11 de agosto de 2009

esp1
Me impressiona muito a passagem do tempo.

O tempo passa e as coisas mudam, rápidamente.
Em Agosto 2004, cinco anos atrás, a Fundação Stickel se movimentava lentamente para sair de um sono letárgico de 30 anos, por pouco não desisti da empreitada, tal a quantidade de problemas enfrentados.

Em Agosto 2005, há quatro anos atrás, iniciava-se a reforma do Espaço Fundação Stickel, na R. Ribeirão Claro, Vila Olímpia, que foi inaugurado em Outubro com a exposição do Baravelli.
Utilizado intensamente até Dezembro 2006, abrigou nove exposições.

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O imóvel da R. Ribeirão Claro 37 foi demolido e hoje recebe a construção da nova sede da Comunidade Shalom.
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Vencedores de um concurso de arquitetura promovido pela Shalom, o projeto será de Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci, da Brasil Arquitetura.
Eu fico particularmente feliz com o desfecho do uso de um imóvel que foi minha casa/estúdio por 20 anos, na qual nasceu meu filho Arthur, escrevi meu livro aqui tem coisa e plantei várias árvores, no terreno e na calçada.

é isso, por fernando stickel [ 17:59 ]
11 de março de 2009

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Fabio Moreira Leite e Luis Paulo Baravelli.

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Fabio Moreira Leite e Clauke.

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Guto Lacaz, Sandra Pierzchalski, Fabio Moreira Leite e Ana Baravelli.

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Fabio Moreira Leite e Isabelle Ribot.

Soube recentemente que o artista plástico Fabio Moreira Leite (1951 – 2009) faleceu vítima de câncer. Espero que ele esteja bem, onde estiver, o câncer que o levou foi o mesmo que levou meu pai. Terrível.
Conhecia o Fabio desde sempre, encontrava-o muito pouco, em exposições ou eventos, e não sabia que ele era irmão do jornalista Paulo Moreira Leite, que conheci décadas atrás e nunca mais encontrei. O Paulo fez uma homenagem ao irmão no seu blog, veja aqui.
As fotos do Fabio tirei na exposição do Baravelli, a primeira que realizamos inaugurando o Espaço Fundação Stickel, em 15 Outubro 2005.

é isso, por fernando stickel [ 17:05 ]
27 de agosto de 2007

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Há um ano atrás, na Rua Ribeirão Claro, Vila Olímpia.

é isso, por fernando stickel [ 17:38 ]
20 de janeiro de 2007


Rua Ribeirão Claro 37 – Vila Olímpia – São Paulo

Este endereço, como carne e unha, fez parte da minha vida por 21 anos.
Lá morei, trabalhei, namorei, cozinhei, casei, sobrevivi a enchentes, plantei árvores, escrevi um livro, nasceu meu filho Arthur, iniciei o curso “Desenho com Fernando Stickel”, fiz festas, preparei exposições, fiz 21 reformas, negociei, transformei, hospedei amigos, pintei de inúmeras cores, conheci vizinhos, bem e mal humorados, e finalmente cedi gratuitamente para que a Fundação Stickel lá construisse o “Espaço Fundação Stickel” e realizasse 9 exposições.
Na fase de desmontagem do espaço, tal qual um corpo doando órgãos, distribuí aos amigos e pessoas próximas, luminárias, plantas, caixilhos, telhas, grades, portas, louças e metais, etc…etc…
Sem dúvida é um imóvel que cumpriu plenamente sua função, pública e privada.
E que ainda continuará cumprindo, pois o novo proprietário, a Comunidade Shalom fará um concurso de arquitetura para definir o projeto do novo edifício.

é isso, por fernando stickel [ 10:22 ]
6 de dezembro de 2006


No Espaço Fundação Stickel, na exposição de Luise Weiss, da esq. para a dir, Ricardo Ribenboim, Margot Delgado, Luise Weiss, Jac Aronis, Magy Imoberdorf, Edouard Bos, Sandra Pierzchalski.

é isso, por fernando stickel [ 22:33 ]


No Espaço Fundação Stickel a beleza também tem lugar nas vernissages, fora das telas…

é isso, por fernando stickel [ 9:51 ]
5 de dezembro de 2006


Feres Khoury ajuda sua mulher, Luise Weiss nos retoques finais da exposição que abre hoje às 20h no Espaço Fundação Stickel, fechando com chave de ouro a programação de 2006 da Fundação Stickel.

é isso, por fernando stickel [ 8:34 ]
30 de novembro de 2006


A exposição da Luise Weiss no Espaço Fundação Stickel encerra um ciclo de nove exposições, desde Outubro 2005:

LUISE WEISS – SAGA
JUAN ESTEVES E JOAQUIM MARQUES – Fotografias
ROUXINOL 51 – UM OLHAR SOBRE A ESCOLA BRASIL:
FERES KHOURY – Desenhos de grandes dimensões
4 LINHAS – Carla Ricciuti, Cris Mie, Malvina Sammarone, Renata Cook
JOSÉ CARLOS BOI CEZAR FERREIRA – Pinturas
MAGY IMOBERDORF
CÁSSIA GONÇALVES – Grafo esculturas transparentes
LUIZ PAULO BARAVELLI – Pinturas da Série Arte e Ilusão

Trabalhamos muito e com enorme prazer para que tudo isso fosse possível. Iniciamos com a exposição do Baravelli, e a cada exposição sentimo-nos mais e mais no caminho correto. Em 2007 a Fundação Stickel não terá mais disponível o espaço de exposições da R. Ribeirão Claro, teremos que procurar outro espaço, se possível com parcerias, ou outras soluções, mas com a certeza absoluta de que o rumo será mantido.

é isso, por fernando stickel [ 18:12 ]


Fundação Stickel convida para a abertura da exposição

SAGA
de Luise Weiss

Abertura na terça-feira, 5 Dezembro às 20h

Exposição: 5 a 23 Dezembro de 2006
segunda a sexta-feira das 14 às 20h
sábado das 11 às 15h

R. Ribeirão Claro 37 Vila Olímpia
04549 060 São Paulo
tel 11 3849 8906

Patrocínio: Fundação Stickel

“Impressões do tempo: a obra de Luise Weiss”
Exertos do texto do catálogo pela Prof. Dra. Claudia Valladão de Mattos:

Memória e identidade constituem a matéria prima da saga da artista Luise Weiss. Nascida em uma família de imigrantes judeus austríacos, o ponto de partida da artista para a construção de sua poética particular foi sua própria história familiar. Há quase dez anos, por ocasião de seu doutorado, Luise começou a pesquisar as correspondências e os álbuns de sua família. Fascinada por essas imagens, ela decidiu reencontrar, na vida real, os lugares que apareciam naquelas velhas fotografias de seus antepassados, como forma de construir uma narrativa sobre si mesma.

… a experiência da viagem à Europa ajudou a artista a compreender a trajetória de sua família em um contexto cultural mais amplo e introduzir questões relacionadas à memória coletiva em suas indagações. Tal ampliação dos horizontes de seus interesses permitiu que Luise se ocupasse de uma série de fotografias anônimas de uma família de imigrantes, registrando os tempos passados inicialmente na Polônia e, em seguida, no Brasil. A empatia gerada pelo sentimento de um destino comum despertou nela o desejo de resgatar do anonimato as pessoas que povoavam aquelas fotografias. Novamente, o interesse principal da artista não se voltou para uma investigação sobre fatos históricos, mas centrou-se nos mistérios da comunicação entre passado e presente, através do meio fotográfico. Conhecer de perto as pessoas retratadas para preservar a memória de todo um grupo motivou a realização desses novos trabalhos. Neles, Luise utiliza-se da pintura para reacender a vida das figuras retratadas.

… em meio aos retratos encontramos algumas paisagens. Porém elas não se localizam mais no mundo exterior, mas, como tudo aquilo que a artista cria, são tão humanas quanto os seus personagens: verdadeiras paisagens da memória.

é isso, por fernando stickel [ 16:13 ]
22 de setembro de 2006


Fundação Stickel convida para a abertura da exposição

ROUXINOL 51
UM OLHAR SOBRE A ESCOLA BRASIL:
Curadoria: Claudia Valladão de Mattos

Abertura: sábado, 23 de setembro das 16 às 20h

Exposição: 23 setembro a 29 outubro de 2006
segunda a sexta-feira das 14 às 20h
sábado das 11 às 15h

R. Ribeirão Claro 37 Vila Olímpia
04549 060 São Paulo
tel 11 3849 8906

Patrocínio: Fundação Stickel

Esta exposição é parte de um projeto que implantará ao longo de três anos um “Centro de Pesquisas sobre a Escola Brasil: e a Arte Contemporânea Paulista” constituindo um espaço de referência sobre este tema, aberto ao público, com múltiplas atividades.
A Escola Brasil: fundada em 1970, pelos artistas José Resende, Carlos Fajardo, Luiz Paulo Baravelli e Frederico Nasser, funcionou como instituição de ensino entre 1970 e 1974 e opôs-se às formas pedagógicas tradicionais. Sua proposta de aprendizagem baseava-se na vivência e na atividade artística como experimentação, apoiando-se fortemente no modelo de formação recebido pelos seus fundadores na convivência com Wesley Duke Lee.
Procurando romper com as formas de ensino tradicionais, fundadas numa relação autoritária entre professor e aluno, os quatro artistas organizaram a Escola, não em torno de um currículo fixo e progressivo, mas em torno das personalidades de cada um dos fundadores. Os Ateliês tinham o nome de seus professores com a constante modificação do conteúdo de acordo com a orientação do professor.

A exposição apresenta:

- 60 fotos, em grandes ampliações, do cotidiano da EscolaBrasil:
- Trabalhos realizados nos Ateliês, de ex-alunos da escola como Leila Ferraz, Fernando Stickel, Suca Mattos Mazzamati, Gilda Maia Rosa, Flávia Ribeiro, José Carlos BOI Cezar Ferreira, Helena Carvalhosa, Sara Goldman-Belz, Gemma Giafonne.
- Documentos da época como cartas, apostilas, panfletos de divulgação, a única edição do jornal da Escola, Dois Pontos, revistas, catálogos das exposições dos professores nos anos 70 e o programa com a filosofia da escola estarão expostos em vitrines.
- Uma estação com dois computadores estará a disposição do público, para consulta ao banco de dados da Escola Brasil:
- Projeção em tela das informações do banco de dados.
- “Cristaleira’ do BOI, com esculturas de Baravelli, Fajardo, Resende, Dudi, Megumi, Fernando Stickel e Guto Lacaz.
- Vídeo com entrevistas com os professores
- Distribuição de um catálogo gratuito, com texto da Profª Drª Claudia Valladão de Mattos e ilustrações diversas.
- Distribuição da reedição do trabalho de 1978 de Helena Carvalhosa e Regina Sawaya, “Sobre a Escola Brasil:”

PS: A montagem está sensacional, a equipe de parabéns, vai ficar o máximo!
Não deixem de visitar amanhã, sábado, a partir das 16 horas.

é isso, por fernando stickel [ 10:49 ]
18 de setembro de 2006


Começa a montagem da exposição no Espaço Fundação Stickel.

ROUXINOL 51
UM OLHAR SOBRE A ESCOLA BRASIL:

Estou ansioso e curioso quanto ao resultado…

é isso, por fernando stickel [ 17:27 ]
14 de setembro de 2006


Fundação Stickel convida para a abertura da exposição

ROUXINOL 51
UM OLHAR SOBRE A ESCOLA BRASIL:
Curadoria: Claudia Valladão de Mattos

Abertura: sábado, 23 de setembro das 16 às 20h

Exposição: 23 setembro a 29 outubro de 2006
segunda a sexta-feira das 14 às 20h
sábado das 11 às 15h

R. Ribeirão Claro 37 Vila Olímpia
04549 060 São Paulo
tel 11 3849 8906

Patrocínio: Fundação Stickel

Esta exposição é parte de um projeto que implantará ao longo de três anos um “Centro de Pesquisas sobre a Escola Brasil: e a Arte Contemporânea Paulista” constituindo um espaço de referência sobre este tema, aberto ao público, com múltiplas atividades.
A Escola Brasil: fundada em 1970, pelos artistas José Resende, Carlos Fajardo, Luiz Paulo Baravelli e Frederico Nasser, funcionou como instituição de ensino entre 1970 e 1974 e opôs-se às formas pedagógicas tradicionais. Sua proposta de aprendizagem baseava-se na vivência e na atividade artística como experimentação, apoiando-se fortemente no modelo de formação recebido pelos seus fundadores na convivência com Wesley Duke Lee.
Procurando romper com as formas de ensino tradicionais, fundadas numa relação autoritária entre professor e aluno, os quatro artistas organizaram a Escola, não em torno de um currículo fixo e progressivo, mas em torno das personalidades de cada um dos fundadores. Os Ateliês tinham o nome de seus professores com a constante modificação do conteúdo de acordo com a orientação do professor.

A exposição apresenta:

- 60 fotos, em grandes ampliações, do cotidiano da EscolaBrasil:
- Trabalhos realizados nos Ateliês, de ex-alunos da escola como Leila Ferraz, Fernando Stickel, Suca Mattos Mazzamati, Gilda Maia Rosa, Flávia Ribeiro, José Carlos BOI Cezar Ferreira, Helena Carvalhosa, Sara Goldman-Belz, Gemma Giafonne.
- Documentos da época como cartas, apostilas, panfletos de divulgação, a única edição do jornal da Escola, Dois Pontos, revistas, catálogos das exposições dos professores nos anos 70 e o programa com a filosofia da escola estarão expostos em vitrines.
- Uma estação com dois computadores estará a disposição do público, para consulta ao banco de dados da Escola Brasil:
- Projeção em tela das informações do banco de dados.
- “Cristaleira’ do BOI, com esculturas de Baravelli, Fajardo, Resende, Dudi, Megumi, Fernando Stickel e Guto Lacaz.
- Vídeo com entrevistas com os professores
- Distribuição de um catálogo gratuito, com texto da Profª Drª Claudia Valladão de Mattos e ilustrações diversas.
- Distribuição da reedição do trabalho de 1978 de Helena Carvalhosa e Regina Sawaya, “Sobre a Escola Brasil:”

é isso, por fernando stickel [ 18:40 ]
6 de setembro de 2006


A Fundação Stickel tem feito em todas as exposições que promove um interessantíssimo Programa Educativo.
Nossa colaboradora Fernanda Valadares (na frente, em pé) convida as mais diferentes comunidades de escolas públicas, escolas particulares, creches, idosos, moradores de rua, deficientes, etc… a visitar as exposições, onde recebem uma explanação sobre o artista, são convidados a fazerem perguntas, comentar e debater o trabalho e terminam fazendo um trabalho prático sobre a exposição.
A Fundação transporta estes grupos e fornece um lanche, trata-se de uma das atividades mais gratificantes que desenvolvemos.
Na foto a exposição de Feres Khoury, que termina hoje.

é isso, por fernando stickel [ 9:58 ]
13 de agosto de 2006


A exposição de Feres Khoury no Espaço Fundação Stickel.

é isso, por fernando stickel [ 9:21 ]


Na exposição do Feres Khoury ontem, no Espaço Fundação Stickel, da esq. para a direita, José Carlos BOI Cezar Ferreira, Cassio Michalany, Guto Lacaz, Juan Esteves.

é isso, por fernando stickel [ 9:09 ]
22 de fevereiro de 2006


A quinta série da Escola Viva visita a exposição de Magy Imoberdorf. no Espaço Fundação Stickel.
O educativo da Fundação Stickel tem promovido visitas guiadas das mais diversas comunidades à exposição, escolas públicas e privadas, deficientes visuais, idosos, creches, catadores de lixo, moradores de rua…
Os resultados são fantásticos, o aproveitamento de cada uma destas pequenas comunidades é emocionante.

Na foto, da esq. para a direita, Antonio, Pedro, Arthur (meu filho), Marcelo, Tomás e Lucas. Este grupo de super-amigos está junto na escola há quase 10 anos. A foto é da Jade, mãe do Arthur.

é isso, por fernando stickel [ 9:07 ]
8 de fevereiro de 2006


Na exposição de Magy Imoberdorf no Espaço Fundação Stickel, no meio da tarde do último sábado, o refúgio do calor na sombra do jardim.

é isso, por fernando stickel [ 22:39 ]


Na exposição de Magy Imoberdorf no Espaço Fundação Stickel, Cassio Michalany e Magy Imoberdorf.

é isso, por fernando stickel [ 22:08 ]
5 de fevereiro de 2006


Cinco amigos, dois que conheço há quase 20 anos, e três que conheço há menos de um ano:

Na exposição de Magy Imoberdorf no Espaço Fundação Stickel, da esq. para a direita, Edna Scatamacchia, uma das minhas primeiras alunas de desenho, lá nos anos 80, Lela Severino, minha primeira modelo, posou para mim e meus alunos durante muitos anos.
O “Tio”, meu fiel caseiro, eletricista, zelador, quebra-galho, Marcio Alemão e sua mulher Ticha.

é isso, por fernando stickel [ 18:38 ]


Terminar o dia cercado de mulheres lindas não é pra qualquer um…
Carla, Sandra, eu e Helena, no final de tarde da exposição Magy Imoberdorf no Espaço Fundação Stickel.

é isso, por fernando stickel [ 9:33 ]
4 de fevereiro de 2006


Magy Imoberdorf e Baravelli, no Espaço Fundação Stickel.

é isso, por fernando stickel [ 23:59 ]


Andreas Heiniger observa Magy Imoberdorf.

é isso, por fernando stickel [ 23:44 ]


O dia começou bem com este excelente artigo sobre a exposição de hoje, no Estadão:

Magy Imoberdorf cria obras com madeira e desenhos. A artista gráfica suíça exibe no Espaço Fundação Stickel da Fundação Stickel suas esculturas de parede em que valoriza o trabalho manual.

Camila Molina

A suíça Magy Imoberdorf recolhe madeiras e outros objetos nas caçambas das ruas de São Paulo ou de Nova York – e como ela diz, é incrível como se jogam no lixo materiais interessantes e que podem ser reaproveitados. Amigos também, ao saber de seu gosto, lhe fornecem pedaços de madeira que se transformam, depois, em esculturas de parede ao receber os desenhos da designer gráfica. “No Brasil há um certo medo do trabalho manual, ele é até desvalorizado. Na Suíça, onde nasci, sempre fizemos trabalhos manuais, desde a escola”, diz Magy, que exibe, a partir de hoje, na Fundação Stickel, uma série de 18 de suas novas criações.

Sobre pedaços de madeira encontrados a artista cola desenhos que representam retratos das pessoas à sua volta, animais e as flores de seu jardim. Em seu processo criativo, há um gosto por usar as mãos – Magy lixa o material, corta, trata com a encáustica, misturando verniz e cera de abelha. Algumas vezes, também, ela usa a madeira no estado em que foi achada – pode o material ter sofrido queimaduras ou cortes irregulares, pode um estrado se transformar no que seria a representação de um banco. Magy usa os defeitos e qualidades do material a seu favor e até cores ela vai descobrindo nos diferentes tipos de madeira que utiliza, um processo simples de apropriação de objetos reciclados – ela também incorpora chapas de metal e plástico.

Como diz a artista, que chegou ao Brasil em 1969, nessa série o desenho vem primeiro – desenhar é prática recorrente em sua vida, desde também a época de escola. “Como aqui há um problema grave de umidade e os desenhos mofam, comecei a procurar desenhar em materiais não perecíveis como pedras e discos e agora uso madeira”, conta Magy. Nessa série, que vem desenvolvendo há cinco anos, Magy primeiro realiza os desenhos em papel Kraft e depois os aplica à madeira, algumas vezes usando cera quente.

Suas esculturas de parede, ou relevos, são de grande porte – há obras que chegam a ter dois metros de altura. São cenas simples representadas: uma senhora tricotando ao lado de dois cachorros; um casal e um menino; uma fruteira sobre uma bandeja; folhagens. Mas vale dizer que alguns de seus últimos trabalhos caminham para a abstração. “Sempre trabalhei o figurativo, mas gosto de um tipo de figurativo contemporâneo, revisitado, misturado com a abstração”, diz. Nas obras deste tipo, Magy sobrepõe madeiras com diferentes recortes e cores e, dessa maneira, os relevos vão ficando cada vez mais espessos. Ela também faz questão de deixar aparente os parafusos indicando que função e estética estão juntos.

Durante o período de sua exposição, a partir do dia 6, Magy Imoberdorf vai participar de encontros promovidos pela Fundação Stickel com crianças e catadores de lixo para mostrar como o uso de materiais reciclados pode se transformar num agradável processo de criação de objetos.

(SERVIÇO)
Magy Imoberdof. Fundação Stickel. R. Ribeirão Claro, 37, V. Olímpia, 3849-8906. 14h/20h (fecha dom.). Grátis. Até 24/2. Abertura hoje, às 16h

é isso, por fernando stickel [ 23:28 ]
28 de janeiro de 2006


Sandra na Sala 2 do Espaço Fundação Stickel, com a exposição de Magy Imoberdorf.

é isso, por fernando stickel [ 18:33 ]


Falta uma semana para a inauguração, mas já está tudo pronto para a exposição da Magy Imoberdorf no Espaço Fundação Stickel na Vila Olímpia. Montamos hoje, ficou lindo!

Abertura 4 Fevereiro, sábado, das 16:00 às 20:00h

De 4 a 24 Fevereiro 2006, segunda a sábado das 14:00 às 20:00h

R. Ribeirão Claro 37 – Vila Olímpia
04549-060 São Paulo SP tel 11 3849-8906

Patrocínio: Fundação Stickel

Apoio: Taterka Comunicações, Nicole Heiniger, Andreas Heiniger, Aurora Importadora, Stilgraf

é isso, por fernando stickel [ 18:19 ]
20 de novembro de 2005


Na exposição da Cassia Gonçalves no Espaço Fundação Stickel, da esq. para a direita, Celia Beatriz Monte, Tania Kulb, Magy Imoberdorf e Abdallah Hitti.

é isso, por fernando stickel [ 11:02 ]
19 de novembro de 2005


Cássia Gonçalves e Beth Moyses foram minhas alunas de desenho de observação em 1987/88.
Em 1989 expuseram juntas na mostra de 46 alunos que promovi na Galeria Montesanti Roesler. (hoje Nara Roesler)
Cássia inaugurou hoje sua exposição “Grafo-Esculturas Transparentes” no Espaço Fundação Stickel, mesmo endereço onde eu dava meu curso de desenho de observação, quase 20 anos depois. Interessante, não?

é isso, por fernando stickel [ 22:20 ]
23 de outubro de 2005


No Espaço Fundação Stickel, visita guiada pelo próprio Baravelli à sua exposição, ontem.

é isso, por fernando stickel [ 18:42 ]
20 de outubro de 2005


Na exposição do Baravelli no Espaço Fundação Stickel, da esq. para a direita, Cassia Gonçalves, a próxima a expor na R. Ribeirão Claro, Georgia Lobacheff, meio-eu e Anapana.

é isso, por fernando stickel [ 20:37 ]


Estas duas gatas foram fundamentais para o sucesso da exposição do Baravelli no Espaço Fundação Stickel. A da esquerda chama-se Maira e é filha da banqueteira Nani Bernardo. Calma e eficiente, resolveu tudo para o buffet. A da direita chama-se Sandra, e sem ela nada disso teria acontecido, além do que ela é o meu Amor.

A exposição de Luiz Paulo Baravelli, série Arte e Ilusão continua aberta até 12 novembro 2005, visitação de segunda a sábado das 14:00 às 20:00h, R. Ribeirão Claro 37 – Vila Olímpia.
Estacionamento gratuito, acesso pela R. Cavazzola 53, no mesmo quarteirão.

é isso, por fernando stickel [ 16:58 ]
18 de outubro de 2005


Na foto, Luis Paulo Baravelli e Davenire Giardino.

A propósito da exposição do Baravelli no Espaço Fundação Stickel, recebi do famoso crítico italiano, de Milão, Davenire Giardino a seguinte carta (expressa):

Caríssimo Fernando,
Oppure stanco del viaggio ( Italia eh proprio lontana)  non potevo mai dimenticar il grande amicco Baravelli. Adesso la critica.
Bacci,
Davenire

Baravelli: Uma exposição a ser vista.

A quietude simplifica.

Baravelli está quieto. Volta ao traço básico, à essência, à figura sentada, ao alimento. Olha para dentro e neste olhar encontra a linha e a ordem. Na figura de fundo as linhas de um papel quadriculado, a base da ordem, da simetria. Na figura humana as proporções divinas. No recorte preciso a quebra da estrutura. Baravelli, um homem encapsulado nas formas perfeitas rompe a estrutura da mesmice.

Um salto lógico. Na gnose de Upanixade e nos diálogos de Misargatta Maharaj conhecer a Si Mesmo significa descobrir em nós aquilo que já é nosso. E descobrir ainda que não há real diferença entre o ser em mim e a totalidade universal. Já a gnose tibetana  dá um passo ulterior, um não retorno: nadifica também o si mesmo. O zero é a matriz do tudo e do nada, luz e treva.

Tomemos um símbolo; o espelho. Esse nos reflete idênticos invertidas as partes. O que está à direita se transpõe à esquerda e vice e versa. De modo que quem nos olha somos nós, mas não os nós que um outro vê. Restituindo-nos a nossa imagem invertida no eixo frente e costas o espelho produz um efeito que pode até aludir a um sortilégio: olha-nos de fora, mas é como se nos examinássemos por dentro, a nossa própria visão não nos é indiferente, intriga-nos e perturba-nos mais que qualquer outra pessoa. É o olhar devolvido. Baravelli nos devolve esta visão. Ilusão ou arte?
 
Davenire Giardino

é isso, por fernando stickel [ 19:07 ]


Na exposição do Baravelli no Espaço Fundação Stickel, da esq para a direita, eu, Walter Appel e Baravelli.

é isso, por fernando stickel [ 0:37 ]
16 de outubro de 2005


Na exposição do Baravelli no Espaço Fundação Stickel, o arquiteto Roberto Aflalo (Pepe), Baravelli, e Helo Alcantara Machado, que está escrevendo um livro com os depoimentos de todos os alunos da Escola Brasil:

é isso, por fernando stickel [ 12:57 ]
aqui no aqui tem coisa encontram-se

coisas, coisas, coisas

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