5 de fevereiro de 2010

barreto
O BBB-10, assim como todos os anteriores, além de prestar um desserviço ao país é ruim, mas tão ruim que eu mal forças tinha de comentar, mas alguém MUITO mais capacitado que eu o fez:

O educador Antônio Barreto, um dos maiores cordelistas da Bahia, acaba de lançar novo cordel intitulado
“Big Brother Brasil, um programa imbecil”:

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bial
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

FIM
Salvador, 16 de janeiro de 2010
(Obrigado pela dica, Tereza)

é isso, por fernando stickel [ 12:23 ]
27 de julho de 2009

peixe
Na Ponta do Corumbau, BA, Janeiro 2007.

é isso, por fernando stickel [ 12:43 ]

mario1
Chove tanto em São paulo, tá tão chato o frio e a umidade, que lembrei de uma cena tropical engraçada…
Em Janeiro 2007, na Ponta do Corumbau, BA, o fotógrafo peruano Mario Testino fotografava um grupo de índios locais, em determinado momento, para obter maior dramaticidade ele se lança ao solo como se estivesse sendo atacado e convoca os índios:
-Me ataca!!! Me ataca!!!
É óbvio que não sobra resquício algum de selvageria nestes pobres índios…

é isso, por fernando stickel [ 0:07 ]
3 de fevereiro de 2009

ale
Turistas alemães são detidos após tirar roupa em aeroporto na BA

Qualquer pessoa bem informada conhece os hábitos dos países nórdicos, Alemanha incluida, onde no início do verão qualquer pessoa, homem, mulher, jovem, idoso, criança, vai ao primeiro parque ou praia disponível e tira a roupa para aproveitar o sol.
A nudez é absolutamente normal, não existe intenção sexual.
Aqui na tupiniquilandia um infeliz fotografou os sexagenários alemães e os denunciou à polícia, por uma simples troca de roupa.

é isso, por fernando stickel [ 18:48 ]
13 de janeiro de 2009


A vida boa na Bahia inclui longos almoços, temperados com muita abobrinha, cachaça gelada e um magnífico Romeo Y Julieta Churchill.

é isso, por fernando stickel [ 17:50 ]
11 de janeiro de 2009


O fator mais importante para a saúde (e perder o pneu) é o amor. Férias na Bahia, ao lado da tua amada ajudam muito!
A foto é da Stella.

é isso, por fernando stickel [ 16:00 ]
9 de janeiro de 2009


Sandra e Stella no Condomínio Terravista, em Trancoso.

é isso, por fernando stickel [ 13:22 ]


Na Praia do Espelho, BA está esta placa:
“A natureza tem uma estrutura feminina, não sabe se defender, mas sabe se vingar como ninguém.
Marina Silva – Ex-Ministra do Meio Ambiente”

De fato, a consciência ambiental nesta região da Bahia, ao menos no que se refere ao lixo nas praias, aumentou muito, o lixo é praticamente inexistente.

é isso, por fernando stickel [ 12:40 ]
8 de janeiro de 2009


Na Bahia, a natureza surpreendente.
Este grilo ficou cerca de 48 horas pousado em cima de uma luminária do jardim, não se assustou quando cheguei perto para fotografá-lo, simplesmente lá ficou.

é isso, por fernando stickel [ 13:12 ]
6 de janeiro de 2009


Luxo supremo, a natureza, calma e silêncio, a não ser pelo barulho do mar e do vento nas árvores.

O condomínio onde ficamos, Outeiro das Brisas, fica a cerca de três km de caminhada ao norte da Praia do Espelho, que visitamos há três anos atrás.
O acesso é difícil, depende da maré, e a areia é fofa em metade do percurso, portanto a quantidade de gente circulando pela praia é pequena, e a total ausência de barraquinhas e vendedores ambulantes facilita a manutenção da calma e da limpeza.

é isso, por fernando stickel [ 18:01 ]


Depois de nove dias seguidos de céu azul, sol, calor e brisa constante, a chuva que caiu ontem foi um alívio!

é isso, por fernando stickel [ 17:10 ]
26 de dezembro de 2008

Queridos amigos, leitores, internautas, curiosos, viajantes e desavisados que por aqui aportarem, parto hoje para a Bahia, e volto no dia 6!
Feliz Ano Novo a todos!
Fui!

é isso, por fernando stickel [ 9:47 ]
20 de dezembro de 2008

Encerrei hoje oficialmente o ano do santo trabalho de 2008.
Minhas aulas na 5ª Turma do MBA FIA CEATS em Gestão e Empreendedorismo Social acabaram na semana passada e retomam em Março 2009. (há TCC – Trabalho de Conclusão de Curso para fazer nas férias)
Meu computador de casa está semi-bichado, na segunda-feira preciso agitar um conserto e ainda passar no escritório para umas coisas que faltam fazer, enfim, um pouco de (relativa) paz.
Amanhã passo o dia fora de São Paulo.
Semana que vem conto do fantástico presente que ganhei da minha mulher.
Dia 26/12 embarco com a patroa pra Bahia.
Fui!

é isso, por fernando stickel [ 0:00 ]
17 de dezembro de 2008


Foto: Sebastião Bisneto Ag. A Tarde
Felizes como pinto no lixo, participando de um fracasso diplomático travestido de palhaçada na Costa do Sauípe.

Quem paga por dias de farra de um bando de desocupados “bolivarianos”? Não tenha dúvidas, companheiro, é você, eu, todos nós brasileiros que pagamos impostos. A maior carga de impostos jamais vista neste país!!

é isso, por fernando stickel [ 9:55 ]
8 de fevereiro de 2008

flores-outubro-de-2007.jpg
Continuo a fazer limpeza neste blog. Uma das vantagens é redescobrir coisas excelentes, como as fotos do Adenor Gondim. (juro que não é inveja, mas esta foto aí de cima eu gostaria de ter feito…)

é isso, por fernando stickel [ 13:28 ]
3 de janeiro de 2008

anisio.jpg
No ano passado estivemos na Ponta do Corumbau, e este ano o meu amigo Anisio Campos passou por lá, provocando boas lembranças deste canto maravilhoso do sul da Bahia:

AOS AMIGOS…

Minha torcida por um 2008 grandão, que seja percebido à longa distância como foi nosso Monte Pascoal BA, lá dos altos mares do litoral Atlântico.

é isso, por fernando stickel [ 10:30 ]
24 de janeiro de 2007


No extremo sul da Bahia fica a Barra do Cahy, região onde a frota de Cabral avistou o Monte Pascoal em 22 Abril 1500.
Os navios fundearam ao largo, pois os recifes de coral impediam a aproximação das caravelas da praia, e o Capitão Nicolau Coelho num pequeno bote entrou no rio Cahy à procura de água doce. Deram-se aí os primeiros contatos dos portugueses com os índios.
Nadei no rio Cahy, de correnteza fortíssima e enorme volume de água.

é isso, por fernando stickel [ 8:55 ]
16 de janeiro de 2007


Maré baixa na Ponta do Corumbau.

é isso, por fernando stickel [ 12:31 ]
14 de janeiro de 2007


Após a imensa devastação das florestas incentivada pelo governo, ocorrida principalmente no final dos 60 e nos anos 70, várias serrarias fecharam as portas. Esta serraria abandonada fica entre Itamaraju e Ponta do Corumbau.
Uma pequena vila sobrevive miserávelmente ao lado da ruína.

é isso, por fernando stickel [ 10:39 ]


Esta é a vida de férias na Ponta do Corumbau: Grandes caminhadas, silêncio, roupas simples, havaianas nos pés, e um delicioso peixe na brasa, especialidade da Vila Naiá.

é isso, por fernando stickel [ 9:36 ]


Na Ponta do Corumbau ss falésias produzem argilas de uma variedade incrível de cores e texturas. Você pensa que é uma pedra, toca e sente a moleza escorregadia da argila…

é isso, por fernando stickel [ 0:08 ]
13 de janeiro de 2007


Na Ponta do Corumbau, Bahia, a natureza morta e a natureza viva.
O esqueleto da baleia está exposto numa fazenda vizinha da Barra do Cahy, local onde a expedição de Cabral aportou, após avistar o Monte Pascoal.
Os navios ficaram ao largo, pois os recifes de coral impediam a aproximação da praia e pequenos botes entraram no rio Cahy à procura de água doce. Deram-se aí os primeiros contatos dos portugueses com os índios.

é isso, por fernando stickel [ 9:17 ]
12 de janeiro de 2007


AVISO AOS NAVEGANTES

Alguém falou, acho que foi o Millôr, ou o Nelson Rodrigues, que tudo na vida tem limite, menos a estupidez humana.

De fato, como prova da existência da estupidez humana em grande escala aí temos o Bush, Lula e Chávez reeleitos para continuar a fazer besteira em grande escala. Quero contar sobre outro tipo de estupidez na escala tico-tico, individual e mais banal, que se encontra todos os dias em todos os lugares:

Lá na Ponta do Corumbau existem três pousadas de alto nível, a Vila Naiá onde ficamos, maravilhosa em seu estilo despojado “pauvre-chic”, o “Tauana Hotel” recém inaugurado, numa arquitetura deslumbrante e localização idem, e a Fazenda São Francisco de Corumbau, vizinho de muro (cerca) da Vila Naiá, num estilo mais convencional.
A pedido da minha irmã, que estaria interessada em se hospedar lá, fomos Sandra e eu visitar a Fazenda São Francisco.
Entramos a pé, e logo nos primeiros passos fomos rudemente barrados por um jardineiro/segurança.
Seguiu-se um diálogo mais ou menos assim:

-Bom dia, somos hóspedes da Vila Naiá, onde é a recepção?
-Não pode entrar.
-Queremos apenas ir até a recepção para conhecer a pousada.
-Tenho ordem de não deixar ninguém entrar.
-Então chame por favor o seu gerente.
Todo este diálogo se deu de pé, ao sol, nisso apareceu o segundo mal-educado, funcionário um pouco mais graduado, explicando que é política do hotel não permitir visitas, para não prejudicar a intimidade dos hóspedes. Retrucamos que não iríamos constranger ninguém, que não iríamos nos jogar na piscina, e que gostaríamos apenas de ir até a recepção, inclusive para checar as tarifas, que não estão disponíveis no site.
Aí ele disse que iria providenciar uma cópia do tarifário, e sugeriu que visitássemos o site do hotel para que nos informássemos, ao que retrucamos:
-Mas meu amigo, nós estamos aqui!!! O site já visitamos, queremos conhecer “in loco”.
Nisto apareceu o teceiro funcionário, mais graduado, um pouco mais educado, que nos ofereceu uma água de coco na soleira do terraço de entrada, mas daí não nos deixou passar, e repetiu a lenga-lenga toda, nos fornecendo ao final um “print” com as tarifas.

Bahia e Turismo nasceram juntos, acho que a Bahia é o estado mais dedicado, como um todo, à exploração desta indústria e poderia passar muito bem sem estes pequenos núcleos de estupidez. É óbvio que depois desta, minha irmã vai se interessar apenas pelas outras duas pousadas. No Tauana, aliás, fomos super bem recebidos por uma gerente portuguesa, que nos mostrou tudo, inclusive o quarto, nos oferecendo gentilmente água de coco, à sombra.

é isso, por fernando stickel [ 14:27 ]


Na Ponta do Corumbau, Bahia

é isso, por fernando stickel [ 10:13 ]
10 de janeiro de 2007


Não, não, os paulistanos não precisam me agradecer por eu ter trazido da Ponta do Corumbau na Bahia para São Paulo sol e céu azul…

Eu fiz numa boa…

é isso, por fernando stickel [ 18:45 ]


Na Ponta do Corumbau.
Deste ponto, o mais a Oeste do Brasil no sul da Bahia em dias claros você enxerga de Cumuruxatiba até Trancoso.

é isso, por fernando stickel [ 10:54 ]
8 de janeiro de 2007


Ponta do Corumbau, um dos últimos locais paradisíacos do Sul da Bahia.
Acabamos de voltar, meu humor ainda está bom, vou aproveitar para postar umas fotos que fiz na região.

é isso, por fernando stickel [ 20:44 ]
30 de dezembro de 2006

Chegamos à Ponta do Corumbau sem incidentes, tudo no horário marcado. É o paraiso!!!!
Mais uma vez feliz ano novo a todos!

é isso, por fernando stickel [ 17:22 ]
27 de dezembro de 2006


Bom, amanhã vamos tentar dar um pulinho ali na Bahia…

Vamos embarcar pela TAM para Porto Seguro. Estou receoso, primeiro porque não acredito em uma única palavra proferida pelos petistas incompetentes Milton Zuanazzi, Waldir Pires, Lula, Anac, Infraero, etc… que dizem, por exemplo:
“Vamos fiscalizar o overbooking” ou
“Vamos tomar medidas para que o caos não se repita na véspera do ano novo”
ou ainda esta, antológica:
“Lula declara que crise nos aeroportos brasileiros acabou.”
Segundo porque meu sangue pode subir de temperatura, súbita e perigosamente nestas situações de stress intenso, e aí eu posso fazer alguma bobagem.
Terceiro porque o risco de perder a conexão com o teco-teco que nos levará à Ponta do Corumbau é grande, o bichinho não voa à noite, e aí, não sei.

Enfim, bom ano novo a todos! Té já!

é isso, por fernando stickel [ 19:25 ]
6 de dezembro de 2006


Enquanto a vernissage da exposição de Luise Weiss transcorria de vento em popa, em clima de comemoração e alto astral, no aeroporto de Brasília milhares de passageiros sofrem com o imenso caos aéreo provocado única e exclusivamente pela ineficiência do governo Lula. Muitos vão dormir no chão.

É o contraste.

Brasil, um país de contrastes.

Brasil, um país com uma bosta de governo. Que tristeza, que frustração, que vergonha, que merda você ser forçado a aceitar diáriamente a convivência com escândalos de toda a natureza, que sensação de total impotência. Estou antevendo a encrenca que será meu vôo para a Bahia no dia 28/12, é óbvio que estarei correndo sérios riscos, como qualquer um que voar no Brasil de hoje.

É só esperar que amanhã virá aquela fraude chamada Waldir Pires, com a língua enrolada, falando difícil e articulando bem as palavras, dizendo óbviamente nada.
Não há o que dizer frente ao apagão da aviação civil, só lamentar.

é isso, por fernando stickel [ 0:15 ]
3 de novembro de 2006


Foto Beto Barata/AE

Olha o Lula lá: deixa o homem descansar. OK, descanse, mas eu pergunto, descansar do que?
O país caindo pelas tabelas, problemas de todas as naturezas, e o homem quer descansar?
Já não trabalhou nos primeiros quatro anos, a não ser para si, sua família e seus cumpanheros, e ainda quer descansar?
Nos jornais do mundo estampada a vergonha do apagão na aviação, e o homem quer descansar!!!!!!!

Da coluna de Dora Kramer no Estadão de hoje, 4/11/06:

“Mal na foto
Eficiente no manejo de simbolismos de identifição popular, Lula não usou seu repertório na crise que deixou milhares de pessoas 7 dias à mercê dos controladores de vôo.
Lula participou de uma única reunião para tratar do assunto, não fez nada além de uma cena de irritação – com direito ao já notório “soco na mesa” -, foi para a Bahia descansar com a família anunciando o plano de “sumir” até o fim do feriado e lá se deixou fotografar esparramado de sunga ao sol.
Racionalmente, é fato que a presença de Lula em Brasília não teria por si só o condão de resolver o problema.
Mas é verdade também que férias presidenciais em momentos de comoção denotam indiferença e distanciamento, pois esteve disposto para ganhar a eleição e, no momento em que a aviação sofria um colapso com efeitos dramáticos sobre a vida da população, o presidente faz o que as pessoas não puderam fazer: toma um avião à hora e ao tempo desejados e vai relaxar na praia.
Tendo manifestado sua preferência dias antes pelos mais pobres, ficou parecendo que o presidente não liga para quem anda de avião. Transporte, aliás, hoje não mais exclusivo de quem tem muito dinheiro.”

Lembram-se do desastre do submarino soviético KURSK? Putin estava de férias, e não voltou para tratar da crise, ao contrário, tentou acobertá-la. Pegou mal, mas lá… bem, deixa pra lá…

é isso, por fernando stickel [ 10:12 ]
25 de agosto de 2006


Em Setembro de 1984 cheguei a New York para passar um ano, e fui hóspede por dois meses da minha amiga Helena Hungria, na época casada com o Flux-artist Benjamin Patterson.
(não sei se fui um bom hóspede, mas eles foram excelentes anfitriões…)
O apartamento deles era em Washington Heights, perto da George Washington Bridge, rua 165 West.
Para chegar ao MoMA, por exemplo, eu demorava cerca de uma hora no subway.
Benjie, como a Helena carinhosamente o chamava, cozinhava muitas vezes para nós, e eu o supria dos “brazilian cigars” Alonso Menendez, made in Bahia.
Alguns trabalhos dele estão expostos na exposição FLUXUS que acaba de abrir no Instituto Tomie Ohtake.

é isso, por fernando stickel [ 9:35 ]
10 de agosto de 2006


Salvador da Bahia.
A cidade cai aos pedaços. A tão propalada reforma do Pelourinho, de alguns anos atrás, já era, está tudo caindo novamente.
O conceito de manutenção inexiste no Brasil, mas aqui é mais evidente, o povo joga o lixo em qualquer lugar, a imundície se acumula, vi um moleque abaixar o calção e (desculpe a crueza) cagar em plena praia, a céu aberto, sem o menor constrangimento.
Os prédios públicos completamente destruidos são o mais evidente exemplo do total descaso dos poderosos, leia-se ACM et caterva, de todos os partidos e de todas as extrações políticas.
Exotismo, cor, sensualidade, ritmo?
Sem dúvida, mas o povo é absolutamente largado, nas ruas você é abordado por toda sorte de pedintes, doentes, bandidos, vendedores, prostitutas. Em pleno centro histórico.
Acho que o Brasil (infelizmente) não tem jeito, enquanto escolhermos nas urnas e formos governados por esta corja.

Fui recebido e atendido com o maior carinho e cuidado na minha exposição no Instituto Goethe, encontrei ilhas de excelência na cidade, mas o cenário geral é desolador. Como a cidade é relativamente pequena aos olhos do turista, as encrencas se concentram, e o que fica é a sensação de total pobreza, sujeira e abandono.
Como me disse um motorista de taxi, o máximo que os políticos fazem é pintar o meio-fio.

é isso, por fernando stickel [ 14:27 ]
aqui no aqui tem coisa encontram-se

coisas, coisas, coisas

desde janeiro 2003

pesquisar neste blog