
R. da Consolação, quase esquina com Av. Paulista.

Em Obras – 30 artistas – 60 dias – 2 Março a 30 Abril de 2010
A cada dia do mês de março de 2010 um dos artistas estará na Passagem Subterrânea da Consolação desenhando sobre a parede com lápis grafite. No mês de abril cada um retornará a cada dia para apagar o desenho com borracha.
De Segunda à Sexta das 7h às 22h; Sábados, Domingos e feriados das 10h às 22h
Rua da Consolação, s/ n˚, São Paulo (entre Av. Paulista e Av. Angélica)
Artistas participantes: Alice Freire, Alice Shintani, Aloysio Pavan, Andre Simmank, Beatriz Bittencourt, Beatriz Nogueira, Carola Trimano, Cesar Fujimoto, Daniel Nogueira de Lima, Fabio Quaglio, Flávio Cerqueira, Helen Faganello, Hélio Bartsch, Henrique de França, Jérôme Florent, José Roberto Greb Vazquez, Juan Castro, Juliana Kase, Laerte Ramos, Leopoldo Ponce, Luis Felipe Machado Dib, Marcia de Moraes, Maria Fernanda Filardi Ferreira, Murilo Kammer, Pedro Almeida Farled, Rafael Baravelli, Rafael Ferreira Mourão, Renato Sass, Taís Ribeiro, Yá!
Meu comentário: Eis aí um projeto interessante! Pretendo acompanhá-lo, no mínimo pelo site. Gostei principalmente por ser DESENHO, desenho de verdade, primordial, básico, grafite sobre papel (ou parede). Parecem estar bem organizados, tem tudo para dar certo!
Conheço um ou outro artista pelo nome e nenhum pessoalmente, à exceção do Rafael Baravelli, que nasceu exatamente no mesmo dia do meu filho Antonio, na mesma maternidade.

Centro de São Paulo.

Ontem, em um dia perfeito para a vela, com sol e vento forte, voltei ao YCSA – Yacht Club Santo Amaro depois de cerca de 45 anos….
Velejei lá como proeiro de snipe na minha adolescência, e nunca mais havia voltado.
Nossos amigos Mario, Vera e os filhos velejam lá e nos convidaram para almoçar, aí foi ligar a máquina do tempo…
No clube em si, praticamente nada mudou, continua um minúsculo gueto dos aficcionados pelo esporte da vela, Robert Scheidt estava lá desmontando seu Star.
Eu ia de ônibus da R. dos Franceses na Bela Vista até o ponto final no “paredão” que é a barragem da represa de Guarapiranga, e de lá a pé até o clube, por um descampado, não havia nada a não ser mato e o clube.
Hoje o clube está enfiado no meio da cidade.

Um ícone desaparece (ou muda-se, não sei…)
O Café Photo na Av. Helio Pellegrino, que há muitos anos convivia pacificamente com o bairro, está sendo demolido, pois ali surgirá mais um par de torres residenciais milionárias.
Volta e meia os jornais “redescobrem” as “casas de tolerância” de luxo, e fazem um pequeno auê sobre o tema, mas a verdade é que nunca houve transtorno algum, o movimento da casa denunciado apenas por longas filas de taxis à porta.

Enchentes, árvores caídas, falta de luz, trânsito infernal, tudo isso vem acontecendo com desagradável regularidade na cidade de São Paulo.
É perceptível a diferença que os tais 2 graus centígrados a mais fazem no clima.
A violência dos ventos, e a enorme quantidade de água em pouquíssimo tempo fazem o desastre.
Já o que aconteceu ontem, nunca vi igual. Nos bairros pelos quais passei ontem no final da tarde para chegar na minha casa em Moema o caos era total, só consegui chegar porque estava de moto, e tomei certas liberdades, como andar pela calçada, por exemplo.
Alguém poderia até me criticar, com razão e dizer:
- Andar de moto na calçada é contra a lei.
Ao que eu retrucaria:
- E deixar a cidade neste estado, não é??!!
A Sandra minha mulher, depois de duas horas parada na Av. República do Líbano, conseguiu largar o carro num canto e voltou a pé para casa.
Hoje cedo na Sociedade Hípica Paulista o caos também reinava, inúmeras cocheiras inundades, parte de um muro caído, telhas arrancadas e um MEGA tronco de uma MEGA árvore arrancado com tal violência, que pulverizou dois postes de concreto e uma guarita.

Foto: Luísa Brito/G1
Decreto de calamidade em bairros da Zona Leste de SP sai no Diário Oficial
Ótimo, agora a população do Jardim Romano sabe que está oficialmente f………
A perguntinha que não quer calar é:
Quando serão processados e presos os administradores públicos qiue permitiram construções em local óbviamente não recomendado?
E quando serão obrigados a restituir todas as propinas que receberam para aprovar os loteamentos?!
E as mansões que construiram em Aldeia da Serra, em nome de laranjas?!
Infelizmente, neste país conhecemos a resposta da perguntinha: NUNCA. O povo que se lixe.
Só para citar um exemplo de como a justiça funciona no primeiro mundo, o Bernard Madoff, aquele da pirâmide (Ponzi) de investimentos que ruiu com prejuízo de U$20 bilhões já foi julgado, condenado a 150 anos de prisão e preso, seus bens arrestados e leiloados, tudo em cerca de dois anos 2007 – 2009.
Ah sim! Mais um pequeno detalhe. Madoff tem 72 anos, e a data prevista para sua soltura por bom comportamente é no ano de 2139…. ou seja, ele vai puxar uma cana sentida sim, ao contrário dos nossos bandidos, principalmente os de colarinho branco, que não ficam mais do que 2 ou 3 anos em cana.

Certas coisas você percebe melhor pela ausência.
É o caso da saúde, quando tudo vai bem ninguém se lembra deste minúscula e importantíssima verdade:
Estou bem de saúde.
Já quando a saúde vai mal…
Em relação ao clima paulistano a sensação é parecida, porém hoje faço questão de registrar:
Obrigado, São Pedro, ao menos uma manhã de sol e céu azul!!!!!

São Paulo vista da Vila Brasiliândia na Zona Norte, hoje de manhã, depois da chuva.
Esta é uma foto que eu gostaria de fazer com uma câmera analógica das grandes, 8 x 10.

O Estadão de hoje publicou uma pesquisa interessante para avaliar os melhores arquitetos de São Paulo, e também os marcos arquitetônicos da cidade.
Entre as obras que NUNCA deveriam ter saído do papel estão o Minhocão, o “Parque Cidade Jardim” e o Instituto Tomie Ohtake.
Eu acrescento dois monstros, a agência do Banespa, hoje Santander (não sei quem é o arquiteto), na Av. Brasil perto da Brig. Luis Antonio, e o Edifício Villa Europa, o acinte da R. Tucumã.

Auto-retrato na ciclovia, esquina da Av. Juscelino Kubitschek x Av. Nova Faria Lima,
Domingo passado passeei pela nova ciclovia, que não poderia técnicamente levar este nome, veja por que aqui.
A bem da verdade chamaram-na de CICLOFAIXA.
A iniciativa da Prefeitura é louvável, mas não é suficiente.
O clima é de confraternização social, muitas crianças sem rumo, e o ciclista sério tem que tomar cuidado triplicado, porque dentro daquela mínima faixa (e os cones são colocados pelo lado de dentro da linha) juntaram-se todos os ciclistas domingueiros, com todas as crianças e todos os tipos de bicicletas.
Ciclovia para valer é aquela onde a Renata Falzoni pedalou na Itália, a Via Claudia Augusta.
No blog Sampa Bikers muitas informações sobre ciclismo em São Paulo.

Desde que ganhei a BMW F800 GS da Sandra em Dezembro já rodei quase 4.000Km, agradeço todos os dias o presente fabuloso, e já deu para aprender algumas coisas sobre como enfrentar o trânsito em São Paulo em duas rodas:
1. Preste muita atenção no que você está fazendo, qualquer distração pode significar um acidente. (vale para bicicleta também…)
2. Se você andar com o fluxo, ou um pouco mais rápido, nada lhe acontecerá. As chances de acontecer um acidente são muito baixas. Por ex. o fluxo a 60km/h e você a 65-70Km/h.
3. Ao contrário, se você estiver muito mais rápido que o fluxo, a coisa complica. Por ex. o fluxo de carros está a 30km/h e você na moto a 60-70km/h. Não faça isto.
4. É possível andar no corredor, de preferência com o trânsito parado, e se você andar devagar. Os motoboys que andam a 60km/h no corredor são loucos ou assassinos, ou ambos.
5. Gentileza gera gentileza. Motoristas afastam um pouco seus carros para você passar no corredor, em contrapartida você motociclista não fica fechando e encostando nos carros, e muito menos buzinando.
6. A grande maioria dos motoboys desconhece o sentido da palavra gentileza, desconhecem também as vantagens do silêncio.
7. Motoboys que ficam se esgueirando entre os carros, esbarrando nos espelhos dos carros para ganhar 4 ou 5 metros não estão com nada, esta “vantagem” não conta práticamente nada na abertura do farol.
8. A noite não foi feita para motociclistas. Pedestre à noite é invisível para o motociclista, e vice-versa. Se não puder evitar, reduza a velocidade e triplique a atenção.
9. Atenção! A enorme maioria dos motoristas não sinaliza corretamente a mudança de direção, e os motociclistas idem.
10. A cidade vai parar.
11. Sómente maciços e gigantescos investimentos em transporte público, principalmente Metro evitarão o colapso total da cidade.

Na Av. Paulista, ontem às 20:00h.

São Paulo amanheceu diferente. Quase londrina.

Em Setembro de 1982 eu trabalhava no Banco Itaú como responsável pela implantação da Nova Identidade Visual do Banco, em talões de cheque, papelaria, sinalização de agências, publicidade, Cartão Estrela, etc…
Esta atividade me levou a visitar o Relógio Itaú no topo do Conjunto Nacional, na companhia do Sr. Valentim Sola, diretor da Publitas, empresa que gerenciava o relógio na época.
Subimos ao final de tarde na cobertura e começamos a analisar as estruturas metálicas de suporte do relógio, as lâmpadas neon, as cores, etc…
Aí o Valentim disse:
-Fernando, você não quer ver o relógio de frente? É só atravessar a estrutura…
Foi o que fiz, passando no meio dos tirantes metálicos e chegando em uma faixa livre de não mais de um metro de largura. Olhei para cima para a imensa estrutura metálica do relógio, que já estava aceso, aí me virei e na minha frente havia apenas o vácuo.
Não havia mureta de proteção, ou mesmo um parapeito, nada, apenas um ressalto no piso de no máximo 15 centímetros.
Olhei primeiro para longe, uma vista fantástica, aí baixei os olhos e olhei para baixo, me arrepio até hoje ao lembrar a sensação de vertigem, de enjôo.
O vácuo puxa, quase me joguei, instintivamente me afastei da borda e atravessei de volta a estrutura metálica, muito enjoado.
Me esforcei para acabar de tratar dos assuntos profissionais, com profundo mal estar, e já no carro voltando para o escritório da Publitas, que naquela época era na R. Tabapuã, comentei o meu mal estar dizendo:
-Estou precisando de um uísque…
De fato, chegando ao escritório Valentim me ofereceu um uísque, que me trouxe de volta à vida…
Ufa!

Doutor Marcondes. Soa antigo não?
É antiquíssimo, é o nome do médico de família, clínico geral, que atendia neste prédio na R. Araujo, centro de SP.
Aliás, tudo se fazia no centro nos anos 50, médicos, cartórios, advogados, escritórios, lojas.
Quantas vezes coloquei paletó e gravata para “ir ao centro”, meu pai exigia.
Na R. Marconi ficava o consultório do oculista, que eu visitava com frequencia para fazer exercícios contra estrabismo. Segurava um aparelho na frente dos olhos e puxava o cursor para perto e para longe, tinha que colocar o soldadinho na casinha inúmeras vezes.
Na saída ganhava um doce, acho que era na Cristallo.

Brasil fez bonito hoje na Maratona Internacional de São Paulo, Marizete Moreira em primeiro no feminino e Franck Caldeira em segundo no masculino.
A vitória foi do queniano Elias Kemboi Chelimo, que chegou 4 minutos na frente do Franck.
Fui assistir de perto para matar a saudade de quando participei, dez anos atrás..
Peguei a dica deste belíssimo blog no Serjones.
O autor se define assim:
Argentino, fotógrafo amador. Mora há dez anos em São Paulo. Prefere as imagens às palavras. Não veste Puma nem óculos esquisitos, rastas, terno, cobertor, plumas, uniforme, mas vive numa boa com qualquer pessoa da PAZ.
E eu concordo com ele, o Amor é importante, porra!

O prédio vizinho dos fundos do escritório da Fundação Stickel iniciou ontem manutenção da fachada.
O problema é que a proteção para os entulhos que cairam ou foi mal colocada, ou foi colocada apenas para constar, pois não protegeu nada, houveram telhas quebradas, vidros trincados, etc…
Hoje cedo recomeçou o desastre, fomos ao Edifício Solar do Vale, na Al. Tietê 325, falamos com o porteiro, Sr. Augusto, que forneceu o telefone do síndico, Sr. José Carlos, que não quis nos receber, depois pelo telefone, foi grossíssimo e ainda bateu o telefone na nossa cara.
Este é o Brasil!
Fodam-se os vizinhos, eu faço a minha obra de qualquer jeito, e quem quiser que reclame ao papa.
Se a coisa progredir no mesmo diapasão seremos obrigados a citar o condomínio judicialmente, gastar tempo e dinheiro com advogado, aquela chateação.
Tudo por conta da falta de civilidade de um fdp de um síndico.
Tudo isso sem mencionar o risco de vida de quem, como nós, está lá embaixo, quase na vertical da fachada.

Para dar continuidade ao meu TCC (trabalho de conclusão do curso) visitei a Fundação Prada de Assistência Social, cuja sede fica em prédio próprio na esquina da Av. Senador Queiros com Av. Prestes Maia.
Esta é a vista do 19º andar do Edifício Prada, na direção NE, ao fundo à direita se vê a Serra da Cantareira.

Final de uma tarde confusa em São Paulo (metereológicamente falando)

São Paulo no carnaval, ruas vazias e várias reformas, pinturas, etc…

São Paulo é mesmo surpreendente. No topo do prédio onde moro, todos os dias de manhã, por volta das sete horas, um casal de gaviões se instala tranquilamente e fica lá, namorando.

Bom dia, São Paulo!
(é difícil ficar animado com um dia que começa horroroso como hoje, mas fazer o que… )

Centro de São Paulo: Praça da Sé, Catedral e ao fundo o Banespa.

Ontem, final da tarde, enquanto São Paulo sofria as enchentes, da minha janela esta cena idílica se apresentava.
Calor demais, trânsito parado em São Paulo.
De um lado, uma Mercedes blindada com ar condicionado, uma madame e motorista;
Do outro, um fusquinha com um gordinho todo suado e a barba por fazer…
O gordinho xinga, buzina, faz um escarcéu por causa do trânsito até que a madame
baixa o vidro do Mercedes e diz:
- A paciência é a mais nobre e gentil das virtudes: Shakespeare, em “Macbeth”
O gordinho não deixa barato:
-Vá tomar no cú!: Nelson Rodrigues, em “A vida como ela é”

Dois estudos da Transparência Brasil (da qual tenho orgulho de ser associado) demonstram que a produtividade legislativa dos integrantes das Câmaras das duas maiores cidades brasileiras tem pouco impacto concreto sobre esses municípios.
Mais de 90% da atividade legislativa dos vereadores de São Paulo e Rio de Janeiro é irrelevante.
No país do faz-de-conta, os vereadores fingem que trabalham, o presidente passeia, e a população aplaude.
Veja o resultado dos estudos em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Não deixe de ler! É impressionante a quantidade de bobagens propostas!
Por estas duas amostras é fácil imaginar o que ocorre no resto do Brasil, tudo com o nosso dinheiro.

Uma parte de São Paulo está assim, às vésperas da entrada da primavera, colorida de amarelo e lilás.

Fui assistir ao filme Blindness (Ensaio sobre a cegueira), dirigido por Fernando Meirelles. Não é um filme fácil, nem é fácil de dizer se o filme é bom. A Sandra, minha mulher, achou que o livro do Saramago é melhor que o filme.
Ruim não é. Mas é bom?!!…
É tenso do começo ao fim, a cegueira branca é bem mais esquisita que a tradicional, negra.
Interessante ver São Paulo travestida de uma cidade qualquer do primeiro mundo, interessante ainda mais por que assisti à filmagem de algumas cenas, no 7 de Setembro do ano passado, e fiz uma fantasia sobre o filme que não se concretizou.
Juliane Moore está excelente.
Na dúvida, vá ver.

Na Av. Coronel Sezefredo Fagundes, uma das avenidas mais coloridas de São Paulo.



