Ontem na noite de autógrafos do meu livro “Vila Olímpia” na Bienal do Livro recebi as visitas da Julia e seu filho Fernando, do Ronaldo e Angela, da Celia, marido e filha, e do meu primo Marcelo.
Todos alegraram minha noite, colocamos o papo em dia, e apesar do frio foi muito bom!
Além disso fiquei conversando com a Carolina, que trabalha na Editora Terceiro Nome e corre de motocicleta!

21ª Bienal do Livro de São Paulo
Fernando Stickel estará no estande da Editora Terceiro Nome (K 22) conversando com os amigos e autografando seu livro Vila Olímpia.
Terça-feira, 17 de agosto, às 19h
no Pavilhão do Anhembi: Av. Olavo Fontoura, 1.209, São Paulo
Esperamos sua visita!

A Vejinha desta semana traz o encarte “Especial Bairro a Bairro” sobre a Vila Olímpia.
Fui convidado pelo jornalista Marcelo Moura a dar meu depoimento sobre meu querido bairro, onde morei por vinte anos na R. Ribeirão Claro.

Pequena crônica das desgraças paulistanas
Hoje cedo fui a pé para a minha sessão de Pilates na R. Helena, Vila Olímpia.
Caminhada de meia-hora.
A ligação entre a R. Funchal, e a Av. Helio Pellegrino, inaugurada há cerca de seis meses, já se transformou em depósito de entulho e lixo, o mato cresce nos canteiros.
É inacreditável como não existe o conceito de MANUTENÇÃO no poder público, a Prefeitura entrega a obra, e daí pra frente, dane-se!
Cheguei ontem em casa totalmente molhado, apesar do casaco pesado que uso para andar de moto e do capacete.
Saí sob chuva do Colégio Rio Branco, na Av. Higienópolis onde estava em uma reunião da APF, passei rápidamente para ver o meu neto Samuel na R. Sampaio Vidal e vim para casa, em Moema.
Se alguém fizesse este mesmo trajeto de carro, que eu levei cerca de 40 minutos de moto, teria levado no mínimo duas horas.
A cidade completamente inundada e paralisada.
São Paulo, em bom português, está uma merda para se morar.

Em Maio de 2006, José Mindlin esteve na exposição das minhas fotografias “Vila Olímpia” na Pinacoteca.
Morre em São Paulo o empresário e bibliófilo José Mindlin
Hoje, José Mindlin, confortavelmente sentado em uma poltrona de espumas brancas estica sua mão e pega um livro na estante branca.
A cena se passa no céu, para onde ele viajou. Com certeza fez boa viagem, levou consigo bagagem imensa, porém de reduzido volume, todos os livros que leu, toda a contribuição que fez para a humanidade com sua vida digna, inteligente e culta, vivida sempre com alegria.
Durante toda uma vida escutei meu pai, Erico Stickel, louvar este que ele, também bibliófilo, considerava o “Rei” dos bibliófilos.

Fabiane Leite, de O Estado de S. Paulo
Foi assim que Mindlin viveu grande parte de sua vida, no meio dos livros.

Na Vila Olímpia.

Na Vila Olímpia.

O monstro da Vila Olímpia quase pronto. O Shopping Vila Olímpia, do Grupo Victor Malzoni é inacreditávelmente feio, burro, sem graça, sem charme, sem beleza, sem nada.
Não consigo entender um empresário que escolhe o pior projeto, aquele que não acrescenta nada, ao contrário, evoca um estilo neo-qualquercoisa sem conexão alguma com a história da cidade e do bairro, e muito menos com as boas raízes da arquitetura brasileira.
Em tempo: Como bem me lembrou meu colega arquiteto Sdney, o estilo é NEO-CHURRASCARIA!

O traçado viário da Vila Olímpia se moderniza, a ligação Helio Pellegrino-Funchal está quase pronta e grandes espaços abertos surgem em um bairro que nunca os conheceu.
O velho bairro perde a sua cara.
O problema urbano brasileiro, em primeiro lugar é a falta de planejamento e fiscalização, e em segundo, na minha opinião, a não preservação da história da cidade.
Não há dúvida que certas obras são necessárias, mas a “velha” Vila Olímpia, do jeito que vai, está fadada à extinção.
A Vila Olímpia era um bairro especial, charmoso, interessante? Não. Mas para mim que lá vivi 20 anos, e onde ainda tenho meu estúdio, era (e ainda é) cheio de interesse, exatamente pela sua “falta” de interesse.
Engraçado, né?!

Em tempo: O Edivaldo me informa quem é o responsável pelo projeto arquitetônico do novo Shopping Vila Olímpia.
Trata-se do arquiteto carioca Paulo Baruki, formado pela UFRJ em 1988.
Lindo o projeto, né, bem adequado à São Paulo do Terceiro Milênio.
É inacreditável o fascínio que esta bosta de estilo neo-clássico exerce nos empreendedores imobiliários, no caso o Grupo Victor Malzoni, que investe R$100milhões no empreendimento.

Neste ponto eu tiro o chapéu para os americanos, se é para ser “NEO” que seja para valer, é só dar uma olhadinha em Las Vegas, por exemplo no Luxor Hotel...

Esta foto de 17/2/2003 é a digital mais antiga que sobreviveu nos meus arquivos.
É do tempo da minha primeira câmera digital, Sony Cyber-shot DSC-F717.
Na esquina das avenidas Helio Pellegrino e Nova Faria Lima, este outdoor não sobreviveu à Lei Cidade Limpa, e também não sobreviveria ao prolongamento iminente da Helio Pellegrino, que se juntará à R. Funchal, na Vila Olímpia.

A mesa do almoço, e o depois do almoço, na R. Periquito, Vila Olímpia.

Me impressiona muito a passagem do tempo.
O tempo passa e as coisas mudam, rápidamente.
Em Agosto 2004, cinco anos atrás, a Fundação Stickel se movimentava lentamente para sair de um sono letárgico de 30 anos, por pouco não desisti da empreitada, tal a quantidade de problemas enfrentados.
Em Agosto 2005, há quatro anos atrás, iniciava-se a reforma do Espaço Fundação Stickel, na R. Ribeirão Claro, Vila Olímpia, que foi inaugurado em Outubro com a exposição do Baravelli.
Utilizado intensamente até Dezembro 2006, abrigou nove exposições.

O imóvel da R. Ribeirão Claro 37 foi demolido e hoje recebe a construção da nova sede da Comunidade Shalom.

Vencedores de um concurso de arquitetura promovido pela Shalom, o projeto será de Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci, da Brasil Arquitetura.
Eu fico particularmente feliz com o desfecho do uso de um imóvel que foi minha casa/estúdio por 20 anos, na qual nasceu meu filho Arthur, escrevi meu livro aqui tem coisa e plantei várias árvores, no terreno e na calçada.

Uma novidade feia de doer é o novo Shopping Vila Olímpia, na R. das Olimpíadas, programado para inaugurar em Novembro.
O projeto neo-qualquercoisa é tão ruim que tem cara de ser do Julio Neves.

A outra é o prolongamento da Av. Helio Pellegrino, projeto do Movimento Colméia em parceria com a Prefeitura.

Durante visita à Biennale di Venezia, foto feita na ilha de Burano, na mesma ótica da minha série de fotos “Vila Olímpia”.

Pouco a pouco meu estúdio volta à vida, graças à sabedoria arquitetônica da minha amada Sandra.
Não fosse a insistência dela em limpar a área, exigindo que eu me livrasse de toneladas de coisas inservíveis, não teríamos chegado a esta bela e agradável situação.
É preciso reinventar, reciclar, descarregar, aliviar, para poder prosseguir e crescer.
Neste espaço pretendo implantar um “entreposto” de artes, visando geração de recursos para a Fundação Stickel, através de vendas diretas, captação de obras através de doações e leilões, edição de gravuras digitais, o formato ainda não está bem definido, mas é por aí.

Na Vila Olímpia.

Ao final da tarde os aviões passam, o azul do céu se adensa e a lua aparece, enquanto curtimos os nove metros quadrados do “jardim” do meu estúdio na R. Nova Cidade, recém reformado pela Sandra.
Reproduzo integralmente o post do artista plástico Roberto Silva em seu blog MAIL BLOG:
Terça-feira, 17 de Março de 2009
Mosaico fotográfico da Vila Olímpia.
Fotografias de Fernando Stickel

Às vezes quando passo pelas ruas da Vila Olímpia, a curiosidade me domina, o olhar dança, gira na procura dos pequenos detalhes, fragmentos arquitetônicos da Vila, capturados nos muros, portões, fachadas… Na fotografia singular do artista Fernando Stickel.
Magníficas e geniais composições que remetem ao plano pictórico, formas concretas, abstraídas por sua sensível percepção. O pequeno mundo da Vila Olímpia ampliado na poética de sua fotografia, sem dúvida é contemporâneo. Não há precariedade… Tem gosto, é bonito, perfeito, é bom, é revelador… Isso são coisas que interessam ao olhar do expectador, isso já basta para dizer a ele que algo ficou, despertou sua vontade de ver, quando passar pelas ruas da V.Olímpia, o que artista leu.
F. Stickel, no seu mosaico fotográfico fixa memórias que ficam… Janelas que com o passar do tempo mudam de cor, de textura ou deixam de existir. Preserva com paixão no tempo do seu olhar, sua ligação e presença humana nas pequenas coisas de sua curiosa Vila Olímpia.
Postado por Roberto Silva às 01:21

Esquina da R. Quatá com R. Ribeirão Claro, na Vila Olímpia. O bar da esquerda está lá há décadas, já a loja da direita, de suplementos nutricionais é novinha em folha.

Esta é a visão que tenho hoje da janela do meu estúdio para a R. Nova Cidade, no quarteirão entre a R. Quatá e R. Casa do Ator, na Vila Olímpia.
A árvore “virtual” da esquerda existe apenas na minha memória, foi assassinada, sem direito a defesa, em Outubro de 2007.
A assassina limpou tão bem seu crime, que hoje em sua calçada não há mais o menor indício de que ali havia uma linda e saudável árvore.

As surpresas da Vila Olímpia.
Na R. Casa do Ator existe um terreno pequeno, cerca de 6 x 6 metros, com um portão, corrente e cadeado, fotografei através do furo por onde passa a corrente.
Lá dentro uma carcassa de um automóvel apodrece ao tempo.
De tempos em tempos alguém corta o mato que cresce no local, havia uma árvore, que foi devidamente extirpada, e o sabiá descansa em paz.
O carro é um Ford Anglia, me informam meus amigos especialistas…

Andei um pouco a pé hoje pela Vila Olímpia, fui comprar fusíveis para o filtro de linha no depósito. No caminho reencontrei as minhas fachadas prediletas. Esta é na R. Quatá.

Ontem ao final da tarde, tomei um “caubói” no meu antigo estúdio, comemorando o final da reforma do espaço para assumir a nova função de reserva técnica da coleçao de arte da Fundação Stickel.
Com isso voltei à minha querida Vila Olímpia, tomei lanche na padaria da esquina, reencontrei o português, o chapeiro, a menina do caixa, em seguida comprei papel toalha no mercadinho e fiz uma fézinha na MegaSena, tudo em um único quarteirão da R. Nova Cidade.

Já plantei muitas árvores vida afora, estas revisitei hoje, quando fui cortar o cabelo com o Marcos, cuja barbearia fica na R. das Fiandeiras na Vila Olímpia.
A foto minha e do Marcos foi tirada pelo seu filho Lucas.

Duas árvores plantadas naR. Ribeirão Claro, Vila Olímpia.

Duas árvores plantadas na R. Cavazzola, Vila Olímpia.
Plante você também! Contribuirá para uma cidade e um planeta melhor.
Formatex
De Setembro de 2007 até hoje mantive aqui no blog um post que tratava do assunto Formatex, minha vizinha durante décadas na Vila Olímpia.
Pouco a pouco meu post se transformou em espécie de “Espaço Aberto” para os ex-funcionários colocarem suas opiniões a respeito da falência da empresa e até hoje foram postados 82 comentários, das mais variadas naturezas.
Acho que fiz meu papel de mediador, no sentido de selecionar os comentários mais agressivos e até de baixo calão e deletá-los, mas não é minha função neste blog manter e mesmo estimular este debate, que com certeza já teve lances, digamos assim, radicais.
Já não sou mais vizinho da Formatex, ela não se encontra mais lá na R. das Fiandeiras, o post foi deletado, e a vida continua.
Aos prezados leitores que ainda tentam transformar o meu blog em forum de suas perplexidades frente à falência da empresa, tenho uma sugestão: Façam seu próprio blog! Abram seu espaço de discussão!
Aqui não mais, por favor.

Logo cedo fui fazer várias coisas a pé.
Atravessei a Vila Nova Conceição, deixei relógios para consertar, depois cortei o cabelo na Vila Olímpia, comprei um tampão de ouvido para o meu filho na R. Clodomiro Amazonas, lá também examinei um capacete, que preciso comprar, visitei minhas oficinas preferidas, todas no mesmo quarteirão, joguei na Mega Sena acumulada, e me esforcei para fazer caminhos diferentes.

Estive hoje cedo no Museu de Arte Contemporânea de Campinas José Pancetti – MACC para o início da montagem da minha exposição de fotos “Vila Olímpia”.
A exposição abrirá no próximo dia 16 Outubro, juntamente com a exposição das fotos de Juan Esteves “Presença”.

Do 19º andar do E-tower, na R. Funchal, Vila Olímpia, tem-se esta vista.
Em dia de festa de aniversário dos meu amigos Stella Van Der Klugt e Nirlando Beirão.

Fiz hoje de manhã algo que faz tempo que não faço, um passeio de bicicleta pela Vila Olímpia, Vila Nova Conceição, Praça Pereira Coutinho, Ibirapuera.
Senti o desconforto do ar seco e da poluição, mas as praças e o Parque do Ibirapuera estavam lotados, crianças, escolas, idosos, babás.
A reforma da Escola Municipal de Astrofísica finalmente ficou pronta. É inacreditável, mas não conseguem JAMAIS fazer tudo direito até o final, a rampa de acesso para cadeirantes já está enferrujada, pois nem pintada foi.

A cidade, em alguns aspectos, evolui lentamente.
O sacolão Horti Fruti na Av. Helio Pellegrino, Vila Olímpia, existe desde a abertura da avenida, e finalmente deu um trato na sua fachada.
Antes da Lei Cidade Limpa a fachada era um lixo, depois da lei ficou pior ainda, e agora está decente.









