Chegamos à Ponta do Corumbau sem incidentes, tudo no horário marcado. É o paraiso!!!!
Mais uma vez feliz ano novo a todos!

Bom, amanhã vamos tentar dar um pulinho ali na Bahia…
Vamos embarcar pela TAM para Porto Seguro. Estou receoso, primeiro porque não acredito em uma única palavra proferida pelos petistas incompetentes Milton Zuanazzi, Waldir Pires, Lula, Anac, Infraero, etc… que dizem, por exemplo:
“Vamos fiscalizar o overbooking” ou
“Vamos tomar medidas para que o caos não se repita na véspera do ano novo”
ou ainda esta, antológica:
“Lula declara que crise nos aeroportos brasileiros acabou.”
Segundo porque meu sangue pode subir de temperatura, súbita e perigosamente nestas situações de stress intenso, e aí eu posso fazer alguma bobagem.
Terceiro porque o risco de perder a conexão com o teco-teco que nos levará a Corumbau é grande, o bichinho não voa à noite, e aí, não sei.
Enfim, bom ano novo a todos! Té já!

Acabou de acontecer na minha frente, um dos maiores e mais bonitos arco-iris que já vi. Do meu ponto de vista na Vila Olímpia, ele foi do Itaim até o Ibirapuera, mais ou menos.

Uma das graças do restaurante chinês é o “Fortune Cookie”, eu recebi estas duas mensagens, uma sábia, outra alvissareira. Para começar o ano está bom demais!

Dois monstros sagrados que também subiram no Natal, vão fazer companhia ao meu sogro e ao meu pai. Boa viagem James Brown e Braguinha!

Em 25 Dezembro 2004 faleceu meu pai, Erico João Siriuba Stickel.
Hoje cedo fui buscar minha mãe para visitar o cemitério quando toca meu celular e a Iris, minha ex-mulher me avisa que nesta madrugada faleceu o pai dela, José Di Ciommo.
Meus três filhos passam a ter dois avôs falecidos no dia de Natal. Curioso, no mínimo.
Sinto uma simbologia de renovação nesta sincronicidade, e nada melhor que esta manhã clara, agradável, silenciosa, de céus azuis e brisa leve para celebração dupla.
No cemitério, penso com carinho no meu pai e no meu sogro.

São Paulo hoje, em primeiro plano o Clube Pinheiros e no centro o Shopping Iguatemi, que a estas alturas deve estar mais tumultuado que os aeroportos…

Esta é a pista de atletismo do Clube Pinheiros, em foto de hoje.
Há poucos meses atrás esta pista foi inteiramente reformada e o piso de borracha repintado.
A obra de restauro foi objeto de artigo na revista do clube, com óbvios tons ufanistas, etc…
Agora, em nova reforma, arrancaram todo o revestimento de borracha para ser refeito. Fui ao “ombudsman” do Clube para reclamar explicações do porque desta mega-reforma, poucas semanas após a reforma anterior ter sido concluida. Me disseram que responderão por carta nos próximos 15 dias.
Parece que as práticas comuns ao poder público estão avançando na iniciativa privada.
Vergonha!
Em tempo. As respostas por carta vieram mais de seis meses depois, sem dizer absolutamente nada. A técnica é exatamente a mesma do Poder Público, deixar o assunto esfriar e não se fala mais nisso. Vergonhosa a atuação dos dirigentes do Clube Pinheiros.
Comentário meu à carta pungente do advogado Eduardo Antônio Lucho Ferrão, postada abaixo, no trecho em que ele diz:
“Votei no senhor, Presidente. Como o fizeram cerca de 60 milhões de brasileiros.
Acredito na elevação de seus propósitos. A legitimidade de seu mandato é inquestionável. A autoridade de seu cargo precisa ser exercida. A Constituição permite e a população exige.
Mas, por favor, exerça. Já.”
Votou no Lula, provavelmente pela segunda vez? O resultado aí está.
Acreditou no Lula? O resultado aí está.
Acreditou na elevação de seus propósitos? Nunca antes houve neste país uma degradação moral e ética como a que aí está.
Achou que o Lula ia exercer alguma coisa além de falação? O resultado aí está.
Imagina que ele faça alguma coisa? Espere sentado dentro do avião, pois o Presidente deve estar ocupadíssimo planejando suas próximas férias, para as quais partirá feliz no Aerolula, devidamente abastecido de mé.

Marcia Foletto - o Globo
Lula declara que crise nos aeroportos brasileiros acabou. 9/12/06
FAB vai transportar passageiros da TAM. 22/12/06
Apenas 13 dias separam as duas notícias, e faz pelo menos 60 dias que o caos permanece no céu e em terra. Para Lula e o governo está tudo sob controle e a culpa é das companhias aéreas.
Vergonha, vergonha, vergonha!
A propósito, o Noblat publicou esta carta:
“Do interior de um avião da TAM para o Presidente da República
por Eduardo Antônio Lucho Ferrão
Porto Alegre. Aeroporto Salgado Filho. 18 h 30 min. 20.12.2006 - Vôo TAM 8021 Poa-Bsb.
Estou há cerca de 2 horas dentro de uma aeronave.
O comandante acaba de avisar que estão suspensas todas as decolagens do aeroporto de Porto Alegre.
Há crianças a bordo. Algumas choram.
O avião está cheio. Alguns passageiros começam a passar mal.
As comissárias estão escondidas lá no fundo do corredor. Já não atendem as chamadas das poltronas.
Os banheiros exalam um odor fétido.
Estamos todos absolutamente impotentes. Presos nessa caixola à espera de que alguém pare de brincar e “autorize” a decolagem.
Fico em pé e olho os passageiros. Vejo expressões de desconforto.
Eta gente acomodada! Passiva. Domesticada.
A indignação se manifesta e se exaure em resmungos e grunhidos. Lembra muito o gado rumando para o próprio abate.
Ninguém grita. Ninguém perde a paciência. A resignação parece inesgotável.
Mas, para mim, deu. Cheguei no meu limite.
Começo a sentir asco. Da irresponsabilidade dos controladores.
Da incompetência patética das autoridades. Deste inacreditável jogo de empurra entre Anac, Infraero, Aeronáutica, Ministério disso e daquilo.
Dessa omissão que me enoja.
Afinal, como cidadão e como contribuinte, exijo respeito. Pago um monte de impostos todos os meses. Trabalho mais de 16 horas por dia. Mantenho dezenas de postos de trabalho.
Por certo, com o que recolho de tributos, a administração paga o salário de diversos servidores públicos, alguns dos quais alegam não ter tempo para me receber em audiência.
Ou me recebem em pé, de nariz empinado, como se estivessem prestando um favor. Mas, para reuniões sociais, festas, pajelanças e rapapés, eles têm todo o tempo do mundo…
Perdi a paciência. Com ela foi-se também a parcimônia. Não agüento mais.
Votei no senhor, Presidente. Como o fizeram cerca de 60 milhões de brasileiros.
Acredito na elevação de seus propósitos.
A legitimidade de seu mandato é inquestionável. A autoridade de seu cargo precisa ser exercida. A Constituição permite e a população exige.
Mas, por favor, exerça.
Já.
Dê um basta nesta bagunça.Faça o que a Nação espera de seu Presidente.
Bata na mesa. Demita os incompetentes. Fixe um prazo de 48 horas. Ou menos.
Nada de “grupos de trabalho”, de “comissões interministeriais”, de “nhenhenheim”, de lero-lero.
Essa gente toda já teve tempo demais e não resolveu nada.
Tiro do bolso o meu e-ticket. Está lá: taxa de embarque recolhida. Está paga, Presidente. Para onde foi essa grana toda?
Se alguém quer reivindicar, que reivindique. Que proteste. Que exerça seus direitos. Mas, por favor, não “no meu”. Na minha paciência. No meu tempo e no meu cansaço.
Desculpe a linguagem , Presidente.
Enchi o saco.
Se algum controlador , se alguém da Anac, da Infraero ou dessa turma toda, se algum deles passar por perto, juro que dou um “bife” na orelha.
Homem ou mulher, não importa, vai levar um bife na orelha, sim.
P’ra ver como é bom fazer judiaria para os outros.
Mas, antes disso, faça alguma coisa, Presidente.
Pelo amor de Deus!
Mande embora toda essa cambada.
De preferência, aos gritos. Solte os cachorros neles. Mande o nome deles para o SPC, Faustão, Serasa, Cadin, CPI das Ambulâncias e Conselho de Ética. Com cópia para o Gabeira.
Deixe a todos sem salário, sem comida e sem água.
Como eles estão nos deixando nos aeroportos.
Faça isso, Presidente, e continuará contando com o respeito de seus concidadãos.
Respeitosamente,
Eduardo Antônio Lucho Ferrão, advogado, morador de Brasília.
Escutei hoje o comentário de um amigo que infelizmente faz sentido.
O estrago que Lula está promovendo no Brasil vai demorar cerca de 40 anos para ser consertado, ou seja, em 2040 voltaremos ao Brasil do ano 2000.
Eu sei, é final de ano, eu deveria comemorar, festejar as coisas boas de 2006, e de fato, o Fernando Stickel pessoa física tem motivos de sobra para comemorar, minha exposição de fotos na Pinacoteca, o lançamento do livro “Vila Olímpia”, meu trabalho com a Fundação Stickel, meu casamento, todos na família com boa saúde…
O Fernando Stickel cidadão brasileiro, ao contrário, cada dia tem mais vontade de sentar na sarjeta e chorar. É uma tristeza ver o Brasil derreter como um sorvete no verão, tudo desmonta, tudo piora, tudo perde a forma, tudo se vulgariza, tudo nivela-se por baixo, cada dia mais baixo.
Aproveito para desejar aos amigos, leitores deste blog, pessoas físicas como eu de carne e osso, alma coração, tudo de bom, feliz natal, bom ano, etc…
Aos meus concidadãos, brasileiros que como eu sofrem dia após dia com a tristeza de ler os jornais, desejo sinceros pêsames. O Brasil está moribundo, só um milagre o salva.
5 X 0 no STF contra os 91%
Ufa! Dá até para respirar um pouco, mas não dá para relaxar. A luta tem que continuar, pois suas excelências são capazes de tudo e mais um pouco.

Iris Dassault: Modelo blogueira ou blogueira moodelo? Veja aqui.
Em combate ao absurdo e imoral aumento de quase 100% nos próprios salários de deputados e senadores, começam a pipocar idéias aqui e ali, uma delas me parece muito interessante, prevista na constituição, é um projeto de lei de iniciativa popular, e o blog do Paulo Markun, “Jornal de Debates” está promovendo esta idéia.

Neste bimotor Aero Commander a pistão, prefixo PT-BDU, fiz minha primeira viagem aos E.U.A. em 1962, com 13 anos de idade.
O avião precisava fazer manutenção dos motores, o que naquela época só era possível em Miami, então meu tio Luis Villares, proprietário do pássaro convidou meu pai e eu para a viagem. Embarcamos 6 pessoas, lotação máxima, meu tio, o piloto Celso, meu pai, eu e mais dois primos.
Primeira parada para reabastecimento em Brasilia, depois em algum lugar das Guianas, dormimos em Barranquilla na Colombia, num hotel saído de um filme de James Bond, a noite mais quente e úmida de que tenho lembrança.
Passamos também por Caracas, onde ficamos no Hotel Tamanaco. De lá fomos para a Costa Rica, sobrevoamos vulcões ativos, vi os corais e as águas maravilhosas do Caribe, dormimos na Cidade do México num hotel moderníssimo, lembro bem do caixilho, vidro que tomava a parede inteira, do chão ao teto e cortinas elétricas, no dia seguinte conheci as pirâmides, e assim foi até chegar em Miami. Fiquei conhecendo o avião de cabo a rabo, até umas pequenas pilotadas me deixaram fazer.
Em Miami cada um foi pro seu lado, meu pai e eu fomos a New York. Lembro-me bem do Rockefeller Center e do Radio City Music Hall.

Flagrante de evento familiar no mínimo, curioso…
Eis os vagabundos que votaram a favor do aumento pornográfico dos próprios salários:
Aldo Rebelo (PC do B-SP)
Renan Calheiros (PMDB-AL)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Jorge Alberto (PMDB-SE)
Luciano Castro (PL-RR)
José Múcio (PTB-PE)
Wilson Santiago (PMDB-PB)
Miro Teixeira (PDT-RJ)
Sandra Rosado (PSB-RN)
Coubert Martins (PPS-BA)
Bismarck Maia (PSDB-CE)
Rodrigo Maia (PFL-RJ)
José Carlos Aleluia (PFL-BA)
Sandro Mabel (PL-GO)
Givaldo Carimbão (PSB-AL)
Arlindo Chinaglia (PT-SP)
Inácio Arruda (PC do B-CE)
Carlos Willian (PTC-MG)
Mário Heringer (PDT-MG)
Inocêncio Oliveira (PL-PE)
Demóstenes Torres (PFL-GO)
Efraim Moraes (PFL-PB)
Tião Viana (PT-AC)
Ney Suassuna (PMDB-PB)
Benedito de Lira (PL-AL)
Ideli Salvatti (PT-SC)
E estes os parlamentares votaram contra:
Henrique Fontana (PT-RS)
Chico Alencar (PSOL-RJ)
Heloísa Helena (PSOL-AL)
Vem bem a propósito desta semvergonhice mais uma história do Joãozinho:
A professora pergunta na sala de aula:
- Pedrinho, qual a profissão de seu pai?
- Advogado, professora.
- E a do seu pai, Marianinha?
- Engenheiro.
- E o seu, Aninha?
- Ele é médico.
- E o seu pai, Joãozinho, o que faz?
- Ele… Ele… Ele é dançarino numa boate gay!
- Como assim? pergunta a professora, surpresa.
- Fessora, ele dança na boate vestido de mulher, com uma tanguinha minúscula de lantejoulas, os homens passam a mão nele e põem dinheiro no elástico da tanguinha e depois saem para fazer programa com ele.
A professora rapidamente dispensou toda a classe, menos o Joãozinho. Ela caminha até o garoto e novamente pergunta:
- Menino, o seu pai realmente faz isso???
- Não, fessora. Agora que a sala tá vazia, eu posso falar! Ele é Dirigente do PT, mas dá uma vergonha enorme falar isso na frente dos outros!!!
Dirigentes do PT, do PMDB, do Pc doB, PP, PL, PSDB, PDT, do caralho a quatro, dá uma imensa vergonha de vocês todos.

Errei meu cálculo e perdi a exposição dos concretistas no MAM, paciência. Fui então à 27ª Bienal de São Paulo, entrada grátis, e o único prazer que lá obtive foi um Eskibon na saída por R$3,50.
Rala, irrelevante, fraca, esta Bienal é totalmente inútil. É óbvio que deve haver uma ou duas pérolas perdidas lá no meio, mas mesmo o Marcel Broodthaers ficou ralo e perdido. Triste, drenado de energias, cá estou desiludido com (esta) arte. E de quebra triste com (este) Brasil. Por ser totalmente oportuno, e como de costume lúcido e bem escrito, vai o artigo do Arnaldo Jabor sobre o tema:
“A arte deve ser a exaltação da vida - Caderno 2 - 12/12/2006
Ao apagar das luzes, fui ver a Bienal. Já tinha visto e fui de novo. E confirmei a primeira impressão. A sensação é a de ruínas ou de despejos da civilização. Os trabalhos repetem os mesmos códigos e repertórios: terra arrasada, materiais brutos e sujos, desarmonia, assimetria, uma busca deliberada da feiúra, uma clara vergonha de ser ?arte?, vergonha de provocar sentimentos de prazer. A fruição poética é impedida, como se o prazer fosse uma coisa reacionária, ?alienada?, ignorando o ?mal do mundo?, que tem que ser esfregado na cara do espectador para que ele não esqueça o horror social e político que nos assola.
É como se a própria arte fosse uma babaquice a ser evitada. Numa entrevista, uma das teóricas da arte contemporânea, Claire Bishop, diz na Folha : ?não defendo uma arte da transcendência. O paradigma romântico foi desmantelado no século 20, porque apresenta a arte como algo universal acima da realidade social e política?.
Ou seja, a razão maior da arte , que é justamente esta, está jogada fora, em nome de uma ?virada social da arte?, uma racionalização criada para substituir a impotência política real.
Fui andando pelo pavilhão do Niemeyer, pensando que o edifício moderno era superior a qualquer panfletinho ali exposto.
Pensei que o império da sordidez mercantil, a ignorância no poder, o fanatismo do terror, a boçalidade da indústria cultural, em suma, toda a tempestade de bosta que nos ronda está muito além do alcance crítico de qualquer ?denúncia ? artística.. Não adianta mais ?chocar ? ninguém. Nada que haja na Bienal nos choca mais que uma explosão da discoteca onde morrem 300 jovens, nada é pior que homens-bomba ou a África ou a lama das favelas e periferias. Nada.
A arte virou um parque temático de deprimidos, um muro de lamentações inúteis.
Hoje, sobrou apenas a psicose como bandeira, a melancolia como ?denúncia? de uma vida sem solução e a única crítica do mundo ocidental é feita pelos terroristas islâmicos.
Intelectuais e artistas vivem em pânico, pois seu reinado de sínteses se extinguiu . Os acontecimentos estão incompreensíveis e , no entanto, óbvios demais. Pipocam religiões e irracionalismo autoritário que nos tragam alguma certeza , nem que seja a de chicotes em nossas costas , pedras em nossas cabeças ou guerras sangrentas que nos purifiquem.
Todas as reflexões filosóficas ficaram céticas, descrevendo impossibilidades e becos sem saída. Nunca imaginávamos que o século 21 seria parecido com o século 7o . quando Maomé se declarou o único profeta
Tropeçando em perigosas ?instalações ? pensei que a morte da ?aura? da arte será mais difícil de se aceitar do que pensávamos. Com a morte da arte, o artista se vê abandonado , e ele mesmo passou a usar a luz da ?aura?, passou a ter ?halo?, como uma coroa de espinhos para sua solidão. O artista quer virar obra de arte. E tudo faz para esquecer seu abandono, mesmo que seja expor seus excrementos numa latinha. E vemos que ele não abriu mão da representação, mas cultiva-a ao avesso da beleza, como uma doença favorita. Ele é a representação, ele é a paisagem.
Acontece então que críticos e ensaístas sacanas,mas brilhantes como Brad Holland, por exemplo, vêem essa brecha teórica no ar e começam a destratar a arte em geral, com claros tons reacionários e, no caso do Holland, muito engraçados. Ele se refere ao beco sem saída d arte, que descrevo neste artigo-cabeça. Diz ele: ?Tanto o dadaísmo como o surrealismo estão superados. É impossível distinguir esses movimentos estéticos da vida cotidiana. ?E depois: ?não há mais o que transgredir. Tudo foi assimilado. ?Estamos rompendo normas?é, hoje, o slogan do McDonald?s?. E a piada final, o ?punch line?: ?Antigamente , o artista de vanguarda chocava a classe média; hoje a classe média choca o artista de vanguarda.?
Claro que essas piadas não resolvem o impasse. Claro também que os artistas contemporâneos não podem ignorar o horror do mundo e têm de acusar o golpe. Sim,mas mesmo em tempos terríveis, há que se buscar alguma transcendência,sem desistir da criação como esperança e vitalidade.
Depois da Bienal, entrei na exposição Raízes da Forma, no MAM ? SP, exibindo os principais trabalhos fundadores do Movimento Concreto dos anos 50 em São Paulo.
E, aqui, devo fazer uma auto-crítica: sempre impliquei com os concretos, desde minha adolescência no Rio, talvez influenciado pela cisão entre cariocas e paulistas sobre arte, com a polêmica entre concretos e neo-concretos do Rio, liderados por Ferreira Gullar. Mas domingo, dentro do MAM, tive uma sensação de alívio, de paz.
Diante das obras lindas de Ivan Serpa (ele , um precursor livre), de Lígia Clark, de Oiticica ( que me irritava desde as brigas com o Cinema Novo) , Geraldo de Barros, Aluízio Carvão, Alexandre Wollner e outros, diante das formas puras, reencontrei-me com a transcendência , sim , ali, no concreto. Sim, a arte que nos pacifica, eleva, nos silencia. E tive a certeza inapelável: a forma é tudo. Na forma está a verdade muito mais que na gritaria de denúncias e conteúdos desesperados como panfletos. No silêncio da forma a beleza nos espera, a esperança de sentido nos aplaca. Na beleza das formas organizadas, no desenho da razão está um sentido misterioso, mas imperioso para a vida. Lembrei-me então de uma frase de Stravinski: ?A obra de arte deve ser exultante.? E entendi que desistir da beleza é uma confissão de derrota, é legitimar os inimigos.
E só então 50 anos depois apaixonei-me pelos concretos de São Paulo, liderados pelos irmãos Campos e Pignatari , eu que já os tinha chamado de
mata-mosquitos da cultura?, no passado. Desculpem-me hoje 50 anos depois.

foto ED FERREIRA/AGÊNCIA ESTADO/AE
O ministro da Defesa, Waldir Pires declarou que não ganha bem para resolver os problemas do apagão. Pode uma coisa dessas? Por que aceitou o cargo, só para se divertir às nossas custas? Minha vergonha de ser brasileiro só faz aumentar, dia após dia.
Estou de péssimo humor (acho que dá pra perceber…), me pegou uma crise de dor nas costas. Tudo bem que a última crise foi há 15 meses, fato inédito na última década, mas ainda assim é um saco!
ORAÇÃO DE NATAL
Pelo projeto político do deputado Clodovil,
Pelo espetáculo do crescimento que até hoje ninguém viu,
Pelas explicações sucintas do ministro Gilberto Gil,
Senhor, tende piedade de nós.
Pelo jeitinho brejeiro da nossa juíza,
Pelo perigo constante quando Lula improvisa,
Pelas toneladas de botox da Dona Marisa,
Senhor, tende piedade de nós.
Pelo Marcos Valério e o Banco Rural,
Pela casa de praia do Sérgio Cabral,
Pelo dia em que o Lula usará o plural,
Senhor, tende piedade de nós.
Pelos nossos Delúbio e Valdomiro Diniz,
Pelo “nunca antes nesse país?,
Pelo povo brasileiro que acabou pedindo bis,
Senhor, tende piedade de nós.
Pela Cicarelli na praia namorando sem vergonha,
Pela Dilma Rousseff sempre tão risonha,
Pelo Gabeira que jura que não fuma mais maconha,
Senhor, tende piedade de nós.
Pela importante missão do astronauta brasileiro,
Pelos tempos que Lorenzetti era só marca de chuveiro,
Pelo Freud que não explica a origem do dinheiro,
Senhor, tende piedade de nós.
Pelo casal Garotinho e sua cria,
Pelos pijamas de seda do nosso guia,
Pela desculpa de que o presidente não sabia,
Senhor, tende piedade de nós.
Pela jogada milionária do Lulinha com a Telemar,
Pelo espírito pacato e conciliador do Itamar,
Pelo dia em que finalmente Dona Marisa vai falar,
Senhor, tende piedade de nós.
Pela queima do arquivo Celso Daniel,
Pela compra do dossiê no quarto de hotel,
Pelos hermanos compañeros Evo, Chavez e Fidel,
Senhor, tende piedade de nós.
Pelas opiniões sensatas do prefeito César Maia,
Pela turma de Ribeirão que caía na gandaia,
Pela primeira dama catando conchinha na praia,
Senhor, tende piedade de nós.
Pelo escândalo na compra de ambulâncias da Planam,
Pelos aplausos roubados do Kofi Annan,
Pelo lindo amor do sapo barbudo pela sua rã,
Senhor, tende piedade de nós.
Pela Heloisa Helena nua em pêlo,
Pela Jandira Feghali e seu cabelo,
Pelo charme irresistível do Aldo Rebêlo,
Senhor, tende piedade de nós.
Pela greve de fome que engordou o Garotinho,
Pela Denise Frossard de colar e terninho,
Pelas aulas de subtração do professor Luizinho,
Senhor, tende piedade de nós.
Pela volta triunfal do caçador de marajás,
Pelo Duda Mendonça e os paraísos fiscais,
Pelo Galvão Bueno que ninguém agüenta mais,
Senhor, tende piedade de nós.
Pela eterna farra dos nossos banqueiros,
Pela quebra do sigilo do pobre caseiro,
Pelo Jader Barbalho que virou conselheiro,
Senhor, tende piedade de nós.
Pela máfia dos ?vampiros? e ?sanguessugas?,
Pelas malas de dinheiro do Suassuna,
Pelo Lula na praia com sua sunga,
Senhor, tende piedade de nós.
Pelos meninos aloprados envolvidos na lambança,
Pelo plenário do Congresso que virou pista de dança,
Pelo compadre Okamoto que empresta sem cobrança,
Senhor, tende piedade de nós.
Pela família Maluf e suas contas secretas,
Pelo dólar na cueca e pela máfia da Loteca,
Pela mãe do presidente que nasceu analfabeta,
Senhor, tende piedade de nós.
Pela invejável cultura da Adriana Galisteu,
Pelo picolé de xuxu que esquentou e derreteu,
Pela infinita bondade do comandante Zé Dirceu,
Senhor, tende piedade de nós.
Pela eterna desculpa da herança maldita,
Pela fama do chefe abusar da birita,
Pelo novo penteado da companheira Benedita,
Senhor, tende piedade de nós.
Pela refinaria brasileira que hoje é boliviana,
Pelo compañero Evo Morales que nos deu uma banana,
Pela mulher do presidente que virou italiana,
Senhor, tende piedade de nós.
Pelo MST e pela volta da Sudene,
Pelo filho do prefeito e pelo neto do ACM,
Pelo político brasileiro que coloca a mão na ?m?,
Senhor, tende piedade de nós.
Pelo Ali Babá e sua quadrilha,
Pelo Gushiken e sua cartilha,
Pelo Zé Sarney e sua filha,
Senhor, tende piedade de nós.
Pelas balas perdidas na Linha Amarela,
Pela conta bancária do bispo Crivella,
Pela cafetina de Brasília e sua clientela,
Senhor, tende piedade de nós.
Pelo crescimento do PIB igual ao do Haiti,
Pelo Doutor Enéas e pela senhorita Suely,
Pela décima plástica da Marta Suplicy,
Senhor, tende piedade de nós.
Por fim,
Para que possamos festejar juntos os próximos natais,
Senhor, dai-nos a paz.
Vamos ver quanto tempo fica lá. Nos E.U.A. até a poderosa Martha Stewart puxou cana por muito menos, já aqui no décimo quinto mundo…

Os americanos já estão no Iraque há mais tempo do que estiveram na Segunda Guerra Mundial.
Michael Moore exige retirada total das tropas já. Com total razão.

Hoje, dia 11 de dezembro, comemora-se o Dia do Engenheiro e do Arquiteto.
Eu comemorei derrubando umas paredes e recuperando o cenário original das minhas brincadeiras de criança. Esta porta leva ao “porão escuro” da casa dos meus pais na Rua dos Franceses, que muito me apavorou naquela época.

Auto-retrato no estilo “ilusionista”.
Quer ver um filme policial excelente, num cenário impecável com uma trilha sonora by Philip Glass e atores magistrais?
Vá ver Eisenheim, o Ilusionista.
É interessante pensar que Dr. Sigmund Freud estava lá em Viena na época retratada no filme, atendendo no seu consultório na Berggasse 19.

A Mariana Gama foi (excelente) modelo no meu extinto curso de desenho de observação.
Ela tem idéias de organizar grupos para sessões de desenho com modelo vivo. Informações: 11 9493-9601 mariana.gama@ig.com.br

No saguão do sanitário masculino da Pinacoteca. O reflexo azul vem do trabalho de Regina Silveira instalado no átrio central.

Esquina da Av. Paulista com a Brig. Luis Antonio.

Foi-se o monstro Pinochet. Não deixará saudades. Será recepcionado no inferno por Emilio Garrastazu Medici, Idi Amin Dada, Papa Doc e outros, muitos outros.
O problema é que a cada Pinochet que se vai surge no horizonte um Chávez, um…

Esta figura simpaticíssima chama-se German Lorca, tem 84 anos e a energia de um jovem. Fotografou tudo e todos em sua longa e rica carreira.
Lorca me fotografou e me ajudou muito na preparação da minha exposição “Vila Olímpia”, na Pinacoteca e ontem abriu lá sua bela exposição “Fotografia como memória”, com curadoria e montagem impecáveis de Diógenes Moura.

Lula na Bolivia: feliz como pinto no lixo…
Enquanto isso, na Folha Online:
Negligência do governo levou a caos aéreo, diz TCU
Em auditoria que acabou de ser concluída, um grupo de técnicos do Tribunal de Contas da União classificou de “caótica” a gestão do setor aéreo no Brasil. O texto afirma que a crise foi agravada pelo corte irresponsável de verbas que deveriam ter sido usadas na contratação e treinamento de pessoal e na aquisição e modernização de equipamentos usados no controle do tráfego aéreo.
Em tempo:
Lula declara que crise nos aeroportos brasileiros acabou
Gente, a minha vergonha só aumenta, como é possível um presidente desses!!!!!

Pobre sai de férias de ônibus…



