15 de março de 2010

coupole
Brasserie La Coupole, Paris, 20 Janeiro 2010.
Arthur meu filho e eu jantamos magnificamente, ao sair pegamos os sobretudos e voltamos caminhando para o hotel, no meio do caminho, cerca de 23:00h o Arthur se assusta e diz:
-Pai! A câmera!
-O que tem?
-Acho que ficou no restaurante.
-Mas você trouxe?
-Acho que sim.
-Tem certeza? Vamos chegar no hotel e você confirma se veio ou não.
Chegamos no quarto, ele procurou, não achou a câmera, e eu disse para ele se virar.
Ele procurou o telefone no guia, achou, ligou para o restaurante, falou em inglês, descobriu que a câmera estava lá na chapelaria, avisou que iria buscar.
Saiu sozinho na rua, cerca de 40 minutos mais tarde estava de volta com a câmera.
Dei-lhe os parabéns pela iniciativa e fui dormir orgulhosíssimo!

Em tempo: Civilização é, entre outras coisas, poder deixar teu filho sair na rua sem a menor preocupação.

é isso, por fernando stickel [ 22:21 ]
25 de fevereiro de 2010

fd_imprensa
Foto do Bar Astor.

Vocês sabem aqueles bares que tem um monte de garrafas de whisky, com a etiqueta do dono?
Pois então, no Bar Supremo, que existiu durante anos na Rua da Consolação, 3473, esquina da Oscar Freire, eu cheguei a ter uma garrafa minha de Red Label.
Corria o início de 1986, eu tinha acabado de voltar de um ano e três meses sabáticos em New York, não tinha onde morar e estava procurando um lugar, enquanto isso minha amiga Simone Raskin gentilíssimamente me cedeu um quarto na sua casa na Al. Tietê.
Ela pouco ficava em casa, morando a maior parte do tempo em Parati, e o filho dela morava na França com o pai, portanto a casa estava quase que 100% só para mim, com uma empregada maravilhosa!
Foi um período difícil, de readaptação, eu estava meio desorientado e procurava refúgio no Supremo, onde sempre tinha umas pessoas conhecidas, papo vai papo vem, drinks…
Finalmente comprei minha garrafa, e certa noite esvaziei-a em várias horas de conversa jogada fora, não lembro (óbviamente) nem com quem, mas muitas pessoas passaram pela mesa.
Acho que ainda comprei uma segunda garrafa, mas no meio do ano já havia descolado casa nova na R. Ribeirão Claro na Vila Olímpia e minha carreira de bebum encerrou-se.
Logo depois, por volta dos meus quarenta anos, abandonei o hábito do uísquinho ao final da tarde, tenho certeza absoluta que não dou para esta vida cativa em uma cadeira de bar.

é isso, por fernando stickel [ 18:20 ]

arturito
Aproxima-se fim de semana mais fresco e com chuva em São Paulo.
Para quem quer um programa culinário de primeira tenho uma dica excelente!
Conheci-o recentemente, e foi nota dez do começo ao fim:
Arturito
R. Artur de Azevedo 542 em Pinheiros, tel 3063-4951. Bonito, cheio de gente bonita, serviço impecável, comida excelente. Já está na minha lista de favoritos.

é isso, por fernando stickel [ 10:59 ]
19 de fevereiro de 2010

georges
Arthur comemorando seu aniversário de 15 anos no Restaurant Georges, no último andar do Centre Pompidou em Paris.
O plano era apresentar a ele a gloriosa Tour Eiffel em sua esfuziante iluminação, porém o mau tempo a encobriu quase que por completo…
Desta vez paguei a conta, e não fui reconhecido…

é isso, por fernando stickel [ 15:46 ]
3 de fevereiro de 2010

huitres
Em qualquer restaurante em Paris você pode pedir ostras, fantásticas! Estas foram devoradas na clássica brasserie La Coupole.
Em alguns existe cardápio específico, com diversos tipos e tamanhos, são numeradas, Nº1, Nº2, etc…

é isso, por fernando stickel [ 9:36 ]
31 de dezembro de 2009

Mais um mito demolido, desta vez no Rio de Janeiro.
Chama-se Satyricon, reputadíssimo restaurante carioca de frutos do mar, cinco estrelas no guia da Danusia Barbara, estabelecido desde 1981 na R. Barão da Torre – Ipanema.
O ambiente é bonito, tanque de lagostas vivas na entrada, pilhas de gelo com peixes expostos, cenografia de primeira, iluminação boa.
Nos sentamos, nossos queridos anfitriões Mario e Luli, Sandra e eu, por cerca de 15 minutos nossa mesa é solenemente ignorada.
Subitamente e apressadamente começam a nos servir, depois de mais quinze minutos para chegar o vinho conseguimos fazer nossos pedidos para um maÎtre apressado e mal humorado.
Resumo da ópera: As ostras estavam boas, e a única que comeu bem o prato principal foi a Sandra, o serviço péssimo e a conta astronômica.
Duas estrelas, no máximo, conviriam à nossa “experiência gastronômica”.

Definitivamente, estou fora dos restaurantes estrelados!

é isso, por fernando stickel [ 16:48 ]
21 de dezembro de 2009

livros
Duas compras recentes de livros me souberam mal. Nas duas senti estar pagando muito mais do que deveria, e, de fato, pela rápida pesquisa abaixo, confirmei que os nossos livros estão MUITO caros.

Um dos mais tradicionais guias de restaurantes do mundo, o ZAGAT 2010 New York City Restaurants, com 352 páginas custa na Amazon U$9,32 ou R$16,60
Comprei hoje no lançamento, na Livraria Cultura, o guia equivalente para a cidade de São Paulo, “Guia Josimar 2010″, com 303 páginas por R$46,00, ou U$25,68 apenas 275,5% mais caro.

Comprei há alguns dias atrás o livro “As Vidas dos Artistas” de Calvin Tomkins, na livraria do cinema Reserva Cultural por R$57,00, ou U$32,00. Na Amazon ele custa U$10,12, ou R$18,02 apenas 316,2% mais caro aqui na botocudolândia.

Adicionando o frete de U$14.97, o pedido total da Amazon para os dois livros chega a U$34,41, ou R$61,23, 59,44% mais barato que a soma de R$103,00.

Por que isso?

Serão os impostos? Será o papel? Será a política errada do governo? Será o lucro excessivo de todos os envolvidos? Serão os designers gráficos que estão ganhando bem demais? Será o enriquecimento dos autores o culpado? O que será?

Como um país pode se instruir, ampliar e disseminar cultura com livros caros assim?

é isso, por fernando stickel [ 20:15 ]

cadoro
Ca’d'Oro 1953-2009

Símbolo do charme de um centro paulistano que não existe mais, o Grand Hotel Ca’d'Oro, primeiro cinco estrelas de São Paulo, fechou suas portas ontem.
Nas grandes ocasiões familiares meu pai nos levava sempre ao restaurante do hotel Ca’d'Oro, tanto na R. Basilio da Gama quanto na R. Augusta, onde invariavelmente a pedida era fettuccine al triplo burro, preparado na nossa frente com generosas doses de creme de leite, manteiga e parmesão.
Recém casado, nos anos setenta, ainda me aventurei por lá, dispensando a tutela do meu pai.

cadoro_bollito

Os homens só entravam de terno e gravata, ou no mínimo paletó. O maître Atico conhecia todo mundo, cumprimentava pelo nome, era um grande acontecimento.
A decoração era pesada, cafona como só os italianos sabem ser, mas tinha o seu charme.
A vida muda, e hoje em dia não tenho mais paciência para restaurantes muito cheios de “frescura”, prefiro ambientes mais simples.
Levo comigo do Ca’d'Oro memórias agradáveis de um tempo onde meu pai reinava absoluto, quando “ir à cidade” exigia terno e gravata, e os jantares eram ocasiões festivas e antecipadas por toda a família.

é isso, por fernando stickel [ 8:37 ]
24 de setembro de 2009

med
A dieta mediterrânea: Azeite, pão, vinho, peixe, salada.
Precisa mais?

dolce

é isso, por fernando stickel [ 17:50 ]
22 de julho de 2009

sandra51
Sandra, a minha patroa, meu norte, minha razão de ser, meu Amor, nos restaurantes que mais frequentamos, Nagayama do Itaim, Ritz e Spot.

é isso, por fernando stickel [ 16:31 ]
19 de julho de 2009

tante
Restaurante novo, bonito, bem feito, gostoso, é o L’Entrecôte de ma Tante de Olivier Anquier, na R. Mario Ferraz 17, esquina com Tucumã.
O prato único, o entrecôte,  é acompanhado por um um molho que leva 30 ingredientes, receita da tia de Anquier, e por uma generosa porção de batatas fritas, com direito a repetição. De entrada, salada verde.
SÓ TEM ESSE PRATO!!
Sobremesa, várias, mas a principal é a Mousse de chocolate, coma quanto quiser!

é isso, por fernando stickel [ 18:21 ]
4 de julho de 2009

albamar
Consegui fotografar mal e porcamente de dentro da van em movimento este simpático prédio verde em forma de torre, que fica ao lado do aeroporto Santos Dumont no Rio de Janeiro.
O prédio abriga o restaurante Albamar, cujo salão principal no segundo andar, com janelas em quase toda a sua volta propicia uma visão daqueles antigos posters cujo título poderia ser “Os Transportes”.
Saboreando um belo arroz de polvo e olhando para fora você verá:
- Aviões e helicópteros no Santos Dumont ali do lado.
- Navios, lanchas e submarinos no Arsenal da Marinha logo em frente.
- Veleiros, circulando pela Baía da Guanabara
- Veículos motorizados de todos os tipos na Ponte Rio Niterói.
- Barcaças e Hovercrafts na travessia para Niterói.
De sobremesa, a “Coupe Camargo”, que nada mais é que abacate batido com sorvete de creme, uma delícia!

é isso, por fernando stickel [ 9:09 ]
29 de junho de 2009

lucas2
Nosso grupo jantou em um restaurante no qual me lembro de ter ido quando criança, o Lucas em Copacabana, Posto 6 que lá existia desde 1941!
Era um clássico da comida alemã, chopp e tira-gostos. Agora se transformou em algo chamado “Garota de Copacabana”, comida anódina, porções gigantescas e preços idem.
Tudo que é bom neste país acaba se desvirtuando ou sumindo, não entendi ainda porque.

é isso, por fernando stickel [ 9:40 ]
24 de junho de 2009

tetou
Dia destes, folheando uma destas revistas de luxo que hoje em dia se proliferam mais rápido que cogumelos no escuro, descobri o restaurante TETOU, que, consta, serve a melhor bouillabaisse do planeta.
Fica na beira da praia de Golfe Juan, na Riviera Francesa.
Estive lá a convite do meu falecido amigo Jay Chiat em 1985, e nunca mais havia lembrado do assunto. De fato comi bem, ambiente charmoso e cheio de gente bonita, mas nada que me fizesse voltar por causa da cozinha.

é isso, por fernando stickel [ 18:37 ]
16 de maio de 2009

jaci
Algumas raras vezes, como que a compensar sua progressiva ausência na sociedade brasileira, encontramos exemplos de CIVILIDADE.
Foi o caso hoje no restaurante Adega Santiago, que frequento desde que a casa abriu, com grande prazer.
Ao final do meu prato de bacalhau mastiguei algo duro que se revelou um pedaço de arame. Informei ao garçom ter encontrado o alienígena no meu prato, e dois minutos depois apareceu o maître Jaci Soares pedindo desculpas pelo acontecido e oferecendo a explicação que o arame teria se soltado de uma peneira.
Até aí tudo bem, aceitei as desculpas, pedimos sobremesa, café e a conta.
Ao trazer a conta à mesa, Jaci informou ter retirado meu prato da conta, me deu seu cartão de visita e a garantia de oferecer novo prato de bacalhau sem custo na próxima visita.

Não se trata aqui da quantidade de $$$$ envolvida na gentileza, no gesto de CIVILIDADE, pois pouco ou muito, esta quantia não trará lucro ou prejuízo para ninguém, mas com certeza com esta atitude do Jaci, todos saimos ganhando.

PS: O Jaci, além de tudo, é capaz de indicar excelentes vinhos a custos convidativos. Vá lá!

é isso, por fernando stickel [ 15:01 ]
14 de maio de 2009

badia
Na parada da hora do almoço, os participantes do rallye Chiantigiana Classica 2009 visitaram as adegas Antinori de Badia a Passignano, onde crescem as famosas uvas Sangiovese, ingrediente principal do Chianti Classico.
Neste local, desde o Império Romano é produzido vinho, e as adegas mantém, sem qualquer climatização, 17 graus centígrados o ano inteiro.
Em seguida almoçamos na Osteria di Passignano.

é isso, por fernando stickel [ 17:29 ]
13 de maio de 2009

lindt
Os prazeres de quem almoça sem pressa.
No domingo nosso vôo de Firenze para Roma era às 19h, então ficamos longamente na piscina e lá almoçamos, com toda a calma do mundo!

é isso, por fernando stickel [ 9:01 ]
15 de abril de 2009

swan
Em Março 2003 Sandra e eu fomos hóspedes de Nirlando Beirão e Marta Goes em São Francisco, Califórnia.
Excelentes anfitriões, eles nos levaram ao Swan Oyster Depot, interessantíssimo buteco de 97 anos de idade, dedicado aos peixes e frutos do mar, onde comemos magníficamente.
Agora dei a dica para o meu amigo Marco Tulio, que deve estar lá se deliciando…

é isso, por fernando stickel [ 15:52 ]

colo1
A Confeitaria Colombo, no centro do Rio de Janeiro, deslumbrante com seu pé direito de sete metros e espelhos impecáveis de cinco metros de altura!

é isso, por fernando stickel [ 9:13 ]
9 de abril de 2009

FLASHES DA VIDA REAL

No restaurante japonês, à minha direita, o psiquiatra forense de bigodes empinados e T-shirt cinza conversa animadamente de mãos dadas com uma loira de meia idade, gordinha e embevecida.
Na mesa atrás de mim, o celibatário convicto, bonitão e que mora com a mãe, paquera morena açucarada, tecendo teorias sobre a eficácia do ácido acetil-salicílico.

Veja aqui outro flash da vida real.

é isso, por fernando stickel [ 15:03 ]

arthurnaga
O tempo passa.
Ontem fui jantar com meu filho Arthur no Nagayama, do Itaim, hábito de quase todas as quartas-feiras de quase todas as semanas de quase todos os anos.
A foto da esquerda é de 2003.

é isso, por fernando stickel [ 12:42 ]
1 de abril de 2009

jardimdenapoli_r
No jornal Metro de ontem, a jornalista Jô Hallack escreve sobre “O polpetone mágico ideal”, que é nada mais nada menos o polpetone do restaurante Jardim de Napoli, em Higienópolis.
Uma vez provado, fixa-se na nossa memória e não sai mais, todos os outros polpetones passam a ser meros lembretes da experiência gloriosa original.
Pois eu me lembrei de um concorrente, o Filé à Parmigiana da Cantina Bella Venezia em São José dos Campos, às margens da Via Dutra.
Local de parada obrigatória nas viagens a Campos de Jordão nos anos 50 e 60, a família inteira pedia invariávelmente o Filé à Parmigiana, que ocupava naquela época lugar de destaque na minha memória.

é isso, por fernando stickel [ 9:23 ]
16 de fevereiro de 2009

pinto
Os Vinhos do Porto de Adriano Ramos Pinto dão alegria aos tristes e audácia aos tímidos, como dizia o Dithyrambo Grego.

Precisa mais??!!

Este cartaz está no banheiro masculino do restaurante Adega Santiago.
Talvez seja um recado aos indecisos e tímidos: BEBAM!!!

é isso, por fernando stickel [ 13:31 ]
2 de fevereiro de 2009

ray
Ray’s Pizza na 7th Avenue x 54St. O Arthur estava louco para comer “a slice” (uma fatia) e nós pedimos de mushrooms. Muito boa.
Tem uma coisa que desta vez me chocou: O IMENSO desperdício de plástico, papel, papelão nas “take-out foods”, paixão dos americanos.
É muito lixo gerado, é muito desperdício, é zero de SUSTENTABILIDADE, a palavra da moda.

é isso, por fernando stickel [ 17:42 ]
30 de janeiro de 2009

lobster
Em Times Square, a fachada do restaurante “Lobster”.

é isso, por fernando stickel [ 15:57 ]
15 de dezembro de 2008


Trabalhei no escritório do arquiteto Salvador Candia de 1972 a 1974, que ficava nesta época no Edifício Vicente Filizola, à R. Xavier de Toledo 65, bem em frente à Biblioteca Municipal.
No térreo, onde hoje existe uma agência do Banco do Brasil existia uma loja das Balanças Filizola.
Neste período minha vida diária se passava nos arredores da praça, Galeria Metrópole, Galeria 7 de Abril, Largo da Memória, R. Marconi, Barão de Itapetinings, Mappin, Viaduto do Chá, etc…
No almoço normalmente um sanduiche, e quando o tempo estava bom, eu fazia a digestão e tirava uma soneca enquanto engraxava os sapatos à sombra das árvores da praça.
A cidade era mais civilizada, mais arrumada, o nível ainda se mantinha, haviam lojas boas e livrarias, como a Livraria Kosmos no sub-solo do Galeria Metrópole, projeto do Salvador Candia, um dos hotéis e restaurantes mais sofisticados da cidade, o Ca’d'Oro, ficava logo ali na R. Basilio da Gama.
Tudo o que sei de arquitetura aprendi naquela época, desde desenhar planta de prefeitura (a coisa mais chata do mundo) até participar de projetos interessantes, como a torre do Unibanco (apelidada Idi Amin por ser imensa e negra…) na esquina da Rebouças com Marginal, um pavilhão para asilo de velhos e a fachada em ladrilhos de um edifício em frente ao Shopping Iguatemi.

O painel da Tomie Ohtake na lateral do Ed. Santa Monica, de 1984 veio muitos anos mais tarde, é uma das poucas obras de arte na escala urbana bem resolvidas.

é isso, por fernando stickel [ 16:36 ]
20 de agosto de 2008

O caminhoneiro para no restaurante de beira de estrada “A Galinha Caipira” e consulta o menu. Só dava galinha, de tudo que era jeito!
Chama o garçom:
- Quero galinha caipira ensopada mas, antes, quero ver a galinha.
O garçom vai até o balaio, pega uma galinha e traz até à mesa.
O motorista enfia o dedo no cu da galinha, esfrega um dedo noutro, cheira, e diz:
- Negativo. Esta não é galinha caipira. Esta é da Granja Três Irmãs em Uberaba.
O garçom traz outra galinha. O motorista faz a mesma coisa, cheira os dedos e diz:
- Negativo. Esta também não é galinha caipira. É do sítio Estrela Azul, em Ponte Nova.
O garçom traz outra galinha . O motorista repete o procedimento, cheira os dedos e diz:
- Essa, sim, é galinha caipira! Pode fazer.
Ao lado, um gaúcho, que a tudo assistia e estava ali há três dias enchendo a cara, se levanta, vai até a mesa do motorista, se vira de costas para ele, abaixa as calças e diz:
- Bah tchê, eu tomei todas e esqueci onde moro… Dá para ver meu endereço?

é isso, por fernando stickel [ 17:34 ]
23 de julho de 2008

tricolor.jpg
Na ilha de Fernando de Noronha um dos restaurantes mais interessantes é o Tricolor, na Vila dos Três Paus. Na porta o meu filho Arthur.
Cozinha caseira, frutos do mar, peixe, camarão. Arroz, feijão, farofa, salada, tudo delicioso e em porções gigantescas.
O casal proprietário divide as funções, a mulher na cozinha, o marido no atendimento, com a TV permanentemente ligada, de preferência no futebol.
O cenário se completa com cerveja gelada e doces caseiros maravilhosos.

é isso, por fernando stickel [ 9:27 ]
15 de março de 2008


Desenho de 2005, feito na mesa do Restaurante America.

é isso, por fernando stickel [ 17:00 ]
11 de março de 2008

Ao lado do Hotel Unique, no Nº 631 da Rua Henrique Martins fica a casa onde nasci.

henr.jpg

Em 1954 meus pais criaram a Fundação Stickel e esta casa entrou para a dotação inicial da Fundação. Desde então ela vem sendo alugada e gera renda para a Fundação.
O último inquilino foi o Restaurante Roanne, muito famoso em São Paulo durante largo período de tempo, até o dia em que os sócios, Emmanuel Bassoleil e Vania Ferreira Fontana brigaram, daí pra frente foi só ladeira abaixo, e todo mundo saiu perdendo.
O restaurante caiu de nível, os aluguéis foram escasseando, pararam de pagar o IPTU, contas de água, luz, etc… etc…
A casa foi finalmente abandonada pelos inquilinos, a Fundação iniciou os competentes processos judiciais e ontem finalmente pudemos fazer a vistoria do imóvel acompanhados dos advogados de ambas as partes e dos peritos judiciais.

roan.jpg

Dá vontade de chorar, a casa encontra-se totalmente destruida.
É inacreditável como pessoas de “nível” se permitam deixar algo assim acontecer.
A Vania sumiu, parece que fugiu para o exterior, e o Emmanuel atualmente é o chefe de cozinha do Restaurante Skye, no Hotel Unique. Deve olhar todo o santo dia para a encrenca que ajudou a criar.
Tentei inúmeras vezes, sem sucesso, um contato com o Emmanuel, afim de chegarmos a um acordo, pois sou fiel adepto da máxima:

“Melhor um mau acordo que uma boa briga”

Enquanto isso, nossa lenta justiça vai trabalhando, as responsabilidades serão apuradas, os danos dimensionados, e, em futuro incerto teremos uma sentença transitada em julgado. Estamos entrando no quarto ano do processo.

é isso, por fernando stickel [ 10:57 ]
18 de fevereiro de 2008

hellsangels_getty_2431691.jpg
Um velhinho está comendo no balcão de um restaurante de beira de estrada, quando entram três motoqueiros da gang “Hell’s Angels”.
O primeiro vai até o velhinho, apaga o cigarro em cima do bife dele e vai sentar na ponta do balcão.
O segundo, vai até o velhinho, cospe no copo dele, e vai sentar na outra ponta do balcão.
O terceiro, vira o prato do velhinho, e também vai sentar na ponta do balcão.
Sem uma palavra de protesto, o velhinho levanta e vai embora.
Depois de um tempo, um dos motoqueiros diz ao garçom:
- Esse sujeito não era homem!
O garçom responde:
- E nem bom motorista. Acabou de passar com o caminhão dele em cima de três motos…

é isso, por fernando stickel [ 15:26 ]
16 de fevereiro de 2008

maestro.jpg
Sexta à noite em São Paulo. Versão 2008.

Sandra viu no guia um filme francês recomendado com quatro estrelas, e lá fomos nós ao Reserva Cultural assistir “Em Paris”.
De Moema à Av. Paulista, quase uma hora no trânsito. O filme, bem, nem sei dizer como aguentamos tanta chatice até o final.
O que salvou o programa foi comprar dois livros novos, A Cabra Vadia do Nelson Rodrigues e Era no Tempo do Rei, de Rui Castro e uma camisola.
Jantamos no La Tartine, excelente como sempre, trânsito infernal para ir e para voltar.
Ao me aproximar da esquina da Av. Brasil com R. Maestro Chiafarelli, vejo de longe aquele bando de crianças vem apresentar malabares, pedir dinheiro, bala, aquela merda já (infelizmente) conhecida, mas o sinal fecha. Sabemos dos riscos de assalto nestas esquinas.
Mas não é suficiente.
Dois moleques começam a brigar, se estapeiam, rolam pelo chão, outras crianças tentam apartar, alguns motoristas gritam. Constrangedor, invasivo, miserável, este o espetáculo dantesco de final de noite.

é isso, por fernando stickel [ 0:21 ]
29 de outubro de 2007

moma2.jpg
O jardim de esculturas do MoMA, New York, visto do restaurante The Modern.
Em primeiro plano o icônico cubo de Tony Smith “Die”, de 1962, sobre o qual muito foi dito, por exemplo:

… it still measures itself by the figure; less than architectural in scale, it is quasi architectural in its monumentality.

em segundo plano “Broken Obelisk” de 1963, by Barnett Newman.

é isso, por fernando stickel [ 7:54 ]
aqui no aqui tem coisa encontram-se

coisas, coisas, coisas

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