
Fui almoçar na casa do meu amigo Luiz, e, além do excelente almoço e da agradável companhia dele e de sua esposa Tina, reencontrei uma tela de minha autoria, que foi uma das minhas primeiras! Um dos poucos óleo sobre tela que pintei, e provavelmente o primeiro que vendi!

Minha sobrinha, Joana Stickel Chamma, escultora de mão cheia, tem um site onde divulga seus trabalhos.
Veja aqui.

Picasso aos 35 anos de idade, 5 rue Schoelcher, 25 juillet 1916
Ele se achava!

Cassio Michalany em sua linda exposição na Estação Pinacoteca.

Beth Jobim e sua lindíssima instalação de pinturas na Estação Pinacoteca, juntamente com Monica Nador (Conca), Cassio Michalany e Renina Katz.

Foi ontem o lançamento do livro ÓCIO da minha amiga Helena Carvalhosa.
Muito interessnte a relação de suas esculturas efêmeras com as poesias de Manoel de Barros.

Visitei em 1985 a cidade com mais arte nas ruas que jamais vi, e o Philadelphia Museum of Art, que guarda a maior coleção de obras de Marcel Duchamp.
Estou observando a obra máxima de Duchamp, Etant donnes: 1 la chute d’eau, 2 le gaz d’eclairage (Given: 1. The Waterfall, 2. The Illuminating Gas) instalada permanentemente no museu. Duchamp levou 20 anos para concluir esta instalação, 1946 – 1966.
A foto provávelmente é da minha amiga Monica Kowarick.

Durante muitos anos era proibido divulgar a imagem que se vê pelo buraco na porta, obrigando a quem quisesse ver a obra-prima de Duchamp a ir ao museu.

Acaba de ser divulgada a lista oficial dos artistas participantes da 29ª Bienal de São Paulo, cujo tema é:
“Há sempre um copo de mar para um homem navegar”?
verso do poeta Jorge de Lima tomado emprestado de sua obra maior, Invenção de Orfeu (1952)
Compõe-se de 148 nomes, alfabéticamente de Adrian Piper a Zanele Muholi, brasileiros e estrangeiros.
Curadores-chefe: Moacir dos Anjos, Agnaldo Farias
?Curadores convidados: Chus Martinez, Fernando Alvim, Rina Carvajal, Sarat Maharaj, Yuko Hasegawa
Espero que esta seja um bom antídoto para a última, a malfadada “Bienal do Vazio”

No caminho para o aeroporto em Iquique fotografei de dentro do taxi esta lata de refrigerante gigante, poderia ser uma obra de Claes Oldenburg.

Em 2001 aluguei durante o mês de Dezembro o Espaço Virgílio em Pinheiros, SP, onde expus minhas pinturas e desenhos, o vernissage foi no dia 29/11/01.
Neste espaço funciona hoje a Galeria Virgílio, naquela época um grupo de artistas gerenciava o espaço, e inclusive o alugava.
Sou adepto deste tipo de solução alternativa, pois negociar uma exposição com as galerias de arte pode ser uma tarefa insanamente longa, cansativa e frustrante.
Pude desta maneira organizar a exposição da maneira que eu achei correta, com dois grupos de desenhos, um recente só de nus, e um “histórico”, e também um grupo de pinturas.

Este trabalho doei posteriormente à Prefeitura de São Paulo, e foi exposto na inauguração da Galeria Olido, em 10 Setembro 2004.

No apartamento/estudio do Fabio Moreira Leite. Todos os espaços são ocupados com obras de arte, inclusive o banheiro…

No apartamento/estúdio do Fabio Moreira Leite.
Um conjunto de carimbos criados (esculpidos) pelo artista, objetos, desenhos pinturas, até dentro de caixas de pizza ele fazia arte!

Visão do Bixiga (Bela Vista) da janela do apartamento do Fabio Moreira Leite.

Página de caderno de anotações do artista.

(Fábio Moreira Leite, fotografado em abril de 2008, por Mário Leite)
Reproduzo abaixo post do blog do jornalista Paulo Moreira Leite. Leiam o post até o final e entenderão o por que desta reprodução:
“O artista plástico Fábio Moreira Leite morreu sexta-feira, 6/3/2009, em São Paulo, meses antes de completar 58 anos.
Fábio fazia desenhos, pinturas e gravuras desde os 14 anos de idade. Deu aulas em escolas da rede publica de São Paulo e também em estabelecimentos privados, fez trabalhos em escritórios de arquitetura. Entrou e saiu de diversas faculdades, algumas vezes com diploma, outras, não, mas nunca pensou em fazer outra coisa na vida além de artes plásticas.
Já gostava de frequentar a museus e exposições quando os garotos de sua idade iam para os campos de futebol e festinhas.
Participou de exposições coletivas e fez amostras individuais. Andou por vários estilos e escolas, além de criar soluções proprias em seu trabalho.
Sua obra foi lembrada recentemente numa antologia sobre a década de 70, realizada no Instituto Tomie Othake. Sem nunca ter alcançado sucesso comercial, produziu um conjunto de trabalhos notáveis pela coerência e pelo rigor. Costumava ser apreciado por quem se dava ao trabalho de conhecer o que fazia.
No universo de grandes mutações culturais que marcou as últimas décadas, ele pode se definido como um artista incapaz de negociar idéias ou convicções.
Nos últimos anos, ele residia num pequeno apartamento na região do Bixiga, em São Paulo, bairro que costumava frequentar em passeios à pé.
Em sua casa, os pincéis, telas, latas de tinta e todo material de trabalho tinham prioridade absoluta sobre seus confortos de morador.
Fábio era meu irmão mais velho. No início de 2008 descobriu um cancer no pâncreas e enfrentou a doença até a última sexta-feira, armado da principal característica que possuiu para viver – coragem.”
Visitei na semana passada, a pedido da família, o apartamento/estúdio do Fabio (1951-2009), encontrei uma enorme produção de desenhos, cadernos de anotações pessoais, pinturas, objetos, livros, enfim, uma vida inteira de trabalho de um artista falecido precocemente.
A família se pergunta o que fazer com este enorme acervo, e me pediu ajuda.
Comecei por fotografar o apartamento:


Pedi autorização da família para divulgar as fotos, com o objetivo de apresentar o drama e procurar uma solução para o problema: O que fazer com o enorme e interessantíssimo acervo deixado pelo Fábio?

Dezenas e dezenas de cadernos manuscritos, desenhados, com colagens, enchem as prateleiras, dividindo espaço com uma vasta biblioteca de arte, filosofia, religiões, etc…

A SPArte me revelou ao menos um artista que eu não conhecia, e do qual gostei muito!
É um holandês que vive há muito tempo no México, seu nome Jan Hendrix, sua idade cerca de 60.

Visitei hoje, a pedido da família, o apartamento/estúdio do falecido artista Fabio Moreira Leite (1951 – 2009).
Encontrei uma enorme produção de desenhos, cadernos de anotações pessoais, pinturas, objetos, livros, enfim, uma vida inteira de trabalho de um artista falecido precocemente.

Na abertura da SP Arte 2010, Sandra examina umas coisas…

Na Galeria Ricardo Camargo, exposição de parte da coleção de Bruno Musatti.
Encontrei três obras que me interessaram, da esq. para a direita, Mira Schendel, Antonio Dias e Waltercio Caldas.

Retrato de Maria Perez Sola por Magy Imoberdorf.
Lápis, grafite e acrílica sobre tela, 145 x 155cm. 2009

Estive ontem pela segunda vez na Passagem Literária (Subterrânea) da Consolação, para acompanhar o projeto Em Obras, e a execução dos desenhos.
Vejo alguns problemas:
1. Não se sabe qual artista fez qual desenho. Como no projeto não está explícita a “realização conjunta” da obra, acho que cada autor deveria identificar seu trabalho. Isto poderia ser feito no piso, discretamente, e sem interferir no trabalho.
2. O único canal de comunicação do projeto é o Twitter. Deveria haver no mínimo um e-mail ou telefone para contato.
3. A “vitrine” onde são realizados/expostos os desenhos não é a coisa mais bem resolvida do mundo, mas este é, aparentemente, um defeito estrutural da Passagem Subterrânea Consolação, e não do projeto.
Por outro lado, os desenhos crescem e aparecem. Continuarei a relatar. Aqui as fotos da minha primeira visita.

Fui visitar a Passagem Literária (Subterrânea) da Consolação, para conhecer “in loco” o projeto Em Obras, descrito aí em baixo.

Eu não passava por ali há décadas, o lugar está ocupado, organizado, limpo, iluminado, não é mais o buraco fedido que servia de banheiro.

O primeiro desenho, de Hélio Bartsch, já está lá na parede, dentro de um aquário que faz parte da galeria.

Encontrei também a artista Anna Turra, que prepara o próximo trabalho a ser exposto lá, de vídeo.

Em Obras – 30 artistas – 60 dias – 2 Março a 30 Abril de 2010
A cada dia do mês de março de 2010 um dos artistas estará na Passagem Subterrânea da Consolação desenhando sobre a parede com lápis grafite. No mês de abril cada um retornará a cada dia para apagar o desenho com borracha.
De Segunda à Sexta das 7h às 22h; Sábados, Domingos e feriados das 10h às 22h
Rua da Consolação, s/ n?, São Paulo (entre Av. Paulista e Av. Angélica)
Artistas participantes: ?Alice Freire, Alice Shintani, Aloysio Pavan, Andre Simmank, Beatriz Bittencourt, Beatriz Nogueira, Carola Trimano, Cesar Fujimoto, Daniel Nogueira de Lima, Fabio Quaglio, Flávio Cerqueira, Helen Faganello, Hélio Bartsch, Henrique de França, Jérôme Florent, José Roberto Greb Vazquez, Juan Castro, Juliana Kase, Laerte Ramos, Leopoldo Ponce, Luis Felipe Machado Dib, Marcia de Moraes, Maria Fernanda Filardi Ferreira, Murilo Kammer, Pedro Almeida Farled, Rafael Baravelli, Rafael Ferreira Mourão, Renato Sass, Taís Ribeiro, Yá!
Meu comentário: Eis aí um projeto interessante! Pretendo acompanhá-lo, no mínimo pelo site. Gostei principalmente por ser DESENHO, desenho de verdade, primordial, básico, grafite sobre papel (ou parede). Parecem estar bem organizados, tem tudo para dar certo!
Conheço um ou outro artista pelo nome e nenhum pessoalmente, à exceção do Rafael Baravelli, que nasceu exatamente no mesmo dia do meu filho Antonio, na mesma maternidade.

Uma colagem de 2003.

Ontem encerrou-se no Mosteiro de São Bento a exposição “Arte e Espiritualidade” dos artistas Carlos Eduardo Uchôa (que também é monge no Mosteiro), José Spaniol e Marco Giannotti.
Para minha surpresa haviam muitas, mas muitas mesmo pessoas visitando a exposição, muito interessante, dentro do Mosteiro.
Os artistas fizeram exposição guiada, e ao final houve um concerto de harpa chinesa e canto gregoriano.

Trabalho de José Spaniol, “Era só uma frase” de 1994, parafina e papel.

Em uma das capelas, Sandra anda sobre o chão coberto de algodão, na instalação de Uchôa.

Escultura de Richard Serra “Tilted Arc” instalada no Jacob K. Javits Federal Building em New York, que foi alvo de ação pública e retirada em 1989.
Estou lendo “As Vidas dos Artistas” de Calvin Tomkins, que conta, entre outras, as histórias de Damien Hirst, Julian Schnabel, Richard Serra, James Turrell, Jasper Johns e Jeff Koons.
É reconfortante ler e ao mesmo tempo saber extamente de que obra ou exposição o autor trata, pois conheço muito bem as obras destes artistas, e o texto do livro adiciona “molho” ao meu conhecimento.
Não é todo o dia que isso acontece.

Arthur na exposição de Christian Boltanski no Grand Palais em Paris, Monumenta 2010.

Durante décadas trabalhando em silêncio, desfaz-se o “Grupo dos Amigos de Antonio Lizárraga”.
Foram muitos anos, acho que mais de quinze, durante os quais fiz parte deste grupo de cerca de 90 pessoas ligadas à cultura e às artes plásticas que forneceram suporte financeiro ao artista, vítima de uma trombose em 1983 que o deixou tetraplégico.
Lizárraga (1924-2009) jamais permitiu associar sua pessoa à deficiência, e não aceitou ser conhecido pela mídia erguendo a bandeira da tetraplegia.
Trabalhou auxiliado por assistentes até os últimos dias de vida, faleceu em 15/11/2009.

Bridge by Kenneth Noland (1964)
Morre Kenneth Noland, aos 85 anos, pintor abstrato conhecido pelas cores
Juntamente com Mark Rothko, Morris Louis, Ellsworth Kelly, Frank Stella, e Barnett Newman, entre outros Noland fez parte da “The New York School”, de pintores e escultores dos anos 50 e 60.

foto: Paul Hazelton/RareArt
É estranho mas não é novo.
Uma exposição inaugurada nesta semana em Nova York reúne inusitadas esculturas de poeira realizadas pelo artista britânico Paul Hazelton.

Em 2005 fotografei esta “assemblage” no estúdio do artista Wesley Duke Lee.

Chegando no evento, minha santa ou minha deusa…

Vivian e Sandra, a parte de cima… e a parte de baixo…. na inauguração ontem, com chuva e tudo, no Parque Alfredo Volpi (Bosque do Morumbi) de uma iniciativa muito interessante da minha amiga Vivian:
Um ateliê itinerantre a céu aberto, onde adultos e crianças se expressam por meio de materiais disponíveis a cada edição.

Depois de um século voltei a pegar em um pincel, eu fiz o retrato da Sandra e ela o meu.

Sempre tive curiosidade de saber quem projetou e o que abriga este prédio com fachada minimalista, “à lá” Antonio Dias na Marginal do Pinheiros, na esquina da R. Elisa Pereira de Barros, ao lado do prédio do falido Banco Santos.

Hoje parei, desci, fotografei e perguntei ao guarda que apareceu o que era lá.
- Boa tarde, o que é aí?
- É um banco.
- Que banco?
- Banco Santos.
- Mas o que tem neste prédio?
- Escritórios, da massa falida.
- Ah bom…
- Por que o senhor está fotografando?
- Por puro deleite.

Edemar Cid Ferreira obteve sucesso imenso com a sua Brasil Connects, a Cid Collection, etc…
Não fosse o viés bandido que o propeliu desde o início, de caso pensado, com consultoria americana e suporte do clã Sarney, Edemar teria se dado bem na vida cultural, ou pelo menos sabia se assessorar muito bem.

Rodrigo, à esquerda e um de seus alunos no atelier de sua instituição no bairro do Butantã.
Na semana passada Rodrigo Mendes me visitou na Fundação Stickel, nesta quarta-feira eu o visitei na sua instituição, o Instituto Rodrigo Mendes:
apresentação
O Instituto Rodrigo Mendes é uma organização sem fins lucrativos comprometida com a construção de uma sociedade inclusiva por meio da arte. Além de cursos, oficinas e exposições, desenvolve programas de formação e geração de renda.
missão
Colaborar para a construção de uma sociedade inclusiva por meio da arte.
visão
Ser reconhecida como um centro de referência em arte e educação inclusiva.
Muito interessante o trabalho que realizam, há vários pontos de contato com a minha filosofia, acho que poderemos fazer algo em conjunto no futuro.

Dudi Maia Rosa
