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beatriz esteves

bia
Li na edição do Estadão de 12/2/2016 a notícia do falecimento da minha ex-aluna Beatriz (Bia) Esteves e fiquei chocado. Muito jovem!

Alguns dias depois leio no Facebook que foi o coração, dormindo… o que pode-se dizer é uma benção…

Vivi com ela um episódio muito interessante durante minhas aulas de desenho de observação, cerca de 1986/87.

Em um dia de aula no meu estúdio na R. Ribeirão Claro, Vila Olímpia a Bia reclamava muito que não conseguia desenhar, estava intranquila, falava muito, ao ponto em que solicitei aos outros alunos que parassem de desenhar, reuni todos ao redor da lareira e pedi para a Bia falar sobre sua intranquilidade.

Ela era uma pessoa reservada, discreta e estranhou a minha solicitação, diria que ficou chocada… Tranquilizei-a dizendo que se fosse necessário conversar para podermos evoluir no desenho, era isso que faríamos, sem problema nenhum.

Timidamente ela começou a contar seu momento e rapidamente surgiu o assunto que originou o desconforto, ela estava desmamando seu bebê! Leio no anúncio fúnebre que ela deixou os filhos Ana Helena e Francisco, não lembro sobre qual deles era a questão.

As angustias do crescimento e a consequente separação da criança estavam atrapalhando sua concentração na aula de desenho. Foi um momento catartico. Houve compreensão, choro e alivio.

Me senti altamente gratificado com meu momento “Dr. Freud”, foi muito bom ajudar a Bia a encontrar o caminho da solução da questão.

Penso com carinho nela e seus filhos, já adultos… Desejo que faça uma boa viagem.

é isso, por fernando stickel [ 9:11 ]

corrida de rua em são paulo

corrida 1979
Em 28 Outubro 1979, um dia antes da minha filha Fernanda, à esquerda na foto, completar 2 anos de idade, participei, aos 31 anos de idade, da “Primeira Corrida pela Cidade de São Paulo” na distância de 8km, que completei em 45’ 27”.

Na minha camiseta o logotipo “und”, do estúdio de design gráfico do qual eu era sócio na época.

Na foto estou na esquina da R. Araujo x R. Major Sertório, no centro de São Paulo. Se bem me lembro, esta foi a primeira competição em que participei como adulto. Durante minha vida passei por vários esportes:

Na infância, judô no Shimada.

Na adolescência eu jogava tênis sozinho no paredão do Clube Pinheiros, basquetebol na academia Delaunay da R. Barão de Capanema às segundas e quartas feiras, e vela no YCSA, proeiro de snipe.

Descobri a corrida com cerca de 22 anos de idade, quando comprei o livro do Dr. Cooper, depois o ciclismo e a natação, e recentemente o automobilismo.

Depois teve rápidas incursões no esqui na neve… difícil de praticar… quando dá, dá…

Em todos estes esportes me diverti e nunca me sobressai em competições. O único em que fracassei sem chance de repescagem foi o tênis, nos outros deu para não chegar em último…

é isso, por fernando stickel [ 9:35 ]

und jangada

und jangada
Iris Di Ciommo, Lelé Chamma e eu éramos sócios do estúdio de design gráfico chamado “und”.
No Natal de 1978 pedimos ao nosso colega de classe da FAUUSP, Paulo Caruso para fazer uma charge, que ele gentilmente desenhou, imprimimos um cartão postal (bons tempos…) e enviamos para clientes e amigos.
Na cestinha, a minha filha (e da Iris) Fernanda com um aninho de idade… dois dias atrás, 29/10 ela completou 37!!!!
Desde os tempos do Cursinho Universitário ficávamos fascinados com a fantástica capacidade de desenhar e caricaturar dos gêmeos Chico e Paulo Caruso.

é isso, por fernando stickel [ 18:18 ]

mudanças

atelier5
Oito anos atrás, em Maio 2006 esta era a visão do meu estúdio na R. Nova Cidade, Vila Olímpia.

Retrato de momento de transição entre uma carreira de trinta anos nas artes plásticas e a nova atividade no Terceiro Setor, como Diretor Presidente da Fundação Stickel.

Três desenhos encostados em uma estante metálica branca são provavelmente os últimos trabalhos de alunos do meu curso de desenho de observação.
Iniciado em 1986, encerrei o curso neste ano por conta das novas exigências da Fundação.

Tudo muda.

Muitas das coisas nesta foto foram simplesmente descartadas, em um processo complexo e doloroso, porém necessário.

Este mesmo estúdio, após uma reforma, é hoje o escritório da Fundação Stickel.

E o meu trabalho nas artes renasce a partir de imagens contidas em um computador…

é isso, por fernando stickel [ 9:52 ]

alunos de fernando stickel

46 alunos
Minha amiga e ex-aluna Lorna Lee Balestrery me enviou esta fotografia do grupo de 46 alunos do meu Curso de Desenho de Observação que expuseram seus trabalhos na Galeria Montesanti-Roesler (hoje Nara Roesler) em 24 e 25 Junho 1989. Eu estou sentado.
A foto foi tirada no meu estúdio da R. Ribeirão Claro 37, Vila Olímpia, onde se realizavam as aulas. Se bem me lembro o fotógrafo foi Hiroto Takada, a foto utilizada na divulgação e no convite.

lorna
Lorna (de vermelho) e amigos na exposição.

é isso, por fernando stickel [ 16:07 ]

estúdio cassio michalany

hall
No bairro de Pinheiros, esquina da R. Simão Alvares com Teodoro Sampaio, em um predinho de dois andares, meu amigo Cassio Michalany teve durante muitos anos seu estúdio de pintor.
Estas fotos do hall de escada do prédio, e do estúdio são de 14 Dezembro 2003.
Meu filho Arthur tinha 8 anos, hoje tem 18…

sala cassio
Esta sala logo na entrada era usada como espaço de exposição de trabalhos novos.

mesa cassio
A mesa de trabalho.

cassio & arthur
A mesa da cozinha, o espaço social do estúdio.

arthur cassio
Na cozinha ficava também a bancada de trabalhos manuais.

cm4

é isso, por fernando stickel [ 18:45 ]

benjamin patterson


Em Setembro de 1984 cheguei a New York para lá ficar durante um ano, e fui hóspede por dois meses na casa da minha amiga Helena Hungria, na época casada com o Fluxus-artist Benjamin Patterson.
O apartamento deles era em Washington Heights, perto da George Washington Bridge, West 165 Street.

(não sei se fui um bom hóspede, mas eles foram excelentes anfitriões…)

Para chegar ao MoMA, na 53 Steeet, por exemplo, eu demorava cerca de uma hora no subway.
Benjie, como a Helena carinhosamente o chamava, cozinhava muitas vezes para nós, e eu o supria dos “brazilian cigars” Alonso Menendez, made in Bahia, que nós degustávamos após o jantar.


Encontrei na internet esta foto recente do Ben, em uma exposição no Nassauischer Kunstverein Wiesbaden.

é isso, por fernando stickel [ 9:35 ]

loft – west 18 st. nyc

18
11 West 18 St. # 5W – New York NY 10011

Morei neste endereço durante os últimos 9 meses da minha estadia “sabática” em New York, de Setembro 1984 a Dezembro 1985.
No quinto andar sem elevador era um verdadeiro “loft”, com aprox. 7m x 20m, cerca de 140 m2 de área livre.
As únicas paredes sólidas de alvenaria eram de um banheiro bem equipado, recém construido.Todas as outras divisões eram leves, tabiques de madeira ou mesmo cortinas.
Havia um quarto grande nos fundos, banheiro que incorporava minúscula área de serviço com lavadora de roupas, cozinha aberta para a sala, duas áreas trancadas onde Bob, o proprietário do imóvel deixou todas as suas coisas pessoais, e o meu quarto menor, na frente.
Utilizei a grande área livre como estúdio, pintei, desenhei, lá também esticávamos varais para secar as roupas, e demos festas memoráveis!
Dividi este loft com uma amiga, Eliane Gamal, na época correspondente do jornal Estado de São Paulo, nos demos super bem, nunca brigamos e ninguém acreditou que tinhamos sido apenas “roomates”.
Naquela época o aluguel era de U$900/mês, dividido por dois dava U$450 para cada um, super razoável considerando a localização excelente. Hoje acho que não sairia por menos de U$5.000/mês.

O Bob era diretor de teatro, e alugou o loft enquanto sua companhia fazia um “tour” através do país. Eu tinha a responsabilidade de, além de pagar o aluguel, encaminhar sua correspondência. Bob me deixou uma lista de endereços e as correspondentes datas, assim como uma balança, uma pasta cheia de selos e uma tabela do correio para calcular as tarifas. Civilizado, né?

Minha foto na porta do prédio foi a Sandra que tirou em 1 Março 2006.

18w
Vista da sala e da cozinha.


A fachada do prédio, via Google Maps. A entrada está escondida atrás da árvore.

é isso, por fernando stickel [ 16:41 ]

mudança

mudanca
A Fundação Stickel mudou de endereço, agora estamos aqui:

Rua Nova Cidade 193 – Vila Olímpia
04547-070 São Paulo SP
Tel 11 3083-2811
Fax 11 3083-7571

Faltam ainda retoques, detalhes, o normal de uma mudança, mas o principal já foi, computadores e linha telefônica ligados, mesas e cadeiras no lugar.
Ao trabalho!
Meu antigo estúdio volta a funcionar, um pouco diferente…

é isso, por fernando stickel [ 15:50 ]

sandra pierzchalski arquiteta

O que foi o meu estúdio na R. Nova Cidade, Vila Olímpia, transforma-se agora sob a batuta da arquiteta Sandra Pierzchalski nos novos escritórios da Fundação Stickel.

é isso, por fernando stickel [ 15:32 ]

novos escritórios

est7

Usei o timer da câmera neste auto-retrato feito hoje cedo no meu estúdio / Espaço Fundação Stickel na Rua Nova Cidade, nos últimos momentos da atual configuração arquitetônica.
Hoje mesmo começamos as arrumações e as obras de adaptação para que o espaço receba os escritórios da Fundação Stickel.

é isso, por fernando stickel [ 19:45 ]

colagem sem cola…

colagem
Colagem sem cola… último trabalho feito no meu estúdio…artes plásticas + fotografia.

é isso, por fernando stickel [ 23:34 ]

estúdio vera martins

Visitei o estúdio da artista plástica Vera Martins, parceira da Fundação Stickel, e mais uma vez fiquei maravilhado com o que vi.
Já visitei e fotografei inúmeros estúdios, e a mágica de adentrar a intimidade produtiva do artista plástico é sempre a mesma.
Fascinante!

é isso, por fernando stickel [ 17:37 ]

desenho do boi

desenho-boi
O fascínio pela arte não tem explicação.
Este desenho de José Carlos BOI Cezar Ferreira, dos anos 70, me fascinou na exposição de suas obras no estúdio do Artur Lescher, não tive opção a não ser comprá-lo…


O artista José Carlos BOI Cezar Ferreira , no dia de sua exposição na semana passada, foto by Instagram.

é isso, por fernando stickel [ 12:31 ]

boi no lescher

boil
Exposição de José Carlos BOI Cezar Ferreira no estúdio de Artur Lescher na Vila Leopoldina.

é isso, por fernando stickel [ 18:41 ]

exposição boi

Exposição de José Carlos BOI Cezar Ferreira e convidados

2 Novembro 2011, das 16:00 às 20:00h no Atlelier Arthur Lescher, R. Cel. Rafael Castro Bueno 179 – Vila leopoldina

Pocket show de Branca Lescher com Daniel Szafran no piano, às 19:00h, bar no local

é isso, por fernando stickel [ 16:10 ]

steve jobs

apple
Eu não o conheci pessoalmente, mas de alguma forma a vida de Steve Jobs e suas geniais criações esteve entralaçada com a minha, principalmente por duas vertentes:

1. O computador pessoal
Quando morei em New York, no período 1984-85, necessitei escrever meu currículo, e acabei por descolar um freelancer que escrevia em um PC primitivo com sistema DOS, tela preta e letras verdes; eu sentava ao lado dele em um apartamento da Sétima Avenida e ia corrigindo o que ele digitava, ao final da sessão imprimia-se o resultado em uma impressora matricial.
Fiz desta maneira várias versões, e na volta ao Brasil necessitei continuar o trabalho.
Por uma fantástica coincidência, conheci em Campos do Jordão o Bruno Mortara, amigo da minha ex-mulher Jade, e vi em cima da mesa na casa dele uma revista com o título “Desktop Publishing”, perguntei o que era aquilo, ele me explicou que com o computador Macintosh era possível criar uma publicação no estúdio, em cima de sua mesa de trabalho.
Achei o máximo, e comecei a trabalhar com o Bruno e seu computador Apple, fizemos inúmeros trabalhos desta maneira, anos mais tarde em 1997, orientado pelo Bruno, comprei meu primeiro Macintosh, me tornando um fiel usuário desde então. Entre 1997 e 99 produzi integralmente o meu livro “aqui tem coisa” em um Power Mac G3. Desnecessário dizer que o meu celular é um iPhone 4.

2. Jay Chiat
Conheci o Jay, fabulosa figura humana em 1983 em New York, e tive o privilégio de me tornar seu amigo. Em 1984 sua agência de publicidade, Chiat/Day, foi responsável por uma das mais famosas campanhas jamais feitas, o lançamento em rede nacional no Superbowl do filme “1984” que apresentou ao mundo o Macintosh da Apple.
Neste mesmo ano cheguei a New York, onde morei até Dezembro de 1985.
O contato com o Jay, ouvir suas histórias do mundo da publicidade, suas campanhas para a Apple, Porsche e Energyzer, frequentar sua casa na 34th Street, e conviver com seus amigos foi para mim uma experiência única, insubstituível. Através dele conheci o estúdio do arquiteto Frank O. Gehry, jantei com o ator Dennis Hopper, manuseei várias caixas do artista Joseph Cornell e guiei seu Porsche um dia inteiro em Los Angeles, além de passar duas temporadas seguidas na Côte D’Azur. Com ele aprendi também sobre o lado positivo do “American Way Of Life”, o empreendedorismo e a objetividade, a valorização do trabalho e de fazer as coisas direito, da criatividade e da inteligência.

As mortes de Jay Chiat em 2002 aos 70 anos de idade, vítima de câncer da próstata, e de Steve Jobs, aos 56, vítima de câncer do pâncreas, marcam para mim o fim de um ciclo, dois homens geniais que souberam como ninguém falar de modernidade, eficiência, beleza e inteligência, com muito humor e generosidade. O Jay eu conheci de perto, o Steve e seu legado fazem parte da minha vida…

é isso, por fernando stickel [ 15:43 ]

mariana correia

mariana
Em uma destas casas próximas à esquina da R. Mariana Correia com R. Sampaio Vidal, em São Paulo,os artistas Cassio Michalany e Plinio Toledo Piza fizeram na garagem um estúdio.
Corria o ano de 1970, e éramos colegas do segundo ano da FAUUSP, eu frequentava a garagem, e lá fiz também alguns desenhos.
Na mesma R. Mariana Correia morou alguns anos mais tarde o meu cumpadre Frederico Jayme Nasser, recém-casado com a Marina.

é isso, por fernando stickel [ 10:13 ]