
Hoje cedo li na coluna do Matthew Shirts no Estadão sobre o filme Death Proof (A Prova de Morte) de Quentin Tarantino.
Fiquei curioso, e hoje mesmo fomos assistir. Começou meio lento, depois teve uns lances… aí ficou lento de novo, Sandra e eu nos remexendo na cadeira do cinema, de repente o troço pegou fogo, e aí percebemos que estávamos totalmente envolvidos por um legítimo e excelente Tarantino, que aliás também atua no filme, repleto de referências a outros filmes, inclusive Vanishing Point.

Stieg Larsson (1954-2004)
Estou nas últimas páginas da trilogia “Millenium” do escritor sueco Stieg Larsson.
Hoje no Estadão, em matéria de capa a história do araponga Idalberto Matias de Araújo, contratado pela campanha de Dilma Roussef para criar os já tristemente famosos dossiês.
É interessante o paralelo da realidade com a ficção, como surge no seio do Estado este tipo de excrescência criminosa.
Na ficção de Larsson, dentro do serviço secreto sueco Säpo surge uma dissidência mais secreta ainda e criminosa, ainda assim financiada pelo Estado, para fazer coisas inimagináveis.
Não consigo mais parar de ler a história de Lisbeth Salander e Mikael Blomqvist…
Não comentei sobre o filme “Os homens que odeiam as mulheres”, que está em cartaz, porque o livro é tão mais excitante que deixa o filme no chinelo.
Recomendo o filme apenas para quem não leu o livro.

Você quer possuir o carro mais famoso de James Bond?
O Aston Martin DB5 de 1964, astro dos filmes Goldfinger e Thunderball vai a leilão.
Estima-se que saia por um valorzinho básico, simbólico, de cinco milhões de libras esterlinas…

Todos os detalhes são reais, criados e instalados pela própria Aston Martin.
Spray de óleo, metralhadoras, painel blindado, ejeção do assento, placas giratórias, está tudo lá!

Foto: Reuters
Morre aos 74 anos o ator e diretor Dennis Hopper, de “Easy Rider”
Em 1989 fiz um programa interessante com os meus filhos Fernanda e Antonio, na época com 12 e 10 anos de idade.
Começamos com uma semana de esqui na neve em Vail, Colorado, em seguida levei-os à Disney de Los Angeles, e ficamos em um hotel ali perto em Anaheim.
Lá pelas tantas me ligou o meu falecido amigo Jay Chiat (1931-2002) e disse:
- Fernando, come up here, I reserved a room for you in Marina del Rey, it’s closer and we could get together. (as distâncias em LA são imensas)
Mudamo-nos de mala e cuia, guiei os cerca de 60km que separavam os bairros, e na mesma noite o Jay me convidou para jantar, frizando que o restaurante era um projeto novo do Frank Gehry, amigo dele e cujo escritório visitei em 1985.
Agitei um programa para os meus filhos jantarem no quarto, o Jay me pegou no hotel em um Porsche 928 preto, naquela época sua agência de publicidade, a Chiat-Day tinha a conta da Porsche.
Chegamos ao Rebecca’s Restaurant em Venice, 2025 Pacific Avenue, e quase caí de costas. O bar na entrada era inteiro de alabastro (ou onyx), e reluzia na atmosfera sensual, no teto um enorme crocodilo feito de placas de metal, o restaurante era a coisa mais interessante e ousada que eu jamais havia visto.
Pouco a pouco os outros convidados foram chegando, o Jay ia me apresentando, entre eles Dennis Hopper (1936-2010). Lembro-me do Jay conversando com ele sobre um warehouse que eles iriam comprar, algo assim.
E eu estava sentado ali do lado dele, tive o privilégio de jantar com um dos monstros sagrados do cinema. Quis a fatalidade que ambos falecessem de cancer da próstata, ainda jovens, com setenta e poucos anos.

O filme Salário do Medo (1953) que assisti na minha adolescência, com Yves Montand, me marcou muito, era um drama sobre o transporte de um caminhão carregado de nitroglicerina. Eu só não sabia que o diretor do filme era Henri-Georges Clouzot, um dos “monstros sagrados” do cinema.
Descobri isso assistindo ao filme O Inferno de Henri-Georges Clouzot em cartaz no Reserva Cultural.
A história deste filme é interessantíssima, começa em 1964 com o diretor escrevendo, dirigindo e produzindo seu filme O Inferno com Romy Schneider e Serge Reggiani.
A filmagem complicadíssima, com orçamento hollywoodiano, não avançou, o ator principal totalmente estressado pelas exigências do diretor se arrancou antes do final da filmagem e Henri-Georges Clouzot teve um enfarte. O filme foi abandonado.
Em 2005 a viúva do diretor, falecido em 1977, trouxe à luz os filmes originais, o que permitiu a execução deste documentário fantástico.

O inferno de que trata o filme é o ciúme. O diretor deu total liberdade à equipe para pesquisar sons e imagens que transmitissem a loucura terminal do personagem consumido por ciúme doentio.
O resultado é uma mistura improvável de Fellini com Marcel Duchamp.
O universo da Op Art e da música eletroacústica se mistura com cenas sensuais de Romy Schneider, no auge de seus 26 anos esquiando nas águas de uma represa.
O filme Chico Xavier é mais uma boa história que um bom filme. Ainda assim vale a pena assistir para conhecer um pouco da vida desta figura!
A interpretação de Nelson Xavier é impressionante!

Steve McQueen em seu Jaguar XKSS 1956.
Obrigado pela dica, Aly.

Assisti ao filme U-571, sobre batalha de submarinos na Segunda Guerra.
O filme é de 2000, e transmite bem o clima dos anos quarenta e o inferno que era a vida em um submarino.
Meu pai me contou muitas histórias de submarinos na guerra, relatadas por um parente, Jürgen Kiep, que foi comandante de submarino na Alemanha, e sobreviveu à guerra!
Eu mesmo já naveguei em um submarino, muito similar ao que se vê no filme.
Foi assim, um contraparente era comandante de submarino, e em uma data comemorativa qualquer, nos anos 60, convidou meu pai para um passeio, e eu fui junto.
Saimos de Santos, eu simplesmente pirei com a experiência, a enorme quantidade de mostradores, canos, alavancas, o vento que a admissão dos motores diesel provocava dentro do submarino, poder visitar todas as áreas, ver os torpedos, camas, banheiros, cozinha, tudo apewrtadíssimo.
Depois de nos afastarmos do litoral já em alto mar as comportas foram fechadas e a submersão com os motores elétricos, olhar pelo periscópio, foi uma experiência inesquecível.

Este submarino esculpido em madeira é um dos brinquedos mais antigos e queridos que tenho.
Meu pai comprou várias destas miniaturas de navios, que eram feitas por marinheiros de navios de guerra.

O excelente Larry David, no papel de Boris Yellnikoff, um físico aposentado que “quase” ganhou o Prêmio Nobel de Física.
Woody Allen em sua melhor forma. O filme Tudo pode dar certo (Whatever Works) passa-se em New York, é hilário, inteligente, positivo, imperdível.

No meio da sessão de ontem, no Shopping Iguatemi, quase que para ilustrar as incertezas da vida apresentadas no filme, a luz se acendeu e houve um pequeno reboliço, protagonizado pelo companheiro Ivo e pela companheira Eleonora.
Pessoas se levantaram, houve discussão sobre os lugares marcados, cerca de 5 minutos depois, como que provado o Princípio da incerteza de Heisenberg, tudo voltou ao normal e a sessão recomeçou.

Bigelow, gata californiana de 59 anos!
Vi Avatar e vi Guerra ao Terror.
O segundo é infinitamente melhor que o primeiro, e a Academia reconheceu justamente a diferença.
Posso dizer tranquilamente que Guerra ao Terror (título original The Hurt Locker) da vencedora diretora Kathryn Bigelow é um dos melhores filmes de guerra que jamais vi, fica no mesmo nível de Bastardos Inglórios de Quentim Tarantino e Apocalypse Now de Francis Ford Coppola.
Schrödinger’s cat is a thought experiment, often described as a paradox, devised by Austrian physicist Erwin Schrödinger in 1935.
It illustrates what he saw as the problem of the Copenhagen interpretation of quantum mechanics applied to everyday objects. The thought experiment presents a cat that might be alive or dead, depending on an earlier random event. In the course of developing this experiment, he coined the term Verschränkung — literally, entanglement.
Este experimento aparece na aula de física quântica do Prof. Larry Gopnick no excelente filme Um homem Sério (A Serious Man) dos irmãos Coen.
Não vou falar mais nada, e assim, falei tudo.

Ontem de manhã fiz a última revisão do meu TCC, para a impressão final e entrega à biblioteca da FIA/CEATS.
Com isso encerro definitivamente minha participação na fase acadêmica da 5ª Turma do MBA FIA-CEATS em Gestão e Empreendedorismo Social, fica faltando apenas a formatura e o diploma.
Coincidentemente assistimos à tarde ao excelente filme “Fita Branca” (Das weisse Band – Eine deutsche Kindergeschichte), falado em alemão. Entendo muitas coisas, principalmente o “espírito” (Geist) da língua, mas me falta traquejo e vocabulário.
Na minha cabeça, desde o final do MBA que me proponho a falar alemão direito, e para tanto preciso descobrir alguém para me dar aulas de conversação.
O dia de ontem juntou as duas coisas.
Estou pronto para o alemão.
Fomos assistir Avatar, por conta de inúmeras pessoas garantindo que “PRECISA” ver.
Será??!!
Se tiver gás talvez eu elabore um comentário, não agora.

Fui ver o filme Sherlock Holmes.
OK. Poderia até ser um filme razoável caso seu título fosse por exemplo “Missão Impossível III”
Quem como eu leu as obras de Sir Arthur Conan Doyle, não deve ter gostado.
O ritmo, os planos cortados e as mudanças de cena são excessivos, e óbviamente o caráter criado por Conan Doyle não privilegiava os músculos do “action man” protagonizado por Robert Downey Jr., e sim, como todo mundo sabe, suas pequenas células cinzentas.
Meu filho Arthur, que ainda não leu os livros de Sir Arthur Conan Doyle, gostou do filme.
Algo me chamou a atenção na esfera técnica do filme, acho que chama-se “sound design”. Pela primeira vez assisti a cenas de explosões onde o som é o da vítima, ou seja, o zumbido infernal e o rebaixamento de todos os outros sons, conheci este efeito por experiência própria. De maneira geral o som é muito bem explorado.

New York, Eu te Amo, (New York, I Love You)
Gostei muito deste filme, por várias razões.
Ele é feito de vários segmentos, escritos e/ou dirigidos por diferentes diretores, que parecem combinar entre si não extrapolar, não privilegiar a vertente da política, das minorias excluidas, da corrupção ou do crime, recursos extremamente fáceis de usar e repetitivos em filmes que tem New York como tema.
Todos os segmentos se mantém no âmbito das relações humanas e do amor, abordando as diferentes etnias, religiões, profissões, idades e sexos dos personagens, a música, arte, enfim, o retrato fiel do caldeirão que é New York.
Lembrei muito do meu filho Arthur, que levei a New York pela primeira vez em Janeiro 2009, para comemorar seu aniversário de 14 anos, pois quase que o filme poderia ser um “cadastro” dos locais, climas e situações que vivemos naquela semana.
O filme passa ao espectador a mágica da cidade, seus locais emblemáticos, os fumantes do lado de fora dos restaurantes, o metrô, os taxis, Chinatown, Brooklyn Bridge, o apartamento do músico, o loft do artista, etc… e de certa forma como tudo isso está orgânicamente conectado nas eletrizantes relações que constroem um único, complexo e fascinante organismo, The Big Apple.
Atores excelentes como Julie Christie, Andy Garcia, Eli Wallach, Natalie Portman, John Hurt e vários desconhecidos (para mim) se mesclam com surpresa, humor, drama e poesia.

Veja só o que dá a distração.
Me esqueci que havia assistido à tragédia que foi o último filme de Alain Resnais, de 2006, me encantei com o título do novo, e acabamos por perder tempo com a droga que fomos ver hoje: As Ervas Daninhas (Les Herbes Folles).
Por pouco, muito pouco não saimos no meio do filme.
Aos 87 anos, repito, Alain Resnais devia apenas curtir os netos, talvez alimentar um pombo, mas por favor, não faça mais filmes!
Por conta do meu desgosto resolvi comentar o filme no The International Movie Database , veja o meu “review” aqui, em inglês.
Pale blue dot – O pálido ponto azul, a film by David Fu sobre texto de Carl Sagan, narrado por ele próprio.
Meu irmão Neco me enviou este filme como mensagem de fim de ano. Eu já o conhecia, mas revi, e recomendo.
São apenas 5′:58″ de pura sabedoria e poesia.

Quer ver um filme bonito, forte, com uma trama interessante, com uma atriz estonteantemente bonita?
É o último do Almodóvar: Los abrazos rotos (Abraços partidos) com a deusa Penélope Cruz.
Não perca!
Dois filmes e dois personagens fantásticos: Julia Child e Cuervo Flores

A Julia interpretada por Meryl Streep no filme Julie & Julia de Nora Ephron é impagável, perfeita, hilária.

O sedutor profissional “Cuervo Flores” interpretado por Gabriel Goity no filme Un novio para mi mujer do argentino Juan Taratuto é um personagem simplesmente perfeito.
Duas histórias de otimismo e superação. Com humor. Dois excelentes filmes.

2012, o Filme.
Começa muito bem e se desenvolve com interesse, a base científica misturada com as previsões Maias é plausível, o efeito “forno de microondas”, os neutrinos, mudança dos polos magnéticos, tudo vai bem até a metade do filme.
Os efeitos especiais dos terremotos, erupções, tsunamis são muito, muito bons.
A partir da metade começa o melodrama, aí o filme cai para açucarados e intragáveis chavões. É uma pena.
Ah, sim, poderiam cortar pelo menos 30 minutos…

MUTO – Uma animação pintada na parede em Buenos Aires, por BLU, 2008
Vale a pena ver, muito bom! Clique aqui.

Eu vou ver na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.:
28/10 – quarta – às 21:30 hrs no Unibanco Artplex 1
30/10 – sexta – às 16:00 no Matilha Cultural
1º/11 – domingo – às 20:50 no Unibanco Artplex 5

Um dos melhores filmes que vi recentemente. Inglorious Basterds de Quentin Tarantino.
É tudo impecável, roteiro, fotografia, produção, atores.
Brad Pitt no panel do tenente Aldo Raine está impagável. E adicionar humor a um filme de guerra, com nazistas perseguindo judeus, é de uma sabedoria suprema. Tarantino mostrou mais uma vez a que veio.
Em tempo: Minha leitora Beth me chamou a atenção para o comentário do crítico de cinema Ricardo Calil:
Vale a pena viver para ver os filmes de Tarantino

Você gosta da Itália e dos italianos? Quer ver um filme simpático, bem humorado, “leggero”, e até rápido (apenas hora e meia)?
Vá ver Pranzo di Ferragosto, (Almoço em Agosto) film italiano del 2008 diretto da Gianni Di Gregorio. Vincitore del Premio Venezia Opera Prima “Luigi De Laurentiis” alla 65ª Mostra internazionale d’arte cinematografica di Venezia.
O feriado de Ferragosto é comemorado no dia 15 de Agosto.

Acabo de assistir ao filme Brüno de Sacha Baron Cohen. Não percam o seu tempo, é totalmente dispensável.
Para quem viu o trailer, ali estavam as melhores cenas. Borat é melhor, bem melhor.

Acabo de assistir a um dos filmes mais hilários dos últimos tempos: Nacho Libre. do diretor Jared Hess.
Imperdível!

Você já pensou sobre a morte?
Desde os aspectos físicos, até os espirituais, familiares, transcendentais?
Eu já.
O filme “A Partida” (Okuribito) também trata deste tema, de uma forma muito bonita, suave, cativante.
Vale a pena.

Acreditem, o filme Macunaima de Joaquim Pedro de Andrade está completando 40 anos!!!!!
Cenas indeléveis foram gravadas nesta piscina do Parque Lage, no Jardim Botânico, Rio de Janeiro.
Carousel from maxime caron on Vimeo.
Não resisti e copiei este post inteirinho do Marcelo Tas, é fantástico!
“Este filme- criado pela Tribal DDB com Stink Digital para a Philips- ganhou o Festival de Publicidade de Cannes 2009. Não é uma história que me toque, mas usa um truque tecnológico que me intriga. É uma espécie de continuação da linhagem iniciada em Matrix pelos irmãos Warchowski.
Nessa época de correria, a fantasia de fazer o tempo parar ou pelo menos congelar por alguns momentos com certeza excita nossos olhos.”

Quer ver um filme excelente, baseado na história real da maior falsificação de dinheiro da história?
Vá ver Os falsários (Die Fälscher) do diretor Stefan Ruzowitzky, Oscar de melhor filme em língua estrangeira de 2008, com o ator Karl Markovics no papel do falsário Salomon ‘Sally’ Sorowitsch.
Leia aqui uma crítica interessante do filme.

Ficha da Interpol de Salomon Smolianoff, nome do verdadeiro falsário. Pressione aqui para a história real contada por Adolf Burger, outro personagem do filme.

Clicando aqui: Extreme Sheep LED Art você assistirá a cerca de dois minutos de uma experiência artística única!

O filme é premiadíssimo, muito bem feito, os atores são excelentes, é corretíssimo, adequadíssimo, e além de tudo, muito longo e um porre de chato!
E é do pior tipo de filme chato, que você não consegue dormir, nem ir embora. Não tem pior. Encalhado entre os muros.
Entre les murs (Entre os muros da escola)





