
Por dentro, o Auditório do Memorial da América Latina é um grande teatro, correto, com uma bonita tapeçaria em uma das paredes laterais, da Tomie Ohtake.
Pousada na curva da rampa a Pomba de Ceschiatti fundida em bronze tem 2,20m de altura e envergadura de 3,00 m. Renato Viana, da Fundação José de Paiva Neto, trabalhou na fundição que executou a pomba e me contou a aventura de produzir escultura deste tamanho.
Já por fora, o conjunto do Memorial é simplesmente um TERROR. Privilegiar imensas áreas de cimento, limpas, sem nada, em São Paulo, é de um absurdo arquitetônico total. É tão inospitável, árido, feio, desesperador, que a única coisa que dá vontade de fazer é se mandar rapidinho!
Desculpe-me, Seu Niemeyer, mas é ruim demais.

Por volta de 1996 ou 1997 eu me interessava muito por budismo, havia conhecido Sua Santidade o Dalai Lama em 1992, no Teatro Ruth Escobar em São Paulo e fiquei encantado com o homem e sua filosofia.
Gostei tanto da coisa que li vários livros sobre budismo tibetano, e por volta de 98 ou 99 fui convidado para um seminário do monge tibetano Chokyi Nyima Rinpoche em Parati, RJ.
Participei do evento e até o Arthur, com um ou dois anos de idade foi, sob os cuidados da avó Celia, e recebeu uma bênção especial do monge.
Hoje em dia a minha espiritualidade caminha livremente, pois todas as religiões, no seu aspecto mais básico, simples e prático, pregam a mesma coisa, amor ao próximo, compaixão, tolerância.
Para mim, a sabedoria do budismo se resume ao aqui se faz, aqui se paga, com seu corolário:
Não faça aos outros o que não queres que te façam.

Meu filho Arthur atuando na apresentação de sua turma na aula de teatro na peça “A Roda”, e na saída da coxia, feliz da vida com o sucesso!
É o primeiro ano do Arthur na escola Casa do Teatro, fundada em 1983, pela atriz Lígia Cortez.

Crônica de um desastre anunciado.
No Brasil não existe a cultura da MANUTENÇÃO.
As coisas são feitas, os prédios são construidos, os carros são produzidos, e em sua gigantesca maioria os usuários se esquecem de cuidar daquilo que usam.
Após a tragédia ocorrida no Teatro Cultura Artística aparece a tese de um jovem arquiteto da FAUUSP, com o título “Patologias, Origens e Reflexos no Desempenho Técnico-Construtivo do Edifício”, apontando exatamente para a falta de manutenção do prédio.
Aonde estavam os sprinklers?
Para que serve um piano novo, mesmo com seguro?
Os únicos aspectos positivos desta tragédia são a ausência de vítimas e a sobrevivência do painel de Di Cavalcanti. Talvez sobre também a lição de que nada é para sempre, que é necessário modernizar prédios antigos, incorporar novas tecnologias, etc…, etc…

Ouvir o gênio Nelson Freire tocar piano é um privilégio.
O homem se aprimora com o passar dos anos, seu toque é mágico, toca de memória, totalmente concentrado, e ao mesmo tempo leve, solto.
É simplesmente maravilhoso.
No intervalo fui olhar de perto o novo Steinway Steinway Grand Concert – Modelo D, o Rolls Royce dos pianos de cauda.Me chamou a atenção uma inscrição em branco sobre o preto, na lateral do piano:
“Doação de Yara e Roberto Baumgarten”
Me pareceu um pouco “over”, a própria marca do piano é bem discreta, escrita em um dourado queimado.
A atitude do casal Baumgarten de doar o piano ao Teatro Cultura Artística é tão maravilhosa quanto o concerto do Nelson Freire, mas não precisava alardear o belo gesto no próprio.

Marcos Mion para mim sempre foi um nada, um ser irritante.
Ao zapear a TV e cair em QUALQUER coisa onde ele estivesse eu fugia rápidamente, assim como fujo do Sergio Mallandro (ainda existe?!) e outras insanidades.
Bem, meu filho Arthur me pediu para levá-lo ao teatro, e escolheu, não sei bem por que a peça Mãos ao Alto, SP!
Sem questionar, simplesmente comprei o ingresso pela internet e lá fomos nós ao teatro Nair Bello, no Gay Caneca.
Lá chegando descubro que um dos atores é o Marcos Mion.
Para minha TOTAL SURPRESA, constato uma nova face do homem, excelente comediante. Tiro o chapéu para ele, o Arthur e eu nos esborrachamos de rir.
(a peça é 100% ele, Marcos Mion, os outros atores, neste caso, são só enchimento)

Iniciou-se hoje a 5ª Turma do MBA (Master in Business Administration) FIA-CEATS em Gestão e Empreendedorismo Social.
Minha vocação tardia para repórter me obriga a trabalhar, mesmo exausto, para contar como foi o primeiro dia de aula.
As Profas. Dras. Rosa Maria Fischer e Graziella Comini, simpaticíssimas coordenadoras do curso, apresentaram na parte da manhã o curso, a FIA, o CEATS (Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor), como tudo funciona, etc…
Depois houve apresentação pessoal dos alunos com o auxílio de uma colagem.
Finalmente a tarde foi plenamente dedicada a quebrar o gelo, com a integração dos alunos utilizando-se técnicas do Teatro do Oprimido do Augusto Boal, recentemente indicado ao Nobel da Paz.
Tudo funciona extremamente bem, o local é agradável, tudo cheira à Primeiro Mundo, tenho certeza que eu e meus 34 colegas do MBA sairam satisfeitos.

A Galeria Olido abriu suas portas na sexta-feira, 10 Setembro 2004. A foto acima é da inauguração.
Fui parcialmente responsável pelo sucesso do empreendimento pois participei informalmente (e de graça) da equipe da arquiteta Sylvia Moreira, responsável pela reforma do prédio do antigo Cine Olido.
Determinei o esquema de cores da sala de dança, cinema e do teatro, escolhi as cores do forro do teatro, palpitei na reforma da bilheteria e do saguão e durante mais de um ano fui inúmeras vezes ao local, andei quilômetros para cima e para baixo na obra.
Me dediquei, escutei muitas e muitas reclamações da Sylvia, ajudei-a a superar entraves políticos e burrocráticos, e por fim doei à Secretaria Municipal de Cultura uma pintura imensa, de minha autoria, para ser colocada no saguão de entrada da Galeria, de acordo com o projeto da Sylvia.
Achei que desta forma faria uma contribuição para minha cidade, doando o que de melhor posso fazer, meu tempo, meu trabalho, meu amor.
Pois não é que um conhecido me envia esta foto, tirada recentemente com celular, mostrando total desrespeito com meu trabalho!!!
Foi retirado do local para o qual foi doado, parte das lâmpadas não existe mais, e as que sobraram são usadas para pendurar medonho poster.
Não me arrependo um milímetro da minha doação, mas é doído ver teu trabalho desprezado desta maneira, é o fim da picada. Só me resta ficar triste com esta bosta de país.
Se me sobrar energia, vou fazer uma reclamação formal.

Foto dos fundos do teatro, visto da Rua Tibagi.
O atual Teatro Guaíra, no centro de Curitiba começa a ser construído em 1952. Assina o projeto, o arquiteto Rubens Meister, e em 1954, o primeiro auditório do complexo que ocuparia toda uma quadra no centro de Curitiba, é inaugurado pelo Presidente da República Café Filho.
É um teatro enorme, com quatro auditórios, ocupa uma quadra inteira, com arquitetura interessante, bem típica dos anos 50. Difícil de fotografar, da frente do teatro, que dá para uma praça, não se consegue ver a linda cobertura parabólica.
Ananias é um motorista de taxi gordo, desleixado, fumante e folgado. Seu filho nerd de 12 anos só pensa em videogame e chama-se Felizbento.
Arthur, meu filho fez o Ananias e eu fiz o Felizbento, numa rapidíssima peça de teatro hoje na Escola Viva, como parte das apresentações do final de semestre.

Foto Jochen Viehoff
Für die Kinder von gestern, heute und morgen.
Ein Stück von Pina Bausch.
Para as crianças de ontem, hoje e amanhã.
Uma peça de Pina Bausch.
Tanztheater Wuppertal
As minhas raízes alemãs se movimentaram prazerosamente no teatro Alfa assistindo à esta peça de 2002 da gênia da dança.
As músicas, os figurinos, os alemães falando português, o humor fino, o cenário e a iluminacão, tudo perfeito.
GRANDE PRAZER!!!!
(Li em algum lugar que houve gente saindo no meio do espetáculo, por ser longo e cansativo, se for verdade é porque não entenderam nada…)

A Associação dos Ex-Alunos do Colégio Santa Cruz (exSanta) acaba de ser reestruturada pelo meu primo e seu presidente, Bernardo Diederichsen. (sentado, à esq)
O primeiro evento promovido pela reformulada exSanta foi a palestra “Origem Social e Política da Corrupção. E Agora?”, proferida pelo ex-aluno Prof. Dr. Miguel Reale Jr. (de pé)
É bom escutar uma mente privilegiada, com profundos conhecimentos da história do país, discorrendo sobre a lógica (perversa) que conduziu o Brasil a este supermercado da corrupção.
Fiz apenas os últimos 2 anos do colegial no Santa Cruz, me formei em 1968 e nunca mais havia voltado ao colégio. Fiquei impressionado com a qualidade do teatro onde se deu a palestra, inaugurado em 2002.
Interessante o “mix” dos ex-alunos do colégio, eis alguns deles: Bel Coelho, Chico Buarque, Fernando Meirelles, Luciano Huck, Marcelo Rubens Paiva, Roberto Egydio Setúbal.

Repiau no Pandoro reuniu blogueiros ontem ao final da tarde, o Sr.F, a Sra.L., o Sr.A., e o Sr.P., com direito a uma peça de teatro instantânea de autoria do Sr.R.
Óbviamente dedicamo-nos a consumir quantidades astronômicas de cajú amigo, auxiliados pelo friozinho de 12ºC.

NÓ
Você vem com a cabeça cheia de problemas, pega trânsito na marginal, o Teatro Alfa é obrigado a adiar o início do espetáculo por conta do congestionamento.
Apagam-se as luzes e por um longo período você fica imerso apenas em beleza.
O último trabalho de Deborah Colker é lindo de morrer!!

Um dos poucos lugares aprazíveis em Manaus é a praça em frente ao Teatro Amazonas.
Interessante é o quão pouco nós brasileiros valorizamos nossos monumentos. Na internet, por exemplo, você procura por Teatro Amazonas e 99% dos resultados da busca são estrangeiros.

Lembro-me perfeitamente bem, aos seis anos de idade, da inauguração do Parque do Ibirapuera em 1954, como parte das comemorações do IV Centenário da Cidade de São Paulo.
Neste cenário inquestionávelmente belo, que incluia a escultura símbolo, desaparecida há décadas, está surgindo uma coisa nova, horrorosa, fora de escala, agressiva.
Provávelmente foi ao executar o projeto deste monstrengo, chamado de auditório que Oscar Niemeyer lançou as bases da luxação do seu braço ocorrida esta semana.
Mão pesada, neste caso. O teatro que dona Martaxa tanto insistiu em fazer, comprando briga com o Ministério Público e etc… aí está, quase pronto, monstruoso. Gosto e admiro muitas obras do Niemeyer, mas daí a virar esta unanimidade nacional e só porque leva a ssinatura do O. N. ser considerada uma obra de arte vai enorme distância. Desculpe, mestre.
Fica a melancólica certeza de que a Prefeitura é sempre a primeira a cortar árvores e desrespeitar os cidadãos, das mais variadas maneiras, neste caso enfeiando desnecessáriamente a cidade.

Chegamos a Lisboa num domingo, largamos as malas no hotel e saimos andando pelo bairro Chiado. Lá pelas tantas um gostoso jazz emana pelas ruas, procurando a origem entramos no Teatro Municipal e encontramos esta deliciosa e gratuita jam session.

Foto: Mathias Coaracy
Na minha infância, adolescência e práticamente até os 30 anos ocupei-me bastante com a música clássica. Flauta doce, coral e clarineta. Os momentos de glória desta experiência musical foram os megaconcertos regidos pelo falecido maestro Roberto Schnorrenberg no Teatro Municipal de São Paulo nos anos 60, com a presença no palco de três corais, Conjunto Coral de Câmara de São Paulo, Collegium Musicum e Ars Viva de Santos, somando mais de 100 vozes e orquestra sinfônica completa, apresentando, por exemplo, o VESPRO DELLA BEATA VERGINE.
Após esta época acho que tive uma overdose de música clássica e me desinteressei por completo, parei de frequentar concertos e de estudar música, sem deixar de ouvi-la, no entanto, pela FM Cultura. Meu interesse voltou-se para o jazz, pelo qual sou apaixonado, arranhando até o estudo de saxofone, sem muito sucesso.
Recentemente vi o filme sobre o pianista Nelson Freire e adorei. Hoje acho que finalmente fiz as pazes com os concertos de musica clássica ao escutar este apaixonante PIANISTA ao vivo no Teatro Municipal de São Paulo, tocando com a Orquestra Sinfônica Municipal, regida por Ira Levin, o Concerto de Schumann em lá menor para piano e orquestra, Opus 54.

DIA NO CENTRO
Fui hoje à Secretaria Municipal de Cultura, no edifício do antigo Cine Olido, que está sendo restaurado pela minha amiga, a arquiteta Sylvia Moreira, para assinar o processo de doação que fiz à minha querida Sampa do meu trabalho “Branca”
Visitamos as obras, palpitei em algumas coisas (adoro uma reforma!) e almocei com a Sylvia no Ponto Chic.
Em seguida visitei o saguão do Edifício Matarazzo, atual sede da Prefeitura na Praça do Patriarca, onde estão expostas belas fotos de Araquém Alcântara.
Após uma reunião na R. Benjamin Constant, visitei no final da tarde um pequeno e estranho museu, o Museu do Theatro Municipal, que fica em baixo do Viaduto do Chá, com entrada pelo jardim ao lado do teatro. O mais interessante é a pomposa arquitetura toda em mármore, do que foi antigamente uma galeria de circulação de pedestres. Vale pelo inusitado.

Almocei hoje no Ponto Chic do Largo do Paissandu com os meus amigos Celso Frateschi e sua mulher Sylvia Moreira.
Ele é ator e o atual Secretário de Cultura do Município. Ela é arquiteta e está desenvolvendo um ambicioso projeto de “retrofit” do edifício do antigo CINE OLIDO, atual sede da Secretaria de Cultura.
Eu sou padrinho de casamento deles, que completam 6 anos de casados no próximo 25/11.
Depois do clássico bauru, visitamos as obras.
As 3 salas originais serão recuperadas e terão uso misto para cinema e teatro. Tudo isto na Av. São João, exatamente em frente ao Largo Paissandu.
Prometi a história completa, ei-la:
Amor aos Pedaços ou O Tarado de Itanhaém
Após o teatro fomos jantar no bistrô La Tartine, vizinho do restaurante Mestiço, muito gostoso simpático e barato, sempre com lugar, ao contrário do Mestiço, sempre lotado. Nas mesas ao lado desenrolam-se cenas fascinantes:
Ele: Alto, forte, ombros largos, por volta dos 45 anos, grisalho nas têmporas, cara de serial killer, médico legista contratado por concurso pela Prefeitura de Itanhaem, SP, prolixo, encantado com sua própria voz, alta e pausada, veste jeans, tênis e camisa cinza escuro e discorre sobre o milhão de dólares necessário para montar uma franquia MacDonalds ou os R$ 200.000 para montar um Amor aos Pedaços.
Ela: Mignon, gostosinha, parda, vulgar, sorriso semi-cretino nos lábios, bibliotecária do interior, parece ser excelente ouvinte, ou então está apenas embevecida pelo bonitão. Não sabe o que é Amor aos Pedaços.
Ele: (declamando): – “Você é a coisa mais importante que aconteceu na minha vida, você não sabe como estou feliz” e olha profundamente nos olhos dela, inclina-se para a frente e segura a mão da moça bem apertada. Logo a seguir: -“Você pode escolher o prato quente para dividirmos” mudando abrubtamente para: “Eu sonhei em ter uma livraria”, e conta como é apaixonado pelos livros desde criança.
E assim vai ele solando sobre os mais diversos assuntos, conta como foi contratado pela Prefeitura, ela fixada nele. Aí conta como conseguiu obter gravações da ex-mulher com o amante, através de um enfermeiro do Savoy Pronto Socorro, e continua descrevendo suas aventuras pra baixinha, ela vidrada nele, sempre com olhar entre embevecido e completamente idiota, depois volta a falar das franquias e da sua paixão pelos livros e a vontade de ter uma livraria, e também o desejo de montar academia de artes marciais… , o tempo passa, Sandra e eu mal conseguimos disfarçar a total curiosidade, anotamos algumas coisas em guardanapos de papel, o assunto é extremamente fascinante.
Ela não se dá conta, mas está correndo perigo. Algo neste casal nos passa uma tragédia suspensa por algo muito tênue, a brutal diferença física entre os dois, a obsessão sinistra do grandalhão evidenciada no seu falar pausado e monocórdio, a improvável salada de objetivos de vida…
Atrás de nós outro casal curioso, ele um jovem gatão gringo, cabelos longos, mãos bonitas e costas largas, na segunda caipirinha tripla, ela mulata esguia, cabelos anelados, insinuosa e sorridente, no segundo balde de dry-martini.
Falam alto, ele em inglês e ela macarronicamente se dedica ao “body language”, se pegam, se beijam, a certa altura se levantam, e no meio do restaurante entre as mesas abraçam-se num longo beijo tarado e voltam a se sentar sorridentes.
Mais dry-martini, mais caipirinha, o tom de voz se eleva, começam a brincar com os talheres fazendo um barulho danado, daqui a pouco se levantam novamente e se agarram mais intensamente, mão na bunda, beijos profundos, parece que de comum acordo estão fazendo uma prévia dos corpos, antes que desmaiem de tanto beber, dane-se o restaurante e quem estiver por perto. Neste caso a tragédia será apenas acordar com aquela puta dor de cabeça e tentar se lembrar do que aconteceu na noite anterior…
Fomos ao teatro ver “Vestir o pai”, com Karin Rodrigues dirigida por Paulo Autran. Hilário, excelente!
Saindo, fomos jantar no La Tartine, vizinho do Mestiço e muito gostoso, sempre com lugar, ao contrário do Mestiço, sempre lotado.
Nas mesas ao lado desenrolam-se conversas que nos chamam a atenção.
Ele alto, forte, 45 anos, grisalho nas têmporas, cara de serial killer, prolixo, voz alta e pausada, ela, mignon, gostosinha, parda, sorriso semi-cretino nos lábios, excelente ouvinte.
Atrás de nós outro casal curioso, ele jovem gatão gringo de mãos bonitas e costas largas, na segunda caipirinha tripla, ela mulata esguia, cabelos anelados, insinuosa e sorridente, no segundo balde de dry-martini.
Depois conto mais, anotamos tudo…Estas histórias poderão se chamar “Amor aos pedaços” ou “O tarado de Itanhaém”…

Ontem à noite passei em frente ao Teatro Ágora, dos meus amigos Roberto Lage e Celso Frateschi, e fiquei triste ao ver que a fachada foi reformada, obliterando a pintura que eu havia feito.
Tudo bem, manutenção é necessária, mas que trabalho sumido é triste é, ainda mais que apagaram sem me avisar.
Manhã de sábado fui com Arthur ao moldureiro, e no caminho encontrei umas coisas:
Antigo Colégio Visconde de Porto Seguro, na Praça Roosevelt. Hoje é uma escola pública caindo aos pedaços.
A entrada do colégio, foram 14 anos subindo esta rampa.
Corredor da Diretoria do Porto Seguro, o local mais temido.
Pintei a fachada do Teatro ágora na R. Rui Barbosa.
Norberto e Mario, moldureiros eternos.
Nesta foto só falta o Ruy, só sabe quem é o Ruy quem tem mais de 50…
… e na hora do almoço, a primogênita e o caçula.




