção do barco de pesca do meu avô. O transporte da casa na Praia do Guarujá até Itapema era sempre o mesmo, o Dodge 1946 “Fluid drive” preto, meu avô tinha uma barriga digamos assim, “sólida”, e ao entrar no carro o volume abdominal se encrencava com a direção, para facilitar a relação entre ambos, meu avô prendia uma flanela amarela na bermuda caqui, que servia para “azeitar” a relação barriga/direção.

Ao chegar próximo ao estaleiro, passávamos por ruas estreitas de terra, e as crianças que já conheciam aquele carro corriam ao lado gritando “Papai-Noel, Papai-Noel”!!!! pois meu avô tinha um cavanhaque branco, era gordo, portanto era o próprio…

No centro do estaleiro, rodeado de pedaços de madeira de todos os tipos ficava o barco em construção, a cada visita eu compreendia melhor como a coisa crescia, a estrutura principal da quilha, depois as cavernas, o berço do motor, o casco.

Finalmente as peças que mais me excitavam, a abertura da caixa de madeira que trouxe o motor diesel monocilíndrico diesel Skandia da Suécia, o enorme tanque de combustível de mais de 100 litros de diesel, o leme, as ferragens, a âncora…


Muitos anos depois o barco foi vendido para um amigo, Edu Prado, que reformou-o e colocou uma “cabine”.

é isso, por fernando stickel [ 13:59 ]

máquinas da minha vida

As máquinas da minha vida

Raras coisas me despertam tanto interesse, para não falar tesão, quanto as máquinas e os motores.
Na minha adolescência, o foco eram os carros, motos, bicicletas, carrinhos de rolemã e tudo que tivesse rodas e andasse, e as mulheres.
É bem verdade que foi mais fácil dar vazão ao tesão pelos carros do que pelas mulheres…
Lembranças fugazes de carros fantásticos convivem com a memória presente e permanente do cheiro do interior de um Jaguar Mark V e do seu painel de madeira, com luz roxa, ou então de andar na caixinha (porta-mala) de um MG TD 1951 pilotado pelo meu pai, com a capota aberta na praia da Enseada
Outra situação que tenho muito clara na memória é a garagem da casa do meu tio Luis Dumont Villares na R. Áustria, onde moravam um Jaguar Mark 2 e um Buick 1955, pois em todas as ocasiões em que haviam reuniões de família eu sempre visitava a garagem, entrava nos carros, mexia no câmbio, nos botões das luzes…

Estão listados todos os veículos que tenho na memória, mesmo que não os tenha guiado, fossem os meus, da família, ou dos parentes e amigos.

Infância
Mercedes-Benz 540 ssk 1937 cinza ou prata
Jaguar Mark V 1949 preto
MG TD 1951 preto
Cadillac 1951 cinza
Chevrolet Belair 1955 branco e azul
Dodge Fluid Drive 1946 (do meu avô Arthur Stickel)
Ford Tudor 1955 branco (da minha avó Lili)
Ferrari 500 Testa Rossa (do vizinho do Bexiga Domingos Papaleo)

Adolescência
Leonette 50cc
Mondial 50cc
Royal Enfield 350 Bullet
Kart Rois-kart 125 (dos meus primos Bernardo e Arnaldo)
Plymouth (do meu tio Ernesto)
Brasinca 4.200 GT (do meu tio Ernesto)
Alfa-Romeo GTV 1750 branca (do meu tio Ernesto)
Jaguar MkII bordô (do meu tio Luis)
Buick azul claro metálico (do meu tio Luis)
Alfa-Romeo JK FNM 1962 cinza
Fusca 1200 (do meu primo Bernardo) em viagem à Bahia, com faróis de milha OSCAR
Camionete Ford 1951 cinza (em Campos do Jordão)
Trator Case anos 40 vermelho (em Campos do Jordão)
Opel Rekord 1960 verde claro
Rural Willys 1960/62/64/65
Riley RME 1949 2,5 preto e vermelho
Renault Gordini 1964 branco (da minha tia Joaninha)
MG TD (da família Oliveira)
Austin Healey (da família Oliveira)
DKW Vemaguete bege (da família Oliveira) na viagem com os Oliveiras ao RJ – hospedagem em Ipanema com Sonia e Jorge

Adulto
BMW R60 1969
Moto Guzzi 850GT 1973
Porsche 912 1968 branco
JK cinza
Veraneio bege
Fusca 68 bordô
Opel Commodore 1968 prata com capota vinil preta
Opala Caravan amarela
Jaguar Etype V12
Chevette alemão vermelho
Variant amarela
Variant II branca
Fiat 147 azul marinho
BMW 3.0 CSI 1971 branca (meu pai ficou tão pouco tempo com o carro que nem cheguei a guiá-lo)
BMW 2002 automática preta (meu pai ficou tão pouco tempo com o carro que nem cheguei a guiá-lo)
Belina branca
Corcel bege
Santana Quantum 1,8 champagne metálico
Santana Quantum 2,0 cinza metálico
Passat bege
Passat 1984 cinza
Parati branca
Voyage bordeaux metálico
Peugeot Break azul
Omega
Honda Accord verde metálico
Santana Quantum preta automática
Mercedes-Benz 500SL 1986 azul
Honda Accord 1995 perua azul
Volvo 850 1994 perua grafite
Volvo 850 1996 ou 97 perua verde metálico
Volvo T5 azul
Volvo XC70 azul
Volvo XC70 prata
Volvo XC60 branco ártico
Subaru Forester
Hyunday Azera preto
Porsche 911 Carrera 1975 branco
Mercedes-Benz 280SL 1970 branca “Pagoda”
Jaguar Etype S1 4,2 branco 1965

é isso, por fernando stickel [ 11:35 ]

arthur und mausi

mausi
Meu avô, Arthur Stickel, minha tia, Elisabeth Stickel Müller e o Dodge 1946 que herdei após o falecimento do meu avô em 1967.
Mal me dei conta, mas naquela época o Dodge já era um clássico….

é isso, por fernando stickel [ 16:27 ]

carros

carros1.jpg
Aprendi a dirigir aos 13 ou 14 anos, com o meu pai em uma Rural Wyllis em Campos do Jordão e com a minha mãe em um Opel Rekord 1960 na praia do Guarujá.
Meu avô Arthur Stickel também deixava eu guiar seu Dodge na Praia do Guarujá e um dia, tão excitado com a aventura atolei o carro no areião…
Nesta fase adolescente meu pai permitia que eu guiasse em Campos do Jordão nas férias de Julho, dentro dos limites da fazenda da família, o que significava intermináveis idas e vindas em uma pequena estrada de terra de cerca de 2 km.
Eu dirigia tudo o que me caisse nas mãos, principalmente uma camionete Ford 1951 cinza, caindo aos pedaços, um trator vermelho Case dos anos 40, de rodinhas juntas na frente, e o carro da minha avó Lili, um Ford Tudor V8 1955 branco.
À noite, eu e meu primo Bernardo sempre encontrávamos um jeito de roubar os carros, e aí saíamos para fora da fazenda, eu guiando o Tudor e ele no Plymouth Belvedere 1959 do pai dele. Eram corridas entre Abernéssia e Capivari, sempre em alta velocidade, a mais de 100km/h. As avenidas eram desertas e geladas e eu lembro das luzes dos postes passando rápidamente contra o céu estrelado.
Só não aconteceu um acidente nestas saídas noturnas porque a divina providência houve por bem nos poupar.

é isso, por fernando stickel [ 9:18 ]