
Recebi esta singela lembrança do rallye “Chiantigiana Classica 2009“.
Fotos excelentes, em uma pequena coleção impressa. Muito simpático, mais um ponto a favor do Credit Suisse.

Como foi feito o rallye de regularidade Chiantigiana Classica 2009?
Com um Roadbook e uma planilha (que esqueci de fotografar) com instruções surpresa, entregue na hora da largada.
Aí você sai na hora marcada, com o odômetro e o relógio zerados, e o teu navegador vai seguindo as instruções do Roadbook, às vezes acerta, às vezes erra, e às vezes o Roadbook também erra (ninguém é perfeito, mesmo na Suíça…)
Competidores sofisticados lançam mão de equipamentos de última geração, computadores que dão a média a cada segundo, se necessário, odômetros calibrados quase que nos centímetros.
No nosso caso dispunhamos de relógios de pulso, e o odômetro descalibrado original do carro, aí os erros vão se somando com o passar dos quilômetros, e em certos momentos vale mais o chutômetro e a intuição…
A história completa da participação no rallye você encontra apertando aqui.
The full story of my participation in the rallye you will find by pressing here.

No domingo 10 Maio arrumamos as malas, e ficamos um bom tempo largados na piscina sem fazer absolutamente nada, pela primeira vez na viagem. Almoçamos tranquilamente, fumei meu charuto com calma e às 16h tomamos o taxi para o aeroporto.
Nestes cinco dias de céu azul, poucas nuvens e temperaturas amenas dirigi o Jaguar por cerca de 700km de estradas lindas, a Sandra foi uma navegadora perfeita, nós dizíamos aos colegas que a inevitável briga entre piloto e navegador durava cerca de 1 minuto a cada hora… e desta vez ela não dormiu…
Nos relacionamos bem com os alemães e suíços que representavam 90% dos participantes, gastei meu inglês, alemão e italiano, comemos bem no geral (era sempre um grupo de 70 pessoas…) e magníficamente no “Buca Lapi”.
Enfim, só temos a agradecer ao Credit Suisse pela rara oportunidade de participar de um evento como essa Chiantigiana Classica 2009, que transcorreu na mais absoluta perfeição!

Faltou mostrar a navegadora em ação, no rallye Chiantigiana Classica 2009. Em primeiro plano o Jaguar E-type.
Na saída do rallye a cada manhã, a organização te entrega uma planilha que deve ser preenchida com três categorias de quesitos:
Carimbos – De tempos em tempos em um pequeno poste com símbolo do rallye fica à beira da estrada, nele fica preso um carimbo, que deve ser aplicado na planilha.
Números – Escondidos no meio do mato, do lado direito da pista, normalmente pregados em árvores ficam placas de cerca de 20 x 20cm com um número, que você deve escrever na planilha.
Perguntas – Constam do Roadbook, por ex: Qual o número da casa ao lado da igreja? ou Qual o animal da escultura no topo do portão? ou Qual a altitude na placa “X”
O não atendimento aos quesitos significa pontos perdidos. Só no final do rallye começamos a ficar bons em prestar atenção…

No sábado 9 Maio pontualmente às 9:00 iniciou-se o último dia do rallye Chiantigiana Classica 2009 com o trecho “Strada Chiantigiana”.
Visitamos a Badia di Passignano e as famosas adegas Antinori, o almoço foi na “Osteria di Passignano”.

À tarde, como estávamos adiantados cerca de 20 minutos para a linha de chegada, paramos em San Domenico, a 5 minutos do hotel para tomar uma “biira a la spina” e comemorar o final do rallye.
Total percorrido no dia, 180km.
De volta ao hotel, entreguei o Jaguar ao Danilo, pontualmente às 19:00h, impecável como o havia recebido.

À noite, jantar black-tie no hotel, com a premiação do rallye.

Na quinta-feira 7 Maio iniciou-se o rallye Chiantigiana Classica 2009 pontualmente às 9:30h, no trecho “Appennino Tosco Emiliano”, ao norte de Firenze.
A saída é sempre de Fiesole, onde se localiza o hotel, passamos pelo Autodromo Internazionale Mugello, lindo, e almoçamos na Fattoria il Palagio em Scarperia.

Em um pequeno trecho sinuoso você tem que manter média fixa de velocidade, cerca de 45km/h, o que não é fácil sem equipamento especializado. Há um controle no início do trecho, que libera os carros a cada 3 minutos.

Durante o almoço os carros descansam…
Depois do almoço o segundo trecho encerrou-se na Villa il Garofalo, casa que pertenceu a Dante Alighieri, onde houveram drinks ao ar livre e jantar. A volta ao hotel foi rápida, 10 minutos. Neste dia percorremos 260km.

Drinks e jantar na “Villa” que pertenceu a Dante Alighieri.

Na quarta-feira 6 Maio, recebi o Jaguar E-Type pontualmente às 9:00h, o Danilo me explicou todo o funcionamento da máquina, pegamos um mapa e fomos ao outlet “The Mall”.

No meio do campo, com uma arquitetura primorosa, este outlet é um prazer de percorrer.
Neste dia percorremos cerca de 100km, principalmente na auto-estrada A1 Firenze-Roma.

Confesso: Ter sido convidado a passar cinco dias neste paraiso, a Villa San Michele, com tudo pago, e ainda por luxo participar do rallye Chiantigiana Classica 2009 foi um presente dos Deuses!

Esta Ferrari 250 GT foi a campeã do rallye Chiantigiana Classica 2009.
Produzida de 1959 a 1962 tem motor V12 de três litros com 280hp, pesa 1050 kg e foi a primeira Ferrari a usar freios a disco.
O casal suíço vencedor ganhou relógios Bulgari.

Na parada da hora do almoço, os participantes do rallye Chiantigiana Classica 2009 visitaram as adegas Antinori de Badia a Passignano, onde crescem as famosas uvas Sangiovese, ingrediente principal do Chianti Classico.
Neste local, desde o Império Romano é produzido vinho, e as adegas mantém, sem qualquer climatização, 17 graus centígrados o ano inteiro.
Em seguida almoçamos na Osteria di Passignano.

Cada dia o rallye Chiantigiana Classica 2009 se dividia em duas partes, manhã e tarde.
Ao final do rallye da tarde os participantes se reunem para drinks e jantar, ao fundo a cidade de Florença.
A quantidade de Ferraris é impressionante! Dos 34 participantes onze são Ferraris.
As outras marcas:
Porsche, Aston Martin e Jaguar com 4 carros cada.
Mercedes-Benz com três.
Alvis e Austin Healey com dois.
AC Cobra, Bentley, Triumph e MG com um carro cada.

O nível dos carros do rallye Chiantigiana Classica 2009 foi altíssimo, a grande vedete foi esta Ferrari 250 GT Tour de France (TDF) Berlinetta de 1956.
O carro iria para um leilão daqui a uma semana, lance de 4 milhões de Euros… porém no segundo dia do rallye saiu da estrada, desceu barranco abaixo a afunhanhou-se todo! Por sorte os pilotos sofreram só arranhões superficiais.

Esta maravilhosa máquina, Jaguar E Type 1965 S1 4,2 Roadster, orientada pela minha parceira, a fantástica navegadora Sandra Pierzchalski e comigo na direção, nos levaram ao excelente resultado de 10º lugar, em um total de 34 participantes do rallye de regularidade “Chiantigiana Classica 2009″ promovido pelo Credit Suisse.
Acabamos de desembarcar, a viagem foi EXCELENTE, e o que mais fazemos é agradecer por tudo, pelo convite, pelos dias lindos, pelas pessoas que conhecemos, pelo carro impecável, enfim, por tudo.
Daqui a três semanas, no dia 31 de Janeiro este blog “aqui tem coisa” completa inacreditáveis seis anos de vida.
Este período foi palco de profundas modificações na minha vida, por exemplo:
-Passei a ser um ser blogueiro…
-Mudei radicalmente de rumo profissional, das artes plásticas para o Terceiro Setor, e assumi a presidência da Fundação Stickel em período integral.
-Casei com a Sandra.
-Voltei para a escola, estou cursando a 5ª Turma do MBA FIA CEATS em Gestão e Empreendedorismo Social.
-Adquiri duas jóias dos carros clássicos, Porsche e Mercedes-Benz, participei de provas e rallyes.
-Adotei o Vereador Floriano Pesaro.
Por que estou descrevendo estas obviedades? Porque sinto que o meu tempo para o blog vai diminuir, este início de 2009 vem com tantas responsabilidades e coisas para fazer que desconfio que este meu extremamente prazeiroso compromisso comigo mesmo de tocar este blog sofra algumas turbulências.
A ver.

Meus amigos Mario e Zé Rodrigo desfrutam o Jaguar XK 120 de 1950 em pleno Rallye Circuito Imperial, que realizou-se em Teresópolis de 4 a 7 de Setembro últimos.
Família unida, no Jaguar XKE 1966, a esposa e a filha do Mario.

Após o término do Rallye São João do MG Club, saímos de Angra dos Reis no domingo 22 Junho às 8:30h.
Nossos amigos Mario e Luli na minha frente com o Jaguar XK8 e eu seguindo no Porsche 911 Carrera 1975.
Média agradável de velocidade, 100/110km/h, as mulheres gostam, não reclamam. Estrada excelente, passamos por Parati, em seguida a subida da serra por São Luis do Paraitinga (asfalto ruim), trecho do planalto até a Via Dutra recém recapeado, excelente.
Na Carvalho Pinto e Ayrton Senna Mario acelerou e eu acompanhei, quase chegando a São Paulo o barulho do Porsche mudou, parecia algo raspando, diminui a marcha, procurei identificar o barulho diferente, pensei ser algo no câmbio ou diferencial. Devagar chegamos em casa.
Hoje cedo levei para a oficina, vamos abrir motor e câmbio, algo que estava programado para acontecer mais pra frente.

Resultado final do 61º RAID – RALLYE DE SÃO JOÃO - ANGRA DOS REIS - 20-21-22/06/2008 – MG Club
Eu não fiz os cálculos que qualquer rallyzeiro decente faz em casa, minha navegadora e patroa Sandra chegou a dormir em um trecho do rallye…
Nestas condições e considerando que competimos com especialistas, tirar o 11º lugar é simplesmente excelente! (eu pelo menos achei…)
Sem falar na diversão do fim de semana, a paisagem maravilhosa, as conversas jogadas fora, etc…

Descendo a serra de Lídice, em direção a Angra dos Reis, no rallye do MG Club, de repente abre-se esta paisagem, digna de Reis.

Amanhã cedo inicia-se o Rallye de São João – ANGRA DOS REIS, promovido pelo MG Club, em seu Jubileu de Prata 1983 – 2008.
Pela primeira vez desde que iniciei meu MBA vou faltar conscientemente à aula, pois este rallye é imperdível!
Passaremos por alguns lugares fantásticos, como por exemplo a cidade de Bananal. Leia aqui um pouco da história desta região.
Ah, sim! Haverá um pouco de modernidade também, com considerações ecológicas e preservacionistas à parte, os rallyzeiros visitarão as usinas nucleares Angra I e II.
Nos dias 20 a 22 de junho 2008, o MG Club do Brasil estará realizando o Rallye de São João, na região de Angra dos Reis.
Este ano, o trajeto será diferente dos anos anteriores – ao invés de descermos a incrível Serra de Taubaté-Ubatuba e costearmos o Atlântico pela rodovia Rio-Santos (com almoço em Paraty), os ralizeiros percorrerão a Rodovia dos Tropeiros (antiga Rio-São Paulo), e o almoço será numa fazenda com mais de 200 anos em Bananal. A Estrada dos Tropeiros foi o caminho utilizado no século XVII até parte do XIX, nas viagens dos tropeiros. Há várias Estradas dos Tropeiros no Brasil, mas a mais importante é essa, a atual SP 068, ligando Silveiras até Bananal. Foi pela Estrada dos Tropeiros que D. Pedro I passou na viagem entre Rio e São Paulo, no ano de 1822, quando o Brasil conquistou sua independência em solo paulista. A história do Brasil, e principalmente dos brasileiros, está presente em cada curva desta estrada.
No seu trajeto, principalmente entre Silveiras e Bananal, surgiram cidades que hoje conservam sua majestade, nas construções históricas. Estas cidades dos tropeiros, são situadas estrategicamente, em média, a quatro léguas (24km) uma da outra.
O rallye passará por Silveiras, Areias, São José do Barreiro e o almoço será na fazenda histórica e do baronato do café de 1780 (portanto, antes da chegada da Família Real, Abertura dos Portos, fundação do Banco do Brasil, etc.) – casarões, solares, igrejas e fazendas coloniais decoram o trajeto e podem ser avistados pelos competidores, no trajeto do rallye. Depois do almoço o rallye segue para a região de Angra dos Reis, passando pela famosa Serra de Lídice, com seus 3 túneis escavados a mão.
A cidade de Silveiras ainda mantém as trincheiras realizadas nas revoluções liberal de 1842 e constitucionalista de 1932, além de conservar a cadeia onde ficou Euclides da Cunha.
Com o ciclo do Café, Bananal tornou-se uma potência econômica da época, a ponto de já no Brasil Império ter sido necessário o aval de fazendeiros da região, para que o Banco Rotschild emprestasse dinheiro ao Brasil. A riqueza da cidade era tanta, que chegou, durante bom tempo, a ter moeda própria, financiar a construção de uma ferrovia, importar uma estação ferroviária inteira da Bélgica, exemplar único na América Latina. Dentre os fazendeiros mais ricos, estava Manoel Aguiar Vallim, dono da Fazenda Resgate, que, ao morrer em 1878 teria 1% de todo papel moeda existente no Brasil.
Depois do rallye passar por uma paisagem quinhentista e viver um pouco da história do Brasil, no sábado o rallye vai viver a modernidade.
O rallye parte do seu headquarter, e segue em direção a Usina Atômica de Angra dos Reis, para uma visita especialmente monitorada para os participantes.
As Usinas Nucleares de Angra 1 e Angra 2, fazem parte da chamada Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto. Angra 1 entrou em operação em 1985, com 657MW de potência e a Angra 2, com 1309 MW, já está em operação desde 2001.
A região de Angra dos Reis, foi escolhida para a instalação do complexo nuclear brasileiro por apresentar algumas facilidades. A principal é a proximidade dos grandes centros consumidores, pois, assim a usina pode fornecer energia através de linhas relativamente curtas. Angra fica (em linha reta) a 220 km de São Paulo, 130 km do Rio e 350 km de Belo Horizonte, que são grandes consumidores de energia elétrica. A proximidade do mar é outro aspecto fundamental, uma vez que a usina utiliza-se de uma grande quantidade de água, em circulação, para resfriar o vapor produzido para acionar a turbina e ligar o gerador elétrico.

No feriado de 15 Novembro, fomos só os homens, meus dois filhos Antonio, Arthur e e seu amigo Lucas, enciclopédia ambulante do automobilismo, ao Porsche Racing Festival, no Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos, comemoração dos 10 anos do Porsche Club do Brasil.
Chuva, chuva, chuva, garoa, chuva, chuva, derrapadas, desequilíbrios, chuva, garoa, prova do GT3, porrada, regularidade, chuva, garoa, chuva, treino, chuva, garoa, e assim foi o dia inteiro, e no final ganhamos um troféu, Primeiro Lugar Regularidade (tempo escolhido 2′43”) na Categoria Clássicos, com Porsche 911 Carrera 1975, piloto, o pai, navegador, o filho!
Deu para perceber, utilizando o carro em condições de competição, que quase tudo vai bem na parte mecânica, a evolução que houve desde o começo do ano foi fantástica, mas o câmbio está arranhando…

Este fim de semana participei do 59º Rallye MG Club do Brasil, em Campos do Jordão, para automóveis com mais de 30 anos de idade.
Houveram duas provas na sexta-feira, uma no sábado e a premiação e show da excelente banda Beatles Cover “Abbey Road” no sábado à noite.
Sandra como navegadora e eu como piloto estreamos nesta modalidade competitiva clássica, utilizando tecnologia mínima, ou seja, hodômetro, velocímetro e cronômetro. Os competidores mais sofisticados se servem de calculadoras científicas, lap-top, o diabo! Ficamos em 17º lugar na sexta e 13º no sábado, resultado que julgo excelente para nossa estréia. competiram cerca de 26 automóveis.
O mais divertido em um evento como esse é encontrar um bando de cinquentões e suas famílias, todos unidos em torno das suas respectivas “jóias”, trocando informações, jogando conversa fora, e competindo em um cenário paradisíaco.
Mais notícias do Rallye aqui.


