Sarney diz que foi surpreendido pela recontratação de 1.600 terceirizados
Sarney surpreendido??!! Só mesmo rindo…
Sarney diz que foi surpreendido pela recontratação de 1.600 terceirizados
Sarney surpreendido??!! Só mesmo rindo…

Mogadon Suplicy, poupe-nos! De cueca!!!
Que tal trabalhar um pouco?! Já que o vermelho lhe sabe tão bem, você poderia batalhar pela instalação da CPI do MST, não é mesmo?
Josias de Souza tece comentários sobre a cena patética aqui.

Foto: Agência O Globo
O nosso querido senador Mogadon Suplicy despertou de seu profundo sono habitual e mostrou cartão vermelho para Sarney.
Uai.
Mas então porque não o fez na hora certa?
Porque votou com o PT pelo arquivamento das denúncias?
A que (a quem) serve a tardia e raivosa demonstração de “civismo” no púlpito do senado?
Suplicy poderia ter nos poupado deste ridículo atroz. Mostrou que continua a “procurar seu eixo”, perdido desde 1985…

Almocei com o meu filho Antonio, e ele comentou que o Suplicy se salva por um detalhe, certa feita o seu Toyota Bandeirante pifou na R. Sampaio Vidal, e ele estava pelejando para empurrar a máquina de duas toneladas quando Suplicy, que passava pela calçada, se ofereceu para ajudar, e empurrou.
Taí, tá salvo!
Bem comentou o Marcelo Tas:
Ao mostrar o cartão vermelho, ontem no Senado, o senador Eduardo Suplicy, do PT- Partido dos Trabalhadores, se mostrou…
a> Sincero (pode parecer estranho, mas esse é o jeitão “avoado” dele fazer as coisas)
b> Espertinho (aguardou Sarney ser salvo pelo partido dele na surdina, para depois posar de herói sozinho pedindo o afastamento do coroné do Maranhão que segue apoiado pelo PT)
c> Canastrão (com sua atuação “abismal” não conseguiria um papel no grupo de teatro de Antunes Filho, nem mesmo em “A Praça é Nossa”)
d> Atrasadinho (se distraiu e esqueceu de pedir o que os eleitores dele queriam desde o princípio da crise)
e> Todas as alternativas anteriores

Senador Flávio Arns diz querer sair do PT após decisão a favor de Sarney
Bom, parece que ao menos um (hum) petista tem vergonha na cara.
Vamos ver se sai do PT mesmo, e vamos ver se é só um gesto marqueteiro no calor da encrenca, ou se o homem tem culhão mesmo, coragem política de esclarecer, de quebra, algumas coisas que precisam ser esclarecidas, como por exemplo quem mandou matar Celso Daniel.
Guarde bem o semblante do nobre senador. Pesquisando o Projeto Excelências da Transparência Brasil, fica-se sabendo que Flavio Arns já incorreu no nepotismo.
Não tenho nada contra nem a favor do Flavio, mas como os homens públicos de Brasília estão se mostrando mais como vermes e baratas, e não como HOMENS, será interessante acompanhar como um gesto de coragem (bravata?!) se desenvolve.
Leia aqui o comentário de Lucia Hippolito sobre o Drama do PT.

Nani
Plenário do Conselho de Ética arquiva todas as acusações contra Sarney
O Brasil ficou menor, é uma pena.
Nunca antes neste país a pouca vergonha, a safadeza, a mentira, a roubalheira, tiveram tanto respaldo oficial.
Brasília está podre, o Planalto ruiu, os três poderes sei lá…
É UMA VERGONHA!!!!!!!

Sabe por que o Brasil não anda?
Porque em Brasília TODOS os políticos, SEM EXCEÇÃO tem o rabo preso. Eu disse TODOS. O mais bobinho troca lâmpada com luva de box no escuro, bêbado. Em cima da escada.
TODOS são colegas, TODOS são parentes, TODOS se protegem mútuamente, TODOS perpetuam-se no poder, TODOS fazem e aprovam leis segundo SUAS conveniências, TODOS se aproveitam do NOSSO dinheiro, TODOS não respeitam coisa nenhuma e querem que o país SE LIXE.
Eu gostaria muito de colocar os parênteses de praxe (ressalvadas as exceções) mas não sei não.
E não existe punição para nada. A não ser, é claro, para o ladrão de galinha, e para a mãe que rouba o leite da criança. (acabamos de saber que para ladrão de boi gordo nada acontece…)

Sponholz
Mais 468 atos secretos são descobertos no Senado
Mas será possível?!
É merda todo o santo dia!!!!!
E ninguém vai preso!!!!!!!

70% do Conselho de Ética tem ficha com problemas
Hhmmmmm…
Sinto cheiro de orégano no ar…
Aliás, isto não é surpresa para ninguém, lá em Brasília todos se protegem por todos, os únicos a tomarem um ferro sentido são o Brasil e os brasileiros comuns. E os nossos bolsos.
Gritos no Senado…
Um homem passa pela porta do plenário do Senado e escuta uma gritaria que sai lá de dentro:
“Filho da P***, Ladrão, Salafrário, Corrupto, Falsário, Oportunista, Chantagista, Assassino, Traficante, Mentiroso, Vagabundo, Sem Vergonha, Trambiqueiro, Preguiçoso de Mer**, Vendido, Assaltante..!.”
Assustado o homem pergunta ao segurança parado na porta:
- O que está acontecendo aí dentro? Estão brigando?!”
- Não – responde o segurança,
- Estão só fazendo a chamada…
Eu como presidente da Fundação Stickel, preocupado em colocá-la na linha de frente das instituições do Terceiro Setor, sei que qualquer deslize contábil acaba por ser detectado, seja pela nossa própria auditoria interna, ou pela prestação de contas anual obrigatória ao Ministério Público através do sofisticado sistema SICAP.
As prestações de contas que temos que fazer no Programa Ação Família, que mantemos em parceria com a Prefeitura de São Paulo chegam a voltar por diferença de um centavo. Sim, eu disse UM CENTAVO DE REAL!!!
Além disso faço questão de levar ao pé da letra o quesito da transparência, nossas prestações de contas estão disponíveis para qualquer um no site da Fundação.
É claro que estou falando de algo que ocorre no âmbito do Estado de São Paulo, não conheço o panorama fundacional no Maranhão, mas como a família Sarney é “dona” do Estado, com certeza deve ser um pouco mais fácil para José Sarney usar sua “fundação” como máquina de lavar dinheiro, contanto que não seja descoberto…
Sarney, além de responsável por todas as vergonhas do Senado já de domínio público, presta gigantesco desserviço ao Terceiro Setor.
É UMA VERGONHA!!!!!
O público desavisado tem a tendência de jogar todas as ONGs, Fundações, Associações, Institutos, etc… no mesmo balaio, quando se trata das maracutaias expostas na instituição de sarney e sua quadrilha.
Imaginem só o que deve existir por aí que não foi ainda detectado.
Sponholz

Os ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia e o ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi negaram nesta terça-feira (2) negaram envolvimento com supostas fraudes na administração da Casa.
É claro. Os culpados somos nós, sociedade bovina que aceita tudo a cada dia com mais naturalidade.
Somos espoliados por intolerável carga de impostos, roubados dia sim dia também por TODOS os deputados e senadores, e já não faço mais a clássica observação políticamente correta “ressalvadas as exceções”, pois mesmo os poucos Gabeiras e Suplicys também participam da farra geral às nossas custas.
Conta de celular do Senado usado pela filha de Tião Viana foi de R$ 14 mil
Que engraçado. Quando houve todo aquele bafafá na eleição dos presidentes da Câmara e do Senado, o senador Tião Viana do PT, concorrente derrotado, se apresentava como aquele que “moralizaria” o senado.

Sponholz
Estes escândalos em cadeia no congresso, pra não falar de outros, dão um desânimo, né não?
Hoje cedo na CBN escutei Sardenberg comentando o programa eleitoreiro de nosso líder Minha Casa Minha Vida, para construção de um milhão de casas. Informou que em um esforço para diminuir a burrocracia, o governo conseguiu reduzir, para este programa específico, para 54 os documentos necessários para a construção.
É uma piada. De mau gosto.

Uma perguntinha simples: Onde irão parar todos os diretores eliminados do Senado, na rua?
Duvido.
Tenho a impressão que apenas mudarão de nome, de diretor para secretário, ou coisa similar.
Com certeza, nós, os contribuintes, continuaremos a pagar a conta da gigantesca caixa preta, e suas excelências continuarão ignorando o que se passa nos porões do senado.
Es ist traurig, aber War. É triste mas é verdade, diria o meu pai.
Senado tem diretorias para cuidar de garagem e check in de parlamentares
Casa refez contas nesta quinta-feira e admitiu que há 181 diretorias. ?José Sarney (PMDB-AP) disse que vai cortar número pela metade.
Raras vezes, em todos esses anos, me senti tão injuriado com a desfaçatez, cara de pau e sem vergonhice explícita de suas excelências. 181 diretores! Para 81 Senadores!! Salários de 18 a 24mil!!
Todos caladinhos, como se não estivesse acontecendo nada de extraordinário!
CAMBADA DE FDP!!!!!!
Com o nosso dinheiro! A saúde a zero, as estradas podres, a infraestrutura inexistente, a segurança pública uma piada, o descalabro total!!!!
E o pior de tudo, neste caso não posso nem usar a clássica expressão: “Com as ressalvas de praxe”, pois nenhum dos senadores denunciou esta sem vergonhice, nem o Pedro Simon, nem o Eduardo Suplicy, nem o Cristovam Buarque, NINGUÉM!!!!!
Sarney ordena destituição de todos os diretores do Senado
São apenas 131 diretores…
Na sexta-feira (13/3), o diretor de Recursos Humanos do Senado, João Carlos Zoghbi, pediu demissão do cargo. Ele havia sido acusado de ter utilizado apartamento funcional da Casa para acomodar parte da sua família. Zoghbi era um dos “candidatos” a substituir Agaciel Maia, afastado da Diretoria-Geral do Senado após denúncia de não declarar à Receita Federal a posse de uma casa de R$ 5 milhões.
Se só com estes dois já apareceu encrenca, imagina só se esmiuçar a vida dos outros 129…, isto sem falar nas horas extras, e otras cositas mas.

Mais um “castelinho” não declarado de apenas 5 milhões.
Jornal “Folha de S.Paulo” diz que casa não-declarada vale R$5 milhões.? Agaciel Maia, diretor geral do Senado, nega valor e diz que imóvel está cotado em R$ 2,5 milhões.
E assim vamos indo na botocudolandia, alguns enriquecem, muitos outros se estrepam, alguns esperam até morrer por precatórios e outros tem suas terras invadidas pelo MST.
Vergonha!
Em tempo: Afastaram o homi. Menos mal.
O PMDB é corrupto, diz Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) ao repórter Otávio Cabral da Veja.
Senador peemedebista diz que a maioria dos integrantes do seu partido só pensa em corrupção e que a eleição de José Sarney à presidência do Congresso é um retrocesso.
Meu comentário: Tudo isto nós já estávamos carecas de saber, a novidade é um senador falando oficialmente à Veja. Tomei esta nota emprestada do Noblat.

Vanguarda do atraso: O baratão se elegeu o novo presidente do senado…
Permito-me reproduzir integralmente o post do Marcelo Tas, já que ele escreve melhor do que eu e eu subscrevo o seu recado integralmente:
“Ele está no poder há exatos 54 anos. Deu ao Brasil a maior taxa de inflação do mundo. Voraz como uma cobra caninana, repartiu com a escória política verde-amarela o maior lote de canais de rádio e TV da história. Matreiramente, montou um império de comunicação no Maranhão, onde atingiu status de semi-deus imortal (lá, até sua tumba já foi construída com dinheiro público!). Com a morte de Tancredo, chegou à Presidência da República. Depois, diante de queda moral vertiginosa, teve a cara-de-pau de criar domicílio falso no Amapá para poder continuar aboletado no carguinho de senador em Brasília.
Agora, ele volta com fome devastadora à uma das mesas principais do “puder” tupiniquim. Sim, crianças, gostaria de lhes contar minhas curiosas férias na Turquia, mas é dever dizer aqui que o ano letivo começa nada bem. Em votação secreta, o senado deve eleger ainda hoje o seu novo presidente: o inseto guloso Zé Sarney.”
Leiam aqui como tive o desprazer de conhecer pessoalmente Sarney, o frouxo.
Mesmo com uma preguiça danada, ainda encontro forças para copiar integralmente este post do Josias de Souza. É tanta falta de vergonha esta votação da proposta que recria 7.343 vagas de vereador que precisa ser divulgada:
“O voto de cada senador no “projeto dos vereadores”
Apenas seis senadores ousaram acomodar o interesse do contribuinte acima da conveniência dos vereadores.
Na votação da proposta que recriou 7.343 vagas nas câmaras municipais, anotaram “não” no painel eletrônico:
1) Álvaro Dias (PSDB-PR); 2) Cristovam Buarque (PDT-DF); 3) Kátia Abreu (DEM-TO); 4) João Pedro (PT-AM); 5) Raimundo Colombo (DEM-SC); e 6) Tião Viana (PT-AC).
Os outros senadores presentes à sessão votaram “sim”. Gilvan Borges (PMDB-AP), que pressionara a tecla “abstenção”, foi ao microfone para retificar o voto: “sim”.
Aloizio Mercadante e Eduardo Suplicy, ambos do PT de São Paulo, criticaram a ausência de imposição de limites para as despesas das câmaras municipais.
Na hora de votar, porém, a dupla disse ”sim”. A votação foi feita em dois turnos. Houve senadores que votaram apenas num round.
Na turma do “não”, por exemplo, Álvaro Dias só votou no primeiro turno. Cristovam, só no segundo.
Na turma do “sim”, Renan Calheiros só deu as caras no painel na rodada final.
A lista abaixo, organizada por Estado, traz os nomes de todos os senadores que ajudaram a aprovar a proposta no segundo turno (58 no total).
O signatária do blog optou por essa lista por que ela é mais completa do que a do primeiro turno. Eis os nomes da turma do “sim”:
1. Alagoas: Ada Mello (PTB) e Renan Calheiros (PMDB);
2. Amazonas: Arthur Virgílio (PSDB) e Jefferson Praia (PDT);
3. Amapá: Gilvam Borges (PMDB) e Papaléo Paes (PSDB);
4. Bahia: Antônio Carlos Junior (DEM) e César Borges (PR-BA);
5. Ceará: Inácio Arruda (PCdoB), Patrícia Saboya (PDT) e Tasso Jereissati (PSDB);
6. Distrito Federal: Adelmir Santana (DEM) e Gim Argello (PTB):
7. Espírito Santo: Gerson Camata (PMDB), Magno Malta (PR) e Renato Casagrande (PSB);
8. Goiás: Demóstenes Torres (DEM), Lúcia Vânia (PSDB) e Marconi Perillo (PSDB);
9. Maranhão: Roseana Sarney (PMDB);
10. Mato Grosso: Serys Slhessarenko (PT), Gilberto Goellner (DEM) e Jayme Campos (DEM);
11. Mato Grosso do Sul: Delcídio Amaral (PT) e Valter Pereira (PMDB);
12. Minas Gerais: Eduardo Azeredo (PSDB) e Wellington Salgado (PMDB);
13. Pará: Flexa Ribeiro (PSDB) e José Nery (PSOL);
14. Paraíba: Cícero Lucena (PSDB);
15. Paraná: Flávio Arns (PT) e Osmar Dias (PDT);
16. Pernambuco: Marco Maciel (DEM);
17: Piauí: Heráclito Fortes (DEM), João Vicente Claudino (PTB) e Mão Santa (PMDB);
18. Rio de Janeiro: Francisco Dornelles (PP), Marcelo Crivella (PRB) e Paulo Duque (PMDB);
19. Rio Grande do Norte: José Agripino (DEM) e Rosalba Ciarlini (DEM);
20. Rio Grande do Sul: Paulo Paim (PT), Pedro Simon (PMDB) e Sérgio Zambiasi (PTB);
21. Roraima: Augusto Botelho (PR), Mozarildo Cavalcanti (PTB) e Romero Jucá (PMDB);
22. Rondônia: Expedito Júnior (PR), Fátima Cleide (PT) e Valdir Raupp (PMDB);
23. Santa Catarina: Ideli Salvatti (PT) e Neuto do Conto (PMDB);
24. São Paulo: Aloizio Mercadante (PT) e Eduardo Suplicy(PT);
25. Sergipe: Antônio Carlos Valadares (PSB) e Virgílio de Carvalho (PSC);
26. Tocantins: João Ribeiro (PR) e Leomar Quintanilha (PMDB).
O placar a favor da emenda só não foi mais elástico por que houve 19 ausências.
Vale recordar: A proposta que recria 7.343 vagas de vereador havia sido votada na Câmara em 28 de março.
Entre os deputados, apenas dez se animaram a votar contra. Houve 359 votos a favor. Anotaram-se quatro abtenções.
O texto da Câmara incluía um artigo que reduzia as despesas das prefeituas com as câmaras de vereadores.
No Senado, esse pedaço do texto foi suprimido. Converteu-se num projeto à parte, chamado tecnicamente de “PEC (Proposta de Emenda à Constituição) Paralela”. Para ser votada sabe Deus quando.”

Foto: Moreira Mariz/Agência Senado
Garibaldi devolve MP das filantrópicas
Grande Garibaldi!!
Botou um freio na pilantropia, resta saber se o Presimente vai ter coragem de insistir na MP 446 que anistia a cumpanherada.

Senador Jefferson Péres será enterrado neste sábado em Manaus
Uma das poucas vozes dignas do Senado nos deixa. Jefferson Perez morreu de sinceridade.
Boa viagem, Senador.

Saiu Marina Silva.
O governo perdeu uma de suas poucas pessoas sérias e competentes.
O lado bom da saída da Marina é que seu suplente no senado, o lacaio do PT Sibá Machado volta à suplência, e se tudo correr bem será varrido para o lixo da história, nunca mais ouviremos falar de Sibá Machado.

Transcrevo integralmente a nota da Lucia Hippolito sobre a desastrada atuação de Agripino Maia ontem:
Agripino desatinou
Inaceitável. Indelicada. Grosseira. E politicamente desastrosa.
A atitude do líder do DEM, senador José Agripino, na abertura dos trabalhos da Comissão de Infra-estrutura do Senado, na manhã de hoje, já pode ser inscrita nos Anais do Congresso como uma das mais grosseiras agressões desferidas contra uma autoridade que vai ao Congresso Nacional prestar contas dos atos de sua pasta.
Ao agredir a ministra Dilma Roussef, ao trazer de volta eventos, dores e peripécias de sua juventude, de sua prisão e tortura na cadeia da ditadura, o senador José Agripino manchou a própria biografia.
Homem fino, educado, adversário por vezes duro (mas isto faz parte do embate político), Agripino jamais foi descortês.
E não se diga que do outro lado estava uma mulher. Nós, mulheres, dispensamos este tipo de paternalismo.
Do outro lado estava um ministro, uma autoridade da República. Que merecia ser duramente questionada, mas respeitada.
Autoridades devem prestar contas de seus atos. É da regra da democracia a prática da accountability.
Mas não foi isso o que se viu e ouviu.
O senador José Agripino foi grosseiro, indelicado, agressivo. Desnecessariamente desrespeitoso.
Até porque, como tática política, sua intervenção foi coroada de fracasso. Colheu o contrário do que plantou. Fortaleceu a ministra, ajudou a erguer uma barreira de proteção a ela.
A resposta de Dilma Roussef, emocionada, nervosa, mas firme e corajosa, rendeu-lhe aplausos de governistas e oposicionistas.
Todos(as) aqueles(as) que me honram com sua participação neste blog sabem que a ministra Dilma não é santa do meu altar. Tenho severas observações a respeito de seu comportamento, de sua postura e, sobretudo, de sua tão propalada competência.
Mas não posso deixar passar em branco o que aconteceu hoje.
Como analista política, mulher e ex-militante da geração de 68, estou solidária com a ministra Dilma Roussef.
Disse o Serjones:
Mas tu é muito burro, Agripino. Não tinha outro assunto?
Gostei da Dilma, ontem. Botou o mariscão na mesa e remeteu o coronelzinho de engenho Agripino Maia às suas origens políticas nada enaltecedoras: a turma que torturou.
E o José Nêumanne falou hoje cedo na Jovem Pan mais ou menos o seguinte:
“O presidente Lula deveria rezar todas as manhãs agradecendo pela oposição que tem, Agripino conseguiu rápidamente levantar a bola da Dilma, que saiu totalmente vitoriosa.”
E eu completo: Realmente, com uma oposição assim Lula e os petelhos estão nadando em largas braçadas, são donos absolutos do pedaço. Frustrante.

A senadora Ideli Salvatti (PT-SC), que excedeu limite de R$ 15 mil em gastos em fevereiro (Foto: Agência Senado)
Dois senadores superaram limites de gastos em fevereiro.
Quem nunca comeu melado…

Finalmente uma notícia boa!!!!!
A CPMF acaba em 31/12/2007!!!!!!
O governo perdeu!!!!!!
Só falta saber agora que tipo de bobagem o governo vai fazer a partir desta derrota.
Sinto-me recompensado como cidadão. Batalhei aqui no blog contra este imposto absurdo, divulguei os abaixo-assinados, reclamei, enviei e-mail aos ilustres parlamentares, etc…etc… O resultado veio, mas não sem esforço.
Ainda bem que existem profissionais do pensamento, pena e papel que me poupam o esforço. No caso da Nilcéia, o Noblat vem desempenhando este papel com maestria, vejam a última:
CASO DA MENINA ESTUPRADA NO PARÁ
A desculpa fajuta de Nilcéia para sua própria frieza
Durante a sessão da Comissão de Direitos Humanos do Senado que discutiu o caso da menina de 15 anos que ficou presa numa cela com 20 homens no Pará e trocou sexo por comida, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) comentou que acompanhou por este blog a demora da ministra Nilcéia Freire, da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, em dizer qualquer coisa a respeito.
A ministra respondeu:
- Efetivamente não me sinto na obrigação de vocalizar a qualquer colunista. A Secretaria não tem vocação para o espetáculo. Todas as providências já foram tomadas. Soltamos uma nota à imprensa no momento adequado.
E ironizou:
- Sinto muito que nós já estivéssemos trabalhando no ministério antes mesmo desse fato. Sinto muito que não é agradável ouvir que existem outros casos como esse no país.
Para completar:
- É dessa maneira que continuaremos trabalhando. Sem nenhum gosto pelo espetáculo, sem nenhuma intenção de tirar qualquer proveito político de um caso lamentável como esse. Isso é trabalho, não é espetáculo. Sou uma servidora pública com muito orgulho. Estarei à disposição para prestar qualquer esclarecimento necessário.
Manifestar sua indignação com crime tão bárbaro não trairia gosto pelo espetáculo – mas a ministra preferiu ficar caladinha até agora.
Cobrar providências enérgicas e urgentes ao governo do Pará para que apurasse o crime não trairia gosto pelo espetáculo – mas a ministra não o fez. Talvez para não embaraçar a governadora, sua companheira de partido (PT).
Voar ao Pará para se solidarizar com a menina e sua família não trairia gosto pelo espetáculo – apenas revelaria que a ministra é uma mulher sensível e uma autoridade atenta ao que se passa em sua área de atuação. Mas ela também não fez isso.
Tudo que fez foi despachar com atraso uma comissão para ir ao Pará ver o que estava acontecendo.
Deu um show de insensibilidade. E continuou dando, hoje, no Senado.
Foi um espetáculo inesquecível.
Tropecei no excelente artigo de sexta-feira, 22/11/07 de Luciano Pires, com o qual concordo totalmente, tendo vivido minha infância e adolescência em condições similares às quais ele descreve:
“No programa do Jô a senadora petista Ideli Salvatti, perguntada sobre a incoerência do PT, que sempre combateu a CPMF e agora a defende, respondeu que é assim mesmo, que a oposição tem que dificultar. Mesmo contra os interesses do país… Enquanto falava, Ideli ostentava aquele sorriso sarcástico dos que só têm compromisso com o cinismo.
Ideli é uma porta-voz. Faz parte de uma máquina empenhada em dividir o Brasil em dois e colocar um lado contra o outro, espalhando a discórdia, a inveja e o ódio. Tudo em nome da “justiça social”. Já vimos esse filme na Alemanha, China, Vietnan e em tantos outros países onde grupos iluminados decidiram que sabiam como tornar a sociedade mais justa. O resultado foi um punhado de mortos. Só uns 200 milhões…
Quando eu tinha nove anos, um de meus melhores amigos era o Bóia, meu vizinho, filho de uma família de japoneses cujo pai era mecânico de automóveis. A família morava nos fundos da oficina, uma autêntica “boca de porco” – como a maioria das oficinas no começo da década de sessenta. Eu era de classe média – o equivalente à classe B de hoje – com pai executivo e mãe professora. O Bóia era o que hoje consideramos classe C. E éramos excelentes amigos. Eu vivia na casa dele. Não me lembro de jamais ter algum problema pela diferença de classes.
Me lembro também de nossa empregada, a Maria. Sua família vivia na roça em Jacuba, próximo a Iacanga, perto de Bauru. E lembro-me de ir com ela passar o final de semana por lá, dormindo na casa humilde, almoçando e jantando com eles. E eu era o filho do patrão. Nenhum problema.
Na escola eu dividia a sala de aula com garotos de todas as classes sociais. A percepção do Brasil que me acompanhou durante aquele período de infância e juventude foi a do país cordial, tolerante, bem humorado e com um futuro brilhante. E mesmo com todos os problemas de país subdesenvolvido, era um Brasil feliz. Essas lembranças representam um ideal de país que já vivi, mas que parece não existir mais.
Recentemente, saindo com a família de um jantar numa churrascaria, comecei a conversar com um dos manobristas sobre futebol e política, enquanto aguardava o carro. Um papo natural, bem ao estilo dos brasileiros. Aquele manobrista sabia que eu havia gastado o equivalente a seu salário mensal no jantar. Mas naquele momento éramos apenas dois brasileiros conversando animadamente. O abismo social não impedia a cordialidade e o respeito entre nós.
A mesma cordialidade e respeito que existia entre eu, o Bóia e a Maria.
Mas a turma que se intitula “porta-voz” dos oprimidos não admite essa cordialidade. Nas situações que descrevi, nunca vê dois brasileiros. Vê um explorador e um explorado. Quer que eu me sinta culpado.
Uma pregação que se quer marxista, socialista, esquerdista ou revolucionária – mas que na verdade só é burra – está dividindo o país em duas classes: a “elite” e os oprimidos. E dizendo a elas que não “se misturem”. Na verdade, que se odeiem. Essa pregação doentia rotula-me de elite, dando conotação de ofensa ao termo. E diz que sou responsável pela miséria.
Para os “porta-vozes”, os miseráveis e oprimidos têm o direito de colocar um revólver na minha cabeça e levar meu relógio. E a culpa será minha.
Os “porta-vozes” são uma minoria instalada nos partidos políticos, nos órgãos governamentais, nos sindicatos, nas escolas, nas empresas, nas igrejas, em seu condomínio. Uma minoria ideologicamente confusa e míope, a serviço de uma estratégia de poder. Uma minoria capaz de mobilizações, e que acaba influenciando a maioria silenciosa…
Quem foi que deu a essa turma a licença para ser “porta-voz” do ódio? A que objetivos serve essa doutrinação? Qual é a percepção de país que esses porta-vozes lutam para criar na cabeça dos meninos e meninas de nove anos de hoje? Será aquela do Brasil cordial que eu, o Bóia e a Maria tínhamos? Ou será a do Brasil no qual devo ter medo do Bóia e da Maria e eles devem me odiar?
Dispenso os “iluminados” que acham que podem mudar o mundo. Prefiro continuar humildemente não fazendo aos outros o que não gostaria que fizessem comigo.
Se 180 milhões de brasileiros agirem assim, vamos colocar o Brasil nos trilhos. Sem precisar do cinismo dos “porta-vozes”.”
Copiei do Noblat:
Suplicy se cala
- Senador Eduardo Suplicy: Diga os nomes dos 37 ministros do governo Lula. Diga. Não precisa dizer que ministérios eles ocupam. Basta dar os nomes deles – provocou o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) depois de dizer que a Suécia, um dos países mais desenvolvidos do mundo, só tem sete ministros.
- Se disser o nome de 20, de apenas 20, eu votarei a favor da CPMF – adiantou-se Demóstenes Torres (DEM-GO) dirigindo-se a Suplicy.
Suplicy calou.
Flexa Ribeiro votará contra a prorrogação da cobrança da CPMF. Alega que o governo poderia viver sem ela se cortasse gastos.
Eu comento: É um tal de enfiar cumpanhero do PT no governo, que nem os próprios petistas sabem quem, quantos são e onde estão.

Este fiel Aurélio me acompanha desde os anos setenta.
Copiei o artigo abaixo do Noblat, o qual subscrevo integralmente, tenho exatamente a mesma preocupação em achar a palavra certa, missão quase impossível nos dias de hoje…
“O que fez Renan. E o que ele é.
Debrucei-me durante a madrugada sobre um volume puído do dicionário do Aurélio à procura de uma palavra que definisse com razoável precisão o ato de Renan Calheiros de defenestrar da Comissão de Constituição e Justiça do Senado seus colegas Pedro Simon (RS) e Jarbas Vasconcelos – ambos fundadores do PMDB. O lugar deles será ocupado por Almeida Lima (SE) e Paulo Duque (RJ), clientes de favores e servos fiéis de Renan.
Sim, porque foi Renan que decidiu substituir Simon e Jarbas. Ou vocês duvidam que ele segue mandando em quase todos os senadores do PMDB e em senadores de outros partidos reféns dos seus dossiês? Por acaso Valdir Raupp (RO), líder do partido e executor da ordem contra Simon e Jarbas, é algo além de um reles tarefeiro de Renan – assim como tarefeiro e reles é também Leomar Quintanilha (TO), presidente do Conselho de Ética do Senado?
Pensei em classificar o ato de Renan de deboche. Deboche com a minha, com a sua e com a cara de todo mundo. Afinal, Simon e Jarbas são tidos por correligionários e adversários como exemplos de políticos corretos, decentes. E a Comissão de Constituição e Justiça, presidida por outro político correto e decente, Marco Maciel (DEM-PE), é a mais importante Comissão do Senado. Por isso mesmo costuma acolher o que os partidos têm de melhor.
Deboche quer dizer devassidão, libertinagem. Creio que está aquém do verdadeiro significado do gesto de Renan.
Então me detive na palavra escárnio. Gosto dela. É sonora, insolente, redonda. Sempre que posso eu a uso, principalmente quando estou indignado com alguma coisa. Para pronunciá-la, é preciso abrir os lábios e mostrar os dentes com expressão de cólera ou de riso – no caso em exame, de cólera. Ocorre que escárnio parece ser uma palavra mais pesada do que de fato é. Nem de longe corresponde aos seus sinônimos mais usuais.
Escárnio quer dizer menosprezo, zombaria, desdém. É pouco para caracterizar o que fez Renan.

É a vergonha mais profunda, absolveram o jagunço.
Está oficialmente decretado o vale-tudo.
renan calheiros ainda tem o peito de dizer que é tudo culpa da mídia.
É um dia triste para o Brasil e para os brasileiros de bem.
É um dia de glória para os bandidos.
É um dia como outro qualquer para quem nem sabe o que é o Senado, ou nunca ouviu falar de renan.
NÂO PODEMOS ACEITAR MAIS ESTA!!!
ASSIM JÁ É DEMAIS!!!

renan calheiros (a falta de maiúsculas é proposital)
Que vergonha, não, este homúnculo atazanando o país. Ele nos lembra diáriamente a merda federal em que o país está metido.
Vamos ver se na quarta-feira o Senado cumpre seu dever e manda logo este jagunço para detrás das grades.