
Na Ponta do Corumbau, BA, Janeiro 2007.

Chove tanto em São paulo, tá tão chato o frio e a umidade, que lembrei de uma cena tropical engraçada…
Em Janeiro 2007, na Ponta do Corumbau, BA, o fotógrafo peruano Mario Testino fotografava um grupo de índios locais, em determinado momento, para obter maior dramaticidade ele se lança ao solo como se estivesse sendo atacado e convoca os índios:
-Me ataca!!! Me ataca!!!
É óbvio que não sobra resquício algum de selvageria nestes pobres índios…

Turistas alemães são detidos após tirar roupa em aeroporto na BA
Qualquer pessoa bem informada conhece os hábitos dos países nórdicos, Alemanha incluida, onde no início do verão qualquer pessoa, homem, mulher, jovem, idoso, criança, vai ao primeiro parque ou praia disponível e tira a roupa para aproveitar o sol.
A nudez é absolutamente normal, não existe intenção sexual.
Aqui na tupiniquilandia um infeliz fotografou os sexagenários alemães e os denunciou à polícia, por uma simples troca de roupa.

A vida boa na Bahia inclui longos almoços, temperados com muita abobrinha, cachaça gelada e um magnífico Romeo Y Julieta Churchill.

O fator mais importante para a saúde (e perder o pneu) é o amor. Férias na Bahia, ao lado da tua amada ajudam muito!
A foto é da Stella.

Sandra e Stella no Condomínio Terravista, em Trancoso.

Na Praia do Espelho, BA está esta placa:
“A natureza tem uma estrutura feminina, não sabe se defender, mas sabe se vingar como ninguém.
Marina Silva – Ex-Ministra do Meio Ambiente”
De fato, a consciência ambiental nesta região da Bahia, ao menos no que se refere ao lixo nas praias, aumentou muito, o lixo é praticamente inexistente.

Na Bahia, a natureza surpreendente.
Este grilo ficou cerca de 48 horas pousado em cima de uma luminária do jardim, não se assustou quando cheguei perto para fotografá-lo, simplesmente lá ficou.

Luxo supremo, a natureza, calma e silêncio, a não ser pelo barulho do mar e do vento nas árvores.
O condomínio onde ficamos, Outeiro das Brisas, fica a cerca de três km de caminhada ao norte da Praia do Espelho, que visitamos há três anos atrás.
O acesso é difícil, depende da maré, e a areia é fofa em metade do percurso, portanto a quantidade de gente circulando pela praia é pequena, e a total ausência de barraquinhas e vendedores ambulantes facilita a manutenção da calma e da limpeza.

Depois de nove dias seguidos de céu azul, sol, calor e brisa constante, a chuva que caiu ontem foi um alívio!
Queridos amigos, leitores, internautas, curiosos, viajantes e desavisados que por aqui aportarem, parto hoje para a Bahia, e volto no dia 6!
Feliz Ano Novo a todos!
Fui!

Maré baixa na Ponta do Corumbau.

Após a imensa devastação das florestas incentivada pelo governo, ocorrida principalmente no final dos 60 e nos anos 70, várias serrarias fecharam as portas. Esta serraria abandonada fica entre Itamaraju e Ponta do Corumbau.
Uma pequena vila sobrevive miserávelmente ao lado da ruína.
Esta é a vida de férias na Ponta do Corumbau: Grandes caminhadas, silêncio, roupas simples, havaianas nos pés, e um delicioso peixe na brasa, especialidade da Vila Naiá.

Na Ponta do Corumbau ss falésias produzem argilas de uma variedade incrível de cores e texturas. Você pensa que é uma pedra, toca e sente a moleza escorregadia da argila…

Na Ponta do Corumbau, Bahia, a natureza morta e a natureza viva.
O esqueleto da baleia está exposto numa fazenda vizinha da Barra do Cahy, local onde a expedição de Cabral aportou, após avistar o Monte Pascoal.
Os navios ficaram ao largo, pois os recifes de coral impediam a aproximação da praia e pequenos botes entraram no rio Cahy à procura de água doce. Deram-se aí os primeiros contatos dos portugueses com os índios.

AVISO AOS NAVEGANTES
Alguém falou, acho que foi o Millôr, ou o Nelson Rodrigues, que tudo na vida tem limite, menos a estupidez humana.
De fato, como prova da existência da estupidez humana em grande escala aí temos o Bush, Lula e Chávez reeleitos para continuar a fazer besteira em grande escala. Quero contar sobre outro tipo de estupidez na escala tico-tico, individual e mais banal, que se encontra todos os dias em todos os lugares:
Lá na Ponta do Corumbau existem três pousadas de alto nível, a Vila Naiá onde ficamos, maravilhosa em seu estilo despojado “pauvre-chic”, o “Tauana Hotel” recém inaugurado, numa arquitetura deslumbrante e localização idem, e a Fazenda São Francisco de Corumbau, vizinho de muro (cerca) da Vila Naiá, num estilo mais convencional.
A pedido da minha irmã, que estaria interessada em se hospedar lá, fomos Sandra e eu visitar a Fazenda São Francisco.
Entramos a pé, e logo nos primeiros passos fomos rudemente barrados por um jardineiro/segurança.
Seguiu-se um diálogo mais ou menos assim:
-Bom dia, somos hóspedes da Vila Naiá, onde é a recepção?
-Não pode entrar.
-Queremos apenas ir até a recepção para conhecer a pousada.
-Tenho ordem de não deixar ninguém entrar.
-Então chame por favor o seu gerente.
Todo este diálogo se deu de pé, ao sol, nisso apareceu o segundo mal-educado, funcionário um pouco mais graduado, explicando que é política do hotel não permitir visitas, para não prejudicar a intimidade dos hóspedes. Retrucamos que não iríamos constranger ninguém, que não iríamos nos jogar na piscina, e que gostaríamos apenas de ir até a recepção, inclusive para checar as tarifas, que não estão disponíveis no site.
Aí ele disse que iria providenciar uma cópia do tarifário, e sugeriu que visitássemos o site do hotel para que nos informássemos, ao que retrucamos:
-Mas meu amigo, nós estamos aqui!!! O site já visitamos, queremos conhecer “in loco”.
Nisto apareceu o teceiro funcionário, mais graduado, um pouco mais educado, que nos ofereceu uma água de coco na soleira do terraço de entrada, mas daí não nos deixou passar, e repetiu a lenga-lenga toda, nos fornecendo ao final um “print” com as tarifas.
Bahia e Turismo nasceram juntos, acho que a Bahia é o estado mais dedicado, como um todo, à exploração desta indústria e poderia passar muito bem sem estes pequenos núcleos de estupidez. É óbvio que depois desta, minha irmã vai se interessar apenas pelas outras duas pousadas. No Tauana, aliás, fomos super bem recebidos por uma gerente portuguesa, que nos mostrou tudo, inclusive o quarto, nos oferecendo gentilmente água de coco, à sombra.

Não, não, os paulistanos não precisam me agradecer por eu ter trazido da Ponta do Corumbau na Bahia para São Paulo sol e céu azul…
Eu fiz numa boa…

Na Ponta do Corumbau.
Deste ponto, o mais a Oeste do Brasil no sul da Bahia em dias claros você enxerga de Cumuruxatiba até Trancoso.

Ponta do Corumbau, um dos últimos locais paradisíacos do Sul da Bahia.
Acabamos de voltar, meu humor ainda está bom, vou aproveitar para postar umas fotos que fiz na região.
Chegamos à Ponta do Corumbau sem incidentes, tudo no horário marcado. É o paraiso!!!!
Mais uma vez feliz ano novo a todos!

Bom, amanhã vamos tentar dar um pulinho ali na Bahia…
Vamos embarcar pela TAM para Porto Seguro. Estou receoso, primeiro porque não acredito em uma única palavra proferida pelos petistas incompetentes Milton Zuanazzi, Waldir Pires, Lula, Anac, Infraero, etc… que dizem, por exemplo:
“Vamos fiscalizar o overbooking” ou
“Vamos tomar medidas para que o caos não se repita na véspera do ano novo”
ou ainda esta, antológica:
“Lula declara que crise nos aeroportos brasileiros acabou.”
Segundo porque meu sangue pode subir de temperatura, súbita e perigosamente nestas situações de stress intenso, e aí eu posso fazer alguma bobagem.
Terceiro porque o risco de perder a conexão com o teco-teco que nos levará à Ponta do Corumbau é grande, o bichinho não voa à noite, e aí, não sei.
Enfim, bom ano novo a todos! Té já!

Salvador da Bahia.
A cidade cai aos pedaços. A tão propalada reforma do Pelourinho, de alguns anos atrás, já era, está tudo caindo novamente.
O conceito de manutenção inexiste no Brasil, mas aqui é mais evidente, o povo joga o lixo em qualquer lugar, a imundície se acumula, vi um moleque abaixar o calção e (desculpe a crueza) cagar em plena praia, a céu aberto, sem o menor constrangimento.
Os prédios públicos completamente destruidos são o mais evidente exemplo do total descaso dos poderosos, leia-se ACM et caterva, de todos os partidos e de todas as extrações políticas.
Exotismo, cor, sensualidade, ritmo?
Sem dúvida, mas o povo é absolutamente largado, nas ruas você é abordado por toda sorte de pedintes, doentes, bandidos, vendedores, prostitutas. Em pleno centro histórico.
Acho que o Brasil (infelizmente) não tem jeito, enquanto escolhermos nas urnas e formos governados por esta corja.
Fui recebido e atendido com o maior carinho e cuidado na minha exposição no Instituto Goethe, encontrei ilhas de excelência na cidade, mas o cenário geral é desolador. Como a cidade é relativamente pequena aos olhos do turista, as encrencas se concentram, e o que fica é a sensação de total pobreza, sujeira e abandono.
Como me disse um motorista de taxi, o máximo que os políticos fazem é pintar o meio-fio.

Na igreja do Carmo em Salvador, BA.
Pequena observação sobre minha relação com igrejas, conventos, claustros, etc…
Na minha adolescência meus pais viajavam com regularidade à Europa nas férias de verão, com a família toda, principalmente à Itália.
Muito zelosos da cultura, meus pais faziam questão de visitar igrejas, catedrais e museus de arte sacra. Naquela época, no inverno, estes locais eram gelados, escuros, soturnos (para não dizer aterradores) e cheiravam mal.
Meus pais, muito cultos, faziam questão de detalhar as características de cada edifício, quem projetou, quem fez as esculturas, as pinturas, portões, pias batismais, etc… Nomes como Bernini, Giotto, Raphael, Michelangelo, Piero da Francesca eram do cardápio diário.
É óbvio que eu estava mais interessado na Ferrari estacionada na esquina, nas confeitarias “MOTTA” ou no parque de diversões, mas estas sofisticações da psicologia moderna não haviam ainda chegado (estávamos em 1962…)
O resultado foi que criei profunda aversão a tudo isso, e que agora, passados 40 e tantos anos, levantado o longo e pesado véu da erudição, posso voltar a reencontrá-la, numa boa, na Bahia.

Em pleno centro de Salvador, estas maravilhas da natureza!

Hotel Convento do Carmo, Pelourinho, Salvador, Bahia.
Perfeitamente restaurado pelos portugueses (Grupo Pestana) terá em futuro próximo museu aberto ao público.

Esta cena não me é desconhecida, e teima em reaparecer. Ela se instala subrepticiamente, e quando dou pela coisa é o caos.
Aeroporto de Guarulhos três dias seguidos: Ontem buscar André, filho da Sandra, hoje vou buscar meu filho, que volta da Suécia, vamos viajar amanhã cedo para Salvador e volto na terça-feira.
Inúmeras (e crescentes) responsabilidades com a Fundação Stickel teimam em aparecer, duas exposições novas agendadas, o tempo fica mais curto, os papéis se empilham, os e-mails se acumulam.
Serão necessárias 2 a 3 horas concentrado, sem telefone, para organizar tudo isso, e essas horas teimam em não aparecer.
Além de tudo, eu teimo em precisar de no mínimo 7 horas de sono por noite, para funcionar razoavelmente bem, felizmente sou teimoso, e mais dia menos dia agarro a encrenca pelos chifres e liquido-a.

Minha exposição vai viajar!!! Vai pra Salvador da Bahia!
Fui convidado por Marcelo Reis, que viu a exposição aqui em SP na Pinacoteca, a expor minhas fotos da série “Vila Olímpia”, com curadoria de Diógenes Moura, no Festival Nacional de Fotografia – AGOSTO da Photographia Ano II
Abre na segunda-feira 31 Julho às 19h
Goethe-Institut
Instituto Cultural Brasil-Alemanha ICBA
Av. Sete de Setembro, 1809
40080-002 Salvador BA
Tel 71 3337-0120
Período da exposição: 31 Julho a 26 Agosto 2006
Realização: Casa da Photographia
Patrocínio: Banco do Nordeste
Vestibular da Universidade da Bahia cobrou dos candidatos a interpretação do seguinte trecho de poema de Camões:
“Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói e não se sente,
é um contentamento descontente,
dor que desatina sem doer”.
Uma vestibulanda de 16 anos deu a sua interpretação:
“Ah! Camões, se vivesses hoje em dia,
tomavas uns antipiréticos,
uns quantos analgésicos
e Prozac para a depressão.
Compravas um computador,
consultavas a Internet
e descobririas que essas dores que sentias,
esses calores que te abrasavam,
essas mudanças de humor repentinas,
esses desatinos sem nexo,
não eram feridas de amor,
mas somente falta de sexo!”
Ganhou nota dez. Foi a primeira vez que, ao longo de mais de 500 anos, alguém desconfiou que o problema de Camões era falta de mulher!

Final de 1968, ou início de 1969 recebi a notícia de que havia entrado na FAUUSP.
Meu amigo Edo Rocha, que também havia entrado e eu, fomos pra Bahia comemorar, no meu Fusca 68 bordô.
Passamos o carnaval em Salvador, e na volta eu guiava na Rio-Bahia sob uma garoa fina, a cerca de 80 km/h, quando vi uma mancha lisa, brilhante no asfalto, logo à minha frente.
Não teve jeito, derrapei pra direita, corrigi, sambei pro outro lado e capotamos barranco abaixo.
Eu cortei o supercílio e o Edo, quando saiu do carro e subia o barranco, cortou o joelho.
Fui costurado no hospital de Jequié, meio a sangue frio, os médicos e enfermeiros foram super simpáticos e até almoço me deram.
Conseguimos uma cegonha para levar o Volkswagen semi-destruido de volta para São Paulo, entramos num ônibus e dois dias depois a vida continuou em São Paulo…

As minhas crias queridas no Reveillon da Bahia, da esq. para a direita, Arthur, Fernanda, Antonio e sua namorada Camila.

Verão na Praia do Forte, Bahia.


