
Por volta de 1965, eu e meu amigo Klaus Foditsch descobrimos no porão da casa dos meus pais algumas armas abandonadas, entre elas duas carabinas calibre 44, uma Winchester e uma Marlin herança do meu avô Arthur Stickel, que as usava para caçar nos anos 20.
Como o Hans, irmão do Klaus estava servindo o exército, na PE, ele nos arranjou algumas balas. Fomos ao fundo do quintal e atiramos inúmeras vezes, num final de tarde. Os tiros ecoavam pelo vale, nos divertimos a valer.
Quando meu pai chegou e soube do acontecido, a bronca veio do mesmo tamanho do ecoar dos tiros, afinal estávamos em pleno regime militar!
Após este evento, a Marlin acabou ficando com o Klaus e a Winchester comigo. Sempre admirei a mecânica perfeita desta arma, seu peso e toque, mas nunca tive a menor vontade de atirar com ela novamente. Ela esteve nestas últimas décadas enrolada num pano, sempre enfiada atrás de armários.
Com a campanha do desarmamento chegou hoje o dia de entregá-la para destruição.
Relutei um pouco em tomar esta decisão por conta da carga afetiva, meu avô sempre foi uma figura muito importante para mim, mas no final prevaleceu a razão e o desejo simbólico de fazer um gesto pela PAZ.
Quem tiver arma em casa faça o mesmo, não dói, é simples, a Polícia Federal não te pergunta nada e você ainda recebe uma graninha, no meu caso R$ 200,00.
Não é apenas uma arma que sai de circulação em São Paulo, é uma a menos no planeta.
Pense sobre isso.

clap clap clap!!!beijos
Jóia! Fernando, o seu blog é ótimo. Coloquei um link dele no meu. Bjs.
também passei por esses dilemas ao entregar um 38 que estava na família há décadas, e também tive essa sensação de alívio e consciência ao vê-lo desaparecer por um corredor. abração!
Legal e Real !Valeu teacher!
[...] Já entreguei a minha arma, veja a história aqui. é isso, por fernando stickel [ 17:30 ] Link para este post 2 [...]
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[...] aprovo armas, não as possuo nem possuirei, já entreguei a única que tinha e sou totalmente pacífico e pacifista. A solução, na minha modestíssima [...]