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Mercedes-Benz 280SL 1970 “Pagodinha” renasce!!!!
Peças novas, montagem precisa, cuidado com os detalhes, e o imenso prazer de acompanhar a volta da máquina à vida!

Chegou a peça que faltava para o coração da Mercedes-Benz 280SL voltar a funcionar.
Um cabeçote novinho em folha!

O coração da Mercedes-Benz 280SL 1970 “Pagodinha” renasce!
Kit de pistões, anéis, bronzinas e casquilhos, além de várias outras peças novas, como corrente e engrenagem do comando de válvulas se unirão ao bloco e virabrequim retificados. Por cima virá um cabeçote zero!

O Porsche já está andando, e até já passou na inspeção veicular. É óbvio que faltam ainda um monte de coisas para fazer, mas já anda!
Agora chegou a vez da Mercedes-Benz 280 SL “Pagoda” entrar na reta final do restauro.
No canto da foto o Gigante, responsável pelo renascimento mecânico da jóia.

No meio do maravilhoso verde do Haras Larissa os clássicos descansam do rallye após o almoço.
Na seta o Porsche renascido das cinzas…
Na frente, da esq. para a direita, Mercedes 280, Opel GT, Jaguar EType e Jaguar XK 120.
No blog do nosso colega Luis Cezar uma reportagem magnífica sobre o evento.

Bloco do motor retificado e encamisado, virabrequim e bielas idem, pistões, anéis, pinos, casquilhos, tudo zero km.
Agora é montar tudo e esperar o cabeçote, também zero km que estará chegando nas próximas semanas.
Assim a Mercedes-Benz 280SL 1970 “Pagoda” receberá um motor novinho em folha.

Chegou o kit original de pistões, anéis, pinos e bronzinas da Mercedes-Benz 2080SL 1970 “Pagoda”.
Agora já dá para fazer a retífica e remontar o bloco do motor. O cabeçote ainda demora mais um pouco…

Na sexta-feira fiz uma pequena excursão ao bairro do Tucuruvi, Zona Norte de São Paulo, a cerca de 25km da minha casa e 40 minutos, de moto. De carro daria uma hora e alguns trocados, para conferir “in loco” a evolução do restauro da Mercedes-Benz 280SL 1970, “Pagoda”.

A pintura externa estava bastante boa, e sofrerá apenas retoques e polimento.
Foi concluida agora a pintura do habitáculo do motor e de toda a parte de baixo do carro.

Todas as peças da suspensão foram jateadas e pintadas, dá gosto de ver!

Em 1955 a Mercedes-Benz lançou o modelo 300 SLR Uhlenhaut Coupe, motor de oito cilindros em linha, inclinado para direita para diminuir a área frontal, 3 litros, injeção direta, comando de válvulas desmodrômico.
Dependendo da preparação do motor e do combustível, podia fornecer de 276 a 340hp, câmbio de cinco marchas acoplado ao diferencial, 1117 kg, capaz de 300km/h. Freios a tambor internos.
Pela primeira vez foi usada a famosa porta “asa de gaivota”.
Na versão Roadster deste carro o piloto Pierre Levegh sofreu o pior acidente da história do automobilismo, quando seu carro se lançou sobre a arquibancada na prova de 1955 das 24 Horas de Le Mans, matando 80 pessoas.

Diretamente inspirado em seu ancestral de 54 anos atrás, a Mercedes-Benz acaba de lançar o modelo SLS AMG, motor V8 de 6,3 litros, 563hp, velocidade máxima limitada eletrônicamente a 317km/h, peso de mais de 1700kg, 0-100km/h em 3,8s. Câmbio automático de sete marchas com dupla embreagem.

Quem é mais bonito, o ancestral ou o recém nascido?

Enquanto isso o FATOR JÁ QUE reina absoluto na reforma da Mercedes-Benz 280SL 1970 “Pagoda”.
Toda a parte de baixo e o cofre do motor estão sendo repintados, para receber motor, câmbio, suspensão, freios amortecedores, tudo zero km.

Happy birthday, Sir Stirling Moss!
The 2009 Goodwood Revival
Two birthday celebrations dominated this year’s marvellous event: it was 50 years ago that the Mini was launched on an unsuspecting world and 80 when Britain’s greatest living racing driver was born.
Meu amigo Zé Rodrigo fez um comentário tão precioso, que trago-o para o post:
Ele começou a correr pela Mercedes com 25 anos, em 1955, com um carro igual a este da foto, o W196. Neste mesmo ano ele ganhou a Mille Miglia guiando uma 300 SLR a uma média de praticamente 160 km/h.
O mais incrivel não foi isto, mas o fato de que após ganhar e comemorar a vitória na MM ele tomou um banho e foi para a alemanha de carro com sua noiva, guiando a noite inteira e o dia seguinte quase todo, e só foi dormir após um jantar com os diretores da Mercedes.
Para aguentar este todo pique, além da juventude ele tinha também umas pilulazinhas dadas por seu grande amigo, “senor” Juan Manuel Fangio, que dizia serem capazes de fazer milagres contra o sono nos camioneiros de sua terra natal.
PS – O aniversário do Sir Moss foi dia 17.

Se você tivesse uma Mercedes-Benz, você consertaria ela assim?

Talvez se o seu esguicho de regar o jardim fosse assim…

Quem procura acha, aliado ao FATOR JÁ QUE dá nisso:
Já que abriu o motor, vamos desmontar tudo, verificar folgas, desgastes, etc…
O diagnóstico: O bichinho ia estourar a qualquer instante. Várias pontos fundidos, alguns graves.
Resumo da ópera: Refazer o motor da Mercedes-Benz 280 SL 1970 “Pagoda” e deixá-lo zero km.

O Zé, meu Sherlock de macacão descobriu:
Sim, foi aqui!
A marca é clara, a água entrou no cilindro e misturou-se com o óleo do motor.
Agora entra em cena o “FATOR JÁ QUE”, para quem não conhece é assim:
Já que abriu o motor, vamos revisar tudo, facear o cabeçote, verificar folgas, trocar os anéis, etc… etc… e deixar o motor da Mercedes-Benz 2080SL 1970 “Pagoda” zerinho!

O “FATOR JÁ QUE” será responsável também pela pintura do habitáculo do motor.

A bandeja da suspensão dianteira da Mercedes-Benz 280SL 1970 “Pagoda”, e o eixo traseiro “De Dion” serão limpos, pintados, etc… para serem remontados. Molas, buchas, calços, tudo novo.
O restauro continua, e o exercício de paciência idem.

Ela voltou!
Depois de meses sob a cuidadosa e cirúrgica intervenção do Osmar Có, a Mercedes-Benz 280SL 1970 “Pagoda” agora está com o painel 100% revisado, rádio, instrumentos, luzes, ventilação e ar quente funcionando.
Além disso centenas de parafusos e arruelas foram cromados e/ou substituidos pelos originais, foram trocadas todas as borrachas de portas, capota, porta-mala, ajustados vidros, maçanetas, etc… etc…

Faltam agora ajustes finais de mecânica, algumas peças para serem trocadas, como o sensor da partida a frio, escapamento, discos de freio, amortecedores e otras cositas mas…

Fui ao encontro relatado abaixo nesta Mercedes-Benz 500SL 1986, cuja história contarei um outro dia…
Óbviamente o almoço deu-se muitos anos antes da Lei Seca, e os anjos da guarda estavam todos atentos…
Charuteiros
Dedico esta humilde crônica à memória de meu avô, Arthur Stickel.
Segundo o relato de Eduardo Matarazzo, que tive o prazer de ouvir hoje, meu adorável avô, que foi fumante, mas de quem só me lembro da fase de bom copo, se apresentou ao trabalho vestindo fraque, no dia 1º de março de 1920, nas Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo. Ainda segundo sua narrativa, meu avô teria sido um grande companheiro nosso na tarde de hoje, no que concordo.
Consegui chegar em casa ileso às 18h30, não sei bem como.
Tomei um banho frio.
Tomei dois goles de guaraná.
Dei vários beijos no meu filho Arthur Siriuba Stickel, de quase cinco anos de idade.
É preciso um mínimo de lucidez para relatar os fatos.
Almoço no Fasano hoje, sábado, 11 de dezembro de 1999, às 13h, promovido pelo meu grande amigo Beto Ranieri, convite a R$250 com direito a uma montanha de abobrinhas, muita amizade, charutos, inúmeras taças de prosecco Ruggieri, almoço, bom vinho tinto que esqueci o nome, conhaque e mais outras toneladas de bobagens. São 19h e tento me lembrar dessa tarde emblemática, quase final de século em São Paulo.
Aos fatos (fatos?!):
Tudo começou numa mesa de bar. Não um bar qualquer, mas o bar do Fasano. Do meu lado esquerdo Olivier Anquier, do meu lado direito Cassio Gabus Mendes, em frente Max Abdo, todo de preto com um lindo broche “2000” em falsos brilhantes do Arnaldo Guaraná Brasil, à sua esquerda meu colega artista plástico Dudu Santos. Mais à esquerda Gaston Hamaoui, Guilherme Afif Domingos e Eduardo Matarazzo.
Por volta das 15h mudamo-nos para a mesa de almoço no salão principal do restaurante, e nossa companhia foi acrescida de um senhor bastante luminoso, estabelecido à rua Paula Souza: José Orlando Ferreira, Jota para os amigos.
A perdiz pouco fibrosa só para os sóbrios nos fez lembrar do almoço no Cruzador Prinz Eugen, atracado em Santos, quando Don Eduardo, supimpa, culpou o Rearmamento Moral pela tertúlia flácida, já se alongando, já que o velho Stickel dizia nos anos 40 que Hitler iria humilhar a Alemanha. Sugeriram então que procurássemos o Júlio, uma pessoa contundente, na Paula Souza, onde o estado imunológico intelectual cairia como uma luva na oligarquia paulista getulista filha de uma puta.
Olivier, respondendo ao Jota, deu sua receita do bom amanhecer:
“Ter a satisfação de ter ido dormir tendo feito tudo que tinha para fazer e começar o novo dia sem saber o que fazer, em vez de não ter nada para fazer”.
Fizemos então uma rápida pesquisa sobre os pontos mais significativos desse nosso evento:
1o lugar: O vírus do absurdo, a falta de seriedade, amizade, abobrinha, mulher (não foi bem esse o termo usado…).
2o lugar: As bebidas, bêbado é uma merda.
3o lugar: O que nos une, charutos.
4o lugar: A comida é detalhe. Eu diria novamente abobrinha.
A pesquisa foi aprovada por umidade avançada.
Houve então um HOMEM RURAL fazendo questão da prevalência de sua opinião sobre o cancro cítrico sendo equivalente a doença venérea. Ex-amigo senador não, És amigo. Votei nele pra presidente.
A primeira dama do ES, mostrando a coleção de relógios do palácio do governo, explicava a Olivier a razão de tantos pêndulos imóveis em tantos relógios antigos ostentando a hora certa – “O pessoal aqui é muito criativo, retiraram as engrenagens, que não serviam pra nada, e botaram raiovac em tudo!” – e os pêndulos imóveis, mortos, brochas, precisando de próteses!
Jota nunca havia tomado dry-martini. Quando cometeu a experiência, numa tertúlia informal, mandou logo doze, oito no Gero e quatro no Fasano. Diz que chegou em casa guiando, normalmente. Tem que haver algum santo zelando por nós!
Foi proposto para ser discutido no chá das cinco da ABL:
Tomem-se três charutos, dois sem fluxo e um com, é a mesma coisa que tomarmos três mulheres, duas sem buceta e uma com!
Don Eduardo propôs a substituição do símbolo nacional por um muro muito longo, em cima do qual se acomodaria a maioria dos políticos nacionais. Não houve contestação.
Estávamos em meio a uma digressão filosófica quando apareceu o Beto e chegamos à conclusão de que somos nós que pagamos a festa de fim de ano para seus principais clientes e amigos!
Lida por todos a ata foi declarada com fome e por todos assassinada.
Fica faltando a historia correta do “avanti c’ol culo, ma sempre avanti”, que o Guilherme não me enviou, e ficamos assim.
Grande e afetuoso abraço em todos,
Fernando Stickel

Osmar Có em ação na Mercedes-Benz 280 SL 1970 “Pagoda”.
90% do painel está remontado, o rádio, ventilação, ar quente funcionam, os instrumentos foram revisados e limpos, toda a máquina do limpador de parabrisa é nova.
Borrachas, parafusos, detalhes de madeira, tudo refeito conforme o original.

Cada dia o rallye Chiantigiana Classica 2009 se dividia em duas partes, manhã e tarde.
Ao final do rallye da tarde os participantes se reunem para drinks e jantar, ao fundo a cidade de Florença.
A quantidade de Ferraris é impressionante! Dos 34 participantes onze são Ferraris.
As outras marcas:
Porsche, Aston Martin e Jaguar com 4 carros cada.
Mercedes-Benz com três.
Alvis e Austin Healey com dois.
AC Cobra, Bentley, Triumph e MG com um carro cada.

Olhando assim até parece que a Mercedes-Benz 280 SL 1970 “Pagoda” está perfeita.
O especialista Osmar Có, na foto, trocou todas as borrachas, desmontou todo o painel, recuperou centenas de peças, e agora espera dois ou três pequenos detalhes para poder remontar o painel.
Ser amante de carros clássicos é sobretudo um exercício de paciência.

Visita com pic-nic do MG Club hoje à coleção de carros de Og Pozzoli, na foto.
O homem é uma simpatia, a coleção é fantástica, vimos cerca de 100 carros espalhados em 5 galpões, ele sabe a história de cada carro, tem vários que foram de ex-presidentes e outras personalidades importantes da nossa história.

Este Lincoln Continental de 1948 foi o primeiro carro da coleção de Og Pozzoli.

Esta Mercedes-Benz de 1939 veio ao Brasil como um presente de Adolf Hitler ao diretor do Deutsche Bank, pintada nas cores do partido nazista. O diretor mandou pintar o carro de azul, que depois de restaurado por Og voltou às suas cores originais. Esta e muitas outras histórias interessantes Og vai contando enquanto apresenta sua coleção.
A vida de motociclista em São Paulo.
Já rodei cerca de 600km, só na cidade, desde que ganhei de presente da minha mulher a fantástica motocicleta BMW F800GS.
Estou andando devagar, amaciando o motor, ao mesmo tempo em que vou me acostumando com este novo e eficiente meio de transporte.

Fui cedo examinar o trabalho do Osmar Có na reforma da Mercedes-Benz 280SL “Pagoda”, depois do almoço uma reunião em Santo Amaro, no caminho tomei chuva, e por volta das 19h examinar a evolução do motor do Porsche 911 Carrera 75.

Nestes três deslocamentos economizei, por baixo, uns 50 minutos de trânsito, em relação ao mesmo trajeto feito de carro, isto sem falar na gasolina e poluição também economizadas.
Por outro lado percebo que as barbaridades que os motoboys fazem rendem a eles muito pouca economia de tempo, em relação a um motociclista “careta” como eu, que só entra em corredor entre os carros se for muito amplo, sem necessidade de ficar fazendo ginástica para evitar os espelhos retrovisores dos carros.

O minucioso trabalho que o mecânico especialista Osmar Có vem fazendo no painel da Mercedes Benz 280SL 1970 “Pagoda” prossegue, as peças vão chegando e ele vai remontando o conjunto de ventilação e ar quente, com inúmeras conexões, detalhes, peças minúsculas, às vezes parece até um relojoeiro.
Daqui a três semanas, no dia 31 de Janeiro este blog “aqui tem coisa” completa inacreditáveis seis anos de vida.
Este período foi palco de profundas modificações na minha vida, por exemplo:
-Passei a ser um ser blogueiro…
-Mudei radicalmente de rumo profissional, das artes plásticas para o Terceiro Setor, e assumi a presidência da Fundação Stickel em período integral.
-Casei com a Sandra.
-Voltei para a escola, estou cursando a 5ª Turma do MBA FIA CEATS em Gestão e Empreendedorismo Social.
-Adquiri duas jóias dos carros clássicos, Porsche e Mercedes-Benz, participei de provas e rallyes.
-Adotei o Vereador Floriano Pesaro.
Por que estou descrevendo estas obviedades? Porque sinto que o meu tempo para o blog vai diminuir, este início de 2009 vem com tantas responsabilidades e coisas para fazer que desconfio que este meu extremamente prazeiroso compromisso comigo mesmo de tocar este blog sofra algumas turbulências.
A ver.

O mundo do restauro automotivo é cheio de curiosidades e particularidades.
Osmar Có é o nome do especialista em painéis de Mercedes-Benz, ele vem até o paciente, uma 280 SL 1970 “Pagoda”, com sua oficina ambulante dentro de uma Kombi, e inicia as operações, desmonta tudo, identifica as peças, leva para consertar o que for possível, faz o tratamento anti-ferrugem onde necessário, etc… etc…
O resultado final da operação será um sistema de ventilação completo e operante, limpadores de para-brisa idem, rádio, mostradores, luzes, interruptores, tudo funcionando e original.
Calor demais, trânsito parado em São Paulo.
De um lado, uma Mercedes blindada com ar condicionado, uma madame e motorista;
Do outro, um fusquinha com um gordinho todo suado e a barba por fazer…
O gordinho xinga, buzina, faz um escarcéu por causa do trânsito até que a madame?baixa o vidro do Mercedes e diz:
- A paciência é a mais nobre e gentil das virtudes: Shakespeare, em “Macbeth”
O gordinho não deixa barato:
-Vá tomar no cú!: Nelson Rodrigues, em “A vida como ela é”

Mercedes-Benz 280 SL ano 1970 “Pagoda”.
Ela voltou a funcionar, muito melhor. Bicos de injeção novos, sistemas de alimentação e arrefecimento limpos, mangueiras novas, limpeza geral, etc…
Está gostoso de guiar, o motor desenvolve bem, muito bom!
O próximo passo será todo o sistema de ventilação e ar quente.

Está faltando chegar esta válvula termostática da partida a frio, para que o coração da Mercedes-Benz 280SL 1970 “Pagoda” volte a bater com tranquilidade. Ele já funciona, mas sofre de desequilíbrios térmicos, ou seja, a regulagem se perde com as mudanças de temperatura do motor.
Já caminhamos bastante, foram trocadas todas as mangueiras de água e de gasolina, o tanque foi limpo, filtros trocados, várias peças novas, limpeza, pintura, etc…

Pouco a pouco remonta-se o quebra cabeças na Mercedes-Benz 280 SL “Pagoda”, tudo foi limpo, pintado, algumas peças novas, outras remanufaturadas, como o motor de arranque e o alternador, outras voltam ao seu lugar podres mesmo, aguardando chegar a encomenda da peça zero km.

O restauro de um carro antigo é antes de mais nada exercício de paciência.
Tudo demora, a procura por peças originais, a pesquisa da melhor mão de obra para determinada especialidade, o levantamento de informações técnicas, a execução de peças sob medida, etc…
No motor da Mercedes-Benz 280 SL “Pagoda” já testamos as câmaras de combustão, regulamos as válvulas, pintamos dutos de injeção e agora finalmente a pintura do bloco e a recuperação das peças em alumínio.

Forte e sólido, ele tem seis cilindros em linha, 2,8 litros, injeção mecânica de gasolina, comando de válvulas no cabeçote, 170hp. Chama-se Mercedes-Benz 280 SL 1970 “Pagoda”.
Rodou apenas 200km em oito anos, estava imundo, precisando de banho, creme, manicure, fio dental, cotonete…

Os brinquedos agora fazem companhia um ao outro na oficina do Gigante.
O Porsche 911 Carrera 1975 aguarda grandes transformações, pintura de toda a parte inferior, caixas de roda e habitáculo do motor, enquanto motor, câmbio, suspensão e freios são reformados.
A Mercedes-Benz 280SL 1970 “Pagoda” passa por revisão de rotina, regulagem de válvulas, ignição, limpeza do tanque de gasolina, filtros, bicos de injeção, etc…

Ontem já noitinha peguei o meu presente, Mercedes-Benz 280SL 1970 “Pagoda”, enchi o tanque e o meu sexto sentido me dirigiu imediatamente para o meu mecânico.
Lá chegando examinamos o carro, verificamos as excelentes condições, etc…
Na hora de sair, a marcha-ré não engatou de jeito nenhum. Levanta o carro, examina, bucha gasta, ou seja, a alegria durou pouco.
Também, quem manda se dar de presente um carro velho…