
Minha colega Gisela se diverte no exercício de avaliação da Profª Thereza Penna Firme, na 5ª Turma do MBA FIA CEATS em Gestão e Empreendedorismo Social.
A carioca Thereza, que tem, nas palavras dela “sessenta anos de magistério” é um fenômeno de conhecimento e sabedoria na área da educação, além de ser uma pessoa fantástica, de altíssimo astral, divertida, enfim, uma PROFESSORA!!
Formatex
De Setembro 2007 até hoje mantive aqui no blog um post que tratava do assunto Formatex, minha vizinha durante décadas na Vila Olímpia. Pouco a pouco meu post se transformou em espécie de “Espaço Aberto” para os ex-funcionários colocarem suas opiniões a respeito da falência da empresa e até hoje foram postados 82 comentários.
Acho que fiz meu papel de mediador, no sentido de selecionar os comentários mais agressivos e até de baixo calão e deletá-los, mas não é minha função no blog manter e mesmo estimular este debate, que com certeza já teve lances, digamos assim, radicais.
Já não sou mais vizinho, a Formatex não se encontra mais lá na R. das Fiandeiras, o post foi deletado, e a vida continua.
A tragédia de Santa Catarina lança luz sobre um problema mais velho que andar para a frente.
A falta de planejamento e controle do poder público.
Tudo isto nada mais é que o resultado até previsível de uma tragédia anunciada.
Ocupação desordenada de encostas, desmatamento, afronta à natureza das mais diferentes formas, dinheiro mal gasto, ou então simplesmente não gasto, e o resultado aí está, gerando sofrimento para milhares de pessoas.
As verbas federais para prevenção deste tipo de acidente simplesmente não são utilizadas, e todo mundo vai empurrando com a barriga, até o dia da tragédia, aí quem entra em cena é o cidadão comum, o voluntário, o doador anônimo.
E completo com a opinião de Barbara Gancia:
“O governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), atribuiu exclusivamente à “chuva constante” a responsabilidade pela tragédia ocorrida no estado (já são mais de cem mortos e 80 mil desabrigados).
Está certo que o céu desabou sobre Sta Catarina, mas vem cá, Pôncio Pilatos:
A falta de mapeamento de áreas de risco, a ocupação irregular, a erosão causada pela ação do homem… nada disso deve ser levado em consideração?”
Na sala de TV, o velhinho levanta e a mulher pergunta:
- Aonde você vai?
- À cozinha - responde ele.
- Você não quer me trazer uma bola de sorvete? - pede ela.
- Lógico! - responde o marido, solícito.
- Você não acha que seria bom escrever isso no caderno?
- Ah, vamos! - ironiza o velhinho - pode deixar que eu vou me lembrar disso!
Então ela acrescenta:
- Então me coloca calda de morango por cima. Mas escreve para não ter perigo de esquecer.
- Eu lembro disso. Já sei que você quer uma bola de sorvete com calda de morango.
- Ah! Aproveita e coloca um pouco de chantili em cima!
Mas lembra do que o médico nos disse… Escreve isso no caderno.
Irritado, o velhinho exclama:
- Ah, que saco! Eu já disse que vou me lembrar!
Em seguida vai para a cozinha.
Depois de uns vinte minutos, ele volta com um prato com uma omelete.
A mulher olha para o prato e diz:
- Eu não disse que você iria esquecer? Cadê a torrada!?!
O Fotógrafo
Manoel de Barros
Difícil fotografar o silêncio.
Entretanto tentei. Eu conto:
Madrugada a minha aldeia estava morta.
Não se ouvia um barulho, ninguém passava entre
as casas.
Eu estava saindo de uma festa.
Eram quase quatro da manhã.
Ia o Silêncio pela rua carregando um bêbado.
Preparei minha máquina.
O silêncio era um carregador?
Estava carregando o bêbado.
Fotografei esse carregador.
Tive outras visões naquela madrugada.
Preparei minha máquina de novo.
Tinha um perfume de jasmim no beiral de um sobrado.
Fotografei o perfume.
Vi uma lesma pregada na existência mais do que na
pedra.
Fotografei a existência dela.
Vi ainda um azul-perdão no olho de um mendigo.
Fotografei o perdão.
Olhei uma paisagem velha a desabar sobre uma casa.
Fotografei o sobre.
Foi difícil fotografar o sobre.
Por fim eu enxerguei a Nuvem de calça.
Representou para mim que ela andava na aldeia de
braços dados com Maiakovski – seu criador.
Fotografei a Nuvem de calça e o poeta.
Ninguém outro poeta no mundo faria uma roupa
mais justa para cobrir sua noiva.
A foto saiu legal.

Os anfitriões do almoço da Turma FAUUSP 1973, Marcos e Marlene Acayaba e Cassio Michalany.
O Marcos formou-se alguns anos na nossa frente, trabalhei no escritório dele e fizemos em conjunto o projeto de uma casa na Ilhabela, na Praia do Arrozal.

Trinta e cinco anos separam estas fotos. A colorida foi tomada ontem no almoço de comemoração dos 35 anos de formatura dos arquitetos da turma FAUUSP 1973, na casa da nossa colega Marlene Acayaba.
Conseguimos reunir 64 colegas, o que foi fantástico, tudo correu maravilhosamente bem, em alto astral, enfim um saldo positivíssimo.
O grupo de trabalho da FAU voltou a se reunir, infelizmente sem um dos seus membros, o Leslie, precocemente falecido. Da esq. para a direita, Edo Rocha, Plinio de Toledo Piza, Sergio Ficher, Iris Di Ciommo, eu.
Os rapazes apresentam (na média…) menos e mais branco cabelo e mais barriga, a Iris continua linda como sempre.
Copiado do Claudio Humberto:
“A recriação da Sudeco, para cuidar do “desenvolvimento do Centro-Oeste”, faz lembrar o ministro Helio Beltrão, que lutou contra a burocracia nos anos 60/70. Certa vez, ele perdeu a paciência:
- Por que não juntam a Suvale (Superintendência do Vale do São Francisco) e Sudeco (Superintendência do Centro Oeste) e criam só a Suvaco?
Um assessor do então ministro da Desburocratização não deixou por menos:
- O perigo, ministro, é eles criarem a Superintendência Rural do Baixo Amazonas, a Suruba.”
Emprestei este post inteirinho do meu amigo Aly:

Foto de Aldrabano de Caraballo: Rapariga de Glúteos Protuberantes, São Paulo, 2007
O EUFEMISMO
O emprego do eufemismo caracteriza certas camadas sociais. A um homem da plebe que comete um furto, as gazetas não hesitam em exprobar ao ladrão, ao gatuno, o roubo que praticou ; mas se um homem de alta sociedade cometeu o mesmo, o mesmo crime, então os redatores adoçam servilmente a frase e escrevem: desvio de fundos, fraude, alcance, etc.
O povo observou perfeitamente esta injustiça e fez sobre ela um provérbio admirável: “Quem rouba um pão, é ladrão; quem rouba um milhão, é barão”.
Um homem do povo não se embriaga; isso é próprio da gente fina; o plebeu embebeda-se, e, empregando termos da gíria popular, toma a carraspana, o pifão, o pileque, fica grosso, colhe a trompa (gíria galega), etc. Se num salão aristocrático se ouvissem estes nomes, as senhoras corariam de indignação; se numa viela de Alfama, em Lisboa, alguém pronunciasse o vocábulo embriagar, era apupado e escarnecido – caso verdadeiramente o entendessem.
O conselheiro Acácio, a famosa caricatura de Eça de Queirós, conhecia bem o valor do eufemismo e empregava-o constantemente. Diz dele o escritor:
“Nunca usava palavras triviais; não dizia vomitar, fazia um gesto indicativo e empregava restituir”.
Até os ladrões entre si usam o eufemismo, como aquele ratoneiro duma novela de Castelao, que suavizou o termo roubar em apanhar:
“Certa noite de caminho propuxo Barrote que fossem apanhar uas galinhas”.
– Os dous de sempre, 1ª edição, p. 60.
Pode portanto dizer-se que há na linguagem uma dissimulação, uma espécie de hipocrisia – o reflexo de todas as atenuações, transigências e desigualdades que a vida social, como está constituída, nos impõe.
M. Rodrigues Lapa in Estilística da Língua Portuguesa.
São Paulo: Martins Fontes, 1982. (excerto)
“Quando a alma fala, já não fala a alma.” Friedrich Schiller,
por aly.
O meu leitor Waldir Sousa deixou este comentário sobre o Dicionário Minerês - Português:
“Moro em Alfenas, Minas Gerais. Nasci em Paraisópolis, MG. Sou engenheiro, formado em Itajubá, também em MG. E diplomáticamente quero falar uma coisa para vocês:
Num saio de Minas dijeininhum. Mió coisa que tem é Minas Gerais. E numdimito que alguém fale mar de Minas Gerais.
Acho que ôceis tem inveja dinóis. Seis queriam falá quinéim nóis. Tô convidanno ôceis pávimki. Fico isperanno ôceis. Um dedim de prosa cum minerim é bão taméim, seis vão vê. Minas Gerais fica pertim, pertim. Quinéim um tirim dispingarda.
Póvimki. Vô recebê ocêis dendicasa. E proseanno nóis tóma um lidipinga e nem vê o tempo passá.
Agora vô inno que játôtrazado e meu celular inda tá carreganno. Óprocevê.
Tchau.”

Órgão Especial do TJ absolve promotor Thales Ferri Schoedl por unanimidade
Ainda cabe recurso, mas unanimidade é unanimidade. Decisão da Justiça não se discute, apenas se acata.
Mas cá pra mim, esse é o nosso Brasilzão do corporativismo e da impunidade.
Vergonha!!

Meu amigo Cassio Michalany e colega arquiteto da FAUUSP, em foto de 1972 ou 73.
No próximo sábado vamos reunir 64 colegas em um almoço comemorativo dos 35 anos da formatura da turma de 1973.

O inferno do Natal já se aproxima, nosso grande líder Lula vai pedir que todos os brasileiros consumam sem medo, até campanha publicitária vai colocar no ar.
Se pudesse, eu simplesmente sumiria.
Horror!
Um dia é a dor na lombar, no outro a dor na coxa direita, já faz pelo menos seis meses que a lateral do pé esquerdo formiga, houve também a fase da dor no ombro e no cotovelo, e centenas de sessões de fisioterapia, assim vamos indo, pós-sessenta.
Ontem fiz valer minha condição de “idoso” na delegacia, onde fui fazer um B.O. de extravio de documento.
No banco fiquei com vergonha, mas a fila era pequena.
Com (quase) tudo se acostuma.

MAURÍCIO IANÊS na 28º Bienal de São Paulo
Leia aqui a entrevista do artista após sua performance na “bienal do vazio”.

Em Santa Catarina não tem pra onde correr. Lula, mais uma vez faz cara de paisagem, espero que o poder público local consiga ajudar as vítimas.
Barbara Gancia no seu blog:
“É sério, meu doce internauta: o pessoal em Santa Catarina está passando por um apuro danado.
Ponha-se no lugar de quem perdeu parentes próximos nos deslizamentos (já são mais de cem mortos); de quem hoje não vai ter onde dormir; de quem perdeu todas as referências junto com a moradia e os bens juntados numa vida inteira.
Pois é, a situação é tão grave que as autoridades pedem que se você não é de Santa Catarina, que não vá para lá nos próximos dias.
Eis aqui os dados da conta que a Defesa Civil de Santa Catarina colocou à disposição de quem quiser ajudar.
Banco do Brasil – Agência 3582-3, Conta Corrente 80.000-7 / Besc – Agência 068-0, Conta Corrente 80.000-0. O / BRADESCO S/A - 237 Agência 0348-4, Conta Corrente 160.000-1 nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual da Defesa Civil, CNPJ - 04.426.883/0001-57.
Abra seu coração e sua carteira!”
Q:What do you call an intelligent, good looking, sensitive man?
A: A rumor

Turma FAUUSP 1973 em uma feijoada na casa da Cristina em 1973, foto do Jorge Hirata.
De pé, da esq. para a direita: Vieira, Rose, Pitanga, Cambeu, Fingerman, Cibele, Sidney. Sentados: Iris, Cristina, Lelé, Elô.

Ana Cristina Cintra Camargo, Beati Giorgi e Elisa Bracher (Licó) no ateliê de xilogravura do Instituto Acaia.
A Ana e a Licó tocam o trabalho fantástico que o Instituto faz na comunidade carente da Vila Leopoldina, atendendo jovens de 6 a 18 anos, proporcionando aulas de marcenaria, música, artes, vídeo, etc…
A Beati é filha de Flavio Di Giorgi, que foi meu professor no Colégio Santa Cruz, uma figura inesquecível. Ela está preparando um livro sobre o pai, que deverá abordar algo chamado “Oficina de Sentimentos”

Este é o banheiro da minha infância e adolescência, fica na desativada casa da família na R. dos Franceses, Bela Vista (ou Bixiga).
A couple is lying in bed. The man says:
“I am going to make you the happiest woman in the world.”
The woman replies, “I’ll miss you…”

Esta foto da Turma FAUUSP 1973 saiu em uma revista Manchete, por volta de 1971.
Eu estou logo na frente, de barba, ao meu lado nosso falecido colega Leslie Murray Gattegno, e ao lado dele o Lelé Chamma.

Durante anos funcionou nesta esquina da Av. Republica do Líbano, em frente ao Parque do Ibirapuera uma lanchonete de sucos, açaí na tijela, etc… permanentemente cheia de clientes.
A Prefeitura fechou-a várias vezes, e várias vezes foi reaberta, finalmente foi murada e surgiu recentemente este grafite.

Insistimos no cinema nacional e fomos ver a comédia “A mulher do meu amigo”
Ruinzinho demais, dá para uma ou duas gargalhadas.
Enredo perfeito para uma pornochanchada, duas mulheres bonitas e gostosas, mas nem isso.

Como é possível um “feliz natal” quando o convidado indesejado é Caio (Leonardo Medeiros). Para quem vê a novela A Favorita, o susto é imediato: Ih! lá vem o corno…
O filme Feliz Natal de Selton Mello, desculpem-me, é ruim demais. Não é fácil tratar da escuridão profunda com competência.
É preciso cultura, leitura, quilometragem. Selton está com 36 anos de idade, tinha 7 quando David Lynch lançou “Eraserhead” em 1979. Talvez não conheça este clássico em pb, denso e aterrorizador.
Será que leu Monteiro Lobato (Contos Pesados), Edgar Allan Poe ou Joseph Conrad (”Heart of Darkness”) que acabou por dar origem ao roteiro de Apocalypse Now (1979) de Francis Ford Coppola? Será que viu “Dr. Mabuse” de Fritz Lang (1933)?
Ou será que simplesmente ficou inebriado com o Cheiro do Ralo?
Me impressiona muito a famosa “unanimidade burra” (Nelson Rodrigues) críticos elogiando, prêmios, estrelinhas no guia, etc… Bom, deve ter gente que acha a “bienal do vazio” o máximo e que já está com saudades de Julio Neves na presidência do MASP…
A chatice foi tanta que potencializou o efeito expulsante das poltronas do Cine UOL Lumière. Vinte minutos foram suficientes.









