Estou aqui lendo para o meu TCC e descubro que desde 1917 os E.U.A. tem uma lei de incentivos fiscais para doações a fundações.
Aqui na brasucolândia, não apenas não há incentivos para doações, como as fundações tem sido consideradas como centros de “lavagem de dinheiro”.
É verdade que sempre há joio misturado ao trigo, mas a ausência de incentivos é uma falha imensa do governo.
E as maracutaias se dão principalmente fora do universo das fundações, que são fiscalizadas de perto pelo Ministério Público.

Tal qual um navio, a nova sede do AfroReggae se sobressai no entorno.
Com 1.400m2 de área construida, demorou dez anos para se tornar realidade e vai abrigar salas de ensaio, área administrativa, lan-house 24 horas, etc…

Fabio Bibancos, Elaine e Luci, da Turma do Bem.
Vocês sabem como se inicia um projeto social revolucionário? Prometi contar, aqui vai:
PROJETO OLHO NO OLHO, DENTE POR DENTE
1. Com a minha mulher indo ao oculista.
A Sandra foi alguns anos atrás a uma nova oculista, a Dra. Rosana Cunha e gostou do atendimento, algum tempo depois eu precisei me consultar e fui à mesma oftalmologista, que me diagnosticou catarata nos dois olhos, as quais operei com seu marido, o também oftalmologista Dr. Marcelo Cunha, com atendimento impecável.
2. Com a minha mulher indo ao dentista.
A Sandra foi alguns anos atrás a um novo dentista e gostou, em seguida eu fui e gostei, trata-se do Dr. Fabio Bibancos, que nos atendeu com perfeição, e que descobrimos que também dirige uma instituição sem fins lucrativos, a Turma do Bem.
3. Conversando.
Nas consultas subsequentes com o Dr. Marcelo Cunha, começamos a conversar, e descobrimos que ambos dirigimos fundações, a dele é a Fundação Oftalmológica Dr. Rubem Cunha.
Em pouco tempo tornamo-nos parceiros, e sua fundação já fez atendimento oftalmológico aos nossos “clientes” na Vila Brasilândia.
Em Maio 2009 voltei a me consultar com o Dr. Marcelo Cunha, rotina oftalmológica que tomou 10% da longa consulta, na qual mais conversamos sobre como aumentar a sinergia nas ações de nossas fundações, que já são parceiras em diagnóstico oftalmológico na Vila Brasilândia.
Marcelo sugeriu adicionar ao diagnóstico oftalmológico o odontológico, pois se as crianças e adolescentes são reunidos para um, poderão facilmente passar pelo outro, matando dois coelhos com uma só cajadada.
Poderíamos criar um projeto unindo a Fundação Rubem Cunha, a Fundação Stickel e uma parceira para o atendimento odontológico.
4. Convidando.
Contei à minha equipe a conversa com o Dr. Marcelo Cunha, e solicitei que entrassem em contato com a Turma do Bem.

Rodrigo, Eduardo e Leonardo, da Turma do Bem.

Marcelo e Rosana Cunha, Sandra Pierzchalski e eu.
5. Selando o acordo.
Na última quinta-feira esta turma toda sentou-se em uma grande mesa no delicioso restaurante Obá, conversou-se muito, jantou-se, e brindou-se ao novo projeto, que se destinará a selecionar e dar atendimento oftalmológico e odontológico a jovens carentes de 11 a 18 anos.
Estão lançadas as sementes! Preparem seus regadores, pás e ancinhos que as coisas vão começar a crescer!
À medida que o projeto tomar forma contarei aqui o seu desenvolvimento, o “making off” será não apenas “on line” como se transformará em um livro!

Engraçado como as coisas mudam, hoje passei pela Vila Madalena, que já não faz parte das minhas trajetórias habituais pela cidade, e aproveitei para visitar o imóvel onde Lelé Chamma e eu iniciamos em 1977 o escritório de design gráfico und, na R. Felipe de Alcaçova na Vila Madalena.
Eu era fascinado por design, adorava o assunto, assinava revistas, comprava livros, até o dia em que descobri que a arte me fascinava muito mais que o design, então saí do escritório em 1980 e me lancei na conquista do sonho de ser artista plástico profissional.
Hoje o imóvel voltou a ser residencial, a rua continua mais ou menos igual ao que era quase trinta anos atrás, e eu estou mergulhado até o pescoço em uma nova carreira no Terceiro Setor.

A história de um Fundo Patrimonial
Quando fui trabalhar com meu pai em 1991, me deparei com o Fundo Patrimonial da Fundação Stickel constituído de 90% de renda variável (ações).
Argumentei que a alta porcentagem em ativos desta natureza era muito arriscada, e depois de muita discussão entregamos a gestão do Fundo ao Banco Itaú, que iniciava naquela época o Itauprivate.
Através dos anos precisei reclamar muitas vezes da gestão, digamos assim, “relaxada” ou mesmo “preguiçosa” do Itauprivate, não alertando e reagindo prontamente às crises e mudanças do mercado, deixando a coisa correr, “empurrando com a barriga”.
Recentemente, cansado deste tipo de atendimento, e necessitando de um contraponto, decidimos entregar parte do Fundo Patrimonial da Fundação Stickel à Corretora Hedging Griffo (Credit Suisse), que se revelou mais ágil, com atendimento mais interessado, prestativo e eficiente.
Porque contei isto?
Porque chegamos ao ponto hoje onde todos os clientes de todas as instituições financeiras dispõe de práticamente as mesmas opções, as informações estão disponíveis “on-line” e a diferença entre uma e outra instituição passa a ser, básicamente, além da solidez e da performance, o ATENDIMENTO, o SERVIÇO, a maneira como você é CATIVADO a permanecer ali.
Algum tempo atrás, depois de responder à enésima pesquisa de satisfação do Itauprivate, coisa longa, onde eu me desdobrava durante horas, sugerindo medidas, adicionando minha experiência inclusive como “insider”, já que sou um ex-funcionário do Banco Itaú, comentando o gigantismo da instituição,etc…, etc… eu disse, entre sério e brincalhão que o mínimo com que o Banco Itaú poderia me retribuir por décadas de colaboração seria uma semana em Paris, para mim e minha mulher, com tudo pago. Do outro lado da linha percebi que minha solicitação tinha sido considerada ridícula.
Pois bem, sabe quem me convidou agora, para participar de um rallye de carros clássicos, nas estradas vicinais em torno de Firenze, durante cinco dias, com tudo pago? O Credit Suisse Hedging Griffo!
Sabedores da minha paixão por carros clássicos, os organizadores do rallye Chiantigiana Classica 2009 houveram por bem brindar este incansável operário do Terceiro Setor com um convite IRRECUSÁVEL!
Lá estaremos, Sandra e eu na Villa San Michele, com um carro alugado, já que tanto o Porsche quanto a Mercedes ainda estão no hospital…
Como este tipo de convite só acontece uma vez na vida, resolvi alugar o carro, segundo Enzo Ferrari, mais bonito que jamais foi feito, o Jaguar E-Type:


Em 24 Setembro 2008 minha colega Terezinha da 5ª Turma do MBA FIA CEATS em Gestão e Empreendedorismo Social conversa com Victor Siaulys, após sua palestra na FEA-USP sobre seu recém lançado livro, “Mercenário ou Missionário?”
Seu trabalho frente à Laramara – Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual é referência no Terceiro Setor.
Ontem Victor Siaulys faleceu, vítima do câncer que o perseguia, o qual ele não deixou de mencionar na palestra de Setembro do ano passado. Grande homem! Faça boa viagem!

A Fundação Stickel colaborou com a “Operação Cata Piolho” realizada no dia 11 pp na Associação Santa Terezinha, fornecendo os shampoos medicinais e nossas funcionárias Roberta e Samantha como voluntárias.
Desde a nossa participação no “Dia de Fazer a Diferença” que planejávamos esta ação, que finalmente se concretizou.
Haverá subsequentemente um acompanhamento minucioso para erradicar este sofrimento.

Fui à Prefeitura, no Viaduto do Chá de taxi. Acho que pela primeira vez na vida com motorista mulher. Ex instrumentadora cirúrgica, ela se cansou de passar o dia inteiro trancada numa sala vendo sangue e etc…. A saída foi lógica, hoje passa o dia inteiro na rua…

Audiência com a Vice Prefeita Alda Marco Antonio, para tratar de assuntos de interesse do Terceiro Setor, Alda acaba de assumir a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social – SMADS.
Da esq. para a direita, Antonio Carlos Laudanna, Jair Gomes de Araújo, Joaquim Carlos Monteiro de Carvalho, Alda Marco Antonio, Dora Silvia Cunha Bueno, eu, Nilton Cesare Padredi. Renato Viana fotografou.

É inacreditável como uma família tão poderosa como os Matarazzo, conseguiu desaparecer do cenário empresarial. O poderio ainda se respira no edifîcio das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo, hoje sede da Prefeitura de São Paulo.

Conde Francisco Matarazzo Jr, o “Conde Chiquinho”, com quem meu avô Arthur Stickel trabalhou, e eu cheguei a conhecer, no velório do meu avô.

Na Praça do Patriarca, o monstrengo arquitetônico criado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha, fora de escala, fora de lugar, fora de propósito. Para quem conheceu, e frequentou assiduamente a praça, em sua versão anterior, a piora é imensa.
Daqui a três semanas, no dia 31 de Janeiro este blog “aqui tem coisa” completa inacreditáveis seis anos de vida.
Este período foi palco de profundas modificações na minha vida, por exemplo:
-Passei a ser um ser blogueiro…
-Mudei radicalmente de rumo profissional, das artes plásticas para o Terceiro Setor, e assumi a presidência da Fundação Stickel em período integral.
-Casei com a Sandra.
-Voltei para a escola, estou cursando a 5ª Turma do MBA FIA CEATS em Gestão e Empreendedorismo Social.
-Adquiri duas jóias dos carros clássicos, Porsche e Mercedes-Benz, participei de provas e rallyes.
-Adotei o Vereador Floriano Pesaro.
Por que estou descrevendo estas obviedades? Porque sinto que o meu tempo para o blog vai diminuir, este início de 2009 vem com tantas responsabilidades e coisas para fazer que desconfio que este meu extremamente prazeiroso compromisso comigo mesmo de tocar este blog sofra algumas turbulências.
A ver.

Em 2003 não existia ainda nem sombra da minha vida dedicada ao Terceiro Setor, à Fundação Stickel e ao MBA na FIA-CEATS.
Minhas tardes eram dedicadas às artes e aulas de desenho de observação.
A vida de um artista plástico é muito diferente, não vou dizer que é mais fácil ou mais difícil, mas diferente com certeza.
Datam de 2002/2003 os meus últimos trabalhos significativos, colagens e assemblages.

Para uma fundação que anda direito, 100% na linha, como é o caso da Fundação Stickel, a burocracia e as exigências de documentação são simplesmente INFERNAIS.
Já para as ONGs da cumpanherada petista… o governo prepara, de bandeja, a MP 446.
O acinte e a cara de pau são tão grandes que não deverá passar.

Para quem é do ramo do Terceiro Setor. Mais informações no site da Associação Paulista de Fundações – APF.

No “Dia de Fazer a Diferença” quase todas as crianças fizeram “bungee-jump”, e vários voluntários também, entre eles a Sandra, meu filho Arthur e eu.
Alguns com mais desenvoltura, outros com um pouco de medo… O moleque em detalhe era simplesmente um atleta em formação, corria, pulava, fazia cambalhotas, uma graça!

A coordenadora da 5ª Turma do MBA FIA-CEATS em Gestão e Empreendedorismo Social, Rosa Maria Fischer era (ou como ela mesmo disse “é”) amiga pessoal de Dona Ruth Cardoso.
O Terceiro Setor deve muito à Dona Ruth e seu Comunidade Solidária, e ontem a Rosa fez uma pequena homenagem à Dona Ruth, em seguida assistimos ao filme Nenhum Motivo Explica a Guerra, dirigido por Cacá Diegues e Rafael Dragaud, documentário sobre o AfroReggae, simplesmente genial.

Assinatura, hoje à tarde na Regional Freguesia – Brasilândia, do termo de parceria entre a Fundação Stickel e a Secretaria Municipal de Ação e Desenvolvimento Social – SMADS, para execução do Programa Ação Família na Vila Brasilândia, atendimento a 1200 famílias.
Da esq. para a direita, Sandra Faleiros, Rubens Morais e Rita Dalmaso, pela SMADS, e este que vos bloga pela Fundação Stickel.
Ao lado do Hotel Unique, no Nº 631 da Rua Henrique Martins fica a casa onde nasci.
Em 1954 meus pais criaram a Fundação Stickel e esta casa entrou para a dotação inicial da Fundação. Desde então ela vem sendo alugada e gera renda para a Fundação.
O último inquilino foi o Restaurante Roanne, muito famoso em São Paulo durante largo período de tempo, até o dia em que os sócios, Emmanuel Bassoleil e Vania Ferreira Fontana brigaram, daí pra frente foi só ladeira abaixo, e todo mundo saiu perdendo.
O restaurante caiu de nível, os aluguéis foram escasseando, pararam de pagar o IPTU, contas de água, luz, etc… etc…
A casa foi finalmente abandonada pelos inquilinos, a Fundação iniciou os competentes processos judiciais e ontem finalmente pudemos fazer a vistoria do imóvel acompanhados dos advogados de ambas as partes e dos peritos judiciais.
Dá vontade de chorar, a casa encontra-se totalmente destruida.
É inacreditável como pessoas de “nível” se permitam deixar algo assim acontecer.
A Vania sumiu, parece que fugiu para o exterior, e o Emmanuel atualmente é o chefe de cozinha do Restaurante Skye, no Hotel Unique. Deve olhar todo o santo dia para a encrenca que ajudou a criar.
Tentei inúmeras vezes, sem sucesso, um contato com o Emmanuel, afim de chegarmos a um acordo, pois sou fiel adepto da máxima:
“Melhor um mau acordo que uma boa briga”
Enquanto isso, nossa lenta justiça vai trabalhando, as responsabilidades serão apuradas, os danos dimensionados, e, em futuro incerto teremos uma sentença transitada em julgado. Estamos entrando no quarto ano do processo.

Iniciou-se hoje a 5ª Turma do MBA (Master in Business Administration) FIA-CEATS em Gestão e Empreendedorismo Social.
Minha vocação tardia para repórter me obriga a trabalhar, mesmo exausto, para contar como foi o primeiro dia de aula.
As Profas. Dras. Rosa Maria Fischer e Graziella Comini, simpaticíssimas coordenadoras do curso, apresentaram na parte da manhã o curso, a FIA, o CEATS (Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor), como tudo funciona, etc…
Depois houve apresentação pessoal dos alunos com o auxílio de uma colagem.
Finalmente a tarde foi plenamente dedicada a quebrar o gelo, com a integração dos alunos utilizando-se técnicas do Teatro do Oprimido do Augusto Boal, recentemente indicado ao Nobel da Paz.
Tudo funciona extremamente bem, o local é agradável, tudo cheira à Primeiro Mundo, tenho certeza que eu e meus 34 colegas do MBA sairam satisfeitos.
Lançado ontem na Livraria Cultura, o livro Marcas e Sinalização, de autoria do meu ex-sócio e colega da FAUUSP Lelé Chamma mostra meu passado distante de designer gráfico, e contém referências elogiosas à minha pessoa, que me sensibilizaram profundamente.
Lelé eu criamos em 1977 a und, escritório de Comunicação Visual.
Na verdade acho que nasci já com o design gráfico embutido no meu “software”, pois é algo que adoro e faço desde sempre, em qualquer lugar, palpitando, corrigindo, limpando, organizando.
Recebi nesta semana pelo correio o livro Crescimento Econômico e Distribuição de Renda, de Jacques Marcovitch , sua leitura instruirá o início do meu curso na 5ª Turma do MBA FIA-CEATS em Gestão e Empreendedorismo Social, na próxima semana, e representa o futuro, o aperfeiçoamento da minha nova escolha profissional no Terceiro Setor, à frente da Fundação Stickel.

Tenho certeza que para a grande maioria das pessoas este documento não quer dizer absolutamente nada, e é normal que assim seja.
Por outro lado, eu que já estou no quarto ano seguido de convivência diária com o assunto Terceiro Setor e Fundações, olho para este mesmo documento e fico cheio de orgulho e realização, não foi fácil obtê-lo, e só um trabalho de equipe para chegar lá.
Veja aqui o que escrevi quando saiu a publicação do COMAS no Diário Oficial.

Na foto, o Prefeito Gilberto Kassab abre o encontro, um dos painéis, a comissão de redação, e o Dr. Pedro Kassab.
3º Encontro Paulista de Fundações. Assunto árido e difícil? Sem dúvida. Mas, ao contrário do nosso grande líder eu acredito que devo continuar a aprender e melhorar.
O sábado começou às 6:30 da manhã com o toque do depertador. Fui imediatamente para o chuveiro, sem pensar (o subconsciente me informava que o dia seria cheio e intenso).
A água não esquentou, mas eu a enfrentei assim mesmo, tomei café na padaria e rumei para o Terceiro Encontro Paulista de Fundações, promovido pela Associação Paulista de Fundações (APF) no Colégio Rio Branco.
Passei lá doze horas sentado, um porre.
Mas ao mesmo tempo é um fantástico aprendizado neste fascinante universo do Terceiro Setor.
Fui membro da Comissão Organizadora e do Comitê de Redação, que redigiu a “Terceira Carta de São Paulo”, submetida à aprovação do plenário.
Veja a Primeira Carta de São Paulo.
Veja a Segunda Carta de São Paulo.
Neste processo fiquei conhecendo pessoas novas, ouvi falar de coisas novas, ampliei meu universo, e tive o privilégio de conhecer o pai do Prefeito, meu colega de comitê de redação o médico Pedro Kassab, a sabedoria viva.

Esta sim é uma vitória importantíssima!!!! O número mágico: 1066
Parabéns a todos que participaram da criação e execução do Programa!
O Programa Mulheres de Talento acaba de ser aprovado pelo Conselho Municipal de Assistência Social – COMAS, que é um órgão deliberativo, normativo e fiscalizador da política de Assistência Social. Sua função primordial é a do CONTROLE SOCIAL – o que significa conhecer, acompanhar, avaliar e fiscalizar a política de Assistência Social e, fundamentalmente, organizar e mobilizar a sociedade civil para suas ações.
Foram quase dois anos de processo, iniciamos pela criação do Programa, em seguida contatos preliminares com a Subprefeitura Freguesia/Brasilândia, Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social do Município de São Paulo, depois a procura e aluguel da casa, projeto de arquitetura e reforma, complementação de documentação, alvarás, aprovação do Corpo de Bombeiros, inauguração, assinatura de termo de cooperação, pilhas e mais pilhas de papéis, milhares de telefonemas…
UFA!!!!!!
Sem este número nada ocorre em uma Fundação para a obtenção de isenções e cadastramentos previstos em lei, a nível Municipal, Estadual e Federal.
Isenção de CPMF, IPTU, I. Renda, ICMS, etc…, tudo isso se inicia a partir do número COMAS: 1066
A Fundação Stickel só será considerada 100% operacional se estiver com todos estes documentos válidos. Quase todos precisam ser renovados ano após ano, fiscalização e burocracias infernais, mas é assim que é.
Amanhã, sábado, estarei das 7 às 19h no Terceiro Encontro da APF, onde se discutirão exatamente todas as questões que envolvem as Fundações no momento atual.

A Fundação Stickel é associada da Associação Paulista de Fundações (APF), e é uma das patrocinadoras deste “3º Encontro Paulista de Fundações”.
Estou no Conselho da APF, ao lado de sua presidente e minha prima distante Dora Sílvia Cunha Bueno, no Comitê de Organização do evento, e na equipe de redação. O evento acontece em 1º de setembro, no auditório do Colégio Rio Branco, no bairro de Higienópolis
Eu também acabo de participar, na semana passada, do Comitê de Seleção do Prêmio Visionaris 2007, Reconhecimento UBS ao Empreendedor Social.
Este contato mais íntimo com o Terceiro Setor, os projetos, as pessoas, as idéias fantásticas, e tudo que pode ser feito pela sociedade e prol da sociedade tem sido para mim um aprendizado maravilhoso!

Herói é usineiro ou ministro, conforme nosso guia Lula.
Gostaria de chamar a atenção para outros tipos de heróis, que habitam em abnegado silêncio um troço chamado TERCEIRO SETOR.
Há quatro anos atrás eu nunca havia ouvido falar deste tal terceiro setor, depois me explicaram:
O Primeiro Setor é o Governo, ministérios, administração pública federal, estadual e municipal.
O Segundo Setor é composto pelas indústria, o comércio e o setor de serviços.
O Terceiro Setor é composto das sociedades sem fins lucrativos, as Associações, Fundações, e uma miríade de coisas que atendem sob o nome genérico de ONG, e que podem ser tituladas como OSCIP, ou então receberem o nome fantasia de Instituto, etc…
Hoje dedico enorme quantidade do meu tempo à Presidência da Fundação Stickel, trabalho não remunerado,voluntário, assim como o de qualquer Diretor ou Presidente de qualquer Fundação.
Trabalham no terceiro setor profissionais remunerados, é óbvio, mas existem pessoas que se dedicam como voluntários, nos trabalhos mais árduos, sem qualquer remuneração a não ser o prazer de fazer algo útil por uma sociedade apodrecida justamente pela AUSÊNCIA do poder público, cujos representantes estão interessado apenas em aumentar seus próprios salários.
Cada vez mais o terceiro setor assume o papel do Estado na saúde, na educação, na cultura, na pesquisa científica, etc…, etc…
O que faz o Governo ao verificar o crescimento deste setor? Dificulta a obtenção dos credenciamentos para isenção de impostos (garantida pela constituição) através de uma carga burrocrática kafkiana e indescritível de tão grande.
Caro Presidente Lula, se não houver nada de interessante para falar, que tal manter a boca fechada, pelo menos respeitaria estes trabalhadores silenciosos do TERCEIRO SETOR, que fazem aquilo que V. Sa. não faz: TRABALHAM.

Acordar às seis e meia, encontrar cerca de 20 pessoas representando várias fundações, inclusive a Conrado Wessel cujo prêmio de fotografia eu não ganhei, vários assuntos para mim totalmente novos, um ex-curador das fundações que conhecia meu pai, almoço no Ici Bistrot, trabalho em grupo, e ao final o Planejamento Estratégico da Associação Paulista de Fundações – APF saiu com sucesso.
Para completar, duas horas no trânsito para chegar exausto em casa, quase nove da noite.
Valeu.
Valeu porque é aprendizado e desafio, valeu porque são pessoas do bem, promovendo através de fundações os mais variados assuntos, de tecnologia aeronáutica a cuidar de mães solteiras, passando por cirurgia vascular infantil e educação superior.
Detalhe: tudo isso é trabalho voluntário, você não recebe um centavo, ao contrário, até o almoço pagamos do próprio bolso.

31 Outubro 2006, em uma sala alugada, com o auxílio de data-show e power-point, fiz apresentação das atividades da Fundação Stickel no período 2003-2006 ao Conselho Curador. Apresentei também o Plano de Trabalho para 2007-2008, que foi aprovado sem ressalvas.
Agradeço à toda minha equipe pelo excelente resultado destes anos iniciais de trabalho, sem dúvida os mais difíceis, cujo objetivo foi “reinventar” a Fundação, bem como pelo esforço concentrado para a preparação desta apresentação.
Continuamos a trabalhar, com nossos esforços legitimados e ânimo redobrado. Espero que vocês gostem do que vem pela frente.
Agradeço de coração a todos que tem me apoiado, tanto no trabalho direto como nos comentários aqui no blog, visitando as exposições, prestigiando e divulgando nossas atividades.
Em especial agradeço à Sandra, minha mulher. Sem ela nada disso teria sido possível.

A Fundação Stickel está implantando na Vila Brasilândia, bairro extremamente carente na Zona Norte de São Paulo, um projeto social denominado “Mulheres de Talento” dirigido à mulheres jovens, de 14 a 24 anos, mães solteiras em situação de vulnerabilidade social.
Em visita hoje ao bairro fomos conversar com o Subprefeito de Freguesia / Brasilândia, Odair Ziolli.
Na foto, saindo da subprefeitura, da esq. para a direita, Rubens Morais, coordenador de assistência social, Rita Dalmaso, assistente social, Marilena Flores, assessora da Fundação para este projeto, e Agnes Ezabella, superintendente de projetos sociais da Fundação.

De tempos em tempos faço uma visita à creche “O Semeador”, localizada no Jardim Rochel, Parelheiros, Zona Sul de São Paulo, quase 40 km do centro, e apoiada pela Fundação Stickel.
A pobreza do bairro é impressionante, assim como é a possibilidade de se fazer alguma coisa pelas crianças. Entre outras atividades já levamos vários grupos a visitarem nossas exposições, dentro do programa “Educativo”, onde monitores desenvolvem trabalhos a partir do artista em exposição e sua obra.
Limpeza do terreno, roçar mato, recolher lixo, matar cobras, manutenção dos prédios, tem sido atividades quase que diárias nestes últimos 4 anos, e o prazer é ver a evolução.

Comemoração de fim de ano, hoje na Fundação Stickel.
Em 2005 conquistamos grandes avanços, o principal foi colocar a máquina pra funcionar. Deu muito trabalho, houveram atritos, ajustes e sucessos, no final tudo valeu a pena.
Da esq. para a direita, de pé: Lobato, Maria do Carmo, Martha (minha mãe), eu, Sylvia (minha irmã), Roberto (meu irmão), Arthur, Alexandra.
Agachados: Miriam, Ana Maria (minha irmã), Agnes, Claudia, Mateus.
Quem está fotografando é a Fernanda, faltou também aparecer na foto a Francis e o André.

Minha irmã Sylvia e sua sócia Cenia (responsáveis pelo primeiro restaurante Cheiro Verde) inauguraram seu “Emporio Siriuba”, com produtos orgânicos, café e rotisserie na Al. Franca 1590, tel 3081-4303
No mesmo local exposição “Himalayas” com fotos de Franklin Nolla e aquarelas do Nando Rocco.
As exposições tem o apoio da Fundação Stickel.



