
Assisti longamente ontem aos depoimentos de Ronan Maria Pinto, Klinger de Oliveira Souza e Sergio Gomes da Silva, o “sombra”.
Minha bem sucedida operação de catarata no olho esquerdo me obrigou a ficar em casa o dia inteiro, mas liberou a TV…
Os três são típicos bandidozinhos que vicejam e prosperam à sombra de um estado, que, além de ser o campeão absoluto da impunidade, acaba por privilegiar esta sub-raça de chupins, acostumada desde sempre a mamar nas tetas da nação, e montar esquemas para não perder a boquinha.
Ah! … mas o problema da mentira!!!
Sergio Gomes da Silva, além de pertencer a esta desprezível categoria, avança um pouco mais na maldade, pois as suspeitas de que ele seja no mínimo cúmplice (quem será o mandante??) do assassinato de Celso Daniel ficam cada vez evidentes.
“Sombra” mente descaradamente, se enrola, está nervosíssimo, finge mal o espanto e a dúvida, não demonstra emoção alguma ao relatar o sequestro de seu amigo, em suas próprias palavras “um irmão”, Celso Daniel.
Pode parecer loucura minha, mas em alguns momentos o “Sombra” me pareceu arrependido. Não o suficiente para confessar o crime, que ele não é louco, mas talvez o suficiente para pensar assim:
“Será que valeu a pena?… Em que roubada eu fui me meter!!
(ao final do depoimento ele parecia desesperado com tudo aquilo)
Suplicy continua a me surpreender.
Não sou muito arguto em análises políticas, invariavelmente me escapa o óbvio. Ainda assim, um senador petista meio trapalhão, mas reconhecidamente ético interessado em esclarecer um crime, cujo fio da meada bem desenrolado levará inevitavelmente ao comissário Zé Dirceu, Gilberto Carvalho e quiçá o próprio Presidente Lula.
Faz sentido?
Sei não.
PS: Só para tirar a cisma perguntei hoje ao meu mecânico qual a probabilidade de ser verdadeira a história que o “Sombra” conta de não conseguir engatar a marcha na Mitsubishi Pajero.
Resposta dele: Rigorosamente igual a zero.