Fiz hoje de manhã algo que faz tempo que não faço, um passeio de bicicleta pela Vila Olímpia, Vila Nova Conceição, Praça Pereira Coutinho, Ibirapuera.
Senti o desconforto do ar seco e da poluição, mas as praças e o Parque do Ibirapuera estavam lotados, crianças, escolas, idosos, babás.
A reforma da Escola Municipal de Astrofísica finalmente ficou pronta. É inacreditável, mas não conseguem JAMAIS fazer tudo direito até o final, a rampa de acesso para cadeirantes já está enferrujada, pois nem pintada foi.
“Justiceiro mesmo é o sutiã, que oprime os grandes, levanta os caídos, protege e disfarça os pequenos e atua, sem distinção política, na esquerda e na direita.”
Ando escrevendo minhas memórias antigas, vocês tem reparado.
Técnicamente deve ser o alemão chegando, pois mal consigo me lembrar com quem falei no telefone cinco minutos atrás…
Dois cumpadre de Uberaba tavam bem sossegadim, fumando seus respectivo cigarrim de paia e proseano.
Conversa vai, conversa vem, eis que a certa altura um deles pergunta pro outro:
- Cumpadre, u quê quiocê acha desse negóço de nudêis?
- No que o outro respondeu:
- Acho bão, sô!
O outro ficou assim, pensativo, meditativo…e perguntou de novo:
- Ocê acha bão purcaus diquê, cumpadre?
E o outro:
- Uai! É mió nudêis do que nunosso, né memo?
Foto: Matthias Schrader/AP
Susanne Schneider, empregada do escritório de turismo de Munique, exibe as canecas oficiais da 175 Münchner Oktoberfest. A festa da cerveja, que agita a cidade alemã de Munique entre 20 de setembro e 5 de outubro é considerada o maior festival da cerveja do mundo.
Não se assustem se Lula e seus cumpanhero forem ao Oktoberfest brindar nestas modestas canecas a criação de 72.000 boquinhas no serviço público.
Governo fdp, oposição frouxa, para não dizer inexistente, tradição de se pendurar nas tetas do Estado dá nisso. Inchaço intolerável da máquina pública, gastos crescentes, crescimento decrescente, já estão loteando o dinheiro hipotético do pré-sal, e tem gente que acha que o Brasil vai bem.
Melhor ir para a Oktoberfest.
Minha mãe me lembrou hoje de um fato acontecido há 56 anos atrás.
Corria o ano de 1952, meus pais viajavam comigo e meus irmãos na Suíça, e na cidade de Zurique meu pai me levou a uma loja de brinquedos.
Eu com quatro anos, assim que vi um urso de brinquedo, encilhado com sela e estribos, subi nele para brincar, o vendedor sem perguntar nada me deu uma bofetada, me arrancando do lombo do urso.
Meu pai imedatamente deu um safanão de volta e o vendedor rolou escada abaixo.
Tumulto armado, chegou a polícia dizendo que iria todo mundo para a delegacia, meu pai disse que jamais entraria no camburão comigo, a polícia retrucou que ele poderia ir de taxi, mas teria de pagar o taxi.
Na delegacia meu pai explicou que no Brasil não existiria jamais a hipótese de alguém simplesmente esbofetear uma criança, ainda mais dentro de uma loja de brinquedos, e que em circunstancias idênticas, no Brasil, o vendedor já estaria morto…
Diferenças culturais esclarecidas, encerrou-se o episódio.
Desta temporada na Suíça e na Áustria lembro de algumas coisas, por exemplo da loja de brinquedo e da escada, da bofetada não.
Lembro de uma estrada no meio da floresta, viajando de carro chegamos a um pequeno bar ou restaurante e havia uma Ferrari vermelha parada na porta.
Lembro também com pungente clareza do cheiro da resina nas árvores, e do fogão Kaminofen todo em ladrilhos do hotel.
Lembro ainda de um congestionamento em uma estrada, de noite, o carro ferveu e meu pai foi pegar água numa bica.
A sede da Fundação Stickel fica em uma casa de vila, esta é a visão da viela de entrada da vila em direção à Al. Lorena.
A cada dia que passa mais tempo aí passo.
A professora pediu a seus alunos que escrevessem uma redação, onde fossem tratados os seguintes temas:
1. Monarquia
2. Sexo
3. Religião
4. Mistério
Passados míseros segundos, Joãozinho levanta a mão e diz que terminou.
A professora sem acreditar pede que ele leia a sua redação. Ele levanta e diz: - Mandaram a rainha tomar no cú. Meu Deus…. Quem terá sido?
Minha turma original de primário e ginásio do Colégio Visconde de Porto Seguro formou-se no colegial em 1966.
Após pegar segunda época e repetir o primeiro científico, fui colega por um ano da turma que se formou em 1967, caí novamente na segunda época, passei raspando e logo no início do segundo colegial fugi do científico para o clássico, pois o meu tormento era a matemática, e começaram a falar de um troço esquisitíssimo, uma tal de raiz quadrada de menos um…
No meio do ano não aguentando mais o Porto Seguro, convenci meus pais e mudei para o clássico do Colégio Santa Cruz, lá, conversando com orientadores, etc… me convenceram que meu caminho seria de fato pelo científico, e repeti novamente de ano, refazendo o segundo colegial no científico.
Juntamente com o terceiro científico encavalei o Cursinho Universitário, prestei o vestibular para arquitetura no Mackenzie e fiquei na lista de espera, em seguida foi o vestibular da FAUUSP, e entrei direto.
Ufa!!!!!
Agora me dou conta porque o ano da revolução, 1968, passou em branco para mim. Eu estudava de manhã, à tarde e à noite. Simplesmente não deu tempo…
Mês que vem comemoraremos em um almoço os 40 anos de formatura da turma de 1968 do Colégio Santa Cruz.
Forte e sólido, ele tem seis cilindros em linha, 2,8 litros, injeção mecânica de gasolina, comando de válvulas no cabeçote, 170hp. Chama-se Mercedes-Benz 280 SL.
Rodou apenas 200km em oito anos, estava imundo, precisando de banho, creme, manicure, fio dental, cotonete…
Essa coisa de desenhar o próprio pai morrendo é complicada. Por um lado tem o seu impulso artístico irrefreável, a história mostra tantos e tantos artistas retratando os momentos finais de seus queridos, por outro lado existe um pudor natural, uma espécie de respeito, um freio.
Este desenho foi muito rápido, pequeno, cinco dias antes do meu pai falecer. Ele já estava no hospital, completamente dopado.
Dez dias antes fiz este desenho, foi mais tranquilo, me detive mais tempo.
Iniciou-se o TCC - Trabalho de conclusão do curso da 5ª Turma do MBA FIA CEATS em Gestão e Empreendedorismo Social. A entrega final será em Setembro 2009.
Agora o buraco fica mais embaixo…
Vou ter que ler um zilhão de coisas, artigos, livros, etc…
O tema do meu trabalho, que farei sozinho: As fundações familiares no Brasil, a motivação dos instituidores, sua evolução.
O Brasil em 23º lugar no quadro de medalhas da Olimpíada Pequim 2008, atrás de Etiópia, Romênia, Qênia, Ucrânia, faz pensar:
Nunca antes na história desse país falou-se tanto e tão pouco se fez.
Aliás, esta brincadeira nos custou cerca de setecentos milhões de reais… Aonde foi toda esta grana??!!
E tem gente, sabe, que defende o Rio de Janeiro para sede das olimpíadas de 2012. Não que o Rio não mereça, mas com a nossa tradicional falta de competência vai ser meio difícil…
Quando uma mulher veste um vestido de couro, o coração do homem dispara e sua garganta fica seca, suas pernas bambeiam e ele começa a perder seu auto-controle.
No tempo em que este blog era hospedado no blogger eu e outros blogueiros tivemos vários problemas, travamentos aleatórios, arquivos deletados, etc… que acabaram por me motivar a mudar para minha casa própria.
Hoje me chega a notícia de censura, pura e simples no blog 100 Cabeças do Rui Silvares, o que é totalmente inaceitável.
O Eduardo me chamou a atenção para este absurdo, e eu aproveito para reforçar a idéia de que a melhor solução é a casa própria, com o auxílio de ferramentas como o WordPress.
Boa: Sua esposa está grávida.
Ruim: São quadrigêmeos
Terrível: Você fez vasectomia ano passado e não contou.
Boa: Sua esposa não fala mais com você.
Ruim: Ela quer o divórcio.
Terrível: Ela é advogada.
Boa: Seu filho passou da puberdade.
Ruim: Ele está envolvido com a vizinha da frente.
Terrível: Você também está.
Boa: Seu filho fica muito tempo trancado no quarto estudando.
Ruim: Você encontra uma porção de filmes pornográficos embaixo da cama.
Terrível: Você e sua esposa aparecem na maioria das fitas.
Boa: Seu filho está namorando alguém.
Ruim: Trata-se de outro homem.
Terrível: É o seu chefe, lá no emprego novo.
Boa: Sua filha arranjou seu primeiro emprego.
Ruim: De massagista naquelas casas que fazem tudo.
Terrível: Seus colegas do futebol estão todos ficando clientes dela…
Pior: Ela está ganhando 10 vezes mais que você e disse que vai reformar a casa e te dar um carro novo.
Boa: Você arranjou uma gata quente para bater papo via CHAT. Começou no erótico, partiu prá sacanagem e descambou na pornografia pura.
Ruim: Não aguentando de tesão você resolve se revelar. Ela responde que te conhece e que não vai dar para continuar porque você não passa de um canalha.
Terrível: Era sua sogra.
Em 1966, mudei no meio do ano do Colégio Visconde de Porto Seguro, para o Colégio Santa Cruz, e passei a ir de ônibus para o colégio que fica na R. Orobó, Alto de Pinheiros (usava a famigerada linha 69, com poucos, barulhentos e quentes ônibus FNM da CMTC) e depois de tirar a carta, em 1967, com o carro que estivesse disponível na casa.
Certo dia, levando meu irmão Roberto comigo no Alfa Romeo JK FNM 2000, eu vinha “pilotando” pela Av. Pedroso de Morais e entrei forte demais na Praça Panamericana, que naquela época nada mais era que um enorme círculo coberto de mato, a avenida não cortava a praça como hoje.
Rodei, e a força da curva à direita me arrancou da posição do motorista (o banco era inteiriço, não havia cinto de segurança) e me jogou sobre o coitado do meu irmão, que lembra da visão da direção do JK rodando para lá e para cá, comigo em cima dele, enquanto o carro, sozinho, rodava no asfalto até parar.
Por sorte não vinha ninguém atrás, o carro nem na guia bateu, eu simplesmente voltei ao meu lugar e completamos a viagem ao colégio.
Como observa meu amigo Zé Rodrigo, naquela época nossos anjos da guarda ofereciam um limite no cheque especial muito grande…
Em Setembro 1999, por solicitação do técnico da Fabiana Murer e meu amigo, Elson Miranda, eu patrocinei o Circuito de Salto com Vara, prova oficializada pela Federação Paulista de Atletismo, aqui em São Paulo no Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães.
A Maurren Maggi treinava também por ali, e é amiga da Fabiana e do Elson, e se encantou com a tatuagem do meu filho Arthur, na época com três anos e meio.
Fiz este desenho do meu pai, caneta Bic sobre sulfite A4, quinze dias antes dele falecer, ele estava em casa sentado em sua cadeira de trabalho, já bastante sedado, com um de seus queridos quadros, um óleo de Benedito Calixto.
…e por falar em tempo e relógios, a minha leitora Ana Carmen me envia:
“…essa foto foi tirada de dentro do café do Museu d’Orsay e ao longe, Sacre Coeur. Foi tirada pelo meu marido, Charles, agora em julho e eu gosto muito dela.
Aproveito para parabenizá-lo pelo blog. Leio sempre.
Um abraço,
Ana Carmen Caldas & Charles Caldas”
“Estou na Suiça , meu pai faleceu na semana passada e estou aqui fazem 2 meses.
Bjs e aqui um desenho que fiz de meu pai enquanto estava no hospital.
Magy
90×135 cm lápis e acrilica sobre tela.”
Eu também fiz alguns desenhos do meu pai no hospital, mas nenhum tão elaborado como este da Magy.
Ele chega em casa, tira a bata branca e senta-se no sofá, pensativo. Uma vozinha que existe dentro da sua consciência diz:
- Dr. José, fazer sexo com as pacientes não é correto nem ético…
Outra vozinha interna, do outro lado, tenta amenizar:
- Não te preocupes com isso, Dr. José, não és o primeiro médico a ter sexo com uma paciente e certamente não serás o último…
No que a primeira voz responde irritada, gritando:
- PORRA, José, toma juízo! Tu és veterinário!!!
Crônica de um desastre anunciado.
No Brasil não existe a cultura da MANUTENÇÃO.
As coisas são feitas, os prédios são construidos, os carros são produzidos, e em sua gigantesca maioria os usuários se esquecem de cuidar daquilo que usam.
Após a tragédia ocorrida no Teatro Cultura Artística aparece a tese de um jovem arquiteto da FAUUSP, com o título “Patologias, Origens e Reflexos no Desempenho Técnico-Construtivo do Edifício”, apontando exatamente para a falta de manutenção do prédio.
Aonde estavam os sprinklers?
Para que serve um piano novo, mesmo com seguro?
Os únicos aspectos positivos desta tragédia são a ausência de vítimas e a sobrevivência do painel de Di Cavalcanti. Talvez sobre também a lição de que nada é para sempre, que é necessário modernizar prédios antigos, incorporar novas tecnologias, etc…, etc…
O caminhoneiro para no restaurante de beira de estrada “A Galinha Caipira” e consulta o menu. Só dava galinha, de tudo que era jeito!
Chama o garçom:
- Quero galinha caipira ensopada mas, antes, quero ver a galinha.
O garçom vai até o balaio, pega uma galinha e traz até à mesa.
O motorista enfia o dedo no cu da galinha, esfrega um dedo noutro, cheira, e diz:
- Negativo. Esta não é galinha caipira. Esta é da Granja Três Irmãs em Uberaba.
O garçom traz outra galinha. O motorista faz a mesma coisa, cheira os dedos e diz:
- Negativo. Esta também não é galinha caipira. É do sítio Estrela Azul, em Ponte Nova.
O garçom traz outra galinha . O motorista repete o procedimento, cheira os dedos e diz:
- Essa, sim, é galinha caipira! Pode fazer.
Ao lado, um gaúcho, que a tudo assistia e estava ali há três dias enchendo a cara, se levanta, vai até a mesa do motorista, se vira de costas para ele, abaixa as calças e diz:
- Bah tchê, eu tomei todas e esqueci onde moro… Dá para ver meu endereço?