
Dá-lhe garoto!!!!!
Arthur no Café Raspail em Paris, a poucos metros do nosso hotel, onde tomávamos o petit-déjeuner.
A poucas horas de iniciar o colegial no Colégio Vera Cruz, o Arthur recebeu hoje uma notícia bombástica, que o deixou alucinado.
O Colégio Santa Cruz, no qual ele queria entrar como primeira opção, e acabou ficando em 20º na fila de espera o chamou hoje para a matrícula.
Portanto ele entrou nas quatro escolas nas quais prestou exame, e acabou por escolher aquela que queria.
Por coincidência eu sou ex-aluno, assim como meu irmão, primos, e os tios do lado da mãe.
Eu já estava orgulhosíssimo do desempenho dele até agora, mas esta notícia realmente foi a cereja no bolo!

Chegamos a Paris no domingo de manhã, dia do aniversário de 15 anos do Arthur, o tempo indicava alguma possibilidade de estiagem e imediatamente decidi levá-lo ao Château de Versailles.

É impossível não se deslumbrar com a beleza, o poderio, a elegânca e o porte deste Château.

Este fim de ano está tão movimentado que esqueci de comemorar várias coisas:

Meu filho Arthur passou de ano com boas notas, recebeu o famoso “Canudo”, encerrou muitos anos de feliz convivência na Escola Viva e já está matriculado no ensino médio da Escola Vera Cruz…

… podendo agora descansar tranquilo…

Meu irmão Neco completou 55 anos no dia 14/12, travestido com a peruca que o Arthur usou nos últimos dias de Escola Viva…

No mesmo dia do aniversário do Neco, completaram-se dez anos do lançamento do meu primeiro livro, “aqui tem coisa”

Meu filho Antonio completou 30 anos no dia 25/11, forte e firme!

Mais forte e firme que todos, minha mãe Martha caminha para os 83 anos de idade, que completará em 21 Fevereiro!

Ao final da apresentação de teatro ontem na Escola Viva, os participantes literalmente “lavaram a alma” com muita água.
Depois foi uma brincadeira sem fim no piso molhado, escorregões e deslizadas, por último Arthur e os rodos para tirar a água.

Meu filho Arthur se “descomprime” no feriado em Tatuí, entre um exame e outro para entrar no Ensino Secundário.
Semana passada o exame foi para a Mobile, amanhã será no Gracinha.
A foto é da mãe do Arthur, Jade.

Quatro gerações no almoço de domingo, minha mãe, eu e a Sandra, meus filhos Antonio e sua mulher Maria e a Fernanda com seu companheiro Plauto. Só faltou o Arthur que está viajando com a mãe.
A Fernanda carrega meu neto, segundo ela do tamanho de um limãozinho, e, se o sonho dela estiver correto, é um menino.
Engraçado pensar que minha mãe será bisavó!

Na mesa do restaurante com toalha branca e iluminação fraca, palitos, algumas manchas de molho, a câmera do iPhone, e a sugestão para o Arthur:
- Faça uns ideogramas…

Fui ao encontro relatado abaixo nesta Mercedes-Benz 500SL 1986, cuja história contarei um outro dia…
Óbviamente o almoço deu-se muitos anos antes da Lei Seca, e os anjos da guarda estavam todos atentos…
Charuteiros
Dedico esta humilde crônica à memória de meu avô, Arthur Stickel.
Segundo o relato de Eduardo Matarazzo, que tive o prazer de ouvir hoje, meu adorável avô, que foi fumante, mas de quem só me lembro da fase de bom copo, se apresentou ao trabalho vestindo fraque, no dia 1º de março de 1920, nas Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo. Ainda segundo sua narrativa, meu avô teria sido um grande companheiro nosso na tarde de hoje, no que concordo.
Consegui chegar em casa ileso às 18h30, não sei bem como.
Tomei um banho frio.
Tomei dois goles de guaraná.
Dei vários beijos no meu filho Arthur Siriuba Stickel, de quase cinco anos de idade.
É preciso um mínimo de lucidez para relatar os fatos.
Almoço no Fasano hoje, sábado, 11 de dezembro de 1999, às 13h, promovido pelo meu grande amigo Beto Ranieri, convite a R$250 com direito a uma montanha de abobrinhas, muita amizade, charutos, inúmeras taças de prosecco Ruggieri, almoço, bom vinho tinto que esqueci o nome, conhaque e mais outras toneladas de bobagens. São 19h e tento me lembrar dessa tarde emblemática, quase final de século em São Paulo.
Aos fatos (fatos?!):
Tudo começou numa mesa de bar. Não um bar qualquer, mas o bar do Fasano. Do meu lado esquerdo Olivier Anquier, do meu lado direito Cassio Gabus Mendes, em frente Max Abdo, todo de preto com um lindo broche “2000” em falsos brilhantes do Arnaldo Guaraná Brasil, à sua esquerda meu colega artista plástico Dudu Santos. Mais à esquerda Gaston Hamaoui, Guilherme Afif Domingos e Eduardo Matarazzo.
Por volta das 15h mudamo-nos para a mesa de almoço no salão principal do restaurante, e nossa companhia foi acrescida de um senhor bastante luminoso, estabelecido à rua Paula Souza: José Orlando Ferreira, Jota para os amigos.
A perdiz pouco fibrosa só para os sóbrios nos fez lembrar do almoço no Cruzador Prinz Eugen, atracado em Santos, quando Don Eduardo, supimpa, culpou o Rearmamento Moral pela tertúlia flácida, já se alongando, já que o velho Stickel dizia nos anos 40 que Hitler iria humilhar a Alemanha. Sugeriram então que procurássemos o Júlio, uma pessoa contundente, na Paula Souza, onde o estado imunológico intelectual cairia como uma luva na oligarquia paulista getulista filha de uma puta.
Olivier, respondendo ao Jota, deu sua receita do bom amanhecer:
“Ter a satisfação de ter ido dormir tendo feito tudo que tinha para fazer e começar o novo dia sem saber o que fazer, em vez de não ter nada para fazer”.
Fizemos então uma rápida pesquisa sobre os pontos mais significativos desse nosso evento:
1o lugar: O vírus do absurdo, a falta de seriedade, amizade, abobrinha, mulher (não foi bem esse o termo usado…).
2o lugar: As bebidas, bêbado é uma merda.
3o lugar: O que nos une, charutos.
4o lugar: A comida é detalhe. Eu diria novamente abobrinha.
A pesquisa foi aprovada por umidade avançada.
Houve então um HOMEM RURAL fazendo questão da prevalência de sua opinião sobre o cancro cítrico sendo equivalente a doença venérea. Ex-amigo senador não, És amigo. Votei nele pra presidente.
A primeira dama do ES, mostrando a coleção de relógios do palácio do governo, explicava a Olivier a razão de tantos pêndulos imóveis em tantos relógios antigos ostentando a hora certa – “O pessoal aqui é muito criativo, retiraram as engrenagens, que não serviam pra nada, e botaram raiovac em tudo!” – e os pêndulos imóveis, mortos, brochas, precisando de próteses!
Jota nunca havia tomado dry-martini. Quando cometeu a experiência, numa tertúlia informal, mandou logo doze, oito no Gero e quatro no Fasano. Diz que chegou em casa guiando, normalmente. Tem que haver algum santo zelando por nós!
Foi proposto para ser discutido no chá das cinco da ABL:
Tomem-se três charutos, dois sem fluxo e um com, é a mesma coisa que tomarmos três mulheres, duas sem buceta e uma com!
Don Eduardo propôs a substituição do símbolo nacional por um muro muito longo, em cima do qual se acomodaria a maioria dos políticos nacionais. Não houve contestação.
Estávamos em meio a uma digressão filosófica quando apareceu o Beto e chegamos à conclusão de que somos nós que pagamos a festa de fim de ano para seus principais clientes e amigos!
Lida por todos a ata foi declarada com fome e por todos assassinada.
Fica faltando a historia correta do “avanti c’ol culo, ma sempre avanti”, que o Guilherme não me enviou, e ficamos assim.
Grande e afetuoso abraço em todos,
Fernando Stickel

Meus filhos Fernanda, Arthur e Antonio e a minha nora Maria.
Depois de meses de espera finalmente a Vivo houve por bem me entregar meu novo IPhone, com o qual estou me acostumando. As fotos são excelentes, com uma lente não maior que uma cabeça de fósforo!

Tarde paulistana de outono, depois do almoço passear com o Arthur e sua labradora Sofia Loren, e minha mãe.

Olhar para cima…

Na esquina a reforma de uma casa com uma arquitetura, digamos assim, esquisita. Não vou dizer quem é o arquiteto, depois vão dizer que é perseguição…
Mas é necessário deixar claro, mínimamente, que um caixilho convencional ortogonal, coberto por uma curva de alvenaria é uma solução de quinta. O autor, evidentemente desconhece a história, e provávelmente Rudolf Steiner e o Goetheanum.

Um portão.

Final da tarde, a lua cheia é amanhã.

Arthur na ponta da Pedra do Baú, logo atrás se vê o pico do Bauzinho.
Hoje, quase uma semana depois da escalada é que as minhas pernas se recuperaram do esforço…

Arthur, lépido na escalada e eu, recuperando o fôlego, na volta.
Senti o peso dos meus sessenta anos, pelo menos em comparação com o desempenho atlético do meu filho Arthur, de 14…
Foi assim, viajamos para Campos do Jordão com o objetivo de escalar a Pedra do Baú, altitude de 1950m., o que fizemos ontem logo cedo.
A caminhada do estacionamento até a base da escada, por uma estreita e úmida trilha no meio do mato leva cerca de meia hora, e é bastante exigente, escorregadia, com descidas e subidas acentuadas.
A escalada leva outra meia hora, suei muito, mas cheguei em cima sem nenhum problema, o Arthur mal suou…
Na descida a coisa começou a pegar, ao final minhas pernas tremiam, e colocar os pés em estreitos e úmidos degraus de pedra gerava, digamos assim, medo.
A exaustão pegou mesmo na volta pela trilha, aí faltou gás para vencer as íngremes subidas, era preciso parar, respirar várias vezes e então prosseguir.
Ainda assim completamos a volta mais ou menos no mesmo tempo da ida.
Hoje, no entanto, evidenciou-se o estrago, estou COMPLETAMENTE MOÍDO!!!!
Pernas, coxas, lombo, braços, tudo doído, e o Arthur, perfeito!

Meu avô, Arthur Stickel, minha tia, Elisabeth Stickel Müller e o Dodge 1946 que herdei após o falecimento do meu avô em 1967.
Mal me dei conta, mas naquela época o Dodge já era um clássico….

Minhas três “crianças”, Arthur, Antonio e Fernanda.

Uma das coisas mais interessantes para um pai é acompanhar a rapidíssima evolução de um filho adolescente.
O recurso “Faces” me ajuda a ver o Arthur em suas diferentes fases, esta foto é de Agosto 2003, com 8 anos.
Veja aqui o Arthur no mês passado, com 14 anos.

Arthur e Andy Warhol no MoMA.

Me hospedei no Wellington Hotel em 1970, e agora na viagem com o Arthur fomos várias vezes tomar café da manhã no Park Café, na esquina do Wellington.
É impressionante como certas coisas não mudam, apesar das décadas…

Arthur em New York, Times Square, na nova escada do TKTS: Faster than a Porsche Boxter…

Meu amigo Aldo Sampieri, brasileiro, designer gráfico e artista plástico, mora há muitos anos em NYC, na Broadway altura da 8 St.

Autoretrato do Aldo, óleo s/ tela.

Andando pela Bowery, Lower East Side, Aldo vai contando causos novaiorquinos para o Arthur.

Vitrine na Bowery.

Menos quinze graus ao chegar ao JFK Airport.
Assim começou uma semana de imersão na civilização, apresentando New York ao meu filho.
Deixar as coisas no hotel e sair correndo (de taxi) ao Bloomingdale’s para comprar gorro, luva e cachecol, indispensáveis para andar na rua.
Um dos primeiros “landmarks” que o Arthur adorou foi Times Square, voltamos inúmeras vezes.
Meu pai me levou para New York quando eu tinha 13 anos, e a experiência foi marcante.
Agora farei o mesmo com o meu filho Arthur, que completará 14 anos no dia 17, um dia depois de lá chegarmos.
Volto dia 25. Té já!

Fui à Prefeitura, no Viaduto do Chá de taxi. Acho que pela primeira vez na vida com motorista mulher. Ex instrumentadora cirúrgica, ela se cansou de passar o dia inteiro trancada numa sala vendo sangue e etc…. A saída foi lógica, hoje passa o dia inteiro na rua…

Audiência com a Vice Prefeita Alda Marco Antonio, para tratar de assuntos de interesse do Terceiro Setor, Alda acaba de assumir a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social – SMADS.
Da esq. para a direita, Antonio Carlos Laudanna, Jair Gomes de Araújo, Joaquim Carlos Monteiro de Carvalho, Alda Marco Antonio, Dora Silvia Cunha Bueno, eu, Nilton Cesare Padredi. Renato Viana fotografou.

É inacreditável como uma família tão poderosa como os Matarazzo, conseguiu desaparecer do cenário empresarial. O poderio ainda se respira no edifîcio das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo, hoje sede da Prefeitura de São Paulo.

Conde Francisco Matarazzo Jr, o “Conde Chiquinho”, com quem meu avô Arthur Stickel trabalhou, e eu cheguei a conhecer, no velório do meu avô.

Na Praça do Patriarca, o monstrengo arquitetônico criado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha, fora de escala, fora de lugar, fora de propósito. Para quem conheceu, e frequentou assiduamente a praça, em sua versão anterior, a piora é imensa.

Cerca de dez anos atrás, nesta mesma cadeira, neste mesmo gramado, na casa dos meus amigos Sanny e Theo na Praia da Penha, em Santa Catarina, a Sanny cortou meus longos cabelos e me transformou em um ser de cabelos curtos.
Agora, quem passa pela mesma operação é o meu filho Arthur, que aceitou o simpático convite do casal e lá passou o Reveillon.
Entre outras coisas, o Arthur aprendeu a fazer um bom churrasco gaucho!

Meus filhos Antonio e Arthur vieram me visitar no escritório (continuo a limpar a caixa de e-mails, faltam 250…) a bordo do presente de 60 anos que ganhei da minha espetacular mulher Sandra.
O Antonio tem mais prática com motos do que eu, já se adaptou e achou esta jóia da engenharia motociclística, a BMW F 800 GS, simplesmente o máximo!
Eu, ainda inseguro, estou andando pouco e com extremo cuidado, é preciso se adaptar, a moto é alta e pesada, não é brincadeira!

Meu filho Arthur atuando na apresentação de sua turma na aula de teatro na peça “A Roda”, e na saída da coxia, feliz da vida com o sucesso!
É o primeiro ano do Arthur na escola Casa do Teatro, fundada em 1983, pela atriz Lígia Cortez.

As piscinas externas do Esporte Clube Pinheiros foram construidas na gestão do meu avô Arthur Stickel na Presidência do clube, e entregues em 1933.
Até dois ou três anos atrás elas resistiram bravamente, depois iniciaram-se uma série de reformas que até agora não acabaram.

As famílias Stickel e Müller reunidas em 1966 na festa de bodas de ouro dos meus avós Erna e Arthur Stickel, sentados, no centro. Na extrema direita da foto, sentada, minha avó Lili Diederichsen.
Eu, de pé atrás dos meus avós, tenho minha mãe e minha tia Mausi ao meu lado. À esquerda os Müller, à direita os Stickel.
As três na frente são minhas primas Renate, Lucia e Cristina Müller.

Meus avós paternos, Erna e Arthur Stickel em frente à lareira da casa da R. dos Franceses, na comemoração de suas bodas de ouro em 1966.
Engraçado um detalhe impensável nos dias de hoje, na mesa de centro, um copo com cigarros. Como ninguém na casa fumava, imagino que o costume da época era oferecer cigarros…

Minha mãe encontrou esta pequena medalha maçon, que disse ter pertencido ao meu avô Arthur Stickel.
Eu nunca soube que ele era maçon, e fiquei curioso sobre o que de fato representa pertencer à Maçonaria.
A simbologia é a do trabalho, compasso, régua, martelo, colher de pedreiro e fio-de-prumo. E o olho tudo olha…

Em Setembro 1999, por solicitação do técnico da Fabiana Murer e meu amigo, Elson Miranda, eu patrocinei o Circuito de Salto com Vara, prova oficializada pela Federação Paulista de Atletismo, aqui em São Paulo no Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães.

Elson Miranda e Fabiana Murer
A Maurren Maggi treinava também por ali, e é amiga da Fabiana e do Elson, e se encantou com a tatuagem do meu filho Arthur, na época com três anos e meio.

Meu avô Arthur Stickel em frente ao barracão do seu barco na Praia do Guarujá, no canto da Ponta dos Astúrias.
O Dodge 1946 que aparece na foto eu herdei quando meu avô faleceu em 1967, e usava para ir à escola. Meus colegas tiravam o maior sarro dizendo que era um taxi…
Na verdade naquela época ainda existiam muitos carros americanos na praça, e o Dodge preto, 4 portas, imenso era excelente. Eu adorava o carro, tinha um sistema de câmbio semi-automático chamado “Fluid Drive”. Para namorar era perfeito, os enormes bancos inteiriços podiam fazer o papel de cama…. Viajei muito com ele para o Guarujá, na estrada era uma banheira deliciosa, chegava aos 160km/h!

Em três locais diferentes, ao ar livre, homenagens ao meu avô Arthur Stickel que foi presidente do Esporte Clube Pinheiros por 13 anos.
Tenho muito orgulho do meu avô, sua fase pioneira no clube e o empenho em construir as piscinas. Sou sócio oficial do clube há exatos 47 anos, e vejo com tristeza a massificação que vem ocorrendo nos últimos anos, com entrada de milhares de novos sócios, obras faraônicas e desnecessárias, MUITO dinheiro rolando, péssimo serviço de bares e restaurantes, etc…



