aqui no aqui tem coisa encontram-se
coisas, coisas, coisas...
...desde janeiro de 2003

Posts tagueados ‘restaurante’

processo encerrado


Treze anos de processo judicial finalmente chegaram ao fim.

Após incontáveis tentativas, a Fundação Stickel logrou concluir um acordo com Emmanuel Bassoleil para encerrar o processo. Leia aqui o histórico do caso.

O recebimento do saldo final do acordo no dia 12 Junho 2017 colocou o ponto final.

O sofrimento e o desperdício de tempo e dinheiro que este processo provocou é algo que jamais deveria acontecer com qualquer pessoa, ainda mais com uma instituição do Terceiro Setor, que já tem por sua própria natureza incontáveis preocupações.

Enfim, melhor um mau acordo que uma boa briga sempre foi o meu lema, bola pra frente!

No dia 13/6 enviei ao Emmanuel uma bela garrafa de champagne francês, com o seguinte bilhete:

“Prezado Emmanuel,
Recebemos ontem a parcela final do nosso acordo, encerrando definitivamente o longo processo judicial.
Quero lhe garantir que de nossa parte não sobra nenhum ressentimento, e que desejo que possamos voltar a conviver como amantes da gastronomia e dos bons vinhos.
Santé!”

é isso, por fernando stickel [ 17:18 ]

arabia, não nos abandone!

arabia2
Durante muitos e muitos anos fui cliente desta loja do restaurante Arabia na R. das Fiandeiras, Vila Olímpia.

O local sem nenhuma sofisticação nada mais era que a planta industrial do grupo, e em um pequeno espaço de frente para a rua servia as mesmas (excelentes) refeições disponíveis nos endereços sofisticados da rede.

Durante o almoço entregadores entravam e saiam, e por vezes eu encontrava o Sergio, o dono, e batia um papo com ele.

Nesta semana finalmente fiquei órfão… A indústria mudou-se para um novo imóvel, e o restaurante fechou.

Nas últimas vezes que encontrei o Sergio, pedi para ele abrir alguma outra coisa por aqui, existe uma clientela fiel!! Não nos abandone!!

é isso, por fernando stickel [ 17:25 ]

ouro velho

ouro
Mais uma foto antiga encontrada! O endereço do Edifício Siriuba, R. São Francisco 71, escrito pelo meu pai nas costas da foto.
Em destaque a entrada do Restaurante Ouro Velho, com um recepcionista uniformizado.

ouro2
O luminoso, afixado na fachada do prédio.

ouvidor
Este prédio de seis andares e subsolo, sem garagem, foi construido pelo meu pai Erico Stickel no final dos anos 50, na esquina das ruas São Francisco e Ouvidor, no centro de São Paulo, com projeto arquitetonico de Oswaldo Bratke (1907-1997).
Aos sábados de manhã ele me convidava:
– Fernando, vamos ver o “predinho”?
E lá íamos nós ao centro da cidade visitar a obra, o momento culminante era andar no elevador de madeira da obra, eu devia ter 10 ou 11 anos de idade.
O prédio ficou pronto, meu pai se instalou no último andar, o restante do prédio era ocupado pelos escritórios da Argos Industrial do meu tio Ernesto George Diederichsen, cuja sala ficava no quinto andar.
Naquela época o centro da cidade era muito arrumado, ao ponto de meu pai exigir que eu colocasse terno e gravata “para ir ao centro”. Hoje está tudo degradado, sujo, uma tristeza…

ouro-velho
Projetado pelo arquiteto Jacob Ruchti (1917-1974), no subsolo do prédio, com entrada pela Rua do Ouvidor 52, ficava o sofisticado restaurante Ouro Velho, muito conhecido nos anos 60 e 70 pelos almoços de executivos, palco de “power-lunches” e happy-hour. Era pequeno, acolhedor e decorado em estilo colonial. Servia pratos clássicos como Chateaubriand e Camarão à Newburg.
As grandes ocasiões da família eram sempre comemoradas lá. O logotipo do restaurante tinha a letra “V” no lugar do “U”.

é isso, por fernando stickel [ 0:26 ]

museo veronica

veronica
Fomos ontem pela primeira vez ao Museo Veronica, na Rua Tuim, 370 em Moema. O bar/restaurante abriu recentemente na esquina onde antes havia um bar de pinga, “walking distance” da nossa casa.
Liguei antes e fui mal informado dos horários de abertura, que não conferem com o que foi publicado na Vejinha.
De qualquer maneira lá fomos nós, chegamos por volta das 19:45, ambiente bastante frio pelo ar condicionado. Algumas mesas vazias, sentamos em uma mesa de dois lugares. Imediatamente pedi a um garçom alto e magro o favor de diminuir o ar condicionado, como nada aconteceu nos levantamos e fomos para outra mesa maior, longe do ar condicionado. O comprido reapareceu, antipático e grosseiro, e disse que a mesa era de seis lugares e que ele já tinha aumentado a temperatura do ar.
Voltamos à mesa de dois lugares, o ambiente começou a melhorar, não deu cinco minutos a tal da “mesa de seis lugares” estava ocupada por duas moças…
Finalmente apareceu um garçom simpático, espanhol, conversamos um pouco, pedimos uma garrafa de vinho, tortilla e ovo com champignon, que estava nota 10. A tortilla veio fria, nota 5, depois pedimos croquetes um pouco massudos nota 6, e finalmente uma torta Santiago nota 8.
A decoração não é ruim, mas a péssima Iluminação, muito forte prejudica o conjunto. O cardápio é um pouco confuso e sem explicação dos pratos, o que exige que você pergunte tudo.
O clima da casa parece querer dizer:
“Sim, somos espanhóis, um pouco ríspidos (para não dizer grosseiros…), ame-nos ou deixe-nos.”
A casa tem potencial, mas precisa de ajustes.
Gostaríamos muito que ajustes fossem feitos, pois nos dias de hoje em São Paulo nada melhor que um bom bar/restaurante a poucos passos de casa. Pretendemos voltar!

é isso, por fernando stickel [ 18:47 ]

café & cacao


Minha amiga Gisela Domschke montou o Café & Cacao na R. Vahia de Abreu 714, na Vila Olímpia.
Fui lá conhecer e ganhei um café, preparado com expertise por Francisco Sacconi, e de quebra a Gisela fez questão que eu provasse o fantástico Apfelstrudel, excelente!
Servem também almoço, risotos, saladas, quiches.

(dá pra entender melhor a lentidão da evolução no post aí de baixo, né?…)

é isso, por fernando stickel [ 18:06 ]

frevo


Leio na placa da chopeira que o Frevo da R. Oscar Freire nasceu em 1956, oito anos mais novo que eu.
Eu me lembro claramente de frequentá-lo desde a minha adolescência, principalmente em um verão, devia ser 64 ou 65, quando minha família foi inteira para a Europa nas férias, e eu, que fiquei de segunda época, fui largado em São Paulo para estudar…
Acabei por me mudar para a casa do meu tio Ernesto, na R. Antilhas, meus primos Bernardo e Arnaldo não viajaram, e minhas “férias” acabaram por ser deliciosas, pois a casa tinha piscina, era sempre cheia de gente, e o Frevo era logo ali, “walking distance”.

O Frevo é o único estabelecimento paulistano que teve a visão de manter suas instalações rigorosamente idênticas. Vários outros restaurantes/lanchonetes não souberam, ou não quiseram fazer o mesmo e desapareceram, como o Longchamp, Bambi, Pandoro, Flamingo, Yara…

Através das décadas venho encostando a barriga naquele balcão, para um beirute e um chopp, ou frevinho especial… e mais um chopp…

é isso, por fernando stickel [ 15:07 ]

arabia


Restaurante Arabia, da R. Haddock Lobo.
A menos de um quarteirão de distância do meu escritório, é o meu porto seguro na hora do almoço, quase todos os dias de todas as semanas, de todos os meses dos últimos quatro ou cinco anos.

é isso, por fernando stickel [ 14:27 ]

brasserie la coupole

coupole
Brasserie La Coupole, Paris, 20 Janeiro 2010.
Arthur meu filho e eu jantamos magnificamente, ao sair pegamos os sobretudos e voltamos caminhando para o hotel, no meio do caminho, cerca de 23:00h o Arthur se assusta e diz:
-Pai! A câmera!
-O que tem?
-Acho que ficou no restaurante.
-Mas você trouxe?
-Acho que sim.
-Tem certeza? Vamos chegar no hotel e você confirma se veio ou não.
Chegamos no quarto, ele procurou, não achou a câmera, e eu disse para ele se virar.
Ele procurou o telefone no guia, achou, ligou para o restaurante, falou em inglês, descobriu que a câmera estava lá na chapelaria, avisou que iria buscar.
Saiu sozinho na rua, cerca de 40 minutos mais tarde estava de volta com a câmera.
Dei-lhe os parabéns pela iniciativa e fui dormir orgulhosíssimo!

Em tempo: Civilização é, entre outras coisas, poder deixar teu filho sair na rua sem a menor preocupação.

é isso, por fernando stickel [ 22:21 ]

vida de bar

fd_imprensa
Foto do Bar Astor.

Vocês sabem aqueles bares que tem um monte de garrafas de whisky, com a etiqueta do dono?
Pois então, no Bar Supremo, que existiu durante anos na Rua da Consolação, 3473, esquina da Oscar Freire, eu cheguei a ter uma garrafa minha de Red Label.
Corria o início de 1986, eu tinha acabado de voltar de um ano e três meses sabáticos em New York, não tinha onde morar e estava procurando um lugar, enquanto isso minha amiga Simone Raskin gentilíssimamente me cedeu um quarto na sua casa na Al. Tietê.
Ela pouco ficava em casa, morando a maior parte do tempo em Parati, e o filho dela morava na França com o pai, portanto a casa estava quase que 100% só para mim, com uma empregada maravilhosa!
Foi um período difícil, de readaptação, eu estava meio desorientado e procurava refúgio no Supremo, onde sempre tinha umas pessoas conhecidas, papo vai papo vem, drinks…
Finalmente comprei minha garrafa, e certa noite esvaziei-a em várias horas de conversa jogada fora, não lembro (óbviamente) nem com quem, mas muitas pessoas passaram pela mesa.
Acho que ainda comprei uma segunda garrafa, mas no meio do ano já havia descolado casa nova na R. Ribeirão Claro na Vila Olímpia e minha carreira de bebum encerrou-se.
Logo depois, por volta dos meus quarenta anos, abandonei o hábito do uísquinho ao final da tarde, tenho certeza absoluta que não dou para esta vida cativa em uma cadeira de bar.

é isso, por fernando stickel [ 18:20 ]

arturito

arturito
Aproxima-se fim de semana mais fresco e com chuva em São Paulo.
Para quem quer um programa culinário de primeira tenho uma dica excelente!
Conheci-o recentemente, e foi nota dez do começo ao fim:
Arturito
R. Artur de Azevedo 542 em Pinheiros, tel 3063-4951. Bonito, cheio de gente bonita, serviço impecável, comida excelente. Já está na minha lista de favoritos.

é isso, por fernando stickel [ 10:59 ]

restaurant georges

georges
Arthur comemorando seu aniversário de 15 anos no Restaurant Georges, no último andar do Centre Pompidou em Paris.
O plano era apresentar a ele a gloriosa Tour Eiffel em sua esfuziante iluminação, porém o mau tempo a encobriu quase que por completo…
Desta vez paguei a conta, e não fui reconhecido…

é isso, por fernando stickel [ 15:46 ]

ostras

huitres
Em qualquer restaurante em Paris você pode pedir ostras, fantásticas! Estas foram devoradas na clássica brasserie La Coupole.
Em alguns existe cardápio específico, com diversos tipos e tamanhos, são numeradas, Nº1, Nº2, etc…

é isso, por fernando stickel [ 9:36 ]

satyricon

Mais um mito demolido, desta vez no Rio de Janeiro.
Chama-se Satyricon, reputadíssimo restaurante carioca de frutos do mar, cinco estrelas no guia da Danusia Barbara, estabelecido desde 1981 na R. Barão da Torre – Ipanema.
O ambiente é bonito, tanque de lagostas vivas na entrada, pilhas de gelo com peixes expostos, cenografia de primeira, iluminação boa.
Nos sentamos, nossos queridos anfitriões Mario e Luli, Sandra e eu, por cerca de 15 minutos nossa mesa é solenemente ignorada.
Subitamente e apressadamente começam a nos servir, depois de mais quinze minutos para chegar o vinho conseguimos fazer nossos pedidos para um maÎtre apressado e mal humorado.
Resumo da ópera: As ostras estavam boas, e a única que comeu bem o prato principal foi a Sandra, o serviço péssimo e a conta astronômica.
Duas estrelas, no máximo, conviriam à nossa “experiência gastronômica”.

Definitivamente, estou fora dos restaurantes estrelados!

é isso, por fernando stickel [ 16:48 ]

livros caros

livros
Duas compras recentes de livros me souberam mal. Nas duas senti estar pagando muito mais do que deveria, e, de fato, pela rápida pesquisa abaixo, confirmei que os nossos livros estão MUITO caros.

Um dos mais tradicionais guias de restaurantes do mundo, o ZAGAT 2010 New York City Restaurants, com 352 páginas custa na Amazon U$9,32 ou R$16,60
Comprei hoje no lançamento, na Livraria Cultura, o guia equivalente para a cidade de São Paulo, “Guia Josimar 2010”, com 303 páginas por R$46,00, ou U$25,68 apenas 275,5% mais caro.

Comprei há alguns dias atrás o livro “As Vidas dos Artistas” de Calvin Tomkins, na livraria do cinema Reserva Cultural por R$57,00, ou U$32,00. Na Amazon ele custa U$10,12, ou R$18,02 apenas 316,2% mais caro aqui na botocudolândia.

Adicionando o frete de U$14.97, o pedido total da Amazon para os dois livros chega a U$34,41, ou R$61,23, 59,44% mais barato que a soma de R$103,00.

Por que isso?

Serão os impostos? Será o papel? Será a política errada do governo? Será o lucro excessivo de todos os envolvidos? Serão os designers gráficos que estão ganhando bem demais? Será o enriquecimento dos autores o culpado? O que será?

Como um país pode se instruir, ampliar e disseminar cultura com livros caros assim?

é isso, por fernando stickel [ 20:15 ]

ca’d’oro

cadoro
Ca’d’Oro 1953-2009

Símbolo do charme de um centro paulistano que não existe mais, o Grand Hotel Ca’d’Oro, primeiro cinco estrelas de São Paulo, fechou suas portas ontem.
Nas grandes ocasiões familiares meu pai nos levava sempre ao restaurante do hotel Ca’d’Oro, tanto na R. Basilio da Gama quanto na R. Augusta, onde invariavelmente a pedida era fettuccine al triplo burro, preparado na nossa frente com generosas doses de creme de leite, manteiga e parmesão.
Recém casado, nos anos setenta, ainda me aventurei por lá, dispensando a tutela do meu pai.

cadoro_bollito

Os homens só entravam de terno e gravata, ou no mínimo paletó. O maître Atico conhecia todo mundo, cumprimentava pelo nome, era um grande acontecimento.
A decoração era pesada, cafona como só os italianos sabem ser, mas tinha o seu charme.
A vida muda, e hoje em dia não tenho mais paciência para restaurantes muito cheios de “frescura”, prefiro ambientes mais simples.
Levo comigo do Ca’d’Oro memórias agradáveis de um tempo onde meu pai reinava absoluto, quando “ir à cidade” exigia terno e gravata, e os jantares eram ocasiões festivas e antecipadas por toda a família.

é isso, por fernando stickel [ 8:37 ]

precisa mais?!

med
A dieta mediterrânea: Azeite, pão, vinho, peixe, salada.
Precisa mais?

dolce

é isso, por fernando stickel [ 17:50 ]

sandra nos restaurantes

sandra51
Sandra, a minha patroa, meu norte, minha razão de ser, meu Amor, nos restaurantes que mais frequentamos, Nagayama do Itaim, Ritz e Spot.

é isso, por fernando stickel [ 16:31 ]

l’entrecôte de ma tante

tante
Restaurante novo, bonito, bem feito, gostoso, é o L’Entrecôte de ma Tante de Olivier Anquier, na R. Mario Ferraz 17, esquina com Tucumã.
O prato único, o entrecôte,  é acompanhado por um um molho que leva 30 ingredientes, receita da tia de Anquier, e por uma generosa porção de batatas fritas, com direito a repetição. De entrada, salada verde.
SÓ TEM ESSE PRATO!!
Sobremesa, várias, mas a principal é a Mousse de chocolate, coma quanto quiser!

é isso, por fernando stickel [ 18:21 ]