aqui no aqui tem coisa encontram-se
coisas, coisas, coisas...
...desde janeiro de 2003

O que é educação?

Sandra e eu pegamos o elevador na garagem do Shopping Iguatemi, fomos assistir ao excelente filme Michael, antes mesmo de entrar no elevador eu já escutava a voz de homem falando muito alto, dentro do elevador encontrei o cidadão à vontade, discursando para seu celular num tom de voz muitos decibéis acima do que seria compatível com a situação.

A aparência do gajo sugeria a de um malfeitor, e as duas damas que o acompanhavam pareciam, bem, acompanhantes de malfeitor.
Todos trajavam roupas e acessórios de grife, com o claro intuito de comunicar o seu elevado status financeiro.

Que horror!!!

é isso, por fernando stickel [ 11:24 ]


Propaganda da IBM Selectric

Esta história começa com um furto.

A Selectric, máquina de escrever elétrica de esfera da IBM foi lançada em 1961, sua tecnologia também serviu de base para os primeiros terminais de computador e processadores de texto da IBM.

Entre as décadas de 1960 e 1980, a Selectric foi tão dominante que, para muitas empresas, “ter uma IBM” significava simplesmente possuir uma máquina de escrever. Seu desenho industrial tornou-se um dos ícones do escritório moderno do século XX, comparável à importância do computador pessoal duas décadas depois.

Nos anos 1970 surgiram modelos mais sofisticados, como a IBM Correcting Selectric II, que incorporava sistemas de correção automática por fita corretiva, que foi o modelo que Lelé e eu compramos, usada.

Lá pelos idos de 1978, tocando o escritório de comunicação visual und que eu havia criado com o Norberto (Lelé) Chamma em 1977, um belo dia, na hora do almoço um gatuno entra no escritório, que ficava na R. Felipe de Alcaçova, na Vila Madalena, e leva nossa jóia da coroa, a Selectric. O ladrão saiu correndo, tropeçou, a IBM voou e o ladrão se evadiu, sem a máquina, que foi recuperada com arranhões.


A Lambretta laranja

Ao saber do furto decidi imediatamente que precisávamos de um muro alto, pois a casa era aberta para a rua, com murinho baixo. Saí na minha Lambretta cor de laranja atrás de um depósito de material de construção, para encomendar areia, cimento, ferro e tijolo. Quando desci a íngreme ladeira da R. Purpurina, entre a Fradique Coutinho e a Mourato Coelho, encontrei um caminhão que subia a rampa e cuja carga de ferros de construção havia “escorrido” para o chão.
O motorista e o ajudante estavam ali sem saber o que fazer, coçando a cabeça. Parei e perguntei:
-Tá sobrando ferro aí?
-Por que, tá precisando quanto?
– Duas barras. (cada uma tem cerca de seis metros de comprimento)
– Pode pegar…
Embalado pela fantástica economia que eu proporcionaria à obra do muro, peguei duas barras no chão, dobrei-as ao meio, passei pelo estepe da Lambretta, amarrei com elástico, e saí arrastando uma espécie de rabo de andorinha com três metros de cada lado da Lambretta.

Subi a Purpurina em primeira marcha, virei à direita na Fradique, tudo ia bem, o ruído dos ferros arrastando no asfalto, me animei, coloquei segunda marcha, já estava no meio do quarteirão, ganhando velocidade na descida, quando um brutal tranco me lançou ao chão. Deitado no asfalto, tonto, arranhado, esfolado, com enorme corte no pé, roupas e sapato rasgado, sem óculos e sem relógio, fui socorrido por “populares”, que gentilmente recolheram meus pertences espalhados e me ajudaram a levantar. Aí entendi o tamanho da minha burrice, o lado direito daquele apêndice metálico que eu arrastava havia sido “mordido” pelo pneu de um carro estacionado, brecou a Lambretta que simplesmente me ejetou. O saldo da brincadeira: Um pé mal costurado no pronto socorro da esquina, que depois inflamou e tive que ir a um cirurgião plástico que abriu tudo de novo, e costurou tudo de novo, uma Lambretta destruída, a obra do muro adiada e uma lição aprendida: Burrice mata!

E a IBM teve que ir para o conserto, para se recuperar do tombo…


Sede da IBM na Rua Tutóia

Logo na sequência, com a máquina de escrever consertada, fui comprar fitas para ela, na recém inaugurada sede da IBM em São Paulo na Rua Tutóia, projeto dos arquitetos Croce, Aflalo e Gasperini. Fui muito mal atendido e relatei o fato em uma carta. Não custa lembrar que na época ainda não existia fax, internet, e-mail, motoboy, etc…

25 de Abril de 1978
und 029/78

Ilmo. Sr.
José Bonifácio de Abreu Amorim
Presidente
IBM do Brasil – Indústria, Máquinas e Serviços Ltda
Av. Presidente Vargas 642 (ICOMAP 824)
Rio de Janeiro RJ

Prezado Senhor,

Quero inicialmente expressar minha satisfação em possuir una máquina de escrever IBM, bem como externar o prazer que tive em conhecer de perto a sede paulista da IBM à Rua Tutóia.
Muito ne surpreenderam no entanto, as experiencias passadas na recepção e seção de vendas a vista da supra citada sede, na minha opinião totalmente incompatíveis com a imagem institucional desta conceituada empresa.
Assim, ao me dirigir à sobreloja, me deparei com una reprodução fiel das nossas mais ineficientes repartições públicas.
Uma fila de “boys” de fazer inveja ao INPS desenbocava num balcão onde funcionários rudes e desprovidos de interesse anotavam o pedido e forneciam una senha gasta.
A simples tarefa de extrair una nota fiscal ao consumidor e entregar uma dúzia de fitas demorou, no meu caso 1 hora.
Ao tentar obter uma indicação quanto a esfera correta que deveria adquirir, uma vez que esta que lhe escreve esta “encavalando”, obti como resposta do funcionário um seco: “Chame a assistência técnica”.
Ao me dirigir a recepção e solicitar o nome e endereço de V. Sa. fui submetido a um polido interrogatório entremeado de consultas telefônicas como se, a priori suspeitassem de una carta-bomba ou similar.
Acredito que os fatos aqui mencimados se constituam de fato numa “bomba” para V. Sa., una vez que profissionais do nivel hierárquico que V. Sa. ocupa sofrem, fruto de preccupações superiores, um distanciamento natural das ocorrencias diárias nas sobrelojas.
Espero apenas que em futuro próximo, eu possa vir a ser atendido em nível compatível à imagem que a IBM projeta no Brasil e no mundo.
Sendo o que se me apresenta para o momento, despeço-me,

Atenciosamente

Fernando Diederichsen Stickel

Norberto Chamma/Fernando Diederichsen Stickel Arquitetos
Rua Felipe de Alcaçova 73 (011)212 4615
05416 São Paulo SP Brasil


Papel carta da und,na primeira versão, com Chamma/Stickel/und/Arquitetura/Visual. Logo depois reduzimos para apenas o logotipo und

Para minha surpresa, poucos dias depois chegou por carta a resposta do CEO da IBM no período 1969-1979, José Bonifácio de Abreu Amorim, se desculpando pelo ocorrido e oferecendo soluções.
Para mim foi uma vitória no estilo David versus Golias, pois a IBM naquela época era, provavelmente, a empresa mais poderosa do mundo na área de tecnologia, apelidada de “Big Blue”, tinha o tamanho e poderio equivalente a Apple, Microsoft, Google, tudo junto!

é isso, por fernando stickel [ 17:50 ]

Lá no final dos anos 80 e começo dos 90 eu frequentava o delicioso restaurante de massas Da Fiorella, na Rua Bernardino de Campos, no Brooklin Paulista.

O restaurante foi criado em 1976 pela minha amiga Mara Baldacci, irmã da Vera, e fechou em 1995. Muito charmoso e decorado com centenas de desenhos, gravuras, vários deles de autoria dos amigos da casa, entre eles, eu.

As toalhas das mesas eram de papel, e invariavelmente eu desenhava alguma coisa. Anos atrás a Mara me enviou as imagens de alguns destes desenhos, que adorei rever, obrigado!!


Jade Gadotti assina este desenho comigo

é isso, por fernando stickel [ 8:01 ]


Em frente ao barco ARTHUR STICKEL, meus irmãos Roberto, Ana Maria e Sylvia, meu filho Arthur e eu.

O Esporte Clube Pinheiros reiniciou suas atividades de remo em 2005, na raia olímpica da USP.

O clube recebeu na época a doação de 15 barcos a remo de clubes da Alemanha, que foram batizados no dia 28 outubro 2006 na raia olímpica da USP, em uma cerimônia com a presença das famílias dos homenageados com o nome de personalidades do Clube.

O maior barco da classe 8 com patrão, doado pelo Ruder Club am Lech Kaufering e.V. (RCLK) , recebeu o nome do meu avô Arthur Stickel, que foi presidente do clube por 9 anos, e quem o batizou foi o meu filho e bisneto do homenageado, Arthur Siriuba Stickel, de 11 anos.


Arthur batizando o barco


O evento na raia olímpica


O barco, com nome do clube doador

é isso, por fernando stickel [ 14:04 ]

Conheci o Luiz Schwarcz na piscina do clube Pinheiros, no início dos anos 80. Um pouco mais jovem do que eu, ele trabalhava Editora Brasiliense, com o Caio Graco Prado.

Perguntei a ele se poderia ler minhas poesias, naquela época eu as tinha xerocadas e encadernadas em espiral, com o título CAFÉ CADILLAC, ele aceitou e algum tempo depois, em 12 abril 1984, poucos dias antes do comício das DIRETAS JÁ no Vale do Anhangabaú, recebi dele esta carta.

Achei legal ele ter me dado uma resposta, mas o duro caminho da arte estava mais uma vez delineado naquelas linhas…

é isso, por fernando stickel [ 7:44 ]

Faleceu Olivier Perroy aos 89 anos. Amigo do Wesley Duke Lee, que foi onde o conheci. Publicitário, cineasta, personalidade forte e alegre, deixa saudade.

é isso, por fernando stickel [ 11:05 ]

Participei da exposição coletiva “São Paulo by” na Galeria Suzanna Sassoun em São Paulo, com patrocínio da Sputnik e abertura em 19 abril até 10 maio, provavelmente em 1988.
Artistas participantes:
Antonio Peticov
Claudio Tozzi
Ester Grinspum
Fernando Stickel
Gregório Gruber
Guto Lacaz
Ivald Granato
Jeanete Musatti
José Carratü
José Guyer Salles
José Leonilson
José Roberto Aguilar
Marcelo Nietzsche
Newton Mesquita
Pinky Wainer
Sérgio Fingermann
Takashi Fukushima

é isso, por fernando stickel [ 10:25 ]

Meu falecido amigo Anisio Campos (1934-2019), sempre muito criativo, teve uma ideia brilhante para comemorar o Natal em 1993, “vestir” os postes de iluminação pública com lanternas de 1 metro de altura criadas por artistas plásticos, criando uma exposição pública ao ar livre. As “telas-lanternas” em tecido translúcido seriam penduradas em aros metálicos fixados nos postes da rede pública.

A Associação de Lojas e Restaurantes da Oscar Freire comprou o projeto, alguns apoios foram obtidos juntamente com as necessárias conversas com o poder público e a concessionária da iluminação.

O projeto “Arte na Luz da Rua” frutificou e foi inaugurado com linda festa ao ar livre em 25 novembro 1993, ao longo da R. Oscar Freire em São Paulo. Eu tive o privilégio de ser um dos artistas selecionados.

é isso, por fernando stickel [ 21:40 ]

A 19ª Bienal Internacional de São Paulo promoveu o Circuito Atelier Aberto, onde 50 artistas abriram seus ateliês ao público, na cidade de São Paulo, em setembro e outubro de 1987, com apoio cultural da Subdistrito Comercial de Arte, projeto incentivado pela antiga lei Sarney.

A ideia era aproximar o público do processo de criação; romper a centralização institucional da Bienal; criar circulação por bairros e ateliês independentes e dar visibilidade a artistas jovens e experimentais fora do circuito comercial tradicional.

A mesma iniciativa se repetiu dois anos depois, com 65 artistas, por ocasião da 20ª Bienal Internacional de São Paulo, com coordenando de Vera Rodrigues e Arnaldo Battaglini.

O meu ateliê, na Rua Ribeirão Claro – Vila Olímpia, participou dos dois Circuitos.

é isso, por fernando stickel [ 17:03 ]

Participei da exposição de abertura das novas instalações da Galeria Cesar Aché em um casarão na Rua da Candelária, no Centro do Rio de Janeiro em outubro de 1986.

Olhando para meus colegas de exposição 40 anos depois, fico contente de ter estado em tão boa companhia:
Abelardo Zaluar
Adir Sodré
Alex Vallauri
Amélia Toledo
Antonio Dias
Benevento
Beatriz Milhazes
Carlos Zílio
Celso Renato de Lima
Charles Watson
Darel
Emanoel Araújo
Evany Fanzeres
Farnese de Andrade
Fernando Stickel
Franz Weissmann
Glauco Pinto de Moraes
Ione Saldanha
João Câmara
João Grijó
Milton Machado
Mira Schendell
Sergio Campos Mello
Siron Franco
Wanda Pimentel

é isso, por fernando stickel [ 16:39 ]

Participei da exposição “Pantanal” na Sadalla Galeria de Arte em setembro e outubro de 1990.

Participaram 40 artistas e 10 fotógrafos, todos ligados ao “Movimento Nacional de Artistas pela Natureza” coordenado por Bené Fonteles.

é isso, por fernando stickel [ 15:58 ]

Há muitos e muitos anos passo em frente deste imóvel na Vila Nova Conceição, na R. Bastos Pereira 519, sempre curioso sobre a placa RIACHUELO Mudanças e Guarda Móveis.

Finalmente encontrei a porta aberta e o simpático convite do Luis Scalabitti de 83 anos, filho do fundador da empresa em 1926, para conhecera empresa e o espaço.
Um galpão grande e profundo, que a fachada simples da casa não sugere, abriga vários contêineres, o guarda móveis.

No terreno vizinho outro galpão abriga 4 caminhões Mercedes-Benz modelo 1113, dos anos 60, de uma frota de seis, todos impecáveis e conservados.
Luis e os irmãos nasceram ali mesmo na Bastos Pereira, hoje uma irmã mora no andar de cima.

Lembrei muito do meu falecido amigo Cassio Michalany, que morava e tinha seu estúdio a poucos quarteirões, na R. Lourenço de Almeida, em um imóvel muito parecido.

é isso, por fernando stickel [ 8:32 ]

Meu ex-aluno de desenho Naji Ayoub está expondo seus trabalhos em Santos, SP.

A Pinacoteca Benedicto Calixto recebe, a exposição “Naji Ayoub e o Campo Vivo da Pintura”, dentro da programação da 4ª edição do Arte na Pinacoteca. A mostra com curadoria de Carlos Zibel e Antonio Carlos Cavalcanti Filho reúne obras recentes do artista e propõe ao público uma imersão na pintura como processo, marcada pela relação entre gesto, matéria e cor.

A exposição integra a programação da 4ª edição do Arte na Pinacoteca, uma ação cultural realizada pelo Ministério da Cultura com patrocínio da Ecovias, Instituto Rumo, Rumo, Brasil Terminal Portuário (BTP), MSC, MEDLOG e G. Pierotti. A iniciativa da Fundação Pinacoteca Benedito Calixto tem direção executiva de Leila Gazzaneo e produção executiva de Fábio Luiz Salgado.

Pinacoteca Benedicto Calixto – Av. Bartolomeu de Gusmão 15 Boqueirão – Santos SP
Terça a domingo, das 9h às 18h
Entrada gratuita
Informações: (13) 3288-2260 | WhatsApp: (13) 9 9171-4553
Instagram: @pinacotecabenedictocalixto

é isso, por fernando stickel [ 10:52 ]


Envelope da época. Reparar a existência de endereço telegráfico e telex

Racional Engenharia SA

Pedi demissão da Austin Company no final de 1975. Eu tinha 27 anos, estava no início do meu segundo casamento com a Iris Di Ciommo, e morávamos no meu apartamento da Rua Tucumã, em frente à entrada principal do Esporte Clube Pinheiros.

Desempregado, resolvemos viajar em lua de mel para a Bahia na minha Variant VW amarela. Partimos no domingo, 18 de janeiro de 1976.

Voltamos da viagem e, pouco depois, internei-me no Hospital Nove de Julho, em 17 de fevereiro, para uma cirurgia de postectomia. Ainda em recuperação, recebi um telefonema de Newton Simões, da Racional Engenharia, confirmando minha contratação.

As conversas com a Racional já vinham acontecendo havia algum tempo. Fui contratado como Gerente de Planejamento — um nome elegante para vendedor de projetos de construção.

Logo nas primeiras semanas de trabalho, Newton pediu que eu fizesse as malas para uma viagem a Ribeirão Preto e marcou encontro no aeroporto de Congonhas. Para minha surpresa, embarcamos — Newton, eu e mais duas ou três pessoas — em um jatinho particular. Na chegada, dois ou três Dodge Dart brancos, com o logotipo da Usina Santa Elisa nas portas, já nos aguardavam.

Aos poucos fui entendendo as conexões. Newton era casado com Edilah Biagi, ligada à família de Maurilio Biagi Filho, CEO da usina e um dos fundadores do Programa Nacional do Álcool. A Racional, que tinha o próprio Maurilio entre seus acionistas, pretendia atuar na construção de usinas de açúcar e álcool no modelo “turn-key”.

Conheci então a Usina Santa Elisa, em Sertãozinho, e fiquei impressionado com a escala da operação. O tema começou a me interessar. Na sequência, visitamos as instalações da Renk-Zanini e da Dabi Atlante, e fui me aclimatando àquele universo.

No escritório da Racional, em Pinheiros, eu cuidava de prospecção de clientes, preparação de propostas comerciais e outras atividades correlatas. Também me chamava atenção a comunicação visual da empresa — folhetos, catálogos e materiais institucionais claramente precisavam de um upgrade.


Sede da Racional Engenharia em Pinheiros

Sugeri ao Newton a contratação de um novo programa de identidade visual e indiquei o escritório Cauduro Martino. A proposta foi aceita e o trabalho realizado. O logotipo branco vertical sobre fundo verde, criado naquela época, continua sendo usado pela empresa até hoje. Coordenei depois toda a aplicação da nova marca: sinalização, folhetos, tapumes de obra e demais materiais.


Charge de Paulo Caruso

Propus também outras iniciativas visuais, entre elas Cartão de Natal criados pelos cartunistas Jaguar e Paulo Caruso, além de uma exposição de fotografias de George Love.


Charge de Jaguar

No início de 1977 eu já trabalhava havia mais de um ano na empresa, com direito a férias, e Iris estava grávida de três meses da minha primogênita, Fernanda. Fui falar com o Newton e pedi férias. Ele concordou imediatamente. Então completei:
— Newton, acho que vou querer quarenta dias. A Iris está grávida, talvez sejam nossas últimas férias realmente livres…
Ele concordou de novo.
A viagem pela Europa foi maravilhosa. Voltamos num domingo. Na segunda-feira retornei ao escritório e passei o dia cumprimentando colegas, contando histórias da viagem, retomando a rotina.
No final da tarde, Newton me chamou para conversar. Depois de alguns minutos de conversa informal, veio o diálogo, mais ou menos assim:
— Fernando, não vai dar.
— Não vai dar o quê?
— Não vai dar para você continuar…
— Continuar o quê, Newton?
— O seu trabalho aqui. Durante as suas férias apareceram muitos pepinos que você não deixou encaminhados. Sua atuação como gerente foi falha.
— Ah, entendi… Sabe de uma coisa, Newton? Realmente eu não tenho vocação para burocrata. Eu gosto do desafio; quando tudo estabiliza, eu perco o tesão. Vamos fazer o seguinte: você me demite e eu continuo colaborando como autônomo nas áreas de comunicação e criação.
— OK.


Iris e Fernanda

E assim, em menos de dez minutos de conversa cordial, a questão ficou resolvida.
Minha demissão foi formalizada e, simultaneamente, elaboramos um contrato de prestação de serviços para comunicação visual, audiovisual e decoração da sede da empresa com fotografias de George Love, entre outros projetos.
Pouco depois, em 29 de outubro, nasceu minha filha Fernanda. E logo em seguida, ainda em 1977, ao lado do meu colega Norberto (Lelé) Chamma, iniciei o escritório de design visual und.

Nos corredores da Racional fiz muitos amigos, meu colega de trabalho na época Arnaldo Halpern é hoje conselheiro da Fundação Stickel, Ricardo e José Nicolau, Henrique Falzoni, Milton Golombek, e muitos outros.

é isso, por fernando stickel [ 18:14 ]

A exposição REVER BARAVELLI é a maravilhosa retrospectiva do meu mestre Baravelli em cartaz no Centro MariAntonia, com curadoria de Maria Alice Milliet e produção da Galeria Marcelo Guarnieri.

O artista é extremamente prolífico, nas palavras dele já são mais de 3.000 obras nestes 60 anos de carreira, a curadoria impecável pinçou obras fundamentais de sua carreira. Imperdível!!!

Sandra e eu emprestamos uma pintura do artista de nossa coleção para a mostra.

é isso, por fernando stickel [ 7:47 ]

Edo Rocha e eu somos amigos há mais de meio século…

Fomos colegas no colegial do Colégio Santa Cruz, frequentamos juntos a FAUUSP, participamos do mesmo “Grupo de Trabalho” e nos formamos arquitetos em 1973. Fomos colegas das aulas de desenho no estúdio de Frederico Nasser e na Escola Brasil: Frequentávamos o atelier de Wesley Duke Lee, e até capotamos juntos no meu Fusca 68…

Foi uma sensação boa reencontrar velhos amigos, ao observar os trabalhos mais antigos da exposição. Sim, eu vi estas obras de arte nascerem! Eu vivia no estúdio do Edo, na edícula da casa dos seus pais na R. Cel. Alfredo Cabral, praticamente acompanhando sua feitura no final dos anos 60 e início dos 70.

A exposição “Edo Rocha na Oca – Arte e Arquitetura” com curadoria de Agnaldo Farias, também meu amigo há muitas décadas, provocou em mim o efeito “máquina do tempo”, muitas lembranças de um tempo bom, criativo e excitante, afloraram com força!


Edo Rocha na abertura da exposição, com Kika e Barbara Gancia


Memorabilia exposta, com o convite que fiz em 1970


Na Oca Ibirapuera (Pavilhão Lucas Nogueira Garcez)


Pintura acrílica sobre tela de 1969


Nanquim sobre papel, acrílica, alumínio e acrílico de 1969


Retrato de Edo Rocha por Wesley Duke Lee. Acrílica sobre tela

é isso, por fernando stickel [ 10:40 ]

Quem gosta de carro antigo vai entender este post no seu mais completo significado.

Você compra um carro que você gosta muito, no caso um Porsche 911S 1975, Silver Anniversary Edition (a primeira série especial da Porsche) Aí você investe cerca de 10 anos, e muito dinheiro, aprimorando o carro, reformando, ajustando, pintando, encontrando o tecido certo para o estofamento, andando com o carro, corrigindo defeitos, encontrando os pneus corretos, participando de provas, andando mais, etc… etc…

O carro está perfeito, lindo, anda bem, o ar-condicionado gela, o rádio Blaupunkt e tudo o mais funciona perfeitamente, o barulho do motor te envolve e te seduz, na estrada ele se comporta como um kart, grudado no chão, ou seja, uma delícia!

No dia 1 maio você vai trabalhar a máquina em uma linda tarde de outono, tudo perfeito, tem prazer maior que esse?

E tem mais, esta joia está à venda, veja AQUI.

é isso, por fernando stickel [ 16:50 ]


Jimmy à esquerda, Bolt à direita

Quem anda de bicicleta sabe que existe uma velocidade mínima onde você ainda tem controle, abaixo dessa velocidade você pode perder o controle e cair.

Na minha caminhada diária com Jimmy e Bolt tem acontecido algo similar. Meus cães estão ficando velhos, o Jimmy tem 14 anos e o Bolt 12, eles andam cada vez mais devagar e levam mais tempo cheirando e explorando. O Bolt muitas vezes para no meio da caminhada e fica parado, só olhando, preciso praticamente arrastá-lo para recomeçar a caminhada.

A minha caminhada também piorou, principalmente por questões de equilíbrio, sequelas da minha cirurgia de coluna em 2024, andar muito devagar, à semelhança da bicicleta, acaba gerando desequilíbrios.

Aí é que a coisa pega, os três velhinhos tem que achar uma maneira de realizar a caminhada diária sem que eu leve um tombo (já aconteceu…) e que o ritmo seja minimamente aceitável. Estamos trabalhando nisso!!!!

A prova científica do que descrevi acima está no recurso do Iphone que mede a assimetria ao caminhar. Minhas caminhadas sem os cães tem cerca de 2 a 3% de assimetria, hoje, nesta caminhada lenta, a assimetria aumentou quase oito vezes!!!

é isso, por fernando stickel [ 9:40 ]