<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><channel><title>aqui tem coisa</title><description>Blog pessoal de Fernando Stickel - fotografia, tecnologia, música e outras coisas</description><link>https://stickel.com.br</link><language>pt-BR</language><item><title>spedition stickel</title><link>https://stickel.com.br/post/spedition-stickel</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/spedition-stickel/</guid><description>Mischa Kuball meu amigo artista alemão me envia esta foto de um caminhão de transportadora com o meu nome, me chamou a atenção a cidade de Nagold, pois lembro de meu pai Erico mencioná-la inúmeras vezes. Fui pesquisar, descobri a empresa de logística Spedition Stickel. que foi criada pelo meu tio-avô Eugen Stickel em 1935 [&amp;hellip;]</description><pubDate>Tue, 27 Oct 2026 09:30:11 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/spedition-1.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;531&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44604&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/spedition-1.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/spedition-1-150x112.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;https://www.mischakuball.com/en&quot;&gt;Mischa Kuball&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; meu amigo artista alemão me envia esta foto de um caminhão de transportadora com o meu nome, me chamou a atenção a cidade de Nagold, pois lembro de meu pai Erico mencioná-la inúmeras vezes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/spedition-2.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;532&quot; class=&quot;size-full wp-image-44601&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/spedition-2.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/spedition-2-150x113.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fui pesquisar, descobri a empresa de logística &lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;https://spedition-stickel.de/index.html&quot;&gt;Spedition Stickel&lt;/a&gt;.&lt;/strong&gt; que foi criada pelo meu tio-avô Eugen Stickel em 1935 na cidade de Walddorf. Em 1951 a empresa mudou-se para a cidade de Nagold. Hoje a companhia é dirigida pelo meu primo em segundo grau Christian Stickel.&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>eleição</title><link>https://stickel.com.br/post/eleicao</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/eleicao/</guid><description>Muitos anos atrás nos tradicionais almoços de quarta-feira na casa da minha mãe, sempre com a presença da família, a conversa desandava e ficava agressiva quando o assunto derivava para a política, os bate-boca e as brigas eram desagradáveis. Decidimos em conjunto não mais tocar no assunto, cada um com sua opinião e individualidade, e [&amp;hellip;]</description><pubDate>Mon, 26 Oct 2026 09:03:49 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/urna.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;800&quot; class=&quot;size-full wp-image-44595&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/urna.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/urna-133x150.jpg 133w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Muitos anos atrás nos tradicionais almoços de quarta-feira na casa da minha mãe, sempre com a presença da família, a conversa desandava e ficava agressiva quando o assunto derivava para a política, os bate-boca e as brigas eram desagradáveis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Decidimos em conjunto não mais tocar no assunto, cada um com sua opinião e individualidade, e a harmonia reinou desde então. Quer votar? Ótimo! Não quer, ótimo também! Direita, esquerda, vermelho, amarelo, azul, cada um decide e não vamos brigar por isso. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Votem e sejam felizes! Como dizia o sábio Nelson Rodrigues, toda unanimidade é burra, não corram o risco de perder amizades e relações familiares! &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O resultado das urnas me agradou? Não. Poderia ter sido diferente? Não. Votei em Lula a contragosto, não acredito nele, não acredito no PT, mas à luz da tragédia que seria Flavio Bolsonaro no poder, resolvi ficar com a encrenca conhecida por mais quatro anos, e que Deus nos ajude!!!!&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>música</title><link>https://stickel.com.br/post/musica-2</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/musica-2/</guid><description>Houve uma época em que escutar música era quase uma cerimonia. Escolher um disco, limpá-lo se necessário, ligar a vitrola, colocar o disco na vitrola, limpar com um pincel de pelos suaves a poeira acumulada na ponta da agulha, baixar cuidadosamente o braço do pick-up sobre o disco, acertar o volume, manusear a capa do [&amp;hellip;]</description><pubDate>Tue, 20 Oct 2026 09:56:13 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/m-2-3.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;531&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44590&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/m-2-3.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/m-2-3-150x112.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Houve uma época em que escutar música era quase uma cerimonia. Escolher um disco, limpá-lo se necessário, ligar a vitrola, colocar o disco na vitrola, limpar com um pincel de pelos suaves a poeira acumulada na ponta da agulha, baixar cuidadosamente o braço do pick-up sobre o disco, acertar o volume, manusear a capa do disco, reler as informações lá impressas, sentar no sofá e deixar tocar…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É claro que o equipamento era importante, lembro-me perfeitamente de, nos anos 70, ir à loja Raul Duarte na R. Sete de Abril 296 no centro de São Paulo, para comprar o toca-discos Thorens, que está comigo até hoje. O amplificador Sony herdei do meu pai, e as caixas de som não lembro da onde vieram.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De tempos em tempos eu dava uma geral nos meus discos, consertava capas desbeiçadas com cola e durex, preparava uma bacia com água e detergente e esticava uma toalha limpa na mesa, com uma esponja lavava os discos, que eram depositados sobre a toalha para secar, de um lado e depois do outro. Enquanto isso algum outro disco tocava, e talvez um uísquinho lubrificava todo o  processo. Depois, a organização dos discos em capítulos, jazz, bossa nova, clássica, soul, rock, etc…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estas deliciosas cerimonias musicais sumiram com o tempo e vários outros fatores, as mudanças de casa, menos espaço, diferente estilo de vida, etc…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não me adaptei 100 por cento à evolução tecnológica, tive CDs e o seu respectivo tocador, mas já não era a mesma coisa, recentemente doei todos os meus discos ao meu genro, meu toca-discos Thorens, o amplificador e as caixas de som tomam poeira no meu escritório.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoje em dia, além da permanente Radio Cultura no carro, gosto de ouvir música logo cedo nos fins de semana, durante o café da manhã, minha playlist no Spotify tem quase 1000 músicas, basicamente jazz MPB bossa nova cantores e cantoras, um pouco de rock, soul e latinos…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/m-1-2.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;589&quot; height=&quot;709&quot; class=&quot;alignleft size-medium wp-image-44591&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/m-1-2.jpg 589w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/m-1-2-125x150.jpg 125w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 589px) 100vw, 589px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>minha maleta</title><link>https://stickel.com.br/post/minha-maleta</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/minha-maleta/</guid><description>Durante algum tempo fui proprietário desta escultura do Luis Paulo Baravelli, intitulada “Minha Maleta”, com dimensões de 42 x 172 x 8 cm. Ela era instalada inclinada, havia uma base de metal chumbada no chão e a estrutura de madeira “vestia” sobre a base, encaixando-se com precisão. Esta peça participou da exposição BFNR no MAC [&amp;hellip;]</description><pubDate>Sun, 18 Oct 2026 17:48:43 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/maleta.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;709&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44584&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/maleta.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/maleta-150x150.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Durante algum tempo fui proprietário desta escultura do Luis Paulo Baravelli, intitulada “Minha Maleta”, com dimensões de 42 x 172 x 8 cm. Ela era instalada inclinada, havia uma base de metal chumbada no chão e a estrutura de madeira “vestia” sobre a base, encaixando-se com precisão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta peça participou da exposição BFNR no MAC São Paulo e MAM Rio de Janeiro em 1970.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Instalei a escultura no meu escritório de desin &amp;#8220;und&amp;#8221; no final dos anos 70, não me lembro o que aconteceu com ela depois.&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>persico pizzamiglio</title><link>https://stickel.com.br/post/persico-pizzamiglio</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/persico-pizzamiglio/</guid><description>Sobre uma folha do alvíssimo e denso papel alemão Schoeller, um dos melhores que existe para receber desenhos de alta precisão, recebi a espinhosa missão de realizar a arte final da capa de um catálogo para a indústria de tubos de aço Persico Pizzamiglio. Corria o ano de 1970 e eu trabalhava como estagiário no [&amp;hellip;]</description><pubDate>Sat, 17 Oct 2026 16:02:35 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/pp-original.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;425&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44576&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/pp-original.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/pp-original-150x90.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sobre uma folha do alvíssimo e denso papel alemão Schoeller, um dos melhores que existe para receber desenhos de alta precisão, recebi a  espinhosa missão de realizar a arte final da capa de um catálogo para a indústria de tubos de aço Persico Pizzamiglio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Corria o ano de 1970 e eu trabalhava como estagiário no estúdio de design gráfico DESENHVOLVE, responsável pela criação e execução do catálogo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O desenho em nankin, executado com tira-linhas e compasso, exigia extrema precisão, capricho e cuidado. O papel Schoeller era o único que aceitava correções, a tinta nankin poderia ser cuidadosamente raspada com uma gilete no caso de erro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Pérsico Pizzamiglio, tradicional indústria paulista de tubos de aço criada em 1952, foi uma das grandes empresas metalúrgicas brasileiras. Em seu auge, nos anos 70, empregava aproximadamente 3.000 pessoas e faturava US$ 300 milhões anuais. Entrou em crise nos anos 1980 e teve sua falência decretada em 1997.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/kern-1.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;664&quot; class=&quot;size-full wp-image-44578&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/kern-1.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/kern-1-150x140.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;O compasso Kern&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>tragédia no anhangabaú</title><link>https://stickel.com.br/post/tragedia-no-anhangabau</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/tragedia-no-anhangabau/</guid><description>Conheço as enchentes no Vale do Anhangabaú desde criança, o &amp;#8220;Buraco do Ademar&amp;#8221; (ou piscina do Ademar&amp;#8230;) vira e mexe inundava… O que é inadmissível em 2026 é a Prefeitura, CET, polícia, agências reguladoras e de trânsito demonstrarem absoluta incompetência e irresponsabilidade em uma grave emergência anunciada na tarde de ontem, 14 outubro 2026, e [&amp;hellip;]</description><pubDate>Thu, 15 Oct 2026 09:34:41 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44563&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/anh-1.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;519&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/anh-1.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/anh-1-150x110.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Conheço as enchentes no Vale do Anhangabaú desde criança, o &lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Buraco_do_Ademar&quot;&gt;&amp;#8220;Buraco do Ademar&amp;#8221;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; (ou piscina do Ademar&amp;#8230;) vira e mexe inundava…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que é inadmissível em 2026 é a Prefeitura, CET, polícia, agências reguladoras e de trânsito demonstrarem absoluta incompetência e irresponsabilidade em uma grave emergência anunciada na tarde de ontem, 14 outubro 2026, e não fecharam o túnel.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tecnologia há, previsão de chuvas intensas há, histórico de enchentes há, e por que os distintos funcionários públicos não cumprem com suas funções? Evitar mortes, sofrimento e prejuízo seria o mínimo, não?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; class=&quot;alignleft size-medium wp-image-44564&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/anh-2.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;472&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/anh-2.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/anh-2-150x100.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>hyunday</title><link>https://stickel.com.br/post/hyunday</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/hyunday/</guid><description>Comprei um carro novo, zero km. Não me lembro nem quantos anos faz que comprei um carro zero km… Perdi meu querido Audi A1 2016 no acidente da sexta-feira 11 de setembro, deu perda total e o seguro me reembolsou a tabela Fipe. Fui atrás de algo similar, pequeno eficiente e de bom design, e, [&amp;hellip;]</description><pubDate>Thu, 15 Oct 2026 08:45:14 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/me-1.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;709&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44555&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/me-1.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/me-1-150x150.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Comprei um carro novo, zero km. Não me lembro nem quantos anos faz que comprei um carro zero km… Perdi meu querido Audi A1 2016 no &lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/coisas/44445&quot;&gt;acidente&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; da sexta-feira 11 de setembro, deu perda total e o seguro me reembolsou a tabela Fipe.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fui atrás de algo similar, pequeno eficiente e de bom design, e, sobretudo, que coubesse no meu orçamento. Encontrei o Hyundai I20, flex, 1 litro turbo, cheio de eletrônicas. Bonito, ele é de um azul profundo!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Muito bem, fui extremamente bem atendido pelo Ricardo na compra em uma agência na Av. Juscelino Kubitschek , fiz test-drive, tudo funcionou. Chegou o dia da entrega, em uma loja da Av. Ibirapuera. Aí as coisas começaram a desandar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entro na loja, final da tarde, e digo todo animado para a mocinha no balcão:&lt;br /&gt;
&amp;#8211; Vim buscar o meu I20!&lt;br /&gt;
Ela me olha desinteressada, pergunta meu nome e me oferece um café, sem dizer aonde. Pergunto:&lt;br /&gt;
&amp;#8211; Aonde tomo o café?&lt;br /&gt;
Ela aponta para o fundo da loja e diz:&lt;br /&gt;
&amp;#8211; Onde tem os sofás…&lt;br /&gt;
A loja como um todo é um ambiente gelado, vazio, impessoal, sem graça, uma ou outra mesa ocupada por funcionários que não se interessam pela minha presença. Vários carros expostos parecem se sentir constrangidos com a frieza&amp;#8230; Tomo o café emitido pela máquina automática no copinho de plástico, procuro um biscoitinho, afinal são quase 6 da tarde, mas não encontro nada, só brancura e desespero.&lt;br /&gt;
Volto para o balcão da frente, não encontro ninguém para iniciar a cerimônia da entrega. Vejo sim um carro embalado em tecido azul, com um laço em cima e escrito em letras garrafais “Momento especial”, imagino que é o meu.&lt;br /&gt;
Volto à mocinha:&lt;br /&gt;
-Não tem ninguém para me atender?&lt;br /&gt;
Ela, amuada, resmunga alguma coisa e se dirige ao fundo da loja. Eu fico ali, de pé, com dor nas costas, aguardando, desde que adentrei este espaço desesperador já se passaram pelo menos 10 ou 15 minutos.&lt;br /&gt;
Aí vejo um rapaz alto e magro, desengonçado se aproximar muito lentamente, arrastando os sapatos, mal vestido, com um semblante expressando algo como tédio e saco cheio.&lt;br /&gt;
Ele se apresenta e inicia os burocraticamente os procedimentos do assim descrito MOMENTO ESPECIAL. Arranca o laço e a roupinha do carro e joga sobre o capô de um outro carro, me apresenta os comandos básicos, e depois entra no grande mistério da tela digital, manipulando rapidamente as mudanças, que eu obviamente não consigo acompanhar, surge uma dúvida sobre o carregamento do celular por indução, ele chama os colegas, finalmente me entrega os manuais, pergunta se tenho dúvidas e me despacha.&lt;br /&gt;
O tal momento especial foi tudo, menos especial, ao completar o tanque logo na sequência descubro que o depósito de água do limpador de parabrisa está vazio, e que os pneus estão com muito mais pressão que o recomendado, ou seja, não foi feita uma revisão técnica para a entrega do veículo. NOTA ZERO&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/me-2.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;532&quot; class=&quot;alignleft size-medium wp-image-44556&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/me-2.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/me-2-150x113.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/me-3.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;709&quot; class=&quot;alignleft size-medium wp-image-44557&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/me-3.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/me-3-150x150.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;O manual recomenda 33 libras, me entregaram o carro com 44 libras, um dos pneus tinha 45&amp;#8230;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais um pequeno detalhe, o Ricardo havia mencionado que me procurariam para oferecer acessórios, vi ontem uma das escrivaninhas com uma placa ACESSÓRIOS guarnecida com uma funcionária obviamente inútil, que nem sequer se levantou para me oferecer coisa alguma.&lt;br /&gt;
Com um pós-venda destes a Hyundai vai perder clientes, acordem!&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>anavilhanas</title><link>https://stickel.com.br/post/anavilhanas</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/anavilhanas/</guid><description>Cessna 208B Grand Caravan (anfíbio) PR-RTC construído em 2012, da Rico Táxi Aéreo e baseado no Aeroporto Internacional de Manaus (Eduardo Gomes &amp;#8211; SBEG) Sandra e eu viemos conhecer o arquipélago das Anavilhanas no Rio Negro, coração da Amazônia, onde ficamos hospedados na pousada Anavilhanas Jungle Lodge, próxima da cidade de Novo Airão Esta não [&amp;hellip;]</description><pubDate>Tue, 13 Oct 2026 22:59:17 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/cessna.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;709&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44541&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/cessna.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/cessna-150x150.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Cessna 208B Grand Caravan (anfíbio) PR-RTC construído em 2012, da Rico Táxi Aéreo e baseado no Aeroporto Internacional de Manaus (Eduardo Gomes &amp;#8211; SBEG) &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sandra e eu viemos conhecer o arquipélago das Anavilhanas no Rio Negro, coração da Amazônia, onde ficamos hospedados na pousada &lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;https://www.anavilhanaslodge.com/&quot;&gt;Anavilhanas Jungle Lodge&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, próxima da cidade de Novo Airão&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta não é nossa primeira vez na Amazônia, 21 anos atrás convidamos toda a família incluindo minha mãe recém enviuvada para uma viagem de barco pelo rio Tapajós. O &lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/?s=tupai%C3%BA&quot;&gt;Tupaiú&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; nos acomodou com todo o conforto nesta viagem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As viagens pela Amazônia inevitavelmente nos impactam, o contato íntimo com  a natureza desperta ou melhor, reaviva a consciência ecológica, é impossível não se sensibilizar com o poder gigantesco da natureza, a beleza dos rios e da floresta, os bichos, o céu, o sol, o calor, as pessoas, e, sua total fragilidade. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No voo do hidroavião Cessna Caravan de Manaus para Novo Airão ficou evidente a fragilidade do meio ambiente, com a fumaça cobrindo todo horizonte, proveniente de incêndios. A qualidade do ar nestes dias em Manaus ficou sendo a pior do país.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Impossível também ignorar o momento histórico que vive o Brasil, a poucas semanas da votação para o segundo turno das eleições. Enquanto o país chacoalha e os ânimos fervem, o cidadão com um mínimo de calma e bom senso tenta se orientar para fazer a coisa certa. Se votar no Lula terá mais do mesmo, já conhecemos a mixórdia petista. Se votar no Flávio Bolsonaro apoiará um regime que será provavelmente tão ruim ou pior do que foi o do seu pai. O que fazer?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A coisa tá feia. Historiadores, professores universitários, jornalistas, artistas, profissionais até então considerados sãos estão perdendo a compostura (e a sanidade) esbravejando ou sussurrando envergonhados meias mentiras ou completas imbecilidades na internet. Progressistas baba ovo de todas as cores  defendendo painho com unhas e dentes, ao lado de fascistas estúpidos que se lixam para a democracia, o meio ambiente e vacinas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não sabemos qual Brasil emergirá das urnas, mas uma coisa eu sei, o meio ambiente precisa de cuidados hoje e sempre, uma viagem à Amazônia deixa esta necessidade agudamente explícita.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/an-2.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;540&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44543&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/an-2.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/an-2-150x114.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;No GPS do avião o arquipélago das Anavilhanas&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/an-3.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;531&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44547&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/an-3.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/an-3-150x112.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Lindo demais!!!&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/an-4.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;600&quot; height=&quot;709&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44549&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/an-4.jpg 600w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/an-4-127x150.jpg 127w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;A escada na chegada mostra o nível do Rio Negro no mês de maio, através dos anos. Diferença de mais de 20 metros!&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/n-5.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;531&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44552&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/n-5.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/n-5-150x112.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Todos os dias passeios de manhã e à tarde. que sempre se iniciam de barco, o rio é o transporte principal. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/rose.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;531&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44580&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/rose.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/rose-150x112.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;A líder comunitária Rosilene nos explica a composição da Reserva&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/escola-1.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;531&quot; class=&quot;alignleft size-medium wp-image-44581&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/escola-1.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/escola-1-150x112.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;A biblioteca da Comunidade Santo Antonio.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>pinturinha</title><link>https://stickel.com.br/post/pinturinha</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/pinturinha/</guid><description>Sou um incorrigível caçador de preciosidades, procuro por itens baratos e muito baratos, com qualidade, e vez por outro eu encontro! Esta pinturinha sobre madeira, uma tampa de caixa de charuto Pimentel é um bom exemplo! A assinatura é ilegível, o que para mim não é problema.</description><pubDate>Tue, 13 Oct 2026 15:41:07 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/barco-1.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;468&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44537&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/barco-1.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/barco-1-150x99.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
Sou um incorrigível caçador de preciosidades, procuro por itens baratos e muito baratos, com qualidade, e vez por outro eu encontro!&lt;br /&gt;
Esta pinturinha sobre madeira, uma tampa de caixa de charuto Pimentel é um bom exemplo!&lt;br /&gt;
A assinatura é ilegível, o que para mim não é problema.&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>oficina de design de automóveis</title><link>https://stickel.com.br/post/oficina-de-design-de-automoveis</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/oficina-de-design-de-automoveis/</guid><description>Visão geral do estúdio A roda do Mini Dacon apoiada no banquinho do piano Meu aluno Andre Durgante Da Cunha Cintra e o MINI DACON 828 &amp;#8211; 1982 na &amp;#8220;1° Oficina de Design de Automóveis &amp;#8211; com Anísio Campos e Fernando Stickel&amp;#8221; que realizamos em julho 1988 no meu estúdio da Rua Ribeirão Claro, Vila Olímpia.</description><pubDate>Tue, 06 Oct 2026 09:37:46 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/oda-1-peq.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;576&quot; class=&quot;size-full wp-image-44528&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/oda-1-peq.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/oda-1-peq-150x122.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Visão geral do estúdio&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/oda-2-peq.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;581&quot; class=&quot;size-medium wp-image-44529&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/oda-2-peq.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/oda-2-peq-150x123.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;A roda do Mini Dacon apoiada no banquinho do piano&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Meu aluno Andre Durgante Da Cunha Cintra e o MINI DACON 828 &amp;#8211; 1982 na &amp;#8220;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/arte/4363&quot;&gt;1° Oficina de Design de Automóveis &amp;#8211; com Anísio Campos e Fernando Stickel&amp;#8221;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; que realizamos em julho 1988 no meu estúdio da Rua Ribeirão Claro, Vila Olímpia.&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>grandes derrotados</title><link>https://stickel.com.br/post/grandes-derrotados</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/grandes-derrotados/</guid><description>OS 20 GRANDES DERROTADOS DE 2026! 1. Aécio Neves 2. ACM Neto 3. Benedita da Silva 4. Ciro Gomes 5. Ciro Nogueira 6. Fernando Haddad 7. Gleisi Hoffmann 8. Jorge Viana 9. José Dirceu 10. Manuela D&amp;#8217;Ávila 11. Marina Silva 12. Paulo Pimenta 13. Randolfe Rodrigues 14. Renan Calheiros 15. Renan Filho 16. Roseana Sarney [&amp;hellip;]</description><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 07:49:17 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/st.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;501&quot; class=&quot;size-full wp-image-44524&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/st.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/st-150x106.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;OS 20 GRANDES DERROTADOS DE 2026!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1. Aécio Neves&lt;br /&gt;
2. ACM Neto&lt;br /&gt;
3. Benedita da Silva&lt;br /&gt;
4. Ciro Gomes&lt;br /&gt;
5. Ciro Nogueira&lt;br /&gt;
6. Fernando Haddad&lt;br /&gt;
7. Gleisi Hoffmann&lt;br /&gt;
8. Jorge Viana&lt;br /&gt;
9. José Dirceu&lt;br /&gt;
10. Manuela D&amp;#8217;Ávila&lt;br /&gt;
11. Marina Silva&lt;br /&gt;
12. Paulo Pimenta&lt;br /&gt;
13. Randolfe Rodrigues&lt;br /&gt;
14. Renan Calheiros&lt;br /&gt;
15. Renan Filho&lt;br /&gt;
16. Roseana Sarney&lt;br /&gt;
17. Rui Falcão&lt;br /&gt;
18. Simone Tebet&lt;br /&gt;
19. Soraya Thronicke&lt;br /&gt;
20. Tiririca&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao menos com estas ausências o mundo da política ficará mais arejado e mais leve. O lulopetismo deu fadiga de material, até o aço cansa&amp;#8230;&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>joão moreira salles</title><link>https://stickel.com.br/post/joao-moreira-salles</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/joao-moreira-salles/</guid><description>Reproduzo aqui hoje, domingo ensolarado em São Paulo, dia de eleição, o texto de João Moreira Salles publicado na Revista Piauí: Como se sabe, não existe contradição entre ser um grande artista e uma péssima pessoa. É o caso do escritor francês Louis-Ferdinand Céline. Em 1928, Céline, que era médico, publicou na revista técnica La [&amp;hellip;]</description><pubDate>Sun, 04 Oct 2026 11:56:42 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/jms.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;709&quot; class=&quot;size-full wp-image-44514&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/jms.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/jms-150x150.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Reproduzo aqui hoje, domingo ensolarado em São Paulo, dia de eleição, o texto de João Moreira Salles publicado na &lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;https://piaui.uol.com.br/&quot;&gt;Revista Piauí&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como se sabe, não existe contradição entre ser um grande artista e uma péssima pessoa. É o caso do escritor francês Louis-Ferdinand Céline. Em 1928, Céline, que era médico, publicou na revista técnica La Presse Médicale um artigo em que propunha criar, nas empresas, uma força médico-­policial encarregada de convencer os operários de que adoecer não era razão para faltar ao trabalho. “A maioria dos doentes pode trabalhar”, afirmou. &lt;br /&gt;
A seu juízo, não haveria muita resistência. A tarefa, na visão de Céline, precisava ser encarada como um trabalho paciente de persuasão, dado que “o público não quer compreender; quer acreditar”. &lt;br /&gt;
Como, em obras posteriores, Céline denunciaria os horrores do sistema fordista, é possível, bondosamente, deixar sobre a mesa a hipótese de alguma ironia por parte do escritor. Para o que nos interessa aqui, o essencial é essa clivagem entre compreender e acreditar.&lt;br /&gt;
Em 2022, muita gente se reuniu em frente de quartéis para pedir uma intervenção militar. Algumas pessoas ergueram as mãos para o céu e rezaram. Outras se reuniram em torno de um pneu e cantaram o Hino Nacional. Quem faz isso tem fé. Não quer compreender, quer apenas acreditar. É provável que aceite, sem contestar, a tese da fraude eleitoral, da volta do comunismo, da ação moralizante e desinteressada das Forças Armadas.&lt;br /&gt;
Não é dessas pessoas que pretendo falar aqui. Aos que buscam apenas acreditar, sem querer ou ter tempo para compreender, contrapõe-se outro grupo, cuja grande influência é inversamente proporcional a seu tamanho: o dos que compreendem muito bem e, justamente por isso, não acreditam. É desses que quero falar.&lt;br /&gt;
Nos dias que antecederam o último Sete de Setembro, algumas pessoas bem-postas receberam, via WhatsApp, uma convocação para sair às ruas e protestar contra os escândalos de Brasília. Como a data coincidia com o ato de Flávio Bolsonaro e seus aliados na Avenida Paulista, o chamado era, evidentemente, um alinhamento com a campanha do candidato do PL.&lt;br /&gt;
“Vamos mostrar que quem tem o poder supremo no Brasil é o povo brasileiro!”, exclamava o enunciado em letras maiúsculas. Seguia-se uma fileirinha de bandeiras do Brasil e, abaixo dela, a ordem de marcha: “Segunda-feira, 7 de setembro, vamos todos às ruas!”&lt;br /&gt;
A mensagem fora enviada por um membro de uma das mais tradicionais famílias brasileiras, na qual se contam, ao longo dos últimos 150 anos, poderosos senadores, banqueiros ilustres, advogados imensos, embaixadores de prestígio e paladinos de embates civilizatórios na história do país. Presume-se que quem passou adiante o chamado estudou em boas escolas e dispôs de acesso à boa informação. É muito provável, também, que no ambiente familiar tenha desfrutado do privilégio de conviver com figuras que tinham histórias para contar sobre a vida em regimes de exceção. Algumas delas, inclusive, por terem se oposto ao ditador do momento.&lt;br /&gt;
É alguém que compreende, portanto. Sabe que Flávio Bolsonaro não representa um projeto político comprometido com o aprofundamento da nossa experiência democrática. Sabe que, fosse consumada a aposta violenta que resultou na depredação da Praça dos Três Poderes, hoje não estaríamos vivendo num regime aberto. E, porque compreende isso muito bem, não acredita na parolagem do candidato em defesa da democracia, dos direitos individuais e da liberdade de expressão. O que conta são outros valores, promessas implícitas na trajetória não exatamente do candidato Flávio, mas do candidato Bolsonaro. Interessa explorar no que gente assim acredita, o que quer e o que não considera importante.&lt;br /&gt;
Numa resenha do livro de Gisèle Pelicot, a dona de casa francesa que reagiu com bravura à violência sexual a que foi submetida pelo marido e por dezenas de outros homens, a crítica Parul Sehgal escreveu: “Todo escândalo, todo horror público, deixa atrás de si as mesmas perguntas amargas: Quem sabia? Quem desviou os olhos? O que Pelicot faz, de maneira brilhante e sutil, é formular a pergunta que a maioria evita – não quem, mas como?” &lt;br /&gt;
É uma boa formulação. Vale para crimes contra um só indivíduo, contra muitos e contra uma nação. Em todos esses casos, o como acontece quando se deixa de traçar no chão uma linha imaginária além da qual se diz, de si para si: “Daqui não passo.” Os que, sob regimes de exceção, decidiram não ser cúmplices tiveram de travar essa conversa silenciosa com a própria consciência. A prática não exige “uma inteligência altamente desenvolvida nem uma grande sofisticação em questões morais, mas, antes, a disposição de conviver explicitamente consigo mesmo, de manter uma relação consigo mesmo”, como escreveu Hannah Arendt.&lt;br /&gt;
Para tomar um exemplo, dentre tantos outros: Jair Bolsonaro dedicou seu voto pelo impeachment de Dilma Rousseff ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. Parte da população se lembra, parte já se esqueceu, parte nunca nem soube. Mas da gente de que trato aqui, todos – todos, sem exceção – sabem que isso aconteceu. Alguns, muitos, guardam na memória as palavras exatas ditas na ocasião pelo futuro presidente da República: “Pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff.” Atrás dele, seu filho Eduardo articulava com os lábios as mesmas palavras.&lt;br /&gt;
Flávio Bolsonaro jamais fez reparo algum às declarações do pai e do irmão. Pelo contrário. Sempre que lhe foi dada uma oportunidade de retificá-las, esquivou-se. Em 2016, quando candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro, explicou que a homenagem feita por Jair seria “um contraponto” aos que, na oposição, dedicaram seus votos “aos heróis de esquerda”. Em oposição aos heróis da esquerda, portanto, o herói do seu campo – Brilhante Ustra. “É a opinião dele, tem que ser respeitada”, disse, defendendo o pai e encerrando a discussão.&lt;br /&gt;
É o caso, então, de olhar de perto para a trajetória de Brilhante Ustra. Não toda, apenas as passagens sustentadas por provas, decisões da Justiça e investigações oficiais. É um exercício penoso, do qual, no entanto, não deveria se eximir quem dá respaldo simbólico ao campo que celebra a vida deste homem.&lt;br /&gt;
Edgar de Aquino Duarte: ex-militar, dono de uma pequena imobiliária e corretor da Bolsa de Valores, atividades a que passou a se dedicar depois de deixar a militância política. O fato de não participar da resistência ao regime desde 1968 – levava a vida civil sob um pseudônimo para evitar a prisão – não impediu que, em 1971, fosse sequestrado e preso pela repressão. Ficaria no cárcere até 1973. A partir daí, não se conhece seu paradeiro.&lt;br /&gt;
Em 23 de outubro de 2012, a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) de sequestro e desaparecimento de Duarte foi integralmente recebida pelo juiz federal Hélio Egydio de Matos Nogueira: “No caso dos autos, o acusado” – Brilhante Ustra – “foi o autor e possuía o domínio do fato criminoso consistente na privação ilegal da liberdade de Edgar de Aquino Duarte [&amp;#8230;] nas dependências do Deops/SP, de onde a vítima desapareceu.”&lt;br /&gt;
Família Teles: em 1972, Maria Amélia de Almeida Teles, o marido, César Teles, e a irmã Criméia de Almeida, grávida de 8 meses, foram presos e torturados no DOI-Codi de São Paulo, que Ustra comandou de 1970 a 1974. A Justiça de São Paulo reconheceu o coronel como responsável pelas sevícias. &lt;br /&gt;
Na época, os filhos do casal também ficaram em poder dos militares. Sobre uma certa tenente Neuza, acusada de os haver sequestrado, Maria Amélia declarou ao MPF: “Esta policial foi uma das sequestradoras dos meus filhos de 5 e 4 anos [&amp;#8230;] Eu tinha visto no DOI-Codi/SP, no final de 1972, vésperas do ano novo, esta policial que circulava na parte superior daquele prédio, juntamente com o comandante Carlos Alberto Brilhante Ustra. Foi ela que entregou meus filhos ao Ustra, que os levou até a sala onde eu estava na ‘cadeira de dragão’.” &lt;br /&gt;
Em 2014, o STJ confirmou a decisão da Justiça de SP e reconheceu que o coronel praticou torturas durante o regime militar. &lt;br /&gt;
Luiz Eduardo da Rocha Merlino: o jornalista foi morto no DOI-Codi em 1971. Tinha 22 anos. Diz a sentença da 20ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo que a ação foi ajuizada contra o coronel “em decorrência de espancamento e atos outros de tortura comandados e praticados diretamente pelo requerido”, ou seja, por Brilhante Ustra. &lt;br /&gt;
De acordo com a juíza Claudia de Lima Menge, “a prova oral deu integral respaldo ao relato [&amp;#8230;] Narraram as testemunhas a dinâmica dos eventos, a elevada brutalidade dos espancamentos a que foi submetido o companheiro e irmão das autoras, que o levaram à morte, ora sob comando, ora sob atuação direta do requerido, na qualidade de comandante do DOI-Codi e da Oban (Operação Bandeirante)”. &lt;br /&gt;
De uma testemunha, Laurindo Martins Junqueira Filho: “Ustra era o comandante da unidade e assistiu à minha tortura, assistiu à tortura do companheiro que estava comigo. Ele não viu o Luiz Eduardo sendo torturado, mas ele era o comandante da unidade de tortura e orientava essa tortura pessoalmente.” &lt;br /&gt;
De outra testemunha, Leane Ferreira de Almeida: “Ouvi os gritos de Luiz Eduardo durante três dias, durante o período em que as equipes comandadas pelo major Ustra o torturaram.” &lt;br /&gt;
Esses são alguns dos predicados de Brilhante Ustra. Há base judicial particularmente forte para chamá-lo de torturador. Não se trata, assim, apenas de uma qualificação política ou historiográfica. A Justiça o reconheceu como tal.&lt;br /&gt;
Voltamos, portanto, ao como. Como se restaura um mundo em que se aceita a existência de um torturador? Como um regime de exceção ressurge como alternativa política? Como se começa a minar uma democracia? Como se prepara um país para o retorno dos tiranos? &lt;br /&gt;
Sabendo, compreendendo, mas não se importando em dar legitimidade a uma candidatura que, por sua origem, seu fiador e suas afinidades eletivas, representa o oposto de um estado de direito. Não acredito que os empresários e as lideranças do mundo corporativo e financeiro do país que recebem Flávio Bolsonaro para jantar desejem, como desejaram seus congêneres em 1964, o fim do frágil experimento democrático brasileiro. Alguns, talvez, mas certamente não todos, nem sequer a maioria. Ainda assim, nos termos de Parul Sehgal, tomaram a decisão de desviar os olhos.&lt;br /&gt;
Ao como, então, vale a pena acrescentar o quem. Flávio Rocha (varejo de moda). Marcelo Kayath (mercado financeiro). André Esteves (banco de investimentos). Eduardo Bartolomeo (mineração). Eduardo Fischer (publicidade). Roberto Campos Neto (mercado financeiro). Fernando Marques (indústria farmacêutica). Emmanuel Hermann (mercado financeiro). Paulo Skaf (indústria). Luiz Carlos Trabuco (setor bancário). Fábio Barbosa (gestão empresarial e finanças). Alexandre Ostrowiecki (eletrônicos). Mario Araripe (energia renovável). Milton Maluhy Filho (setor bancário). Helio Seibel (madeira e materiais de construção). Christian Egan (mercado de capitais). Roberto Dagnoni (criptomoedas). Pedro Parente (energia e infraestrutura). Daniel Goldberg (investimentos). Fábio Ermírio de Moraes (indústria e investimentos). Fabio Carvalho (varejo e mídia). Richard Gerdau (siderurgia). Gilson Finkelsztain (setor bancário). José Galló (varejo). Fernando Simões (logística e infraestrutura). João Camargo (articulação empresarial).* &lt;br /&gt;
Essas pessoas participaram de encontros e jantares com Flávio Bolsonaro, algumas na condição de anfitriãs. Não presumo que todas votem no candidato, embora imagine que boa parte, sim. Sei também que nem todas estavam ali com o mesmo grau de autonomia. Há entre elas executivos de grandes empresas, profissionais que respondem a conselhos de administração. Outras – a maioria – têm margem muito maior de escolha: são empresários, controladores, acionistas relevantes ou investidores com peso próprio. Homens de poder, portanto, com agência e liberdade para ficar em casa. São sobretudo estes que me intrigam, e é deles que trato aqui. Se questionados sobre o risco de tornar normal o que deveria ser anátema, dirão – como alguns disseram – que investidores precisam ouvir quem tem expectativa de poder. Afinal de contas, argumentam, jornalistas não se negam a entrevistar Flávio Bolsonaro.&lt;br /&gt;
Há uma falsa equivalência nessa comparação. Jornalistas não conferem legitimidade política a seus entrevistados. Se Consuelo Dieguez, Malu Gaspar ou Lauro Jardim se sentarem para uma entrevista com Daniel Vorcaro, o público não encarará o encontro como um aval ao ex-banqueiro. Já se uma parte vistosa do PIB recebê-lo para jantar, é razoável presumir que isso seja meio caminho andado para sua reabilitação.&lt;br /&gt;
O caso de Marcelo Kayath é interessante. Banqueiro bem-sucedido, crítico das ortodoxias do pensamento liberal e amigo de Fernando Haddad, parece ser um homem sem amarras ideológicas e aberto ao diálogo. Em 2022, apoiou Lula e ofereceu jantares ao então candidato durante a campanha. Hoje, legitimamente preocupado com a situação das contas públicas e seus efeitos deletérios sobre a vida econômica do país, Kayath se aproxima do outro lado. Os jantares passaram a ser para Flávio Bolsonaro – já houve dois, um em sua casa em Miami, outro em São Paulo –, além de ter facilitado encontros com agentes do mercado financeiro e trocado “ideias e sugestões” com a equipe do candidato. &lt;br /&gt;
Em entrevista ao Valor, deixou claro que não conversaria com Jair Bolsonaro, de quem se mantém crítico. Não há dúvida de que são assustadores os dados que, com precisão, reúne sobre o endividamento do país, das empresas e das famílias. Tomando como sincera a razão que apresenta, foi provavelmente essa preocupação que o levou a admitir a hipótese de estabelecer uma interlocução com Flávio. Entabulou o tal diálogo de si para si, concluiu que o senador do PL é a única alternativa a Lula e decidiu conversar.&lt;br /&gt;
O problema, aqui, parece ser de ordem de valores: do que se admite negociar e daquilo que não se negocia. O que o faz acreditar que o filho é diferente do pai? Que, uma vez no poder, não cederá às mesmas tentações que levaram Jair Bolsonaro a ameaçar de morte todas as conquistas que a sociedade brasileira, a duras penas, consolidou desde a redemocratização? Ao reconhecer o rigor de sua análise sobre a situação econômica do Brasil, é justo perguntar por que suspende esse mesmo rigor diante dos riscos políticos da volta de um Bolsonaro ao poder.&lt;br /&gt;
Afinal, Flávio nada mais é do que o filho do pai. Um homem medíocre e sem expressão, sem história e sem ideias, menos um político que um sobrenome. &lt;br /&gt;
O que se pode dizer dele com menos generosidade, a parte sobre seus atributos mais assustadores, será dito adiante. Antes, porém, é preciso estabelecer algo que me parece essencial. Existem determinados absolutos que não admitem acomodação. A tortura certamente é um deles. Flávio não torturou, mas seu pai, além de nunca ter condenado a prática, celebrou seus perpetradores. E foi o próprio Flávio quem, em entrevista à Folha de S.Paulo, afirmou que seria candidato “para honrar meu pai e para dar continuidade ao seu legado”.&lt;br /&gt;
Como as palavras importam e devem ser levadas a sério quando ditas por um candidato à Presidência da República, que se escolha então o legado. A explosão do desmatamento na Amazônia?1 A crise humanitária dos yanomamis? Os mais de 700 mil brasileiros mortos durante a pandemia? As constantes ameaças autoritárias? O desprezo pela cultura? O desprezo pela ciência? A cloroquina? O ministério formado por figuras como Eduardo Pazuello, Ricardo Salles, Ernesto Araújo, Mario Frias, Ricardo Vélez Rodríguez, Abraham Weintraub e Milton Ribeiro, para citar apenas aqueles que comandaram áreas decisivas para o futuro do país?&lt;br /&gt;
Eu fico com o voto em homenagem a Brilhante Ustra. Até que alguém do clã desautorize a fala, é ela que melhor sintetiza o horizonte moral da família Bolsonaro. Pode-se dialogar com todos os lados, menos com esse. Não exigir uma retratação antes de começar a conversa é, muito concretamente, acumpliciar-se. Dito de outra maneira, é como declarar: entre a irresponsabilidade fiscal e a tortura, fico com a tortura.&lt;br /&gt;
Alguém já disse que líderes de primeiro time se cercam de assessores de primeiro time; líderes de segundo time, de assessores de terceiro. O entorno do pai é conhecido. Vejamos o do filho. &lt;br /&gt;
Comecemos por Ciro Nogueira. Ministro da Casa Civil do pai, arquiteto do orçamento secreto, Nogueira só não está no coração da campanha de Flávio por se achar enredado no caso Master.&lt;br /&gt;
No ano passado, o candidato não poupou palavras para elogiá-lo: “[Ciro] já levantou o dedo e acho que tem todas as credenciais para ser [o vice&amp;#8230;]. É nordestino, de um partido grande e forte. Teve ali a lealdade ao presidente Bolsonaro [quando foi ministro]. Sem dúvida é um nome que está colocado.”&lt;br /&gt;
Na ocasião, os indícios de ilicitude de Nogueira já eram portentosos. Em agosto de 2024, o senador pelo Piauí apresentara a famigerada Emenda nº 11 à PEC 65/2023, que propunha elevar de 250 mil para 1 milhão de reais o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos. Como se sabe, de tão favorável aos interesses de Daniel Vorcaro, a peça logo ganhou o apelido de Emenda Master. A PF apuraria que o texto chegou pronto ao senador: fora escrito pela assessoria do Banco Master.&lt;br /&gt;
Trinta dias antes, Ciro Nogueira comprara uma cobertura tríplex na Rua Oscar Freire, em São Paulo, por 22 milhões de reais.&lt;br /&gt;
Em junho daquele mesmo ano, o prolífico legislador havia apresentado outras duas propostas de lei que atendiam aos interesses de um dos maiores sonegadores do país, Ricardo Magro. As peças também ganharam nome próprio: Emendas Refit, em homenagem à refinaria de Magro. Os textos criavam exceções que poderiam impedir empresas do setor de combustíveis, como a Refit, de ser enquadradas como devedoras contumazes. Dado que Ricardo Magro acumulava dívidas tributárias bilionárias, os benefícios potenciais eram extraordinários. E há uma coincidência de datas que merece registro. Reportagens do Estadão e de Breno Pires na piauí mostraram que, menos de dois meses depois da apresentação das emendas, uma empresa de Magro registrava em sua contabilidade 14,2 milhões de reais a pagar à Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis, empresa da família do senador.&lt;br /&gt;
Seria possível prosseguir, mas basta. Flávio Bolsonaro só se afastou de Nogueira quando já não era possível mantê-lo por perto.&lt;br /&gt;
Sigamos, portanto. &lt;br /&gt;
É instrutivo se debruçar sobre as chapas regionais de apoio a Flávio, em especial sobre os candidatos fluminenses. Afinal, o Rio de Janeiro é o estado do senador e, portanto, onde se supõe que ele cultive suas relações políticas de maior confiança.&lt;br /&gt;
Infelizmente, é preciso começar por um fracasso. O nome estelar do partido de Flávio para disputar uma das duas vagas ao Senado era o de Cláudio Castro. Sabe-se bem o que veio a acontecer. As denúncias que se abateram sobre Castro apontam para um nível de delinquência que se destaca mesmo quando comparado aos dos feitos menos louváveis dos governadores que o antecederam – o que, convenhamos, de tão extraordinário chega a ser admirável.&lt;br /&gt;
Assim como ocorre com Ciro Nogueira, no histórico de Castro nenhum escândalo recente deixa de dar a sua cara: Master, Refit, uso político da máquina. E há, inclusive, o que não chega a aparecer na ficha corrida dos demais. Quando vice-governador na gestão Wilson Witzel, Castro foi investigado por desvio de recursos de um programa que oferecia cirurgias de catarata a pessoas em situação de rua. Delatores do caso afirmaram que ele se beneficiava financeira e politicamente do controle sobre esse projeto social.&lt;br /&gt;
As peripécias de vários personagens que sempre cercaram a família Bolsonaro lembram uma frase que Louis-Ferdinand Céline, o escritor citado no início deste artigo, teria dito a respeito de um desafeto: “Fulano pagaria para ser comprado.” Substitua-se Fulano por boa parte desse elenco, e a frase fica de pé.&lt;br /&gt;
O ministro André Mendonça do STF determinou o trancamento de dois inquéritos da PF e do MP-RJ que investigavam Cláudio Castro no âmbito da Operação Catarata, por entender que teria havido vício processual: Castro já ocupava o cargo de vice-governador quando foram realizadas diligências contra ele sem a autorização judicial que, em razão do cargo, seria necessária. &lt;br /&gt;
O fato de ter escapado por pouco não arrefeceu o ímpeto de caminhar sempre pelas fronteiras do Código Penal. Em 23 de março de 2026, quase sete anos depois dos eventos investigados pela Operação Catarata, Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro desde 2020, renunciou ao mandato às vésperas da conclusão de um julgamento na Justiça Eleitoral. No dia seguinte, o TSE declarou-o inelegível por oito anos por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, um escândalo relacionado ao uso de uma gigantesca folha de pagamentos para contratar um número enorme de pessoas sem concurso e utilizar uma parcela dessa estrutura para favorecer eleitoralmente candidatos ligados ao governo. Foram dezenas de milhares de contratados e centenas de milhões de reais pagos, em grande parte por saques em espécie. &lt;br /&gt;
No início de 2025 a relação de Castro com os casos Master e Refit ainda não tinham vindo a público, mas no seu currículo já constavam a Operação Catarata e outros malfeitos. Isso não foi suficiente para que Flávio Bolsonaro deixasse de festejar o provável companheiro de palanque. Em fevereiro, ele estreou seu podcast Fala 01! – título, aliás, sintomático. O primeiro convidado? Cláudio Castro. Apresentou-o assim: “Meu amigo governador Cláudio Castro, obrigado por estar aqui comigo. É uma grande honra estar com você. Não é de agora que a gente tá junto caminhando na política.” Como o governador deixou claro, Flávio estava certo: de fato, os dois eram amigos havia “muitos e muitos anos”.&lt;br /&gt;
Tendo a amizade com Castro sido roída pelos escândalos, passou-se à segunda opção: Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo. “Estou aqui para reafirmar o meu apoio integral, 100%, ao meu amigo Márcio Canella como pré-­candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro”, declarou Flávio Bolsonaro em abril.&lt;br /&gt;
Tudo ia bem quando, em julho, prenderam Canella. Foi um acaso. A polícia fazia diligências no âmbito de uma operação que apurava o uso de postos de gasolina para lavar dinheiro do crime, e o ainda pré-candidato era um dos investigados. Josette Goulart, da newsletter Tixa News, conta assim a história: “A Polícia Federal bateu na porta de Márcio Canella [&amp;#8230;] Era só uma busca e apreensão. Mas eis que Canella foi pego com um fuzil em seu carro e acabou preso. O histórico não é dos melhores. Nomeou milicianos quando ainda era prefeito de Belford Roxo, por exemplo, segundo mostrou reportagem da Folha. Ele deixou a prefeitura justamente para ser candidato a senador.” &lt;br /&gt;
Já não é. As complicações com a Justiça o levaram a mirar mais baixo. Agora, será candidato a deputado estadual. Flávio terá que se contentar com a terceira opção, Carlos Portinho, sobre o qual, até o presente momento, nada consta.&lt;br /&gt;
Para o governo do Rio, o PL apresentou Douglas Ruas. Policial civil e deputado de pouca projeção estadual, acabou eleito presidente da Alerj depois de seu antecessor ser preso e perder o mandato. Assim como o candidato à Presidência, o candidato a governador tem no pai sua principal referência política. No caso do deputado, trata-se de Nelson Ruas dos Santos, o Capitão Nelson, atual prefeito de São Gonçalo e figura central na trajetória política do filho.&lt;br /&gt;
Uma espécie de cantochão ressoa por trás dos personagens que cercam Flávio Bolsonaro, repetindo, caso após caso, a palavra milícia. O relatório final da CPI das Milícias da Alerj, aprovado por unanimidade em 2008, registra o Capitão Nelson como um dos líderes de um grupo paramilitar que atuava em São Gonçalo. Seus integrantes cobravam por segurança, transporte alternativo e tevê a cabo, e impunham suas atividades através de ameaças – acusação que Nelson sempre negou e que, segundo ele, não levou a seu indiciamento. &lt;br /&gt;
Ele também nega uma denúncia do começo dos anos 1990, na qual aparece como um dos autores de uma chacina ocorrida em 1988. &lt;br /&gt;
Até prova em contrário, presume-se a inocência. A questão incômoda não é saber se este ou aquele personagem faz parte de uma organização criminosa, e sim a constância com que essas denúncias surgem em torno do candidato à Presidência. O problema é o cantochão.&lt;br /&gt;
Toda a vida política de Flávio foi acompanhada por esse baixo contínuo. Em 2007, jovem deputado estadual no Rio, ele defendeu publicamente a legalização das milícias, sob o argumento de que o Estado era incapaz de cumprir sua missão constitucional. Sugeriu também que, nas favelas, a presença dos milicianos era bem-vinda, tanto assim que trabalhadores se dispunham a “pagar R$ 15 para não ter traficantes”. Na voz do deputado, ser extorquido virava escolha. &lt;br /&gt;
O tempo não mudou suas simpatias. Em 2023, já como senador, Flávio destinou 200 mil reais, por meio de uma emenda parlamentar, a um projeto em área de milícia. Como revelou o Estadão, atendia a um pedido de Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe. Peixe seria preso no ano seguinte por envolvimento no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Nas mensagens obtidas pela PF, o miliciano se refere duas vezes a Flávio como “nosso senador”.&lt;br /&gt;
Épouco provável que os frequentadores dos jantares saibam do projeto de transformar as milícias em negócio legítimo. Imagino também que não conheçam Márcio Canella, Douglas Ruas, Capitão Nelson e Peixe, embora, por dever de cidadania, talvez tivessem que se informar sobre o círculo próximo da pessoa com quem se sentam à mesa. Sobre Cláudio Castro, é provável que saibam um pouco mais. &lt;br /&gt;
E sobre Fabrício Queiroz não podem ter dúvidas. Sabem de quem se trata.&lt;br /&gt;
Aqui nesta revista, Miguel Lago escreveu que Flávio Bolsonaro é a expressão de uma visão de futuro “que começa a se consolidar: individualista, violenta, hostil a compromissos éticos mais amplos e pouco preocupada com o outro”. Queiroz é um bom exemplo – não o melhor, apenas mais um – das figuras que povoarão esse país imaginado.&lt;br /&gt;
Ex-policial da PM do Rio de Janeiro, Queiroz mantinha relações antigas e estreitas com personagens do universo miliciano. Há documentos e investigações que apontam vínculos financeiros e interlocução com esse meio. Um exemplo: em mensagens de 2019 obtidas pelo MP, sua mulher lhe encaminhou o pedido de um homem ameaçado pelo grupo paramilitar de Rio das Pedras, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Conforme publicou a Folha, Queiroz respondeu “que poderia interceder com os milicianos pessoalmente, mas que não faria o contato pelo telefone porque tinha receio de estar grampeado”. &lt;br /&gt;
Um relatório do Coaf informa que, em 2017, Queiroz recebeu recursos de uma empresa de estética que era usada no esquema de lavagem de dinheiro de um matador de aluguel. O ano é importante porque, na ocasião, o ex-­policial era assessor de Flávio Bolsonaro na Alerj, cargo que assumiu em 2007. Muito ligado a Jair, tinha ascendência sobre os assessores do então deputado, que o tratavam como chefe de gabinete. Foi nessa posição, segundo o MP-RJ, que operou o esquema de rachadinha no gabinete de Flávio. &lt;br /&gt;
Em uma reportagem de 2020, a Folha noticiou que, de acordo com o MP-RJ, onze assessores vinculados a Flávio repassaram pelo menos 2 milhões de reais a Queiroz, sendo a maior parte por meio de depósitos em espécie. A Promotoria identificou que o ex-assessor pagou mensalidades escolares e planos de saúde da família do chefe. Essa teria sido uma forma de lavar o dinheiro obtido com a suposta rachadinha.&lt;br /&gt;
Queiroz chegou a ser preso, mas o caso começou a desmoronar judicialmente durante a Presidência de Jair Bolsonaro. Cortes superiores anularam, por falhas processuais, quebras de sigilo, buscas e outras provas da investigação, além de excluírem do conjunto probatório quatro dos cinco relatórios do Coaf que haviam embasado a denúncia, sob o argumento de que tinham sido obtidos de forma irregular.&lt;br /&gt;
Assim como ocorreu com Castro, Queiroz voltou para casa não por ter provado sua inocência, mas por ter se beneficiado de tropeços formais que impediram que as acusações contra ele fossem julgadas no mérito. Pouco importa. Para o que interessa aqui, Queiroz tem outra serventia: a de estabelecer um elo entre seu antigo patrão e uma figura bem mais perigosa do universo de homens da violência em torno do qual Flávio Bolsonaro sempre gravitou. Refiro-me, claro, a Adriano da Nóbrega, o matador de aluguel cujo círculo mantinha relações financeiras com o assessor parlamentar. &lt;br /&gt;
Também aqui, o pessoal dos jantares sabe de quem se trata.&lt;br /&gt;
Vale a pena atentar para a cronologia. &lt;br /&gt;
Em outubro de 2003, o então deputado estadual Flávio Bolsonaro propôs a primeira moção de louvor a Nóbrega, elogiando seu “excepcional comportamento” e sua “dedicação, brilhantismo e galhardia” no exercício da função policial.&lt;br /&gt;
No dia 25 do mês seguinte, o guardador de carros Leandro dos Santos Silva, de 24 anos, denunciou policiais do Grupamento de Ações Táticas do 16º Batalhão de Polícia Militar, em Olaria, entre eles Nóbrega. Segundo relatou, quatro dias antes fora sequestrado e torturado pelos policiais, que lhe extorquiram 2 mil reais. Dois dias depois, ao sair de casa em Parada de Lucas, foi assassinado a tiros.&lt;br /&gt;
Pelo crime, Nóbrega foi preso preventivamente em janeiro de 2004. Em junho de 2005, quando ele ainda estava confinado à espera de julgamento, Flávio propôs conceder-lhe a Medalha Tiradentes, a maior honraria da Alerj. Em outubro, Nóbrega foi condenado pelo tribunal do júri a dezenove anos de prisão. Flávio e Jair Bolsonaro foram à cadeia para entregar-lhe a medalha.&lt;br /&gt;
Em 2006, anulou-se o julgamento pelo homicídio e Nóbrega foi solto. Passados dois anos, voltou a ser preso, agora acusado de tentar assassinar um pecuarista a mando de bicheiros cariocas. Um mês depois, com o fim do prazo da prisão temporária, estava novamente em liberdade.&lt;br /&gt;
Em janeiro de 2014, a PM o expulsou da corporação porque a Corregedoria concluiu que ele atuava como braço de aluguel da contravenção.&lt;br /&gt;
A esposa de Nóbrega integrava o gabinete de Flávio desde 2007. Em 2016, o hoje candidato à Presidência contratou outro membro da família do matador – em abril, a mãe de Nóbrega tornou-se sua assessora parlamentar.&lt;br /&gt;
Dada a relação de Fabrício Queiroz com Adriano da Nóbrega, presume-se que as referidas mãe e ex-mulher fossem próximas do faz-tudo de Flávio. E, de fato, foi durante o período em que elas estiveram a serviço do então deputado que se utilizaram contas bancárias de Nóbrega para movimentar dinheiro do esquema de rachadinhas. Como mostraram as investigações, as duas recebiam sem trabalhar, circunstância que deveria despertar a curiosidade dos vigilantes da responsabilidade fiscal.&lt;br /&gt;
Desde 2018 – com mãe, ex-mulher e Queiroz firmes na folha de pagamentos de Flávio Bolsonaro –, investigava-­se a atuação de grupos de matadores ligados a um certo Escritório do Crime. Já se sabia, portanto, como Adriano da Nóbrega ganhava a vida. As notícias começaram a vir a público no contexto da apuração do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Adriano, inclusive, prestara depoimento à Polícia Civil em agosto daquele ano, quando já era mencionado em denúncias anônimas relacionadas ao caso.&lt;br /&gt;
Acusado de homicídio em 2003, expulso da polícia em 2014, apontado como chefe de um grupo de extermínio em meados de 2018: nada disso levou Flávio a afastar de sua convivência e de seu serviço a mãe, a ex-mulher e o amigo de Nóbrega, todos pagos, evidentemente, com recursos públicos. Queiroz só deu baixa na carteira em outubro de 2018, quando Flávio já havia sido eleito senador; a mãe e a ex-mulher do matador, no mês seguinte.&lt;br /&gt;
Em janeiro de 2019, agora formalmente acusado de liderar o grupo de sicários, Nóbrega fugiu para não ser preso. Seria morto um ano depois, num suposto confronto com policiais militares.&lt;br /&gt;
Em momento nenhum dessa trajetória, na qual se acumulam acusações da mais alta criminalidade, Flávio ou Jair deixaram de defender o assassino. “Como é muito comum, um PM, quando está em operação, mata vagabundo, traficante”, declarou o pai-presidente em 2020, referindo-se ao guardador de carros Leandro dos Santos Silva. “[Adriano] estava sendo falsamente acusado de ter cometido homicídio e, na verdade, foi uma troca de tiros com um traficante”, afirmou o filho-candidato em 2026, aos apresentadores do Jornal Nacional.&lt;br /&gt;
É falso. De acordo com a investigação, depois de matarem o guardador, os oito policiais – entre eles Adriano – alteraram a cena do crime para forjar um confronto. Como mostrou o UOL, “não há evidências de que Leandro dos Santos Silva fosse um traficante”. Ele era funcionário da CET-Rio, o que não impediu Flávio de, na entrevista citada, chamá-lo de “marginal”. Diante de uma pergunta sobre um matador, preferiu reservar o adjetivo para o trabalhador.&lt;br /&gt;
Não deixa de ser revelador que boa parte dos comensais de que falo aqui não considere que os fatos acima – seja a estreita amizade, seja a reiterada defesa, seja a admiração confessa por pessoas ligadas ao que há de mais perigoso e criminal – constituam razão suficiente para se afastar do candidato. Suspeito – porque já ouvi essa conversa inúmeras vezes – que muitos deles já tenham pensado em transformar em residência permanente suas casas em Miami. Afinal, no Brasil, “a violência está demais”.&lt;br /&gt;
Uma interpretação menos generosa poderia concluir que, para eles, quem dá expediente numa organização chamada Escritório do Crime não costuma escolher seus alvos nos melhores endereços das nossas cidades. Afeta o flanelinha, não o CEO. Logo, pode-se seguir com o jantar.&lt;br /&gt;
Que tudo isso represente a lenta penetração do crime nas instâncias mais elevadas do poder político nacional não parece ser fator de perturbação. Mas há ainda outra dimensão a considerar. A mais grave de todas.&lt;br /&gt;
Chegamos, finalmente, ao ataque às instituições democráticas, talvez a maior das violências. A não ser que se escolha desviar os olhos, não pode haver dúvida sobre o que pensa a esse respeito a família Bolsonaro. Deixo de lado o pai para ficar apenas com o filho.&lt;br /&gt;
Em 2020, quando Jair Bolsonaro participava de mais uma manifestação em que se exibiam faixas pedindo intervenção militar e se repetiam palavras de ordem favoráveis ao AI-5, Flávio descreveu o espetáculo como o de uma “democracia pulsando forte”. E considerou uma “canalhada” caracterizar a manifestação como de apoio à ruptura institucional.&lt;br /&gt;
Veio o Oito de Janeiro, e o campo político se dividiu em dois: os que encararam os eventos daquele dia como a maior violência contra as instituições brasileiras desde a redemocratização, e os que não. Flávio, evidentemente, pertence ao segundo grupo. “Essa narrativa de tentativa de golpe no Oito de Janeiro é um crime impossível”, declarou em 2024, no programa Roda Viva. “Um terreno na Lua”, comparou. Isso quando já tinham se tornado públicas a minuta do golpe, as reuniões em que se discutiu a trama do putsch e as tentativas do pai de obter a adesão dos militares. &lt;br /&gt;
Não satisfeito, ainda insinuou que Lu­la, de caso pensado, teria deixado que a baderna prosperasse – “Eu acho que ele saiu [de Brasília] torcendo para acontecer o que aconteceu” –, transformando o governo constitucional recém-empossado em cúmplice do ataque promovido pela base social que sustentava seu pai e hoje sustenta sua candidatura.&lt;br /&gt;
No ano passado, falando à Folha, admitiu a possibilidade do “uso da força” contra o Supremo na hipótese de um presidente eleito conceder indulto a Bolsonaro e a Corte declarar o ato inconstitucional. Se chegar ao Planalto, é possível que enfrente essa situação, uma vez que não há compromisso maior em sua campanha do que anistiar o pai e todos os conspiradores de 2022. A promessa foi reiterada na entrevista aos apresentadores do Jornal Nacional deste ano, com Flávio já candidato à Presidência.&lt;br /&gt;
Deveria preocupar a todos que se dizem adeptos da tradição liberal a proximidade ao poder de um candidato que trata como farsa – nas suas palavras, como “golpe da Disney” – um dia de fúria antidemocrática. Que jamais deixa de minimizar o perigo que corremos naqueles dias em que, no próprio palácio de governo, alguns dos homens mais próximos ao então presidente tramavam o assassinato do presidente e do vice-presidente eleitos, o assassinato de um juiz da Suprema Corte, o fim da nossa democracia.&lt;br /&gt;
Mais grave ainda é o que se apresenta como absolutamente óbvio: que Flávio não passa de um homem sem autonomia, um instrumento de Jair. Afirmou que, se eleito, dará ao pai o cargo que este quiser. Subirá a rampa com Jair e a Jair caberá decidir se fará ou não parte do governo. Que dúvida pode haver a respeito de quem será o homem forte de uma eventual presidência de Zero Um?&lt;br /&gt;
Para os (poucos) que, cheios de virtude, dizem não admitir conversa com o pai, mas, com o filho, sim, um aviso: informem-se sobre o fenômeno do ventriloquismo. É com o pai que estão conversando. Se não enxergam, é porque não querem.&lt;br /&gt;
Os apoiadores de Flávio Bolsonaro na elite econômica brasileira não formam um bloco homogêneo. Neles se misturam, às vezes num único personagem, a defesa de interesses particulares do velho patrimonialismo nacional, a preocupação legítima com a situação macroeconômica, o desejo ingênuo de “contribuir para o diálogo”, a vertigem quase erótica da influência política e a vaidade intelectual de quem se acha capaz de definir os melhores rumos da nação. Noves fora essas diferenças, existe um vocabulário comum em suas reivindicações: privatizações, redução da carga tributária, flexibilização regulatória, corte de gastos, diminuição da máquina pública.&lt;br /&gt;
As receitas para alcançar tais objetivos também variam, mas é preciso admitir que, com raras exceções, entre esses apoiadores prevalece a ideia de que a conta não deve ser paga por sua própria classe. Ana Clara Costa chamou a atenção para isso aqui na revista. Durante um evento que reuniu a nata do sistema financeiro nacional em São Paulo, um dos participantes se manifestou indignado com a situação de um país que, segundo ele, assina cheques para 112 milhões de pessoas. “É insustentável”, declarou.&lt;br /&gt;
“Claramente se referia a programas sociais”, explica Ana Clara, “mas não se sabe de onde tirou a cifra. Afinal, os beneficiários do programa Bolsa Família, principal alavanca para famílias pobres, somam cerca de 20 milhões, e os contemplados pelo Benefício de Prestação Continuada, outro programa expressivo, chegam a cerca de 6 milhões. Ainda assim, o gestor defendeu cortes como solução para os problemas fiscais. ‘Não tem como um país sobreviver com metade das pessoas recebendo cheque do governo’, disse, repetindo o número.” Foi aplaudido pela sala.&lt;br /&gt;
Coube ao anfitrião do evento, o banqueiro André Esteves, introduzir uma nota incômoda. Como mostra Ana Clara, Esteves lembrou aos presentes que “os maiores subsídios concedidos pelo governo ocorrem, na prática, em benefício do próprio mercado financeiro. ‘Há 1 trilhão de subsídio para nós aqui nessa sala, o subsídio ao rentista’, disse, referindo-se aos investimentos isentos de tributação”. Segundo Ana Clara, o tema não mobilizou a plateia tanto quanto a perspectiva de cortar benefícios destinados aos pobres.&lt;br /&gt;
André Esteves e o indignado da tarde, o gestor de fundos Luis Stuhlberger, aparecem com frequência na imprensa, seja em eventos com Flávio Bolsonaro, no caso do primeiro, seja em manifestações sobre o candidato, no caso do segundo. Stuhlberger considera que uma vitória da direita pode incentivar a retomada de “boas práticas” macroeconômicas. É o caso de perguntar: que direita? A liberal, social-democrata de Fernando Henrique Cardoso, Pedro Malan e Geraldo Alckmin já não está no jogo, ou mudou de lado. E de lembrar: a que temos hoje é a de Ciro Nogueira, Valdemar Costa Neto, Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo, Ricardo Salles e Silas Malafaia. Disso eles também sabem.&lt;br /&gt;
Historiadores do autoritarismo explicam que uma das características desse regime é contar com cidadãos que já não sabem distinguir ficção de fato, verdade de mentira. A gente de quem falo aqui sabe. São pessoas bem informadas, que sabem de Brilhante Ustra, sabem de Queiroz, sabem de Cláudio Castro, sabem de Ciro Nogueira, sabem do Oito de Janeiro, sabem das minutas impressas no palácio presidencial, sabem da conspiração tarifária contra o país, sabem da ascendência que o pai tem sobre o filho. Sei que sabem, porque conheço o mundo social em que vivem. É o mundo em que nasci. Sei das informações que circulam por ele, e são boas informações.&lt;br /&gt;
Sei que dirão que a situação fiscal é insustentável e que, a continuar assim, o país se arruinará. É verdade que Lula 3 gastou mais do que devia, fazendo subir os juros e a dívida. Mas há sutilezas aqui. Por exemplo, como mostrou Marcelo Kayath em sua boa entrevista ao Valor, vários dos nossos problemas são estruturais. A responsabilidade fiscal pode não ser uma prioridade do atual governo, e parte do crescimento das despesas primárias obrigatórias pode ser atribuída a ele. Ainda assim, o fato é que essas despesas absorvem mais de 90% dos recursos disponíveis. E boa parte do orçamento de investimento está nas mãos do Congresso, o que limita a capacidade de ação do Executivo.&lt;br /&gt;
Além disso, é estranho imaginar que uma administração Bolsonaro possa funcionar como o fiel da estabilidade, visto que naquela à qual sobrevivemos floresceu o orçamento secreto, se caloteou o pagamento dos precatórios e Daniel Vorcaro ganhou autorização para se tornar banqueiro. Mas que assim seja, mesmo que apenas como exercício mental. Diante de cenários ruins, é preciso escolher o menos danoso. Economias se recuperam, regimes de exceção tendem a se prolongar. Nossa última ditadura durou 21 anos, e ainda estamos pagando o seu preço. Vimos isso nas minutas impressas no Planalto, na invasão dos prédios da República, nos militares voltando a nos assombrar o sono.&lt;br /&gt;
É curioso: essas são pessoas que não aceitam o risco de uma crise econômica, mas admitem sem estrilar o de uma crise democrática. As consequências da primeira podem ser gravíssimas, mas são, em princípio, reversíveis; as da segunda podem deixar marcas institucionais duradouras. &lt;br /&gt;
Lula 1 e Lula 2 – este último tendo enfrentado a maior crise financeira desde a Grande Depressão – mostraram que Lula é capaz de governar com cautela. O único governo Bolsonaro que conhecemos nos ensinou o contrário.&lt;br /&gt;
Já se disse que vamos à guerra não com os generais que gostaríamos de ter, mas com os que temos. E, no momento, temos estes dois. A escolha é esta, não outra. É justo, então, perguntar aos que vêm dando legitimidade política a Flávio Bolsonaro: podem ter tanta certeza assim de que ele não será tutelado pelo pai? Penso que não. E ainda que não seja, será a tutela o único problema? A história do próprio Flávio deveria ser resposta suficiente. A tutela do pai é um perigo; Flávio sozinho, também. Concluo, portanto, que estão em paz com o risco de sacrificar a democracia em nome do ajuste fiscal. Fica esclarecida, assim, a escala de valores.&lt;br /&gt;
Por ela, é admissível tramar golpes de Estado; vale conspirar contra os interesses do país, vale se avassalar aos Estados Unidos (as bandeiras americanas nos comícios, o boné na cabeça dos correligionários, o bonequinho de Trump na mesa de Flávio), vale incitar nações estrangeiras a atacar a economia brasileira, vale convidar forças militares estrangeiras a bombardear o território nacional.&lt;br /&gt;
Vale também conviver com as mais desvairadas possibilidades. “Eduardo Bolsonaro tem dito a interlocutores que, se o irmão virar presidente, ele comandará o Itamaraty no próximo governo”, publicou recentemente Lauro Jardim. Eduardo – aquele que trabalhou duro junto a Trump e Rubio para prejudicar o Brasil numa conspiração bem-sucedida em benefício da própria família e em detrimento dos brasileiros – será nomeado chanceler? Não? Vocês garantem?&lt;br /&gt;
Eduardo por certo terá influência sobre a pasta. É útil, então, comparar o presente com o passado. De um lado, Mauro Vieira; do outro, Ernesto Araújo. E pela frente, quem sabe, Eduardo Bolsonaro ou Paulo Figueiredo, seu fiel escudeiro nas idas e vindas pelos corredores de Washington, uma figura obscena que, não faz três meses, escreveu que mulheres não sabem votar e considerou “genial” Jair ter insinuado que uma adversária não merecia ser violentada sexualmente. Apoiar Flávio é estar disposto a pactuar com essa companhia. E pior, vê-la representar o país.&lt;br /&gt;
Nada disso significa uma adesão ao atual presidente. É preciso admitir que os últimos quatro anos foram vividos sem paixão e sem grandeza. Faltou ao governo convicção nas próprias ideias, talvez por elas inexistirem. Ainda que as conquistas de Lula não tenham sido poucas – cito apenas duas, imensas, que uma volta dos Bolsonaro põe em risco: a redução histórica do desmatamento e a pacificação da questão militar –, ele fracassou em nos propor um projeto de futuro. &lt;br /&gt;
O que não se pode imputar a Lula, contudo, é qualquer ameaça à estabilidade democrática. Como lembrou Míriam Leitão, entre os cinco primeiros candidatos presidenciais entrevistados pelos apresentadores do Jornal Nacional – Caiado, Zema, Renan Santos, Lula e Flávio –, “a apenas um não foi preciso fazer perguntas sobre democracia. Dois subestimaram o ataque aos Três Poderes de Oito de Janeiro, um apresentou uma proposta de extremismo autoritário e o quarto é filho do ex-presidente que tentou o golpe”.&lt;br /&gt;
Estamos, novamente, numa encruzilhada. Em momentos assim da história, uma pergunta sempre volta: E eu, nessas circunstâncias, o que teria feito? É aí que entra o diálogo silencioso de que fala Hannah Arendt. Existe uma boa história a esse respeito. O pai de um historiador do totalitarismo, um homem comum, de vida confortável e valores conservadores, decidiu muito cedo que não seria cúmplice do regime que se instalava. “Mesmo se todos os outros, eu não”, repetia aos filhos, citando uma passagem bíblica sobre não transigir com os próprios princípios. Em consequência, ao longo dos anos 1930, a família perdeu posição social e empobreceu. O futuro historiador, um adolescente na época, aprenderia ainda uma segunda lição valiosa, esta de um professor: “Em caso de dúvida, escolha a dúvida.” &lt;br /&gt;
Jürgen Habermas, o grande pensador da razão e da democracia, escreveu no início da carreira que “se o temor desaparece, os monstros voltam”. Pois bem, na quadra histórica em que nos encontramos, marcada por derivas autoritárias em toda parte, em especial no nosso continente, os monstros estão de volta. A eleição brasileira de 2026 pôs diante do eleitor alternativas que, a meu ver, jamais foram equivalentes.&lt;br /&gt;
A figura do candidato da direita – ou, para usar o termo feliz do jornalista João Gabriel de Lima, da direita à direita da direita –, sua história, suas amizades, sua família e seu entorno exigem, no mínimo, o exercício da dúvida.&lt;br /&gt;
As pessoas de que falo aqui sabem que há razões para duvidar e, ainda assim, parecem desprezá-las. Se esse é o caso, a pergunta fundamental sobre como agiriam em momentos graves da história não precisa mais ser feita. A resposta foi dada. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;[1] Não custa lembrar. Em 2019, os senadores Flávio Bolsonaro e Marcio Bittar apresentaram o Projeto de Lei no 2.362/2019, que revogava integralmente o capítulo do Código Florestal dedicado à Reserva Legal. Em outras palavras, acabaria ali a obrigação de preservar vegetação nativa dentro de propriedades privadas rurais em todo país. Pode-se imaginar a consequência disso para a Amazônia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;*Os nomes dos empresários David Feffer (papel e celulose) e Rubens Ometto (energia e infraestrutura) foram suprimidos da lista publicada originalmente. Ambos negaram ter participado de jantares ou encontros com o candidato Flávio Bolsonaro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;João Moreira Salles&lt;br /&gt;
Documentarista, é fundador da piauí. Dirigiu No Intenso Agora, Santiago, Entreatos, Notícias de uma Guerra Particular e Nelson Freire. É autor de Arrabalde: Em Busca da Amazônia (Companhia das Letras)&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>Vendo a minha Mercedes-Benz 560 SEL 1989</title><link>https://stickel.com.br/post/mercedes-benz-560-sel</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/mercedes-benz-560-sel/</guid><description>Vendo Mercedes-Benz 560 SEL 1989 (W126), cinza metálico, quase 59.000 km, R$ 500 mil. Escapamento inox, suspensão e coxins novos. Fale direto com o dono.</description><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 12:33:32 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;div style=&quot;margin:0 0 2.5rem&quot;&gt;&lt;a href=&quot;mailto:fernando@stickel.com.br?subject=Mercedes-Benz%20560%20SEL%201989&quot; style=&quot;display:block&quot;&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/mercedes-banner.jpg&quot; alt=&quot;À venda: Mercedes-Benz 560 SEL 1989, W126, 59.000 km, 300 cv, cinza metálico. Falar com o dono.&quot; width=&quot;1600&quot; height=&quot;600&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;No começo de 2022 eu comentei com o Zeca, meu mecânico, que estava interessado numa Mercedes-Benz 560. Eu pensava na SL, a conversível. Algum tempo depois, na oficina A.M.Marcelo, o Zeca me apontou um sedan grande, cinza metálico, de quatro portas, e disse: dá uma volta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dei a volta, fiquei dois ou três dias com o carro e me apaixonei perdidamente. Foi assim que comprei esta 560 SEL 1989, o modelo W126, considerada a melhor geração da Classe S.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Comprei com 45.000 km. Hoje ela tem quase 59.000, e foram 14.000 quilômetros de prazer. Agora ela está à venda, por &lt;strong&gt;R$ 500 mil&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;O carro&lt;/h3&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Mercedes-Benz 560 SEL, 1989, série W126&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Sedan de quatro portas, cinza metálico&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Quase 59.000 km&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;300 cv e 1.800 kg: acelera, freia e faz curvas muito bem&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;ABS, controle de tração, piloto automático, airbag para o motorista e ar-condicionado automático&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Nenhuma tela no painel: só madeira, couro e comandos analógicos&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;div id=&quot;fotos&quot; data-lightbox style=&quot;display:grid;grid-template-columns:repeat(3,minmax(0,1fr));gap:8px;margin:2.5rem 0&quot;&gt;
&lt;div&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/mb-1.jpg&quot; alt=&quot;A Mercedes-Benz 560 SEL 1989, cinza metálico, vista de lado&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;458&quot; style=&quot;aspect-ratio:4/3;object-fit:cover;margin:0&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/mb-2.jpg&quot; alt=&quot;O escapamento refeito em aço inox, visto por baixo do carro e nas duas ponteiras&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;443&quot; style=&quot;aspect-ratio:4/3;object-fit:cover;margin:0&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/mb-3.jpg&quot; alt=&quot;As buchas, os terminais e os coxins da troca na suspensão dianteira, no motor e no câmbio&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;709&quot; style=&quot;aspect-ratio:4/3;object-fit:cover;margin:0&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/mb-4.jpg&quot; alt=&quot;O módulo novo de comando do ar-condicionado, americano, com a temperatura em Fahrenheit&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;440&quot; style=&quot;aspect-ratio:4/3;object-fit:cover;margin:0&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/mb-5.jpg&quot; alt=&quot;O painel de madeira, com o módulo novo do ar-condicionado no lugar&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;709&quot; style=&quot;aspect-ratio:4/3;object-fit:cover;margin:0&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/mb-6.jpg&quot; alt=&quot;Os mostradores analógicos, com o hodômetro perto dos 59.000 km&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;488&quot; style=&quot;aspect-ratio:4/3;object-fit:cover;margin:0&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;h3&gt;O que já foi feito&lt;/h3&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Escapamento inteiro refeito em aço inox&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Buchas e terminais da suspensão dianteira trocados&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Coxins do motor e do câmbio trocados&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Ar-condicionado revisado: módulo de comando novo (é americano, marca a temperatura em Fahrenheit) e reparo da válvula de água quente&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;div style=&quot;margin:2.5rem 0;padding:1.75rem 1.75rem 2rem;background:#17171a;border-left:4px solid #c8a165&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;margin:0 0 .9rem;color:#c8a165;font-size:.78rem;font-weight:700;letter-spacing:.22em;text-transform:uppercase&quot;&gt;Se você gosta de carro, ou conhece quem gosta&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin:0 0 .4rem;color:#fff;font-size:1.35rem;font-weight:700;line-height:1.3&quot;&gt;Mercedes-Benz 560 SEL 1989 &amp;middot; R$ 500 mil&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin:0 0 1.4rem;color:rgba(255,255,255,.8);font-size:1.05rem;line-height:1.6&quot;&gt;Me escreve. Respondo eu mesmo, e a gente combina a volta.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;a href=&quot;mailto:fernando@stickel.com.br?subject=Mercedes-Benz%20560%20SEL%201989&quot; style=&quot;display:inline-block;padding:14px 26px;background:#c8a165;color:#17171a;text-decoration:none;font-weight:700;font-size:.9rem;letter-spacing:.1em&quot;&gt;fernando@stickel.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Foi o conselho do Zeca, e continua valendo: dá uma volta.&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>volta à arte</title><link>https://stickel.com.br/post/volta-a-arte</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/volta-a-arte/</guid><description>A mesa de trabalho Há pouco mais de um ano, a Fundação Stickel passou por profundas modificações em sua estrutura física e de governança. Essas mudanças acabaram por me liberar algumas horas diárias e, com elas, a possibilidade de voltar à minha vocação original: a ARTE! Estou animado com essa nova circunstância. Fiquei muito tempo [&amp;hellip;]</description><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 19:39:11 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/estu.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;548&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44502&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/estu.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/estu-150x116.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;A mesa de trabalho&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Há pouco mais de um ano, a Fundação Stickel passou por profundas modificações em sua estrutura física e de governança. Essas mudanças acabaram por me liberar algumas horas diárias e, com elas, a possibilidade de voltar à minha vocação original: a ARTE!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estou animado com essa nova circunstância. Fiquei muito tempo afastado do fazer artístico — foram pelo menos 20 anos dedicados intensamente à Fundação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As primeiras horas assim reconquistadas investi em limpeza e organização. Abri arquivos fechados desde o tempo do meu pai, organizei livros e catálogos, mandei toneladas de papéis para a reciclagem, abri mapotecas e revi trabalhos em papel guardados havia décadas. Organizei-os, descartei alguns poucos e separei muitos que ainda serão retrabalhados. Neste processo alimentei este blog de muitas histórias, que estavam escondidas/esquecidas nos arquivos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quem já interrompeu por algum tempo uma atividade física — exercícios, natação, qualquer prática regular — sabe como é difícil recomeçar. Parece impossível recuperar a antiga desenvoltura. O corpo resiste aos esforços, e só muita insistência, trabalho constante e disciplina dão conta do recado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com a arte acontece a mesma coisa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É dificílimo voltar à prática. As ideias estão ali, a alma de artista anseia pelo retorno ao fazer diário, mas tudo parece conspirar contra você. Os materiais guardados durante 20 anos secaram ou envelheceram; aquele lápis perfeito para a tarefa sumiu; o espaço ainda não está preparado; falta luz no lugar certo; e toda espécie de trava aparece pelo caminho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tudo está enferrujado — e haja WD-40 para destravar o processo!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas este é justamente o recomeço. Voltar à prática diária, insistir! Trabalhar em pequenos formatos, com uma estrutura simples e poucos materiais: minha boa e velha aquarela Schmincke, alguns pincéis, lápis, cola, estilete, tesoura — sim, as colagens estarão presentes! — e, principalmente, tempo no estúdio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois de tantos anos, estou novamente fazendo arte. E estou feliz!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/des-8.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;544&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44506&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/des-8.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/des-8-150x115.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Aquarela pronta!&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>john coltrane</title><link>https://stickel.com.br/post/john-coltrane</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/john-coltrane/</guid><description>Centenário do nascimento do mais fantástico saxofonista de jazz John Coltrane, nascido a 23 setembro 1926 em Hamlet, Carolina do Norte, EUA.</description><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 09:17:38 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/coltrane-1.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;1064&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44481&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/coltrane-1.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/coltrane-1-100x150.jpg 100w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Centenário do nascimento do mais fantástico saxofonista de jazz John Coltrane, nascido a 23 setembro 1926 em  Hamlet, Carolina do Norte, EUA.&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>faleceu aracy amaral</title><link>https://stickel.com.br/post/faleceu-aracy-amaral</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/faleceu-aracy-amaral/</guid><description>Foto de André Seiti/Itaú Cultural Faleceu a crítica de arte, historiadora e curadora Aracy Amaral aos 96 anos. Eu a conhecia desde os anos 70, do mundo das artes, gostava dela, ocasionalmente batíamos um papo, ela sempre positiva, assertiva, firme, e simpática! Ela era irmã do pintor Antonio Henrique Amaral, com quem eu também me [&amp;hellip;]</description><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 09:52:39 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/aracy-1.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;700&quot; height=&quot;892&quot; class=&quot;size-full wp-image-44453&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/aracy-1.jpg 700w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/aracy-1-118x150.jpg 118w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Foto de André Seiti/Itaú Cultural&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Faleceu a crítica de arte, historiadora e curadora Aracy Amaral aos 96 anos.&lt;br /&gt;
Eu a conhecia desde os anos 70, do mundo das artes, gostava dela, ocasionalmente batíamos um papo, ela sempre positiva, assertiva, firme, e simpática! Ela era irmã do pintor Antonio Henrique Amaral, com quem eu também me relacionava, no fascinante universo das artes.&lt;br /&gt;
Faça uma linda viagem, Aracy!&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>praia do guarujá</title><link>https://stickel.com.br/post/praia-do-guaruja-3</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/praia-do-guaruja-3/</guid><description>Foto Instagram @cedomguaruja Esta é praia do Guarujá, no Guarujá SP, cenário de momentos felizes da minha infância e adolescência nos anos 50 e 60. Mais recentemente a praia ficou conhecida como Praia dos Astúrias, mas naquela época Astúrias era apenas a Ponta dos Astúrias. A casa dos meus pais, na seta, era vizinha da [&amp;hellip;]</description><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 07:38:01 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/guaruja-peq.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;494&quot; class=&quot;size-full wp-image-44459&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/guaruja-peq.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/guaruja-peq-150x105.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Foto Instagram @cedomguaruja&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta é praia do Guarujá, no Guarujá SP, cenário de momentos felizes da minha infância e adolescência nos anos 50 e 60.&lt;br /&gt;
Mais recentemente a praia ficou conhecida como Praia dos Astúrias, mas naquela época Astúrias era apenas a Ponta dos Astúrias.&lt;br /&gt;
A casa dos meus pais, na seta, era vizinha da casa dos meus avós Erna e Arthur, e entre as duas casas eu vivia feliz, pescando com meu avô, na praia, no mar, no cinema e na sorveteria com meus irmãos, primos e amigos.&lt;br /&gt;
Nesta foto já existe a avenida asfaltada entre as casa e a praia, no início nossa casa era pé na areia, sem a avenida.&lt;br /&gt;
Quando um prédio surgiu no terreno vizinho, no início dos anos 70, e começou a fazer sombra na nossa casa, meus pais a venderam e nos bandeamos para a Ilhabela, na praia do Curral.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/fs-8.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;884&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44465&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/fs-8.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/fs-8-120x150.jpg 120w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Eu e Alice Kalil no jardim da casa, ao fundo a praia e o mar, início dos anos 70&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>acidente na bandeirantes</title><link>https://stickel.com.br/post/acidente-na-bandeirantes</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/acidente-na-bandeirantes/</guid><description>Estou vivo!!! Obrigado!!! Me acidentei na sexta-feira 11 de setembro de 2026 na rodovia dos Bandeirantes quase chegando em São Paulo, no meu Audi A1 2016, voltando de um delicioso almoço na JC&amp;#8217;s Classics Garage em Campinas. Eu tinha acabado de ultrapassar um carro pela última pista da esquerda, a cerca de 120 km/h quando [&amp;hellip;]</description><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 10:07:53 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/ac-1.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;531&quot; class=&quot;alignleft size-medium wp-image-44447&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/ac-1.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/ac-1-150x112.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estou vivo!!! Obrigado!!!&lt;br /&gt;
Me acidentei na sexta-feira 11 de setembro de 2026 na rodovia dos Bandeirantes quase chegando em São Paulo, no meu Audi A1 2016, voltando de um delicioso almoço na JC&amp;#8217;s Classics Garage em Campinas.&lt;br /&gt;
Eu tinha acabado de ultrapassar um carro pela última pista da esquerda, a cerca de 120 km/h quando senti algo esquisito no carro, só deu tempo de segurar firme no volante e pisar no freio (lembrei da recomendação de Anisio Campos, no momento em que você se torna “passageiro”, freie), em frações de segundo vi a mureta chegando e a batida no lado contrário da pista, embaixo do viaduto, depois me informaram ter sido no km.18 Sul.&lt;br /&gt;
Tinha fumaça dentro do carro, os dois airbag abriram e me preocupei em sair do carro rapidamente com medo de incêndio, assim que saí do carro já havia um motoboy me ajudando, logo depois chegou outro, eles foram gentilíssimos, quero agradecer muito a atenção deles.&lt;br /&gt;
O acidente ocorreu entre 16 e 16:30h, e a tarde foi longa, muito longa, o primeiro capítulo foi encontrar o celular dentro do carro, tarefa que não consegui realizar sozinho, o motoboy encontrou, depois ligar para a Miriam, seguro, para a Sandra, etc… Aí chegou uma plataforma particular, depois a plataforma da concessionária, depois uma van da concessionária que colocou cones e isolou a área. Depois uma ambulância da concessionária, a mocinha simpática me examinou, eu disse que estava bem (nesta hora com a adrenalina a mil as dores nas costas estavam toleráveis)&lt;br /&gt;
Sentei no banco do passageiro na plataforma do Paulo e levamos o Audi destruído à Comark Faria Lima, e de lá o carro foi para um depósito em Osasco, nunca mais o verei.&lt;br /&gt;
Da Comark peguei um Uber e fui para o Pronto Socorro Einstein na Republica do Líbano, a dor nas costas do lado direito aumentando.&lt;br /&gt;
Triagem, exames, espera, muita espera, mais tarde chegou a Sandra, pra lá de meia noite finalmente chegou a médica com munhequeira e colete, receitas e instruções, fomos dormir por volta da uma da manhã, não coloquei o CPAP porque tinha um curativo no nariz.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Medicado com Novalgina 1.000 e Tramal dormi bem. No dia seguinte, sábado 12 setembro percebi uma certa confusão mental, Tico e Teco não estão em harmonia, coisas não se encaixam, esqueci de como fazer tarefas simples. Sandra se dedicou a me alimentar com coisas gostosas, “Comfort Food”, passei o dia quieto no sofá, qualquer deslocamento gera dores fortes nas costas, ao final da tarde tirei o colete e tomei banho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;TV, sofá com Jimmy @ Bolt, jantar delicioso, dormimos profundamente no sofá, fomos para o quarto meia-noite e meia, dormi 8 horas direto, com o CPAP.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Domingo, 13 setembro, acordei bem melhor, confusão mental foi embora, dor nas costas um pouco melhor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/ac-2-1.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;531&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44446&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/ac-2-1.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/ac-2-1-150x112.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/ac-3-1.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;531&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44449&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/ac-3-1.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/ac-3-1-150x112.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;O almoço na JC&amp;#8217;s Classics Garage em Campinas&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>Procuro um sócio para 7 chácaras no Pinhal</title><link>https://stickel.com.br/post/pinhal</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/pinhal/</guid><description>7 chácaras no Pinhal, em Santo Antônio do Pinhal: 150 mil m² de mata atlântica a 1.500 m de altitude, matrículas individuais. Procuro um sócio construtor.</description><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 00:06:56 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;div style=&quot;margin:0 0 2.5rem&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://pinhal.stickel.com.br/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot; style=&quot;display:block&quot;&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/pinhal-banner-7-chacaras.jpg&quot; alt=&quot;Pinhal. 7 chácaras em Santo Antônio do Pinhal, a 1.500 m de altitude: 150.000 m², mata atlântica, matrículas individuais. Ver a área no mapa.&quot; width=&quot;1600&quot; height=&quot;600&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;display:flex;flex-wrap:wrap;gap:10px;margin:0 0 1.75rem&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;flex:1 1 240px&quot;&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/post-area.jpg&quot; alt=&quot;A área vista de cima, na Serra da Mantiqueira&quot; width=&quot;720&quot; height=&quot;480&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;flex:1 1 240px&quot;&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/post-estrada.jpg&quot; alt=&quot;Estrada de acesso às chácaras, com a placa da Chácara Saracura à direita&quot; width=&quot;800&quot; height=&quot;533&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;As sete chácaras têm nome de passarinho: João-de-Barro, Pica-pau, Tico-tico, Sabiá, Saracura, Rolinha e Tuim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ficam na Serra da Mantiqueira, a 1.500 metros de altitude, na divisa de Monteiro Lobato, Tremembé e Pindamonhangaba. Juntas somam 150 mil metros quadrados, quinze hectares de mata atlântica preservada, com nascentes e cachoeiras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lá de cima se vê o Vale do Paraíba, o Sul de Minas e a Pedra do Baú.&lt;/p&gt;
&lt;figure style=&quot;margin:2.5rem 0&quot;&gt;&lt;video controls preload=&quot;none&quot; playsinline poster=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/post-placas.jpg&quot; width=&quot;720&quot; height=&quot;480&quot; style=&quot;display:block;width:100%;height:auto&quot;&gt;&lt;source src=&quot;https://pinhal.stickel.com.br/assets/videos/pinhal-v3.av1.mp4&quot; type=&apos;video/mp4; codecs=&quot;av01.0.04M.08&quot;&apos; /&gt;&lt;source src=&quot;https://pinhal.stickel.com.br/assets/videos/pinhal-v3.mp4&quot; type=&quot;video/mp4&quot; /&gt;&lt;/video&gt;&lt;figcaption style=&quot;margin-top:.6rem;font-size:.8rem;letter-spacing:.06em;text-transform:uppercase;opacity:.7&quot;&gt;A área vista de cima&lt;/figcaption&gt;&lt;/figure&gt;
&lt;p&gt;A estrada chega até a porteira, grande parte recém-asfaltada. Tem energia elétrica e internet. Do outro lado da divisa fica o Condomínio Alpes de São Gotardo. São 13 quilômetros de Santo Antônio do Pinhal, 30 de Campos do Jordão e 170 de São Paulo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cada chácara tem a sua matrícula e a documentação está impecável.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Procuro um sócio construtor ou incorporador&lt;/strong&gt; para conversarmos sobre o que fazer com essa área. Não tenho um projeto pronto. Tenho a terra, os papéis em ordem e vontade de ver aquilo virar alguma coisa bonita.&lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;margin:2.5rem 0;padding:1.75rem 1.75rem 2rem;background:#022c22;border-left:4px solid #fbbf24&quot;&gt;&lt;span style=&quot;display:block;margin:0 0 .9rem;color:#fbbf24;font-size:.78rem;font-weight:700;letter-spacing:.22em;text-transform:uppercase&quot;&gt;Se você constrói, ou conhece quem constrói&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;display:block;margin:0 0 1.4rem;color:#fff;font-size:1.05rem;line-height:1.6&quot;&gt;Me escreve. Respondo eu mesmo, e o assunto já vai preenchido.&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;mailto:pinhal@stickel.com.br?subject=Pinhal%20-%20sociedade&quot; style=&quot;display:inline-block;padding:14px 26px;background:#fbbf24;color:#022c22;text-decoration:none;font-weight:700;font-size:.9rem;letter-spacing:.1em&quot;&gt;pinhal@stickel.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Por enquanto, os passarinhos são os únicos moradores.&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>livros, livros, livros…</title><link>https://stickel.com.br/post/livros-livros-livros</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/livros-livros-livros/</guid><description>Reuni os 28 livros em que trabalhei na mesma prateleira da minha biblioteca Por que fazer um livro? Sempre fui envolvido por livros, meu pai Erico era um bibliófilo e a casa da minha infância e adolescência na Rua dos Franceses entupida até o teto de livros. Não que a mera convivência física com milhares [&amp;hellip;]</description><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 09:35:50 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/biblioteca.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;531&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44338&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/biblioteca.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/biblioteca-150x112.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Reuni os 28 livros em que trabalhei na mesma prateleira da minha biblioteca&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Por que fazer um livro?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sempre fui envolvido por livros, meu pai Erico era um bibliófilo e a casa da minha infância e adolescência na Rua dos Franceses entupida até o teto de livros. Não que a mera convivência física com milhares de livros pudesse de alguma maneira inclinar o meu coração e a minha psique na direção do livro, mas o cenário estava armado, as vibrações estavam lá.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em uma era pré internet, qualquer dúvida que surgia em um almoço de família, por exemplo, meu pai se levantava da mesa ia ao escritório ao lado e consultava a enciclopédia Brockhaus, infalível! Lá estava a memória consolidada da humanidade, sob a visão civilizatória ocidental, artes, ciência, tecnologia, filosofia, história, toda a sabedoria reunida em sólidos 20 volumes, tradição iniciada por Diderot e d’Alembert em 1750.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fui escrevendo e desenhando, acumulando poemas, anotações e ideias em cadernos e folhas soltas, mais pra frente enfrentei a organização de tudo isso, motivado pela minha convivência com Baravelli, Fajardo, Nasser e Resende na Escola Brasil: O primeiro resultado concreto surgiu quando participei de um concurso de prosa e poesia em 1977, aos 29 anos de idade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Daí para a frente uma coisa puxou a outra e eu estava definitivamente abduzido pela arte e pelos livros, como curioso, autor, designer, ilustrador, organizador, editor, patrocinador e todas as outras atividades ligadas da concepção à impressão e acabamento de um livro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Meu maior desafio foi meu livro de estreia, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/tag/aqui-tem-coisa-o-livro&quot;&gt;aqui tem coisa&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, onde fiz tudo, inaugurando também minha vida informática, com a compra do meu primeiro computador para a tarefa. O processo todo tomou três anos, e o livro foi lançado em 1999.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas, por que todo esse esforço? Porque queremos preservar e compartilhar a memória de algo, porque não queremos deixar escapar entre os dedos experiências, sensações, sabedorias, imagens, belezas, coisas que fazemos, fizemos e queremos fazer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Chegamos à razão deste post, decidi registrar adequadamente todo esse processo e cada um destes trabalhos, criando a relação de livros nos quais trabalhei:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;LIVROS – AUTORIA, EDIÇÃO E PRODUÇÃO&lt;br /&gt;
2025 CINTRA, Juarez. JC’s Classic Garage. Sem editora, 235 p., capa dura, 36 × 26 cm. Organização / fotografia&lt;br /&gt;
2023 STICKEL, Fernando. Sandra &amp;#038; Máquinas. Sem editora, 128 p., capa dura, 22 × 15 cm. Autoria / fotografia&lt;br /&gt;
2023 RIO BRANCO, Mema. Parece Pintura. Vento Leste Editora, 80 p., capa mole, 25 × 17 cm. Organização&lt;br /&gt;
2022 FERRONI, Eduardo. Salvador Candia, arquiteto. Editora Monolito, 148 p., capa mole, 29 × 21 cm. Patrocínio&lt;br /&gt;
2020 STICKEL, Fernando. Clássicos. Editora Madalena, 106 p., capa mole, 29 × 23 cm. Autoria / fotografia&lt;br /&gt;
2019 FARIAS, Agnaldo. Retratos Eriçados. Editora DBA, 82 p., brochura, 23 × 16 cm. Curadoria / fotografia&lt;br /&gt;
2017 BARBOSA, Marcelo. Adolf Franz Heep: um arquiteto moderno. Editora Monolito, 304 p., capa mole, 26 × 19 cm. Patrocínio&lt;br /&gt;
2017 SANTANA, Tamires; MAC, Bonga. Tinta Loka. Editora Literarua, 208 p., capa dura, 21 × 23 cm. Edição / patrocínio&lt;br /&gt;
2013 DI GIORGI, Flávio; DI GIORGI, Beatriz; DI GIORGI, Cristiano. Sentimentos humanos: origens e sentidos. Editora Fundação Stickel, 207 p., capa mole, 21 × 21 cm. Patrocinador&lt;br /&gt;
2013 SERAPIÃO, Fernando. Sobre bolas e outros projetos. Editora Paralaxe, 192 p., 25 × 25 cm. Patrocínio&lt;br /&gt;
2012 FARIAS, Agnaldo; PERRONE, Carlos. Vera Martins: pintura por desconstrução. Editora Terceiro Nome, 108 p., 21 × 21 cm. Organização / patrocínio&lt;br /&gt;
2010 BORBA, Gabriel. José Carlos BOI Cezar Ferreira: Um Boi Abstrato. J. J. Carol Editora, 112 p., capa mole, 26 × 20 cm. Organização&lt;br /&gt;
2008 PAPPALARDO, Arnaldo. Tensão Calma. Editora Cosac &amp;#038; Naify, 104 p., capa dura, 35 × 25 cm. Patrocínio&lt;br /&gt;
2007 CARVALHOSA, Helena; SAWAYA, Regina. Um olhar sobre a Escola Brasil. Editora Fundação Stickel, 64 p., brochura, 23 × 15 cm. Organização&lt;br /&gt;
2007 CRUZ, Valdir. O Caminho das Águas. Editora Cosac Naify, 108 p., capa dura, 30 × 30 cm. Patrocínio&lt;br /&gt;
2007 SCARANO, Julita; HEMSI, Lilia. Uma viagem aventurosa: percorrendo o Brasil em 1850. Editora Brasiliense, 56 p., capa mole, 25 × 21 cm. Patrocínio&lt;br /&gt;
2006 STICKEL, Fernando. Vila Olímpia. Editora Terceiro Nome, 128 p., capa mole, 20 × 26 cm. Autoria / fotografia&lt;br /&gt;
2006 ESTEVES, Juan. Presença. Editora Terceiro Nome, 208 p., capa dura, 31 × 31 cm. Edição&lt;br /&gt;
2006 MATTOS, Claudia Valladão de. Rouxinol 51: Um olhar sobre a Escola Brasil. Editora Fundação Stickel, 40 p., brochura, 15 × 12 cm. Organização&lt;br /&gt;
2006 MATTOS, Claudia Valladão de; WEISS, Luise. Saga. Editora Fundação Stickel, 20 p., brochura, 21 × 20 cm. Organização&lt;br /&gt;
2005 MESQUITA, Tiago. Como anda a cor: trabalhos de Cassio Michalany. Editora Fundação Stickel, 48 p., capa mole, 23 × 25 cm. Patrocínio&lt;br /&gt;
2005 CAJADO, Renata; NASSER, Lia. Contos Rimas para Meninos e Meninas. Editora Fundação Stickel, capa dura, 25 × 25 cm. Patrocínio&lt;br /&gt;
2004 STICKEL, Erico. Uma pequena biblioteca particular. EDUSP, 732 p., capa dura, 28 × 24 cm. Organização&lt;br /&gt;
2002 PRATA, Antonio. Escola Viva. Editora DBA, 112 p., 21 × 21 cm. Ilustração&lt;br /&gt;
2001 NAVES, Rodrigo. Cassio Michalany: Pinturas. Editora Cosac &amp;#038; Naify, 80 p., capa dura, 26 × 32 cm. Patrocínio&lt;br /&gt;
1999 STICKEL, Fernando. aqui tem coisa. Editora DBA, 272 p., capa dura, 21 × 18 cm. Autoria / ilustração / design&lt;br /&gt;
1998 STEMPEL, Karin; BASHKOFF, Tracey; GIANOTTI, José Arthur. Private Light/Public Light: Mischa Kuball. Cantz Verlag, 136 p., 30 × 22 cm. Patrocínio&lt;br /&gt;
1970 NASSER, Frederico. Por Frederico Jayme Nasser. Editora Matra, 32 p., brochura, 19 × 21 cm. Fotografia&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>faleceu yayoi kusama</title><link>https://stickel.com.br/post/faleceu-yayoi-kusama</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/faleceu-yayoi-kusama/</guid><description>Faleceu a fabulosa artista Yayoi Kusama aos 97 anos de idade. &amp;#8220;Luto contra a dor, a ansiedade e o medo todos os dias, e o único método que encontrei para aliviar a minha doença é continuar criando arte.&amp;#8221;</description><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 21:46:33 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/ya-1.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;709&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44327&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/ya-1.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/ya-1-150x150.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Faleceu a fabulosa artista  &lt;strong&gt;Yayoi Kusama&lt;/strong&gt; aos 97 anos de idade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;Luto contra a dor, a ansiedade e o medo todos os dias, e o único método que encontrei para aliviar a minha doença é continuar criando arte.&amp;#8221;&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>bialetti e o mundo digital</title><link>https://stickel.com.br/post/bialetti-e-o-mundo-digital</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/bialetti-e-o-mundo-digital/</guid><description>Encontrei no fundo do armário de cozinha duas cafeteiras Bialetti (criada em 1933, ícone do universo analógico), relegadas ao esquecimento muito provavelmente pela chegada do Nespresso. Resolvi ressuscitá-las, lavei, limpei, retirei as borrachas secas e fui ao Mercado Livre para comprar novas borrachas. A descrição do produto incluía suas medidas em milímetros, medi e encomendei, [&amp;hellip;]</description><pubDate>Sun, 23 Aug 2026 09:42:02 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/bi-5.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;709&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44257&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/bi-5.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/bi-5-150x150.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Encontrei no fundo do armário de cozinha duas cafeteiras Bialetti (criada em 1933, ícone do universo analógico), relegadas ao esquecimento muito provavelmente pela chegada do Nespresso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Resolvi ressuscitá-las, lavei, limpei, retirei as borrachas secas e fui ao Mercado Livre para comprar novas borrachas. A descrição do produto incluía suas medidas em milímetros, medi e encomendei, a entrega se realizou no mesmo dia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao instalá-las descobri que a medida estava errada, ambos os modelos eram menores que o necessário. Reclamei e me pediram no chat eletrônico uma foto da peça com régua, fiz a foto, enviei e finalmente concordaram em me devolver o dinheiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoje de manhã tomei o caminho analógico para resolver o problema, fui à loja Multicoisas (soluções para o seu dia a dia) onde um rapaz muito eficiente encontrou rapidamente as borrachas, da marca genérica Utility, por um preço de apenas 1/4 do Mercado Livre.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cheguei em casa com as preciosidades, instalei-as nas cafeteiras, testei apenas com água e tudo funcionou perfeitamente, as Bialetti estão vivas novamente! &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois do almoço me deparei no supermercado com uma prateleira com dezenas de cafés, em grãos, moídos finos e médios, orgânicos, etc… foi difícil entrar de volta no universo do café, escolhi um meio a esmo e chegando em casa preparei a Bialetti pequena, para duas xícaras, e tomei um delicioso café!!!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Me pergunto se a mesma situação seria possível em algum país mais desenvolvido do que nós, digamos Coreia do Sul, China ou Alemanha, pois nestes países, imagino, 5,2cm não é a mesma coisa que 6,2cm, pois essa foi a diferença que medi em uma das borrachas…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/bi-3-1.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;708&quot; class=&quot;alignleft size-medium wp-image-44260&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/bi-3-1.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/bi-3-1-150x150.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/bi-2-1.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;709&quot; class=&quot;alignleft size-medium wp-image-44261&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/bi-2-1.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/bi-2-1-150x150.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/bi-1-1.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;709&quot; class=&quot;alignleft size-medium wp-image-44262&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/bi-1-1.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/bi-1-1-150x150.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/bi-4-2.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;709&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44263&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/bi-4-2.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/bi-4-2-150x150.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>good life</title><link>https://stickel.com.br/post/good-life</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/good-life/</guid><description>Marquinhos Relâmpago na montagem das fotos O que une a Fundação Stickel, um consultório de fisioterapia, um especialista em transporte e montagem de obras de arte e uma série de lindas fotografias emolduradas? Em 2023 a Fundação Stickel realizou, através da lei de incentivo PROMAC o 2º Festival de Arte e Cultura Erico Stickel &amp;#8211; [&amp;hellip;]</description><pubDate>Sun, 16 Aug 2026 09:07:29 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/good-2.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;605&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44228&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/good-2.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/good-2-150x128.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Marquinhos Relâmpago na montagem das fotos&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que une a Fundação Stickel, um consultório de fisioterapia, um especialista em transporte e montagem de obras de arte e uma série de lindas fotografias emolduradas?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 2023 a Fundação Stickel realizou, através da lei de incentivo PROMAC o 2º Festival de Arte e Cultura Erico Stickel &amp;#8211; FACES, uma exposição no Espaço Fundação Stickel com fotografias produzidas por alunos de seus cursos gratuitos de fotografia, sob a curadoria de Rubens Fernandes Júnior. Depois da exposição, as imagens foram cuidadosamente guardadas, à espera de uma nova oportunidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entra então Pedro Sasaki e Felipe Tadiello, sócios da clínica de fisioterapia Good Life Health Center. Sandra e eu somos clientes da dupla e, recentemente, eles abriram uma nova unidade no Ibirapuera. Conhecemos o espaço com aquelas inevitáveis paredes brancas e vazias de todo lugar recém-inaugurado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi quando surgiu a ideia: por que não levar para lá as fotografias da Fundação?&lt;br /&gt;
As paredes ganhariam vida, os pacientes conviveriam diariamente com imagens produzidas por nossos alunos e a exposição, em vez de permanecer guardada, começaria uma nova história em outro ambiente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E é aí que entra o Marquinhos Relâmpago, meu antigo funcionário, atualmente especializado no transporte e na montagem de obras de arte. Hoje, ele transportou e instalou as fotografias no consultório.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E assim se completa a história: uma exposição realizada pela Fundação Stickel em 2023 encontrou, três anos depois, uma nova casa. Uma clínica ganhou arte em suas paredes; fotografias que estavam guardadas voltaram a ser vistas; e o trabalho dos alunos da Fundação passou a fazer parte do cotidiano de outras pessoas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As paredes que estavam vazias, têm agora novas histórias para contar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/good-11.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;531&quot; class=&quot;alignleft size-medium wp-image-44229&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/good-11.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/good-11-150x112.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Marquinhos Relâmpago e Pedro Sasaki&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/good-4.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;583&quot; class=&quot;alignleft size-medium wp-image-44231&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/good-4.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/good-4-150x123.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/good-9.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;544&quot; class=&quot;alignleft size-medium wp-image-44232&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/good-9.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/good-9-150x115.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/good-8.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;535&quot; class=&quot;alignleft size-medium wp-image-44233&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/good-8.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/good-8-150x113.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/good-7.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;526&quot; class=&quot;alignleft size-medium wp-image-44234&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/good-7.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/good-7-150x111.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/good-6.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;532&quot; class=&quot;alignleft size-medium wp-image-44235&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/good-6.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/good-6-150x113.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/good-5.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;532&quot; class=&quot;alignleft size-medium wp-image-44236&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/good-5.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/good-5-150x113.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/good-10.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;532&quot; class=&quot;alignleft size-medium wp-image-44237&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/good-10.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/good-10-150x113.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Marquinhos Relâmpago e sua Fiat&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/good-3.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;565&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44249&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/good-3.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/good-3-150x120.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;A clínica em funcionamento&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/goodl.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;709&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44322&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/goodl.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/goodl-150x150.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Reunião com a equipe da Good para apresentar a Fundação Stickel, ao meu lado o Felipe e o Pedro, que me convidaram para expor as fotos&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>o patentino</title><link>https://stickel.com.br/post/o-patentino</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/o-patentino/</guid><description>O PATENTINO Diretor &amp;#8211; L. Fernando Veríssimo Secretaria &amp;#8211; Clarissa Veríssimo Reporter &amp;#8211; Carlos Eduardo Martins 13-7-51 No 6 ANO II NOTICIAS BREVES C. Veríssimo A 2 Barros” esta vazia. Olga partiu em busca de novas pastagens, desculpe eu quis dizer novas paisagens. Cecy tomou a direção de Bagé, a terra dos gangsters. Lucinda e [&amp;hellip;]</description><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 16:39:24 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/patentino.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;707&quot; height=&quot;562&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44223&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/patentino.jpg 707w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/patentino-150x119.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 707px) 100vw, 707px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O PATENTINO&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Diretor &amp;#8211; L. Fernando Veríssimo&lt;br /&gt;
Secretaria &amp;#8211; Clarissa Veríssimo&lt;br /&gt;
Reporter &amp;#8211; Carlos Eduardo Martins 							13-7-51&lt;br /&gt;
No 6											ANO II &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;NOTICIAS BREVES &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;C. Veríssimo&lt;br /&gt;
 A 2 Barros” esta vazia. Olga partiu em busca de novas pastagens, desculpe eu quis dizer novas paisagens.&lt;br /&gt;
Cecy tomou a direção de Bagé, a terra dos gangsters.&lt;br /&gt;
Lucinda e a nova francesa mademoiselle Nadine Quaranta partiran para o Rio de Janeiro em companía do Hamilcar de Garcia e sua digníssima esposa Elba.&lt;br /&gt;
Na “maison” Veríssimo as coisas cada vez pioram mais.&lt;br /&gt;
Agora ou lhes pergunto caríssimos amigos:&lt;br /&gt;
Onde está aquele velho senso de humor que tão bem caracterisava esta nossa querida familia?&lt;br /&gt;
Aqueles que encontrarem uma solução para este caso que nos é tão doloroso que escrevam para&lt;br /&gt;
“O PATENTINO”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Patentino foi uma espécie de jornal doméstico criado por Luis Fernando Verissimo quando tinha cerca de 14 anos, por volta de 1951. Ele o produzia com a irmã Clarissa Verissimo e, segundo algumas fontes, também com um primo.&lt;br /&gt;
Era uma publicação artesanal, dedicada às notícias, acontecimentos e comentários sobre a própria família Verissimo. Não tinha periodicidade definida e era literalmente afixada na parede ou atrás da porta do banheiro da casa da família.&lt;br /&gt;
O nome é uma brincadeira tipicamente gaúcha: “patente” era uma denominação popular para privada/vaso sanitário, daí O Patentino — perfeitamente adequado ao local onde circulava.&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>fotos de natureza</title><link>https://stickel.com.br/post/fotos-de-natureza</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/fotos-de-natureza/</guid><description>Um amigo me pede uma foto para colocar no seu hall de elevador. Ele completa: “Pensamos em colocar alguma foto que tenha natureza.” Para iniciar a conversa fiz esta pequena seleção, o que vocês acham?</description><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 16:13:56 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/fotos-2.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;446&quot; class=&quot;size-full wp-image-44220&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/fotos-2.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/fotos-2-150x94.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um amigo me pede uma foto para colocar no seu hall de elevador. Ele completa: “Pensamos em colocar alguma foto que tenha natureza.”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para iniciar a conversa fiz esta pequena seleção, o que vocês acham?&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>verão em roma</title><link>https://stickel.com.br/post/verao-em-roma</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/verao-em-roma/</guid><description>Sandra e eu em Roma, verão de 2009.</description><pubDate>Wed, 12 Aug 2026 22:58:52 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/roma-3.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;531&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44217&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/roma-3.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/roma-3-150x112.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sandra e eu em Roma, verão de 2009.&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>vida de artista</title><link>https://stickel.com.br/post/vida-de-artista</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/vida-de-artista/</guid><description>Em abril de 1983 realizei minha primeira exposição individual na Galeria Paulo Figueiredo, logo depois a jornalista Paula Dip escreveu um texto sobre o período em que eu preparava esta exposição. Naquela época não existiam ainda as gráficas digitais que imprimem baixas tiragens, qualquer impressão tinha que ser no mínimo 2.000 exemplares em off set, [&amp;hellip;]</description><pubDate>Thu, 06 Aug 2026 09:52:35 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/arte-sp.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;930&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44207&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/arte-sp.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/arte-sp-114x150.jpg 114w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em abril de 1983 realizei minha &lt;a href=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/arte/42758&quot;&gt;primeira exposição individual&lt;/a&gt; na Galeria Paulo Figueiredo, logo depois a jornalista Paula Dip escreveu um texto sobre o período em que eu preparava esta exposição.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Naquela época não existiam ainda as gráficas digitais que imprimem baixas tiragens, qualquer impressão tinha que ser no mínimo 2.000 exemplares em off set, assim muitos convites impressos ficaram em estoque, não tinha sido utilizados na época da exposição.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Comentei com o Baravelli, editor da revista Arte em São Paulo, que queríamos publicar o artigo, e conseguimos juntar a fome com a vontade de comer, cedi os convites à revista, que foram recortados, parte foi utilizada na capa e parte ilustrando o artigo VIDA DE ARTISTA, publicado na edição Nº 17 de julho-agosto 1983.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A seguir o texto da Paula Dip:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;VIDA DE ARTISTA&lt;br /&gt;
Fernando Stickel por Paula Dip&lt;br /&gt;
(publicado na revista Arte em São Paulo n. 17 jul-ago 1983)&lt;br /&gt;
Fotos Arnaldo Pappalardo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;São muitos os pensamentos e os impulsos que entram numa pintura. Parte vem realmente do coração, mas tem que ser ampliado por invenção cerebral. É como tudo o mais na arte e na vida: é duro.&lt;br /&gt;
Edward Hopper&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O PALCO&lt;br /&gt;
O estúdio é amplo e claro. Chega-se nele por interfone e elevador. O carpete de sisal ainda cheira a novo, mas não muito. Faz quase dois anos que o artista mora lá. É um estúdio-apartamento onde os cheiros de spray e tinta a óleo misturam-se com os de certos jantares que a cozinheira prepara com arte. É um lar-estúdio, palco de uma saudável bagunça de fim-de-semana quando os brinquedos das crianças dividem o espaço com pincéis, lápis, tintas e papeis. Na sala, como na arte, reinam cores felizes: são os potes de tinta na prateleira; são os lápis de cor sobre a mesa de trabalho; são os risos rosa-choque das crianças na sala; são os objets d&amp;#8217;art que o artista coleciona há muitos anos; são os quadros que cobrem as paredes do apartamento (menos uma: a maior).&lt;br /&gt;
A parede de trabalho fica à direita de quem entra. À esquerda, o sofá de camurça, macio, onde o artista se senta ou deita para ler, cochilar ou pensar. Às vezes ele passa horas ao telefone. Outras vezes apenas desaba no sofá e olha a parede longamente, despudoradamente, como se tivesse inventado o pensar preguiçoso, devagar. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ARTISTA&lt;br /&gt;
É que o artista e antes de mais nada um curioso do viver e do pensar. É homem da vida, navegador, 34 anos de planos arquitetados, alguns navios naufragados e sempre novas navegações. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1 ATO&lt;br /&gt;
Arquiteto, foi aluno da FAU, escola eclética de onde saem mais músicos, artistas, mágicos e navegadores do que propriamente arquitetos. Pois ele, formado em 1973, cometeu em parceria &amp;#8211; um único projeto: a casa de um primo em Ilhabela. A casa está de pé, mas o arquiteto logo viu que não bastava. &amp;#8220;Arte, Arquitetura, Arquitetare, Arquiteto é isto, um teto. Gente, muito mais importante que um teto&amp;#8221;, ele escreveria em 1977, num dos longos diários de bordo que o acompanham por mares afora. (ser poeta?) &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Deitado no sofá de camurça, diante da parede nua, esburacada e manchada de tinta, como a de todo artista, ele gosta de tomar um cafezinho, ou dois, cada dia com menos açúcar, e &amp;#8211; de ouvir um som: pode ser jazz, ou ópera, passando pelo rock-and-roll e até pelas entrevistas da FM Eldorado. Enquanto isso, pensa. Seu ritmo de trabalho é engraçado: rabisca muito, pensa muito, leva dias &amp;#8211; às vezes semanas &amp;#8211; para se jogar sobre uma tela ou um desenho: mas quando começa, o trabalho é febril. E rápido.&lt;br /&gt;
O que demora é pensar, imaginar, inventar. (artitetar?) Tira uma baforada do charuto &amp;#8211; nem sempre cubano &amp;#8211; e relembra: o desenho, a pintura, a fotografia, o cinema, são velhos companheiros. Desde os tempos de menino, quando via crescer a coleção de obras de arte do pai, atento colecionador, ou quando visitava com ele o Museu de Arte e a Cinemateca ainda lá na 7 de Abril.&lt;br /&gt;
Também vem da adolescência uma necessidade sempre crescente de um lugar, uma linguagem especifica em que fluísse harmoniosamente o seu amor pela música, pela palavra, pela forma, pela&lt;br /&gt;
cor, pelo humor. Um lugar onde encaixassem perfeitamente suas impressões sobre o mundo. (onde?)&lt;br /&gt;
Houve um tempo em que, na falta de canais melhores, a precoce sensibilidade explodia em seu próprio corpo. A angustia da não-comunicação transformava-se em gordura, em asma e eczema que dificultavam ainda mais sua possibilidade de expressão. E as pessoas ficavam tão longe&amp;#8230;&lt;br /&gt;
(Momentos felizes?) Houve muitos, quando passava horas ao lado do avô que lhe ensinou a paixão pelo mar e pelas máquinas. Juntos consertavam motores e saiam a navegar frias madrugadas de pescaria no Guarujá. Momentos felizes também aqueles em que descobriu a Escola Brasil: onde, iluminado por Nasser, Baravelli, Fajardo e Rezende, o caminho começava a ficar claro. (ser artista?) &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2 ATO&lt;br /&gt;
Entre uma baforada e outra, ele sabe que não foi fácil: houve um tempo em que chegou até a tentar o número do executivo e enfrentou o palco de terno e gravata em empresas de engenharia. Não foi vaiado, mas o público também não o aplaudiu de pé. (desistir de tudo?)&lt;br /&gt;
Enquanto isso, alguns caminhos chegavam ao coração. As pessoas estavam mais perto. Tão perto que ele até se casou. Duas vezes. Não deu certo, mas o saldo foi positivo: dois filhos, a certeza biológica da continuidade, o prazer infinito de ver a vida se renovar diariamente através deles. (ser pai?)&lt;br /&gt;
A busca da estabilidade, um escritório de programação visual em sociedade com um amigo também não foram um porto seguro. A travessia continuou.&lt;br /&gt;
No meio do caminho, uma descoberta: o amor pelo próprio corpo, a ginástica, a natação, a corrida. A possibilidade de tonificar o ego, dominar o espaço, gostar de si mesmo. (ser atleta?) Entre atleta e artista, apaixonou-se por uma bicicleta Peugeot Course que hoje faz parte de sua vida. São muitas as manhãs de domingo em que ele pensa sobre rodas e navega sua Peugeot azul, metálico por São Paulo. (gesto lírico?)&lt;br /&gt;
Adora um gesto lírico. Recentemente, por exemplo, projetou para o banco onde trabalha como programador visual um balão colorido, de ar quente, daqueles com cestinha e tudo, que deverá cruzar os céus da cidade em mais uma campanha promocional. Recentemente, ainda, quando realizou sua primeira exposição individual na Paulo Figueiredo Galeria de Arte, o artista só não botou um balão no céu para comemorar porque ainda não tinha um balão. Mas não é impossível que venha a tê-lo na próxima. (pilotar um balão?) &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;EPÍLOGO&lt;br /&gt;
O artista ri sozinho com a idéia. Termina o uísque que começou a tomar no fim da noite e pensa na próxima exposição. No trabalho. Na viagem que planejou há tantos anos para Nova York. Na rotina do dia-a-dia que o obriga a pensar e ser artista enquanto a cidade dorme.&lt;br /&gt;
É assim há quase dois anos. O estúdio, o apartamento, o banco, as cores, as tintas, os quadros, as crianças, o amor, o trabalho, pensamento, a bicicleta, os amigos, as dúvidas&amp;#8230; (é difícil?)&lt;br /&gt;
Ser artista.&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>aqui tem coisa nova era</title><link>https://stickel.com.br/post/aqui-tem-coisa-nova-era</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/aqui-tem-coisa-nova-era/</guid><description>Até ontem esta era a cara do blog, de ontem para hoje meu xará Fernando Bueno responsável pela sala de máquinas do blog virou uma chave que foi engenheirada durante muito tempo. Várias questões importantes motivaram a mudança, principalmente segurança pois sempre fui objeto de ataques que tentam tomar o controle do blog para torná-lo [&amp;hellip;]</description><pubDate>Wed, 29 Jul 2026 22:40:58 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/atc-2.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;976&quot; class=&quot;size-full wp-image-44200&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/atc-2.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/atc-2-109x150.jpg 109w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Até ontem esta era a cara do blog, de ontem para hoje meu xará Fernando Bueno responsável pela sala de máquinas do blog virou uma chave que foi engenheirada durante muito tempo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Várias questões importantes motivaram a mudança, principalmente segurança pois sempre fui objeto de ataques que tentam tomar o controle do blog para torná-lo uma ferramenta a serviço dos malfeitores cibernéticos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Além das questões técnicas e de segurança era também objetivo melhorar a navegação, facilitar ao usuário encontrar assuntos interessantes dentro de um arquivo maciço, acumulado em 23 anos de trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aí está o “novo” aqui tem coisa, aproveitem, palpitem nos comentários, elogiem, critiquem, sugiram, eu continuarei contando histórias, é a minha vocação!&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>nyc 85</title><link>https://stickel.com.br/post/nyc-85</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/nyc-85/</guid><description>Esta série de desenhos me deu muito prazer, e a circunstância da sua execução foi muito especial. Em 1984 passei meu primeiro inverno em New York na Clinton Street, Lower East Side, eu morava no quinto andar sem elevador, o apartamento era de fundo, minúsculo. Lá construi uma mesa de trabalho em frente às janelas, [&amp;hellip;]</description><pubDate>Thu, 23 Jul 2026 09:46:16 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/nyc-3.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;938&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44181&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/nyc-3.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/nyc-3-113x150.jpg 113w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta série de desenhos me deu muito prazer, e a circunstância da sua execução foi muito especial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 1984 passei meu primeiro inverno em New York na &lt;a href=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/arte/4016&quot;&gt;Clinton Street,&lt;/a&gt; Lower East Side, eu morava no quinto andar sem elevador, o apartamento era de fundo, minúsculo. Lá construi uma mesa de trabalho em frente às janelas, por onde eu observava os telhados nevados da vizinhança, em um clima de muita paz e introspecção.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em um caderno espiral grande eu ia anotando com caneta tinteiro meus pensamentos, de maneira muito simples e sintética.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/fs-125peq.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;889&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44184&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/fs-125peq.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/fs-125peq-120x150.jpg 120w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Já de volta ao Brasil, fiz uma publicação de 20 exemplares desta série de desenhos em xerox reduzido, e encadernadas com espiral, numeradas e assinadas por mim, em abril de 1986.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/fs-126-peq.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;877&quot; class=&quot;alignleft size-medium wp-image-44185&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/fs-126-peq.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/fs-126-peq-121x150.jpg 121w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/oriente-se-peq.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;847&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44243&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/oriente-se-peq.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/oriente-se-peq-126x150.jpg 126w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;ORIENTE 1972 Gilberto Gil&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se oriente, rapaz Pela constelação do Cruzeiro do Sul Se oriente, rapaz Pela constatação de que a aranha Vive do que tece Vê se não se esquece Pela simples razão de que tudo merece Consideração&lt;br /&gt;
Considere, rapaz A possibilidade de ir pro Japão Num cargueiro do Lloyd lavando o porão Pela curiosidade de ver Onde o sol se esconde Vê se compreende Pela simples razão de que tudo depende De determinação&lt;br /&gt;
Determine, rapaz Onde vai ser seu curso de pós-graduação Se oriente, rapaz Pela rotação da Terra em torno do Sol Sorridente, rapaz Pela continuidade do sonho de Adão&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>família diederichsen</title><link>https://stickel.com.br/post/44176</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/44176/</guid><description>Achei um mapa genealógico gigantesco, das origens da família Diederichsen na cidade de Kiel na Alemanha. Aparentemente Jakob Ahrendt Diederichsen (1745-1814), casado em 28/10/1768 com Magdalena Hedwig Christina Johanne Theophile (1752-1839) são meus antepassados.</description><pubDate>Wed, 22 Jul 2026 17:04:19 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/mapa-2.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;457&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44177&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/mapa-2.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/mapa-2-150x97.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Achei um mapa genealógico gigantesco, das origens da família Diederichsen na cidade de Kiel na Alemanha.&lt;br /&gt;
Aparentemente Jakob Ahrendt Diederichsen (1745-1814), casado em 28/10/1768 com Magdalena Hedwig Christina Johanne Theophile (1752-1839) são meus antepassados.&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>dacon</title><link>https://stickel.com.br/post/dacon</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/dacon/</guid><description>Norberto Chamma e eu realizamos este trabalho de redesign de logotipo para a Dacon SA Veículos Nacionais em 1978. Nós havíamos acabado de montar nosso escritório de comunicação visual UND.</description><pubDate>Tue, 21 Jul 2026 20:59:03 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/dacon.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;768&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44171&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/dacon.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/dacon-138x150.jpg 138w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Norberto Chamma e eu realizamos este trabalho de redesign de logotipo para a Dacon SA Veículos Nacionais em 1978. Nós havíamos acabado de montar nosso escritório de comunicação visual &lt;a href=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/tag/und&quot;&gt;UND&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/dacon-2.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;501&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44174&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/dacon-2.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/dacon-2-150x106.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>edições de poesia</title><link>https://stickel.com.br/post/edicoes-de-poesia</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/edicoes-de-poesia/</guid><description>As capas das 4 edições Após a experiência de organizar pela primeira vez minhas poesias no concurso Prêmio Remington de Prosa e Poesia em 1977, voltei a trabalhar nelas em várias edições, a cada um destes esforços eu acrescentava novas poesias, reformava antigas e deletava outras, e assim o trabalho foi se aprimorando e crescendo [&amp;hellip;]</description><pubDate>Tue, 21 Jul 2026 17:22:29 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/edicoes.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;507&quot; class=&quot;alignleft size-medium wp-image-44167&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/edicoes.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/edicoes-150x107.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;As capas das 4 edições&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Após a experiência de organizar pela primeira vez minhas poesias no concurso &lt;a href=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/arte/44158&quot;&gt;Prêmio Remington de Prosa e Poesia&lt;/a&gt; em 1977, voltei a trabalhar nelas em várias edições, a cada um destes esforços eu acrescentava novas poesias, reformava antigas e deletava outras, e assim o trabalho foi se aprimorando e crescendo por aproximações sucessivas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em março 1982 a edição VIRADA SELÊNIO&lt;br /&gt;
Em agosto 1982 a edição GALA&lt;br /&gt;
Em fevereiro 1984 a edição CAFÉ CADILLAC&lt;br /&gt;
Em julho 1984 a edição FÊNIX&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A cada nova edição eu fazia uma dúzia de cópias em xerox, tamanho A4, encadernadas em espiral, e distribuia aos amigos, uma cópia sempre ficava comigo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando esta cópia em xerox atingiu um tamanho desconfortável, lá no início dos anos 90 perguntei ao meu amigo Bruno Mortara qual seria a maneira de prosseguir&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/virada.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;854&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44166&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/virada.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/virada-125x150.jpg 125w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Cada edição era personalizada com uma vinheta&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>prosa ou poesia</title><link>https://stickel.com.br/post/prosa-ou-poesia</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/prosa-ou-poesia/</guid><description>O primeiro estímulo que tive para publicar minhas poesias ocorreu em 1977 Quando frequentei a Escola Brasil: em 1970, meus professores Baravelli, Fajardo, Nasser e Resende estimulavam muito que nós alunos tivéssemos cadernos de anotações, o Baravelli nos mostrava seus cadernos, era fascinante! Rapidamente comprei a ideia, me equipei com cadernos de folhas em branco, [&amp;hellip;]</description><pubDate>Tue, 21 Jul 2026 09:47:14 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/remington.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;1054&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-33298&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/remington.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/remington-101x150.jpg 101w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;O primeiro estímulo que tive para publicar minhas poesias ocorreu em 1977&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando frequentei a Escola Brasil: em 1970, meus professores Baravelli, Fajardo, Nasser e Resende estimulavam muito que nós alunos tivéssemos cadernos de anotações, o Baravelli nos mostrava seus cadernos, era fascinante! Rapidamente comprei a ideia, me equipei com cadernos de folhas em branco, e comecei a registrar desenhos, ideias, textos, colagens, etc&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Escrevi também poesias, tudo misturado com outras questões, totalmente desorganizado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O primeiro estímulo que tive para organizar todo esse material e publicar minhas poesias ocorreu em 1977.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi o anúncio em uma revista do &lt;strong&gt;Prêmio Remington de Prosa e Poesia&lt;/strong&gt;, promovido pela Sperry Remington do Brasil, em comemoração aos seus 70 anos no Brasil, com premiação total em dinheiro de cerca de R$300.000 de hoje, era um excelente prêmio!. A Comissão Julgadora: Flávio Moreira da Costa, Affonso Romano de Sant’Anna, Hélio Pólvora, Dirce Côrtes Riedel, Silviano Santiago e José J. Vieira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O chamado ao concurso era: &lt;strong&gt;&amp;#8220;Romancistas, poetas e contistas de todo o Brasil: mãos às teclas, mãos às gavetas.&amp;#8221;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Arregacei as mangas e fui à luta. Datilografar, corrigir, organizar, finalmente submeti minha obra “Prosa ou Poesia, conforme o caso” sob o pseudônimo de M. Pseudonym. Meu amigo Cassio Michalany me ajudou a fazer as capas, com carimbos e um gabarito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;22 anos e muito trabalho depois, em 1999, surgiu o meu livro de poesias &lt;em&gt;&amp;#8220;aqui tem coisa&amp;#8221;&lt;/em&gt;, publicado pela Editora DBA.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/prosa.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;490&quot; height=&quot;709&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-33303&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/prosa.jpg 490w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/prosa-104x150.jpg 104w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 490px) 100vw, 490px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;A capa pronta, o 21 foi o número da minha inscrição&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/p-ou-p.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;498&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44147&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/p-ou-p.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/p-ou-p-150x105.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;O gabarito para impressão da capa.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/p-ou-p-2.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;1001&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44151&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/p-ou-p-2.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/p-ou-p-2-106x150.jpg 106w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;A primeira página da obra encadernada com plástico&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesta época eu trabalhava na Racional Engenharia, estava casado com a Iris que estava grávida da minha primogênita Fernanda, a Ivone era minha secretária e datilografava para mim nas horas vagas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O concurso recebeu 3.181 originais, número notável para algo realizado antes da era digital!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/p-ou-p-3.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;1001&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44155&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/p-ou-p-3.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/p-ou-p-3-106x150.jpg 106w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;A última página&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>desenho</title><link>https://stickel.com.br/post/desenho-5</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/desenho-5/</guid><description>Um desenho antiguinho&amp;#8230;</description><pubDate>Sun, 19 Jul 2026 09:44:53 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/soltar-1.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;831&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44132&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/soltar-1.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/soltar-1-128x150.jpg 128w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um desenho antiguinho&amp;#8230;&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>loteria</title><link>https://stickel.com.br/post/44123</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/44123/</guid><description>O recibo, com recolhimento de imposto Qual é mesmo a definição de absurdo? Absurdo é aquilo que contraria a razão, o bom senso e a lógica. É o simplório,ingênuo, tolo, estúpido. O que desafia qualquer explicação plausível. Pois bem. Essa definição se aplica como uma luva à minha experiência para receber um simples prêmio de [&amp;hellip;]</description><pubDate>Sun, 19 Jul 2026 09:19:12 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/caixa-2.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;971&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44124&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/caixa-2.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/caixa-2-110x150.jpg 110w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;O recibo, com recolhimento de imposto&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Qual é mesmo a definição de absurdo?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Absurdo é aquilo que contraria a razão, o bom senso e a lógica. É o simplório,ingênuo, tolo, estúpido. O que desafia qualquer explicação plausível.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pois bem. Essa definição se aplica como uma luva à minha experiência para receber um simples prêmio de loteria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quase três meses depois de uma primeira tentativa frustrada, voltei hoje à agência da Caixa Econômica Federal da Vila Nova Conceição para resgatar meu prêmio. Mais uma hora de espera, protocolos, conferências, investigação dos meus dados pessoais, formulários impressos, carimbos, assinaturas e procedimentos de toda espécie. Ao final, descubro pelo recibo que tive um acréscimo patrimonial de R$ 320,00, valor que deverá ser devidamente declarado à Receita Federal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tudo isso para receber um prêmio de R$ 320,00&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/ca-1-1-1.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;556&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44126&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/ca-1-1-1.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/ca-1-1-1-150x118.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;A agência da Caixa e sua inspiradora fachada de arquitetura burocrática, estilo &amp;#8220;Não tô nem aí&amp;#8230;&amp;#8221;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O mais curioso é que o documento emitido pela própria Caixa contém um QR Code que, aparentemente, não serve para absolutamente nada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ganhei esse valor em um bolão realizado no site das Loterias Online da Caixa. Imaginei que o crédito seria feito no Mercado Pago, eletronicamente. Engano meu. A instrução era comparecer pessoalmente a uma agência.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na primeira tentativa, numa segunda-feira pela manhã, fui à agência da Rua Affonso Brás. Entrei num enorme salão branco, quase vazio. Havia apenas uma mesa de atendimento com uma simpática recepcionista e, ao fundo, seis seguranças uniformizados observando a cena.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A atendente recebeu o papel que eu havia impresso em casa, conferiu meu RG, digitou algumas informações e me entregou uma senha para subir ao segundo andar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando finalmente fui chamado, sentei-me diante de um funcionário de meia-idade, camiseta e barba por fazer. Cumprimentei-o. Recebi um cumprimento protocolar em troca. Ele pegou o documento e meu RG e passou a digitar incessantemente por cerca de quinze minutos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fiquei intrigado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vale lembrar que, para jogar online no site da Caixa, é necessário preencher um cadastro detalhadíssimo. A instituição já possui praticamente todos os dados do apostador, falta só o tipo sanguíneo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Interrompi o funcionário e perguntei por que ele estava digitando tudo novamente.&lt;br /&gt;
Recebi uma resposta vaga.&lt;br /&gt;
Pouco depois ele chamou uma colega:&lt;br /&gt;
— Edna, dá um pulo aqui.&lt;br /&gt;
Edna veio, os dois cochicharam, ele foi até a mesa dela, voltou e continuou a operação.&lt;br /&gt;
Perguntei qual era o problema.&lt;br /&gt;
— O sistema não está validando.&lt;br /&gt;
Nesse momento pensei: Meu Deus, é apenas um prêmio de R$ 320. O sistema precisa validar o quê exatamente?&lt;br /&gt;
Sugeri então algo aparentemente revolucionário:&lt;br /&gt;
— Não seria mais simples escanear o QR Code?&lt;br /&gt;
— Sim, seria mais simples.&lt;br /&gt;
Mas não foi isso que aconteceu.&lt;br /&gt;
O funcionário digitou manualmente, um por um, os 36 números impressos abaixo do QR Code.&lt;br /&gt;
Quando imaginei que o suplício estivesse terminando, recebi nova tarefa: escrever no verso do documento meu nome, RG, CPF, endereço e telefone.Tudo de novo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Preenchi tudo pacientemente.&lt;br /&gt;
Em seguida fui orientado a levantar, mudar de mesa e aguardar. Havia algum problema no sistema e outra pessoa, atrás de um biombo, tentaria resolver a situação.&lt;br /&gt;
Passados quase vinte minutos de espera, comecei a registrar no celular aquela experiência que já assumia contornos kafkianos.&lt;br /&gt;
Resultado final: depois de quase uma hora dentro de uma agência desconfortável, enfrentando um processo burocrático digno de outra era, saí sem receber meu prêmio.&lt;br /&gt;
A orientação final do atendente foi simples:&lt;br /&gt;
— O senhor volta outra hora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Difícil imaginar demonstração mais perfeita de ineficiência administrativa.&lt;br /&gt;
A Caixa já possui meus dados. O prêmio foi obtido em seu próprio sistema online. O documento possuía QR Code. O valor era irrisório.&lt;br /&gt;
Mesmo assim, o procedimento exigiu deslocamento, espera, redigitação manual de informações já existentes, múltiplas conferências e, ao final, nenhum resultado.&lt;br /&gt;
Se Franz Kafka tivesse tentado receber um prêmio de loteria no Brasil, provavelmente desistiria de escrever ficção.&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>rúbrica</title><link>https://stickel.com.br/post/rubrica</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/rubrica/</guid><description>Lá no início da minha carreira de arquiteto/artista/designer gráfico eu resolvi que precisava de um papel de carta e para iniciar o projeto comecei a pesquisar a minha rúbrica. Testei dezenas de maneiras de fazer, com caneta, lápis, pincel, etc&amp;#8230; Cheguei a cortar uma batata e assinar na superfície molhada, depois recortei e fiz um [&amp;hellip;]</description><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 15:32:40 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/fs-6.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;562&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44115&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/fs-6.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/fs-6-150x119.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lá no início da minha carreira de arquiteto/artista/designer gráfico eu resolvi que precisava de um papel de carta e para iniciar o projeto comecei a pesquisar a minha rúbrica.&lt;br /&gt;
Testei dezenas de maneiras de fazer, com caneta, lápis, pincel, etc&amp;#8230; Cheguei a cortar uma batata e assinar na superfície molhada, depois recortei e fiz um carimbo.&lt;br /&gt;
A brincadeira foi longe e foi gostosa!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/fs-2-2.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;765&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44117&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/fs-2-2.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/fs-2-2-139x150.jpg 139w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Venceu uma versão feita inicialmente com pincel e nankin, algo que ficou bem japonês, gostei muito! Esta versão foi elaborada e depois transferida para relevo.&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>vaso equilibrado</title><link>https://stickel.com.br/post/vaso-equilibrado</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/vaso-equilibrado/</guid><description>Em um canto qualquer das minhas caminhadas matinais encontro este vaso sabiamente apoiado em um caco de cimento, para manter o equilíbrio. A planta e a cidade agradecem!</description><pubDate>Fri, 17 Jul 2026 14:47:14 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/vaso.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;915&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44111&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/vaso.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/vaso-116x150.jpg 116w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em um canto qualquer das minhas caminhadas matinais encontro este vaso sabiamente apoiado em um caco de cimento, para manter o equilíbrio.&lt;br /&gt;
A planta e a cidade agradecem!&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>karnal &amp; kintsugi</title><link>https://stickel.com.br/post/karnal-kintsugi</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/karnal-kintsugi/</guid><description>O conserto na medida certa, o KINTSUGI é a arte tradicional japonesa de reparar cerâmicas quebradas utilizando uma resina ou laca especial misturada com pó de ouro, prata ou platina. Em vez de esconder as rachaduras, a técnica as destaca, celebrando as imperfeições e transformando as cicatrizes da peça em parte de sua beleza e [&amp;hellip;]</description><pubDate>Sun, 12 Jul 2026 09:22:48 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/kintsugi.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;531&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44093&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/kintsugi.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/kintsugi-150x112.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O conserto na medida certa, o &lt;em&gt;&lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Kintsugi&quot;&gt;KINTSUGI&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; é a arte tradicional japonesa de reparar cerâmicas quebradas utilizando uma resina ou laca especial misturada com pó de ouro, prata ou platina. Em vez de esconder as rachaduras, a técnica as destaca, celebrando as imperfeições e transformando as cicatrizes da peça em parte de sua beleza e história.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No Estadão de hoje Leandro Karnal trata do tema, qual é a hora certa de parar?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/karnal.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;425&quot; class=&quot;alignleft size-medium wp-image-44094&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/karnal.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/karnal-150x90.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>arte e 9/11</title><link>https://stickel.com.br/post/arte-e-9-11</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/arte-e-9-11/</guid><description>The Sphere de Fritz Koenig Sempre me perguntei quantas obras de arte importantes se perderam na tragédia do 9/11, hoje finalmente fiz a pergunta ao ChatGPT. O número exato é impossível de determinar, mas as estimativas mais aceitas indicam que centenas de obras de arte foram destruídas ou severamente danificadas nos atentados de 11 de [&amp;hellip;]</description><pubDate>Fri, 10 Jul 2026 15:26:38 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/the-sphere.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;475&quot; class=&quot;size-medium wp-image-44082&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/the-sphere.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/the-sphere-150x100.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;The Sphere de Fritz Koenig&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sempre me perguntei quantas obras de arte importantes se perderam na tragédia do 9/11, hoje finalmente fiz a pergunta ao ChatGPT.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O número exato é impossível de determinar, mas as estimativas mais aceitas indicam que centenas de obras de arte foram destruídas ou severamente danificadas nos atentados de 11 de setembro de 2001. O prejuízo artístico foi estimado em cerca de US$ 110 milhões, sendo aproximadamente US$ 100 milhões em coleções privadas e US$ 10 milhões em arte pública.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O complexo do World Trade Center abrigava cerca de 100 obras da coleção da Port Authority, além de várias esculturas e instalações públicas monumentais. O escritório da corretora Cantor Fitzgerald, que ocupava os andares 101 a 105 da Torre Norte, possuía uma coleção com cerca de 300 esculturas de Auguste Rodin, quase toda perdida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os estúdios do programa artístico World Views, nos andares 91 e 92 da Torre Norte, continham trabalhos de 15 artistas residentes; praticamente toda a produção ali armazenada desapareceu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Memorial &amp;#038; Museum do 11 de Setembro afirma que foram perdidas centenas de obras de arte insubstituíveis e quase um milhão de artefatos históricos.&lt;br /&gt;
Entre as obras públicas mais importantes destruídas estavam:&lt;br /&gt;
	•	Grande Tapeçaria do World Trade Center — de Joan Miró e Josep Royo.&lt;br /&gt;
	•	Ideogram — escultura de James Rosati.&lt;br /&gt;
	•	Sky Gate, New York — de Louise Nevelson.&lt;br /&gt;
	•	Cloud Fortress (Fortaleza das Nuvens) — de Masayuki Nagare.&lt;br /&gt;
	•	Obras de Alexander Calder, Elyn Zimmerman e outros artistas de renome internacional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/the-sphere-2.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;945&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44081&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/the-sphere-2.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/the-sphere-2-113x150.jpg 113w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma exceção notável foi The Sphere, do escultor alemão Fritz Koenig, obra de 1971 com quase 8 metros de altura e 20 toneladas de peso.&lt;br /&gt;
Embora gravemente danificada, a escultura foi recuperada dos escombros e hoje permanece como memorial próximo ao local do antigo World Trade Center.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/nevelson.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;490&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44084&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/nevelson.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/nevelson-150x104.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Louise Nevelson e sua obra Sky Gate, New York (1977–1978) madeira pintada de preto, 5,2 x 9,8 m. Totalmente destruída.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/cloud.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;444&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44089&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/cloud.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/cloud-150x94.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Cloud Fortress, escultura do artista japonês Masayuki Nagare, em aço, concreto e granito preto, com 4,3 x 10 x 5,2m. Totalmente destruída.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>alma talks</title><link>https://stickel.com.br/post/alma-talks</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/alma-talks/</guid><description>FILOSOFIA = AMOR À SABEDORIA A vida pode ser melhor. Você pode ser melhor. É preciso esforço, foco, disciplina e, em última análise, acumular sabedoria para tanto. Sandra minha mulher participa do Clube do Livro do Leandro Karnal há cerca de três anos, e eu vou pescando comentários dela aqui e acolá relatando sua vida [&amp;hellip;]</description><pubDate>Sun, 05 Jul 2026 10:03:28 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/alma.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;709&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44066&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/alma.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/alma-150x150.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;FILOSOFIA = AMOR À SABEDORIA&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A vida pode ser melhor. Você pode ser melhor. É preciso esforço, foco, disciplina e, em última análise, acumular sabedoria para tanto. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sandra minha mulher participa do Clube do Livro do Leandro Karnal há cerca de três anos, e eu vou pescando comentários dela aqui e acolá relatando sua vida de leituras e sabedorias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Minha errática e sinuosa vida de leitor se beneficia dos relatos da minha mulher, que preenchem de certa forma meus períodos sem leitura. como o atual. Retomar a leitura, meia hora por dia, como sugere Karnal é algo que me proponho, tenho plena consciência da necessidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fruto da convivência com o Karnal e o mundo das leituras, ideias e sabedorias, Sandra comprou ingressos para o evento &lt;em&gt;Master Summit &lt;a href=&quot;https://grupoalmatalks.com.br/&quot;&gt;Alma Talks&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, em que estivemos ontem, onde vários palestrantes nos brindaram com suas histórias. Foi ótimo, adorei!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Clóvis de Barros Filho:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
“Se você vai ter que conviver com você mesmo até o fim, se você vai ter que se aguentar até o fim, se você vai ser espectador de você mesmo até o fim, é melhor que se encante com o que faz.” &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Leandro Karnal:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&amp;#8220;Hoje, quase todos ficam felizes na infância mental. Crescer é arriscado.&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Mario Sergio Cortella:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
“Faça o teu melhor, na condição que você tem, enquanto você não tem condições melhores, para fazer melhor ainda.”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Rossandro Klinjey:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&amp;#8220;É fácil parecer perfeito quando você não está fazendo nada.&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Lucia Helena Galvão:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;
&amp;#8220;O homem é do tamanho do rastro que ele deixa no mundo.&amp;#8221;&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>casa em são vicente</title><link>https://stickel.com.br/post/casa-em-sao-vicente</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/casa-em-sao-vicente/</guid><description>Muitos anos atrás escrevi uma poesia com o título Memórias. A origem das inspiradoras lembranças é a minha memória infantil de férias em São Vicente, na casa dos meus tios. Raras memórias são tão claras e afetivas, uma casa cheia de brisas e cheiros à beira do mar, com piso de tábuas paralelas, de quebra [&amp;hellip;]</description><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 11:56:00 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/mem.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;708&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44102&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/mem.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/mem-150x150.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Muitos anos atrás escrevi uma poesia com o título Memórias. A origem das inspiradoras lembranças é a minha memória infantil de férias em São Vicente, na casa dos meus tios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/rab-1.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;709&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44097&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/rab-1.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/rab-1-150x150.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Raras memórias são tão claras e afetivas, uma casa cheia de brisas e cheiros à beira do mar, com piso de tábuas paralelas, de quebra uma queimadura de água viva e uma memória gráfica de tudo isso.&lt;br /&gt;
Aí fiz um rabisco tentando lembrar da planta da casa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/Sao-Vicente-original-peq.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;436&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44039&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/Sao-Vicente-original-peq.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/Sao-Vicente-original-peq-150x92.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Meus tios Leonor e Luiz Villares tinham uma casa em São Vicente, no canto da Ilha Porchat, da qual tenho excelentes e brilhantes memórias afetivas, aos 4 ou 5 anos de idade.&lt;br /&gt;
Estou tentando recriar a casa, baseado na minha memória e com a ajuda da IA. A foto da versão inicial da casa, quando foi comprada pelos meus tios no início do Séc. XX me foi fornecida pela minha prima Maria, que está me ajudando nos detalhes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/Sobrado-a-beira-mar-peq.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;1090&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44041&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/Sobrado-a-beira-mar-peq.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/Sobrado-a-beira-mar-peq-98x150.jpg 98w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois da primeira tentativa enviei o projeto para minha prima Maria Villares, que é um pouco mais velha do que eu e que deveria ter melhores e mais detalhadas memórias, ela me forneceu um novo croquis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/cmar.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;709&quot; class=&quot;size-full wp-image-44100&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/cmar.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/cmar-150x150.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt; &lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>campos do jordão no jardim</title><link>https://stickel.com.br/post/campos-do-jordao-no-jardim</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/campos-do-jordao-no-jardim/</guid><description>Em Campos do Jordão no jardim da casa da família, cerca de 1954, à esquerda eu, meu pai Erico de pé, sentado Joaquim da Cunha Bueno Marques e no canto direito minha mãe Martha.</description><pubDate>Sun, 28 Jun 2026 09:49:38 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/campos-peq.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;469&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44036&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/campos-peq.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/campos-peq-150x99.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em Campos do Jordão no jardim da casa da família, cerca de 1954, à esquerda eu, meu pai Erico de pé, sentado Joaquim da Cunha Bueno Marques e no canto direito minha mãe Martha.&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>doação ao mam</title><link>https://stickel.com.br/post/doacao-ao-mam</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/doacao-ao-mam/</guid><description>Ao longo da minha carreira de artista plástico fui solicitado inúmeras vezes a doar meus trabalhos, fosse para o acervo de museus como o MAM ou a Pinacoteca, fosse para leilões beneficentes e outras causas. Sempre concordei, sempre doei.</description><pubDate>Thu, 18 Jun 2026 17:03:51 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/doacao-mam.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;812&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44019&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/doacao-mam.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/doacao-mam-131x150.jpg 131w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao longo da minha carreira de artista plástico fui solicitado inúmeras vezes a doar meus trabalhos, fosse para o acervo de museus como o MAM ou a Pinacoteca, fosse para leilões beneficentes e outras causas. Sempre concordei, sempre doei.&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>sem saída</title><link>https://stickel.com.br/post/sem-saida</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/sem-saida/</guid><description>Estamos vivendo no Brasil a glorificação da estupidez, a banalização da incompetência e o uso do vocábulo foda-se com a mesma naturalidade de um bom dia ou obrigado. Jogar uma moça da ponte sem corda, bater o Porsche bêbado, destruir, aleijar e matar, assassinar a mulher, estuprar a criança, roubar o celular, todas estas barbaridades [&amp;hellip;]</description><pubDate>Tue, 16 Jun 2026 09:41:04 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;Estamos vivendo no Brasil a glorificação da estupidez, a banalização da incompetência e o uso do vocábulo foda-se com a mesma naturalidade de um bom dia ou obrigado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Jogar uma moça da ponte sem corda, bater o Porsche bêbado, destruir, aleijar e matar, assassinar a mulher, estuprar a criança, roubar o celular, todas estas barbaridades nos assolam diuturnamente e assumem uma dimensão de “normalidade” intolerável.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Some-se a isso que hoje quem roubar menos de um bilhão é trouxa,  objeto de desprezo, e os Vorcaros da vida riem na nossa cara, reinando do alto de suas delações fajutas, todos confiando na impunidade geral, ampla e irrestrita, se não já, daqui a pouco.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O desmonte ético e moral como política de estado iniciado em 2003 e apoiado por todos os matizes políticos parece atingir a perfeição. Rouba-se sem pudor, prevarica-se escancaradamente, pode tudo, ninguém vai preso, todos os amigos do rei enriquecem, o cidadão comum com medo de sair de casa e assaltado também por impostos escorchantes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em um país em que a educação só piora, que saída teremos?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E se alguém ainda tem dúvida sobre o que estou falando, experimente ter uma conta no BB ou na Caixa, e conheça o Brasil profundo no desprezo dos funcionários públicos por você, a incompetência e a má vontade em te atender, o puro suco do estatismo que destrói o Brasil.&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>dudi fibers</title><link>https://stickel.com.br/post/dudi-fibers</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/dudi-fibers/</guid><description>Cartaz da exposicnao dos trabalhos &amp;#8220;FIBERS&amp;#8221; do Dudi Maia Rosa, na Galeria Thomas Cohn no Rio de Janeiro em 1984. A foto foi muito alegre, uma farra, Dudi chamou amigos, família, um monte de crianças, todo mundo junto com alguns trabalhos gigantescos&amp;#8230; Eu apareço em primeiro plano de calça branca e camisa azul, meus filhos [&amp;hellip;]</description><pubDate>Mon, 15 Jun 2026 15:48:20 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/dudi-6.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;1007&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-44007&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/dudi-6.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/dudi-6-106x150.jpg 106w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cartaz da exposicnao dos trabalhos &amp;#8220;FIBERS&amp;#8221; do Dudi Maia Rosa, na Galeria Thomas Cohn no Rio de Janeiro em 1984.&lt;br /&gt;
A foto foi muito alegre, uma farra, Dudi chamou amigos, família, um monte de crianças, todo mundo junto com alguns trabalhos gigantescos&amp;#8230;&lt;br /&gt;
Eu apareço em primeiro plano de calça branca e camisa azul, meus filhos Fernanda e Antonio ao meu lado.&lt;br /&gt;
Consigo identificar ainda o Dudi, ao lado dele Cassio Michalany, Gilda e Monica Vogt, Guto Lacaz, Luciano Deviå, Renato Cunha Bueno Marques, Santuza Andrade, Wesley Duke Lee.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A foto do Arnaldo Pappalardo foi realizada na Editora Três, com design gráfico do Guto Lacaz.&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>concurso letraset</title><link>https://stickel.com.br/post/concurso-letraset</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/concurso-letraset/</guid><description>Participei do Letraset International Typeface Competition de 1972, ainda estudante de arquitetura, com o projeto THE WHALE SYSTEM. A empresa britânica lançou o concurso para descobrir novos alfabetos destinados à sua linha Letragraphica, então amplamente utilizada por designers gráficos, arquitetos, publicitários e artistas antes da era da editoração eletrônica.  Foram aproximadamente 2.590 inscrições provenientes de 43 países, o júri incluía [&amp;hellip;]</description><pubDate>Fri, 12 Jun 2026 14:57:34 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/letraset.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;709&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-43969&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/letraset.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/letraset-150x150.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Participei do &lt;em&gt;Letraset International Typeface Competition &lt;/em&gt;de 1972, ainda estudante de arquitetura, com o projeto THE WHALE SYSTEM.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A empresa britânica lançou o concurso para descobrir novos alfabetos destinados à sua linha Letragraphica, então amplamente utilizada por designers gráficos, arquitetos, publicitários e artistas antes da era da editoração eletrônica. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foram aproximadamente 2.590 inscrições provenientes de 43 países, o júri incluía nomes de enorme prestígio internacional, como Herb Lubalin, Armin Hofmann, Roger Excoffon, Colin Forbes e Marcello Minale. Os projetos vencedores foram lançados comercialmente em 1973 como folhas transferíveis &lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;https://en.wikipedia.org/wiki/Letraset&quot;&gt;Letraset&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais recentemente tenho observado alfabetos similares à minha invenção de meio-século atrás&amp;#8230;&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>faleceu david hockney</title><link>https://stickel.com.br/post/faleceu-david-hockney</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/faleceu-david-hockney/</guid><description>“Portrait of an Artist” acrílica sobre tela de David Hockney de 1972, 2 x 3 m., vendida em 2018 em leilão da Christie’s por 90 milhões de dólares, tornando-a a obra mais cara de um artista vivo. Not anymore. David Hockney não está mais entre nós, faleceu aos 88 anos de idade, um dos artistas [&amp;hellip;]</description><pubDate>Fri, 12 Jun 2026 09:10:40 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/david-1-1.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;502&quot; class=&quot;size-full wp-image-43962&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/david-1-1.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/david-1-1-150x106.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Portrait of an Artist” acrílica sobre tela de David Hockney de 1972, 2 x 3 m., vendida em 2018 em leilão da Christie’s por 90 milhões de dólares, tornando-a a obra mais cara de um artista vivo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Not anymore. David Hockney não está mais entre nós, faleceu aos 88 anos de idade, um dos artistas que mais me influenciou, dono de um traço minucioso e inovador, mestre das cores, observador sagaz, fotógrafo inovador, um artista completo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;R.I.P GREAT MASTER&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/david-2.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;709&quot; class=&quot;alignleft size-medium wp-image-43963&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/david-2.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/david-2-150x150.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>incêndio no joelma</title><link>https://stickel.com.br/post/incendio-no-joelma</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/incendio-no-joelma/</guid><description>Eu trabalhava em 1974, recém formado arquiteto, no escritório do arquiteto Salvador Candia, responsável pelo projeto do Edifício Joelma, e me dirigia de carro para o trabalho pela Av. 9 de Julho, quando ouvi pelo rádio a notícia do incêndio. A tragédia ocorreu no dia 1º de fevereiro de 1974, no atualmente denominado Edifício Praça [&amp;hellip;]</description><pubDate>Wed, 10 Jun 2026 12:22:13 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/joelma.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;869&quot; class=&quot;size-full wp-image-43959&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/joelma.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/joelma-122x150.jpg 122w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu trabalhava em 1974, recém formado arquiteto, no escritório do arquiteto Salvador Candia, responsável pelo projeto do Edifício Joelma, e me dirigia de carro para o trabalho pela Av. 9 de Julho, quando ouvi pelo rádio a notícia do incêndio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A tragédia ocorreu no dia 1º de fevereiro de 1974, no atualmente denominado Edifício Praça da Bandeira, no centro de São Paulo, e provocou a morte de 187 pessoas e deixou mais de 300 feridos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Meus colegas que já estavam no escritório quando o incêndio irrompeu relataram mais tarde que conseguiam ver a fumaça, e partilhavam o desespero e tristeza do Salvador.&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>j. h. kocman</title><link>https://stickel.com.br/post/j-h-kocman</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/j-h-kocman/</guid><description>Em 1971 participei com J. H. Kocman, de um “ARTIST DRAWING CHAIN”, evento de mail art comum na época. Nascido em 1947 em Nové Mesto na Morave, Kocman é um artista conceitual checo, pedagogo e designer de livros. Ao lado de figuras proeminentes como Jirí Valoch, ele é reconhecido internacionalmente como um dos principais protagonistas [&amp;hellip;]</description><pubDate>Tue, 09 Jun 2026 08:25:16 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/jh-1.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;549&quot; height=&quot;709&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-43947&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/jh-1.jpg 549w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/jh-1-116x150.jpg 116w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 549px) 100vw, 549px&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 1971 participei com J. H. Kocman, de um “ARTIST DRAWING CHAIN”, evento de mail art comum na época.&lt;br /&gt;
Nascido em 1947 em Nové Mesto na Morave, Kocman é um artista conceitual checo, pedagogo e designer de livros.&lt;br /&gt;
Ao lado de figuras proeminentes como Jirí Valoch, ele é reconhecido internacionalmente como um dos principais protagonistas da arte conceitual na República Checa, com sua trajetória intimamente ligada à cidade de Brno.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/jh-2.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;511&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-43951&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/jh-2.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/jh-2-150x108.jpg 150w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Material que recebi de Kocman em 1971&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O mais curioso é que Kocman estudou na Universidade de Veterinária (graduando-se em 1971). Trabalhou por 27 anos na área de farmacologia clínica, legislação, registro e informática de medicamentos veterinários, no Instituto de Controle Estatal de Biopreparações e Medicamentos Veterinários em Brno.&lt;br /&gt;
J.H. Kocman dedica-se à arte desde 1965, explorando desde a abstração lírica e estrutural até a arte conceitual, objetos-gancho e arte em papel. Foi aluno particular de estética de Jiri Valoch (a partir de 1965), estudou ciência do papel e encadernação com Jindrich Svoboda (a partir de 1976) e restauração de papel e livros com Tomas Vyskocil (a partir de 1979). Obteve o título de livre-docência em arte conceitual pela Academia de Belas Artes de Praga em 1996.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/jh-3.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;709&quot; height=&quot;840&quot; class=&quot;alignleft size-full wp-image-43954&quot; srcset=&quot;https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/jh-3.jpg 709w, https://wp.stickel.com.br/atc/uploads/jh-3-127x150.jpg 127w&quot; sizes=&quot;auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;As instruções que enviei com meus desenhos&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
</content:encoded></item><item><title>o que é educação?</title><link>https://stickel.com.br/post/o-que-e-educacao</link><guid isPermaLink="true">https://stickel.com.br/post/o-que-e-educacao/</guid><description>O que é educação? Sandra e eu pegamos o elevador na garagem do Shopping Iguatemi, fomos assistir ao excelente filme Michael, antes mesmo de entrar no elevador eu já escutava a voz de homem falando muito alto, dentro do elevador encontrei o cidadão à vontade, discursando para seu celular num tom de voz muitos decibéis [&amp;hellip;]</description><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:24:57 GMT</pubDate><content:encoded>&lt;p&gt;O que é educação?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sandra e eu pegamos o elevador na garagem do Shopping Iguatemi, fomos assistir ao excelente filme Michael, antes mesmo de entrar no elevador eu já escutava a voz de homem falando muito alto, dentro do elevador encontrei o cidadão à vontade, discursando para seu celular num tom de voz muitos decibéis acima do que seria compatível com a situação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A aparência do gajo sugeria a de um malfeitor, e as duas damas que o acompanhavam pareciam, bem, acompanhantes de malfeitor.&lt;br /&gt;
Todos trajavam roupas e acessórios de grife, com o claro intuito de comunicar o seu elevado status financeiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Que horror!!!&lt;/p&gt;
</content:encoded></item></channel></rss>