Estes dias alguém mexeu nas estações de rádio pré-programadas do rádio do meu carro, e me surpreendi escutando uma música inteira de um cidadão que atende pelo nome de JORGE VERCILO.
Muitas vezes ouço músicas que são ruins, mas tão ruins, que faço questão de ouvir um pouco mais só para confirmar a inacreditável ruindade.
No caso do tal Vercilo, a coisa extrapolou de ruindade, e eu duvidando de mim mesmo, ouvi até o fim.
Devia haver um CREA dos músicos para alertar aos ouvintes do perigo de ouvir música tão ruim.

Domingo de manhã, apresentação de Canto Gregoriano pelos monges Beneditinos.
Vamos fazer de conta que a temperatura não estava acima dos 30 graus…

A cadeira de Gould.
Escutei hoje na FM Cultura as Goldberg Variations de Johann Sebastian Bach (1685-1750), pelo pianista canadense Glenn Gould
Em seguida comprei o CD no site da Livraria Cultura. Eu preciso retomar minha paixão pela música por algum lugar.
Leia aqui comentários sobre as gravações.
Quando criança eu tinha aulas de música no Conservatório Pro Arte, na R. Sergipe em Higienópolis.
No fundo do casarão havia um salão onde os alunos se apresentavam em audições familiares, e eventualmente haviam exposições.
Certa feita, houve uma exposição de pinturas a óleo, abstratas, com grossíssimas camadas de tinta, que escorriam…
Aí eu comentei com alguém:
- Ah!… mas isso aí eu também faço!
O autor das pinturas, que estava por ali, e que eu evidentemente não conhecia, ouviu o meu comentário, pegou um lápis, me entregou e disse:
- Então faça!
Eu me atrapalhei todo, tentei argumentar que era com tinta, não com lápis, e finalmente me recolhi à minha ignorância…
Muitos anos depois, no meu curso de desenho de observação, eu usei este “- Então faça!” inúmeras vezes.
Nos dias 15, 16 e 17 de agosto de 1969, apenas um mês depois da aterrissagem da Apollo 11 na Lua, o mundo se deliciou com o festival de Woodstock, no estado de New York.
Eu estava com 21 anos de idade, no primeiro ano da FAU-USP, e me lembro do tesão completo das músicas e das notícias que chegavam, básicamente sex, drugs and rock ´n roll, temperadas com muita lama (choveu) e nudez.

Meu colega de MBA Gilberto e eu estamos iniciando nova dupla caipira:
DOR E COTOVELO…
ESTUDANTE DO BRASIL
Letra: P. Barbosa e A. Taranto
Música: Raul Roulien
Estudante do Brasil!
Tua missão é a maior missão:
Batalhar pela verdade,
Impor a tua geração!
Estribilho
Marchar, marchar para a frente!
Lutar incessantemente!
A vida iluminar,
Idéias avançar!
E, assim, tornar bem maior,
Com todo ardor juvenil:
A Raça, o Ouro, o esplendor
Do nosso imenso Brasil!
Estudante do Brasil,
Orgulho da Nação, tu hás de ser!
O Brasil almeja, ansioso,
Que cumpras sempre o teu dever.

À esquerda Klaus-Dieter Wolff, à direita Roberto Schnorrenberg.
De 1964 a 1969 cantei no naipe dos tenores de um grupo coral amador chamado Conjunto Coral de Câmara de São Paulo, regido por Klaus-Dieter Wolff (1926-1974) dedicado a repertórios medievais, renascentistas, de música contemporânea e de autores brasileiros.
Eu morava com meus pais na R. dos Franceses na Bela Vista e ia a pé aos ensaios no Colégio Visconde de Porto Seguro na Praça Roosevelt, duas vezes por semana, à noite.
O grupo se apresentava em teatros, igrejas, na TV, na Semana Santa viajávamos sempre para Santos e lá nos apresentávamos em uma igreja, ocasionalmente haviam apresentações conjuntas com o Madrigal Ars Viva de Santos e o Collegium Musicum de São Paulo, sob regência de Roberto Schnorrenberg (1929-1983)
A maior glória foi uma destas apresentações conjuntas no Teatro Municipal de São Paulo, com a casa cheia, em 7/12/1968 com o Vespro della Beata Vergine de Claudio Monteverdi.

A emoção de se apresentar com orquestra sinfônica completa, quase cem vozes e casa cheia é indescritível.
Depois das apresentações o grupo terminava invariavelmente em uma pizzaria, com todos cantando e sendo aplaudidos pelos outros comensais.

É óbvio que estamos vivedo overdose do assunto Michael Jackson, mas uma coisa precisa ser dita, ele foi um gênio da dança e do pop.
Pena que como tantos outros gênios não soube aplicar sua genialidade na condução de sua vida.

Hoje à tarde, no cinema, sentamos ao lado de duas senhoras que se programavam para a noite de hoje, quando tomariam um uísque e assistiriam o show dos 50 anos de carreira de Roberto Carlos.
Quanto ao uísque delas não sei, mas que o show foi o máximo foi!
Grande Roberto Carlos!
Grandes cantoras!

Para compensar a “feiúra” do caso Celso Daniel, assista à performance da “belezura” Susan Boyle.

Faça uma pausa de cinco minutos no seu dia, clique aqui e saia mais alegre, melhor do que você entrou.
Boa sexta-feira a todos, fui para a minha aula!

Minha filha Fernanda andou sumida umas semanas, nem o celular atendia. Ontem descobri, ela estava produzindo show do Iron Maiden Brasil afora, viajando no “aviãozinho” dos rockeiros…

Ontem até que consegui chegar em casa com certa rapidez, apesar da tragédia das enchentes em São Paulo.
Ao sair de casa às 20h para o espetáculo de Ute Lemper na Sala São Paulo, marcado para as 21h, ficamos no trânsito 40 minutos para andar um quarteirão, voltamos para casa e abrimos um vinho.
Foi a solução, sem Ute, infelizmente.

Para quem curtiu o Thorens, a agulha é Shure e o amplificador Rega.
As caixas vou olhar o nome, depois conto…

No meu estúdio volta a funcionar o tocadiscos (é assim nanova ortografia, tudojunto?!) Thorens dos anos setenta.
Acho que perdi o bonde dos CD e DVD, e agora volto a me sentir à vontade com as minhas bolachas…
Ao final da tarde, John Coltrane.

Ana Cristina Cintra Camargo, Beati Giorgi e Elisa Bracher (Licó) no ateliê de xilogravura do Instituto Acaia.
A Ana e a Licó tocam o trabalho fantástico que o Instituto faz na comunidade carente da Vila Leopoldina, atendendo jovens de 6 a 18 anos, proporcionando aulas de marcenaria, música, artes, vídeo, etc…
A Beati é filha de Flavio Di Giorgi, que foi meu professor no Colégio Santa Cruz, uma figura inesquecível. Ela está preparando um livro sobre o pai, que deverá abordar algo chamado “Oficina de Sentimentos”

A apresentação de João Gilberto no Auditório Ibirapuera ontem foi irrelevante. Explico:
Trata-se de um show de música, envolvendo três elementos, o mito, a voz e o violão.
O mito atrasou uma hora e quarenta, fez um marketing esquisito do Maksoud Plaza e do Henry Maksoud no meio do show, e lançou um protocolar “São Paulo, I love you”
A voz vai mal, muito fraca, desafinada em vários momentos, nos graves quase some.
O violão vai bem.
O conjunto não convenceu.
Por outro lado, justiça seja feita, a qualidade do som no auditório simplesmente impecável.
Como disse o Zuza Homem de Mello no início do show: ?“Faz exatamente cinquenta anos e trinta e cinco dias que João Gilberto gravou seu primeiro disco, no estúdio da Odeon, no Rio de Janeiro.”
É muito tempo.
Os gênios precisam também aprender a parar. Insistir às vezes não dá certo. Vide Oscar Niemeyer.

Ouvir o gênio Nelson Freire tocar piano é um privilégio.
O homem se aprimora com o passar dos anos, seu toque é mágico, toca de memória, totalmente concentrado, e ao mesmo tempo leve, solto.
É simplesmente maravilhoso.
No intervalo fui olhar de perto o novo Steinway Steinway Grand Concert – Modelo D, o Rolls Royce dos pianos de cauda.Me chamou a atenção uma inscrição em branco sobre o preto, na lateral do piano:
“Doação de Yara e Roberto Baumgarten”
Me pareceu um pouco “over”, a própria marca do piano é bem discreta, escrita em um dourado queimado.
A atitude do casal Baumgarten de doar o piano ao Teatro Cultura Artística é tão maravilhosa quanto o concerto do Nelson Freire, mas não precisava alardear o belo gesto no próprio.

A TUCCA – Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer, através de seu presidente e nosso parceiro, Sidnei Epelman, convidou as Mulheres de Talento, atendidas pela Fundação Stickel para o concerto inaugural 2008 da série Grandes Concertos por uma Grande Causa, na sala São Paulo.
A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, sob regência do maestro Victor Hugo Toro apresentou música erudita brasileira de autoria de Villa-Lobos, Mignone, Nepomuceno, Camargo Guarnieri, etc…
As moças adoraram, nunca tinham estado em um espaço tão maravilhoso quanto a Sala São Paulo, enfim, a noite do dia 31/3/2008 foi muito especial.
Obrigado, Sidnei, tua gentileza não tem preço!

Achado nos álbuns de fotografia: Meu período em New York na 23 Clinton St. Ap. 4A 10002 NYC
Morei neste minúsculo apartamento sem elevador no Lower East Side, ou ainda Alphabet City de Dezembro 1984 até Março/Abril 2005. Trabalhei muito nas artes, produzi inúmeras colagens e desenhos, escrevi, pensei, curti um inverno gelado, cozinhei, e escutava rádio em duas estações fantásticas, WBGO para jazz e WNYC – New York Public Radio, música clássica.
Uma das características mais interessantes deste período é que eu não tinha televisão, nem pensava em ter computador, e ficava muito feliz com meus cadernos, minha arte, minha cozinha e meu rádio e minha solidão. O único móvel que comprei para mobiliar o apartamento foi o Futon Bed, todo o resto achei na rua, pintei, reformei, etc…

TV Globo/ Renato Rocha Miranda /Divulgação
Roberto Carlos parece um fóssil, ou é um fóssil, não sei direito…
Ainda assim ele é um puta músico e um REI no palco, e o Especial da Globo de hoje foi muito bom, competente, com bons convidados, excelente produção, e principalmente boa música.
Oscar Peterson morreu.
That’s a big loss.
FENÔMENO!! VALE TUDO!!
Acabo de assistir ao especial de Tim Maia na Globo, “Por Toda Minha Vida”
Que cara incrível, que figura, que puta músico e cantor!
Pena que nunca fui a um show dele.
Uma liçao de porralouquice, bom humor, liberdade e excelente música.
A um preço, ele nos deixou com apenas 55 anos.
Nessun dorma, na ópera Turandot de Puccini.
“Penso que uma vida pela música seja uma vida bem vivida, e foi a isto que me dediquei”.
Pavarotti, buon viaggio!
No estúdio do Cassio, ao som de Rosa Passos e Paquito D’Rivera, uma pequena sessão de dança…
Lembro com enorme prazer do Canal 100 no cinema, com aquela música inesquecível!
Agora você pode rever toda aquela fase de ouro do futebol brasileiro AQUI.

BALADA!!!
O programa começou encontrando nossos amigos Roberta e Ricardo para jantar no sempre excelente Due Cuochi.
André, o filho da Sandra também apareceu para pegar um convite, ele sabe tudo e conhece todos na balada, em seguida andamos menos de 100 metros e fomos “aquecer” no Vaca Véia.
Por volta da meia noite e meia saimos em comboio em direção à Pacha, na Vila Leopoldina, passamos pela rotina de colocar várias pulseirinhas, cada uma dá acesso a uma zona VIP, passeamos pela IMENSA casa, com um visual extremamente bonito e sofisticado, com o som estas alturas ainda (relativamente) baixo.
Por volta da uma da manhã o som começa a aumentar, e a quantidade de gente bonita idem, é a maior coleção de popozudas, cochudas e rapazes sarados que jamais vi!
Duas da manhã abrem-se os portões, a pista de dança lota, o som vai a volumes insuportáveis. Alguns chamam isso de música, para mim é apenas som feito a marteladas.
Animados a dançar, descemos à pista, onde o volume é tão alto que o desgaste físico de simplesmente ficar exposto às vibrações acaba com você em meia hora.
Duas e quarenta e cinco, três mil pessoas na casa, troca de DJ, a única diferença sensível é que o novo DJ calca ainda mais forte no botão do volume. Três da manhã, tchau para todo mundo, alívio do silêncio!
Valeu a experiência, a Roberta e o Ricardo foram o máximo em nos convidar, nos apresentaram vários amigos, todo o visual é lindo, cheio de energia, se você estiver na trip de paquerar me parece um programa perfeito.

Acabei de ganhar do Abbondio um presente de aniversário adiantado, dois CDs gravados por ele com hits dos anos 56 a 60, maravilhosos! Contém Buddy Holly, Fats Domino, Connie Francis, Rick Nelson, Brenda Lee, Chubby Checker, e por aí vai…
Em seguida almoçamos no Arabia da R. Fiandeiras e fomos comprar charutos na Cigar& Book. Descobri lá uma preciosidade que não conhecia, o Tanqueray Nº Ten.
Poderoso, aromático, sofisticado, este gin é inigualável, com “Fresh botanicals and hints of citrus”
Daqui a pouco vou sair para o programa clássico dos sábados à tarde em SP, sauna no Clube Pinheiros.

Foto Jochen Viehoff
Für die Kinder von gestern, heute und morgen.
Ein Stück von Pina Bausch.
Para as crianças de ontem, hoje e amanhã.
Uma peça de Pina Bausch.
Tanztheater Wuppertal
As minhas raízes alemãs se movimentaram prazerosamente no teatro Alfa assistindo à esta peça de 2002 da gênia da dança.
As músicas, os figurinos, os alemães falando português, o humor fino, o cenário e a iluminacão, tudo perfeito.
GRANDE PRAZER!!!!
(Li em algum lugar que houve gente saindo no meio do espetáculo, por ser longo e cansativo, se for verdade é porque não entenderam nada…)

Fundação Stickel convida para o lançamento do livro e CD “Contos e Rimas para Meninos e Meninas” de autoria de Renata Cajado, com ilustrações de Lia Nasser.
Casa das Rosas – Av. Paulista 136
Sábado, 26 Agosto
14:00 às 18:00h
Tragam as crianças!!! Contação de histórias, músicas, brincadeiras e lanches!!
A renda da venda dos livros no lançamento será revertida integralmente para a creche “Associação Beneficente O Semeador”

Em Campos do Jordão hoje encontra-se de tudo, do pior ao melhor.
O pior é providenciado pelo próprio prefeito, como por exemplo neste fim de semana shows com música altíssima, impedindo o sono a distâncias incrívelmente longas.
O melhor, a natureza e o festival de música.

Recebi este ano não mais que uma dúzia de cartões de natal. Brindes não chegam mais, faz muito, muito tempo que a crise os matou.
Pois não é que a Loja Loja me surpreendeu, enviando coloridíssimo brinde, repleto de charme, boa música e bom-humor!
Trata-se de uma das melhores (e baratas) combinações da cidade.
Um restaurante delicioso, estilo bistrot francês, o La Tartine com uma loja deliciosa ao lado.
Obrigado! Bom-humor é tudo que estamos precisando!
La Tartine: R. Fernando de Albuquerque 267 Cerqueira César 3259-2090
Loja Loja: R. Fernando de Albuquerque 255 Cerqueira César 3120-5320


