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Posts tagueados ‘são paulo’

não à pichação

Quero deixar registrada minha posição na polêmica que surgiu quando o novo prefeito de São Paulo, João Doria, iniciou sua batalha contra os pichadores, algumas semanas atrás:

“Depredadores do patrimonio público ou privado agem ao arrepio da lei, sejam eles “artistas”; “grafiteiros”; “pichadores”, “pixadores”; “manifestantes”; “militantes”; “políticos” e quetais.

Usem eles letras escritas, rabiscadas ou pintadas, em línguas conhecidas ou exóticas, utilizando baldes de tinta, broxas, sprays, picaretas, o diabo. Ao aplicar sua sujeira sobre monumentos, edifícios públicos ou privados, pontes, casas, viadutos, muros, pontos de onibus ou ruas, a dois metros de altura ou a 200 metros de altura, são simplesmente CRIMINOSOS.

Caso os vandalos atuem com motivação política, deverão ser tratados ainda com mais rigor, pois o “ser político” tem a obrigação de ser mais informado sobre seus direitos e deveres que o cidadão iletrado.

Ah sim! O resultado do “trabalho” dos criminosos, ou seja, sua “obra” deverá ser erradicada, sem perdão, pois arte NÃO é.

Ao contrário, grafitis executados em empenas ou quaisquer outras áreas públicas e ou privadas, com autorização dos respectivos proprietários/administradores são manifestações legítimas e devem ser incentivadas. Estas sim são ARTE.”

é isso, por fernando stickel [ 18:58 ]

incompetência e totalitarismo

ibirapuera1
Um ano e meio após a queda de uma árvore sobre o prédio da administração do Parque da Ibirapuera, a situação não mudou e os estragos lá continuam, à vista de todos, evidenciando o descaso da administração municipal.

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A Prefeitura simplesmente fechou as salas destruidas, no prédio da administração do maior e mais importante parque da cidade.

ibirapuera3
O incompetete prefeito Malddad faria melhor se dedicando a recuperar estes estragos, ao invés de proibir a exibição da bandeira nacional, decisão totalitária e desrespeitosa aos cidadãos brasileiros.

é isso, por fernando stickel [ 10:52 ]

visão urbana idea zarvos

visaourbana

Adorei participar do concurso “Visão Urbana Idea Zarvos”, pelas razões expostas aqui.

Confesso, no entanto, que o resultado do juri me decepcionou. Não porque eu não tenha sido premiado entre as 16 fotos vencedoras, absolutamente. O meu prêmio foi ter sido um dos 532 selecionados de um total de mais de 15.000 fotos.

A minha decepção veio das seguintes constatações:

1. As 16 fotos vitoriosas não apresentam, à exceção do Edyr Sabino ou André Chirinos um salto de qualidade, beleza ou interesse significativo em relação às outras, ou seja, eu esperava ver 16 fotos completamente arrasadoras, e vi 16 fotos que poderiam perfeitamente ser as minhas, ou dos meus outros 531 colegas selecionados.

2. Não consigo entender, em um universo de mais de 15.000 fotos enviadas e 532+16=548 fotos selecionadas, e à luz da constatação #1 acima, haver três premiações para um mesmo nome, Fernando Ricci, excelente fotógrafo profissional.

é isso, por fernando stickel [ 17:11 ]

visão urbana idea zarvos

É curioso como se processa o reconhecimento de um olhar, o meu olhar sobre a cidade de São Paulo.

O meu olhar está aqui comigo, estou em São Paulo, sou paulistano com muito orgulho, faço parte da cidade. Observá-la e fotografá-la é para mim uma segunda natureza, como escovar os dentes.

Milhares de vezes meu olhar escolheu algo na cidade para ser registrado. Dificilmente passam-se na minha vida 24 horas sem que eu fotografe algo na cidade. Vejo macro e vejo micro, com foco e sem foco, de dia e de noite, de perto e de longe. No carro, a pé, no escritório, no clube, em casa, no Norte, no Sul, no alto, no chão, na riqueza e na pobreza, na sofisticação e na natureza.

Participar do concurso “Visão Urbana Idea Zarvos” teve o condão de estimular a revisão das minhas fotos da cidade, conectando o fio condutor que aglutinou este olhar. A instigante atividade de aplicar a hashtag #visaourbanaiz ao meu enorme acervo de fotos instrumentalizou o reconhecimento deste olhar. Incorporei-o conscientemente ao meu repertório, ampliando e potencializando seu alcance.

idea zarvos
Está rolando até 10 Maio uma ideia muito bacana da incorporadora Idea!Zarvos, um concurso de fotos da cidade para a cidade – Arquitetura / São Paulo / para quem / passa / vive /curte, veja aqui.

O concurso é organizado pela produtora cultural Estúdio Madalena e terá como juri Claudia Jaguaribe, Ekaterina Kholmogorova, Iatã Cannabrava, Mozart Mesquita e Nelson Kon.

Coloque a #VISAOURBANAIZ na sua foto no Instagram e concorra a prêmios, veja o Regulamento.

é isso, por fernando stickel [ 17:52 ]

fernando stickel na folha de são paulo

f s paulo
O jornalista Toni Sciarretta do caderno “Morar” do jornal Folha de São Paulo do último domingo, 17 Abril 2016, me entrevistou sobre a minha experência como morador da Vila Olímpia.
Conversamos também sobre a série de fotos que realizei no bairro em 2003-2005, que acabaram por gerar a exposição “Vila Olímpia” na Pinacoteca do Estado de São Paulo em 2006, com curadoria de Diógenes Moura, e lançamento simultâneo do livro “Vila Olímpia” pela Editora Terceiro Nome.
A minha foto na matéria é da Raquel Cunha.

ENTREVISTA FERNANDO STICKEL

Vila Olímpia foi dos inferninhos aos arranha-céus

Fotógrafo registrou detalhes do dia a dia do bairro em que vive desde 1986 e reuniu as imagens em livro e em mostra na Pinacoteca.

RAIO X
NOME Fernando Diederichsen Stickel

IDADE 67

FORMAÇÃO Arquitetura na FAU-USP

OCUPAÇÃO Presidente da Fundação Stickel de oficina de artes na periferia e autor do blog “aqui tem coisa”

Artista plástico, fotógrafo, blogueiro e agora executivo do terceiro setor, o arquiteto Fernando Stickel, 67, vive na Vila Olímpia há 30 anos, época em que o bairro ficava submerso nas águas do córrego Uberaba, onde hoje fica a avenida Hélio Pellegrino. Pelas lentes de Stickel e pelo bairro, retratado no blog “aqui tem coisa”, iniciado em 2003, passaram diferentes tribos: motoqueiros dos anos 1990, inferninhos “de quinta categoria” dos anos 2000 e agora executivos dos prédios espelhados e estudantes do Insper e da Anhembi Morumbi.
Stickel, que nos anos 1990 manteve um loft e ateliê de 2.000 m² até se render à especulação imobiliária local, chegou fotografar os prédios espelhados que surgiam na região, mas não gostou do resultado. Preferiu retratar detalhes de fachadas, tapumes de prédios em construção, portas e janelas do bairro. O trabalho motivou uma exposição na Pinacoteca e virou o livro “Vila Olímpia” em 2006 (ed. Terceiro Nome).
Leia trechos da entrevista feita na Fundação Stickel, instituição sem fins lucrativos que faz trabalhos na Vila Nova Cachoeirinha e na Vila Brasilândia (zona norte).

Folha – Como era a Vila Olímpia quando você chegou?
Fernando Stickel – Estou no bairro desde 1986. Construí um loft na rua Ribeirão Claro com a Fiandeiras –era meu estúdio e residência. A Vila Olímpia era um bairro pobre. A Hélio Pellegrino era um córrego imundo com uma favela. Quando chovia, a água subia mais de um metro.
O bairro inteiro tinha tecnologias diferentes para conviver com as enchentes: escadinha, rampa… Eu tinha um portão com gaxeta de borracha, que virava uma comporta para barrar a água.
Foi assim até que veio a obra que canalizou o córrego. Em seguida, saiu a nova Faria Lima. Aí o bairro explodiu.
E a sua história de fotógrafo?
Minha história de fotógrafo começa em 2003, quando montei o blog “aqui tem coisa”. Falava do meu filho, minha mulher, meu cachorro e do bairro. Ainda não tinha máquina digital. Comprei e saí fotografando como doido. Participava do Fotolog, um serviço de blog de fotografia que acabou de morrer. Fui formando uma visão das ruas do bairro que acabou gerando três anos depois a mostra na Pinacoteca e o livro.
A máquina fotográfica tem a mesma característica de um pincel –mas, no lugar de tinta e pincel, tem uma máquina. A visão é de artista plástico. Tanto que muitas pessoas falavam que era uma pintura.

O que as fotos mostram que não existe mais?
Tem tapume, fachada, janela, porta, portão; algumas coisas ainda lembro onde estão, outras foram embora há décadas. Era um bairro de casinhas, oficinas mecânicas, borracheiros, botequinhos, papelaria, mercadinho de bairro. O que era um barzinho de esquina, hoje virou um restaurante de quilo.
Esses bares da esquina da Quatá e Nova Cidade começaram na fase áurea dos motoqueiros. Aqui era “point” dos motoqueiros. Depois vieram os inferninhos. Eram boates de quinta categoria.

Onde estão esses moradores?
O borracheiro foi embora; não cabe mais aqui. O mercadinho foi comprado ou fechou. E assim tudo foi se modificando. Um dia vem o mercado imobiliário e toca a sua campainha. Ligavam todos os dias: eram corretores, incorporadores…
Não adianta lutar contra, então vamos fazer da melhor forma possível. Vendi o terreno para uma sinagoga, que ficou linda. Pelo menos, não foi um predião.

Os moradores da Vila Olímpia foram organizados e tiveram voz no desenvolvimento do bairro, como ocorreu no Itaim, onde a população ajudou a conservar o patrimônio histórico?
Sim. O cidadão, quando pode, se organiza e põe o dedo na ferida. Qual é o valor disso? Existe, mas o poder econômico é maior. Na minha visão, o poder público é totalmente omisso –não regulamenta, não fiscaliza e é vendido. O resultado é essa cidade completamente desestruturada e carente de infraestrutura.

Você tentou fotografar os prédios espelhados?
Quando comecei, achava que também iria fotografar os espelhados”¦ Tentei, mas não faz minha cabeça. Outros fotógrafos vão fazer mil vezes melhor, provavelmente não tiram a foto do detalhe como eu. Até porque esse tipo de detalhe está sumindo.

O que seria o detalhe dos prédios espelhados? A grama amendoim do paisagismo?
É tudo muito igual. Talvez você vá achar pessoas interessantes que passam na frente desses prédios.

Você tem nostalgia daquela Vila Olímpia?
Minha nostalgia não vai para dez anos atrás. Vai para o Guarujá dos anos 1950, onde eu cresci. Não tenho saudade do tempo dos botecos, era infernal! Demorava 45 minutos para andar dois quarteirões. Depois, assim como veio, também foi embora.
Hoje diria que é um bairro tranquilo. Faço tudo o que preciso a pé. Andei durante muito tempo de moto até que tive um acidente. Tentei andar de bicicleta, mas fui atropelado por um motoboy, ainda antes da ciclovia.
Almoço com os estudantes e executivos. Essa mistura é excelente. Vi na Vila Olímpia uma transformação não só de cidade mas também de vida. E acho ótimo que vá embora essa minha vizinha [aponta para o sobradinho em frente, com placa de “vende-se”], que mandou derrubar uma árvore linda porque sujava a casa dela. (TONI SCIARRETTA)

Veja aqui o artigo “Fotógrafo registra em livro detalhes do dia a dia do bairro em que vive desde 1986” on line.

EM TEMPO: Recebi esta mensagem, acompanhada da foto da pintura, muito interessante e simpática!
“Olá Fernando
Estava viajando e não vi seu email. Então, esse é o quadro que minha mãe pintou baseado na foto do seu livro “Vila Olímpia”. Ela tb pintou mais dois que devem estar com a família.
Vou procurar saber para te enviar tb. O nome dela é Therezinha Fontes, já faleceu há dois anos, dei pra ela o seu livro de presente justamente por causa das fotos.
Espero que vc goste do resultado.
Um abraço
Cristina Teresa Fontes”

pintora

é isso, por fernando stickel [ 14:31 ]

ouro velho

ouro
Mais uma foto antiga encontrada! O endereço do Edifício Siriuba, R. São Francisco 71, escrito pelo meu pai nas costas da foto.
Em destaque a entrada do Restaurante Ouro Velho, com um recepcionista uniformizado.

ouro2
O luminoso, afixado na fachada do prédio.

ouvidor
Este prédio de seis andares e subsolo, sem garagem, foi construido pelo meu pai Erico Stickel no final dos anos 50, na esquina das ruas São Francisco e Ouvidor, no centro de São Paulo, com projeto arquitetonico de Oswaldo Bratke (1907-1997).
Aos sábados de manhã ele me convidava:
– Fernando, vamos ver o “predinho”?
E lá íamos nós ao centro da cidade visitar a obra, o momento culminante era andar no elevador de madeira da obra, eu devia ter 10 ou 11 anos de idade.
O prédio ficou pronto, meu pai se instalou no último andar, o restante do prédio era ocupado pelos escritórios da Argos Industrial do meu tio Ernesto George Diederichsen, cuja sala ficava no quinto andar.
Naquela época o centro da cidade era muito arrumado, ao ponto de meu pai exigir que eu colocasse terno e gravata “para ir ao centro”. Hoje está tudo degradado, sujo, uma tristeza…

ouro-velho
Projetado pelo arquiteto Jacob Ruchti (1917-1974), no subsolo do prédio, com entrada pela Rua do Ouvidor 52, ficava o sofisticado restaurante Ouro Velho, muito conhecido nos anos 60 e 70 pelos almoços de executivos, palco de “power-lunches” e happy-hour. Era pequeno, acolhedor e decorado em estilo colonial. Servia pratos clássicos como Chateaubriand e Camarão à Newburg.
As grandes ocasiões da família eram sempre comemoradas lá. O logotipo do restaurante tinha a letra “V” no lugar do “U”.

é isso, por fernando stickel [ 0:26 ]

histórias trágicas

Por alguma curiosa razão cairam no meu colo recentemente três histórias fascinantes, localizadas em São Paulo, New York e Los Angeles.

Escritas por jornalistas investigativos, são retratos trágicos da vida urbana nas grandes cidades.

nelsonneusa
No site BRIO, SOBRE A SEDE
por Vitor Hugo Brandalise

jbell
Na revista eletrônica do New York Times, The Lonely Death of George Bell
Written by N. R. KLEINFIELD; Photographs by JOSH HANER

lam
No site Matter, American Horror Story: The Cecil Hotel
This story was written by Josh Dean, edited by Bobbie Johnson, and fact-checked by Sarah Sloat. Photographs by Daniel Shea for Matter.

é isso, por fernando stickel [ 17:23 ]

corrida de rua em são paulo

corrida 1979
Em 28 Outubro 1979, um dia antes da minha filha Fernanda, à esquerda na foto, completar 2 anos de idade, participei, aos 31 anos de idade, da “Primeira Corrida pela Cidade de São Paulo” na distância de 8km, que completei em 45’ 27”.

Na minha camiseta o logotipo “und”, do estúdio de design gráfico do qual eu era sócio na época.

Na foto estou na esquina da R. Araujo x R. Major Sertório, no centro de São Paulo. Se bem me lembro, esta foi a primeira competição em que participei como adulto. Durante minha vida passei por vários esportes:

Na infância, judô no Shimada.

Na adolescência eu jogava tênis sozinho no paredão do Clube Pinheiros, basquetebol na academia Delaunay da R. Barão de Capanema às segundas e quartas feiras, e vela no YCSA, proeiro de snipe.

Descobri a corrida com cerca de 22 anos de idade, quando comprei o livro do Dr. Cooper, depois o ciclismo e a natação, e recentemente o automobilismo.

Depois teve rápidas incursões no esqui na neve… difícil de praticar… quando dá, dá…

Em todos estes esportes me diverti e nunca me sobressai em competições. O único em que fracassei sem chance de repescagem foi o tênis, nos outros deu para não chegar em último…

é isso, por fernando stickel [ 9:35 ]

fundação e bandalheira

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Esta é a visão da Sala do Curador, sobre o centro da minha amada cidade de São Paulo.

Estive ontem no 15º andar do Forum João Mendes conversando com o Curador das Fundações do Estado de São Paulo, Dr. Airton Grazzioli, profissional sério, competente e engajado, que conheço e admiro há vários anos.

Na capacidade de Diretor Presidente da Fundação Stickel, procurei esclarecer com ele alguns pontos sobre os quais tinha dúvidas, a conversa foi excelente, a troca de experiências é necessária pois as coisas mudam rapidamente, e assim também algumas doutrinas aplicáveis às Fundações. Recebi também de suas mãos o ATESTADO DE REGULARIDADE E APROVAÇÃO DE CONTAS referente a 2013.

Me qualifiquei ao cargo que ocupo assumindo corajosamente perante minha família o compromisso de ressuscitar a Fundação de um sono profundo de 30 anos. Este marco inicial de militancia no Terceiro Setor deu-se em 2004, poucos meses antes do falecimento de meu pai e instituidor da Fundação, Erico João Siriuba Stickel.

Ao longo dos últimos onze anos batendo a cabeça, enfrentando burrocracias inacreditáveis e as naturais dificuldades de qualquer empreendedor neste país, fui me capacitando e me especializando no Terceiro Setor, através de um MBA em Gestão e Empreendedorismo Social, no qual me graduei em 2009 e inúmeros outros cursos, seminários e congressos, tanto no Brasil como no exterior.

Aprendizado árduo, lento, trabalhoso em um ramo que grande parte da sociedade ainda olha com desconfiança, principalmente depois do desserviço prestado pelas bandallheiras em ONGs, o que acabou por gerar a gigantesca crise de confiança de 2007/2008, quando toda e qualquer instituição do Terceiro Setor foi jogada no mesmo balaio das ONGs corruptas.

E por que faço esta pequena retrospectiva?

Pela revolta e indignação que sinto a cada 24 horas, bombardeados que somos pelas notícias de roubos, corrupção, denúncias de safadezas inimagináveis envolvendo exatamente as pessoas que deveriam dar o exemplo para o país.
É difícil fazer a coisa certa, prestar contas, procurar caminhos, tentar obter melhores resultados, e, simultaneamente, conviver com o apodrecimento moral de um país com a dimensão do Brasil.
Ainda assim vamos em frente, mantendo o foco!

é isso, por fernando stickel [ 18:55 ]

balde maior

deserto
Foto André Penner (AP)

Sobre o colapso hídrico, leia o artigo de Eliane Brum:

“Vamos precisar de um balde maior”

Muito interessante também o Boletim da Falta D’água, criado em Outubro 2014 pela psicóloga paulistana Camila Pavanelli de Lorenzi.

é isso, por fernando stickel [ 19:30 ]

tempestade & arco-iris

temp & rainbow
Tempestade & arco-iris em São Paulo. Av. Faria Lima x Av. Juscelino Kubitschek.

é isso, por fernando stickel [ 12:46 ]

são paulo

sampa
Linda e apaixonante, esta é São Paulo.

é isso, por fernando stickel [ 11:06 ]

gelo e beleza

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São Paulo gelada e Parque do Ibirapuera lindo!

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é isso, por fernando stickel [ 13:55 ]

gelo em moema

gelo
Ontem, domingão, por volta das 15:30h me deitei no sofá para uma soneca. Fui despertado por barulho forte de chuva, muito forte.
Granizo em Moema, muito gelo, inacreditável, nunca havia visto isso em São Paulo! Em outros lugares da cidade mais gelo ainda, realmente as mudanças climáticas estão se exacerbando…
O mais interessante é que em alguns lugares onde o acúmulo de gelo foi maior ainda não havia derretido hoje pela manhã!
Veja mais fotos do granizo aqui.

é isso, por fernando stickel [ 18:16 ]

edifício poema

poema
Na esquina das ruas José Maria Lisboa com Capitão Pinto Ferreira fica o “Edifício Poema”, simpático predinho de 6 andares, construído em 1954, ano do Quarto Centenário de São Paulo.
No segundo andar moravam meus avós paternos, Arthur e Erna. Vez por outra meus pais iam visitá-los comigo e meus irmãos. Nós os netos nos sentávamos educadamente na mesa para um lanche de biscoitos ou bolo com suco. Em uma das portas da garagem que dava para a rua morava o Dodge “Fluid Drive” 1946 do meu avô.
Quando meu avô faleceu em 1967, fui ao apartamento, ele estava deitado na cama, vestido para o funeral, com aquele pano amarrado na cabeça segurando a mandíbula. Fiquei chocado, acho que foi a primeira vez na vida que vi um cadáver, eu tinha 19 anos.
Me impressionou a ausência de sua monumental barriga, meu avô foi “forte” a vida toda, e lá estava ele magro e morto.
Acho que nunca mais voltei ao apartamento, pouco tempo depois minha avó faleceu.

é isso, por fernando stickel [ 8:05 ]

são paulo skyline

skyline
Estive ontem em um escritório no 20º andar de um edifício na Av. Paulista, de onde tirei esta foto.
O dia estava lindo, a manhã fresca, céu azul… mas, nota-se distintamente a brutal camada de poluição que cobre a todos nós paulistanos.

Tenho a impressão que mesmo amando esta cidade profundamente, tem certas coisas que são a cada dia mais intoleráveis, a poluição é uma delas, disputando lugar com o trânsito infernal e a violência/insegurança.
É uma pena.

é isso, por fernando stickel [ 14:04 ]

bmw f 800 gs

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Em dezembro de 2008 recebi a motocicleta BMW F800 GS de presente da minha mulher Sandra Pierzchalski.
Foi uma surpresa fantástica, inesquecível, inédita.
Comecei a pilotá-la com extremo cuidado, pois há mais de 30 anos eu não utilizava moto, estava totalmente sem prática.
Bem devagar no início, me acostumando, me acostumando, me acostumando… acostumei!!
Já lá se vão quase quatro anos e meio e 20.000 km rodados, até o carro vendi.
A moto se transformou no meu transporte diário, não consigo mais me imaginar dentro de um carro no trânsito de São Paulo.

é isso, por fernando stickel [ 18:35 ]

oscar niemeyer

oscar
“Toda forma que cria beleza tem uma função”

“O que me atrai é a curva livre e sensual. A curva que no encontro sinuoso dos nossos rios, nas nuvens do céu, no corpo da mulher preferida. De curva é feito todo o universo. O universo curvo de Einstein.”

Fiz esta homenagem a Oscar Niemeyer (1907-2012) em 9 Maio 1979, no caderno que mantive com meu amigo Cassio Michalany.

Como artista, escultor, desenhista, um gênio!
Já como arquiteto, sofrível (estive DENTRO de várias obras dele, são péssimas)
Como político, lamentável.

Sobre o comunismo de butique de Niemeyer, ícone perfeito da CHEC (Comunistas Hipócritas da Esquerda Caviar) leiam o excelente artigo de Reinaldo Azevedo.

copan1
Por outro lado, é inegável o legado plástico de Niemeyer, homenageado pelo Edifício Copan, neste meu óleo sobre tela de 1980.

é isso, por fernando stickel [ 9:16 ]