28 de junho de 2009

coopa
Entrar em uma favela como a Rocinha é uma experiência que todo o brasileiro que mora “bem” deveria ter.
É óbvio que o conceito de “morar bem” é flexível, mas qualquer morador das grandes metrópoles que possa chegar e entrar em casa livremente, com um mínimo de privacidade e higiene já estará incluido nesta categoria.
A nossa visita à COOPA-ROCA, Cooperativa de Trabalho Artesanal e de Costura da Rocinha Ltda. foi precedida de alertas proibindo o uso das máquinas fotográficas, deveríamos andar em fila indiana, sem parar, até chegar às instalações da cooperativa.
As vans que nos transportaram estacionaram em uma pequena área livre, descemos, atravessamos a rua e entramos em uma daquelas vielas que só se vê nos filmes ou reportagens da TV.
Não tive medo, longe disso, mas você sabe que é um estranho no ninho. Duas senhoras comentaram ao passarmos:
-O que esse monte de turistas está fazendo aqui na favela?!
A vista da sede da cooperativa é de tirar o fôlego, principalmente pelo tamanho da Rocinha.

tete
Maria Teresa Leal, a Tetê, criadora do Coopa Roca em 1981 explica ao nosso grupo como funciona a cooperativa.
Os trabalhos de bordado e crochê executados pelas cooperadas são lindíssimos, a Coopa Roca mantém parcerias com grifes conhecidas como Osklen e Carlos Miele, desenvolvendo e produzindo peças sofisticadas.

é isso, por fernando stickel [ 11:24 ]

Um comentário

  1. zorel

    sem duvida a rocinha é especial, trabalho de terça a sexta há 2 anos e tive o enorme prazer de conhece-la nunca tive medo ou algo similar, sei que a minha segurança estava garantida. num feriado levei minha filha de 4 anos para conhecer a rocinha da rua1 ate o largo do boiadeiro. nunca mais ela esquecera aquele momento sempre que escuta falar da rocinha ela me olha e da um sorriso e comenta alguma coisa.
    viu a pura realidade de quem mora num lucal considerado sub-mundo. a saude publica tem que rever seus conceitos. o que eu posso afirmar é que eu adoro trabalhar na rocinha sou vendedor atendo os mercados farmacias e decerias.

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