“Nossa paciência tem limite”, avisa João Pedro Stédile.
Engraçado, a minha também…

A exposição da Luise Weiss no Espaço Fundação Stickel encerra um ciclo de nove exposições, desde Outubro 2005:
LUISE WEISS - SAGA
JUAN ESTEVES E JOAQUIM MARQUES - Fotografias
ROUXINOL 51 - UM OLHAR SOBRE A ESCOLA BRASIL:
FERES KHOURY - Desenhos de grandes dimensões
4 LINHAS - Carla Ricciuti, Cris Mie, Malvina Sammarone, Renata Cook
JOSÉ CARLOS BOI CEZAR FERREIRA - Pinturas
MAGY IMOBERDORF
CÁSSIA GONÇALVES - Grafo esculturas transparentes
LUIZ PAULO BARAVELLI - Pinturas da Série Arte e Ilusão
Trabalhamos muito e com enorme prazer para que tudo isso fosse possível. Iniciamos com a exposição do Baravelli, e a cada exposição sentimo-nos mais e mais no caminho correto. Em 2007 a Fundação Stickel não terá mais disponível o espaço de exposições da R. Ribeirão Claro, teremos que procurar outro espaço, se possível com parcerias, ou outras soluções, mas com a certeza absoluta de que o rumo será mantido.

Fundação Stickel convida para a abertura da exposição
SAGA
de Luise Weiss
Abertura na terça-feira, 5 Dezembro às 20h
Exposição: 5 a 23 Dezembro de 2006
segunda a sexta-feira das 14 às 20h
sábado das 11 às 15h
R. Ribeirão Claro 37 Vila Olímpia
04549 060 São Paulo
tel 11 3849 8906
Patrocínio: Fundação Stickel
“Impressões do tempo: a obra de Luise Weiss”
Exertos do texto do catálogo pela Prof. Dra. Claudia Valladão de Mattos:
Memória e identidade constituem a matéria prima da saga da artista Luise Weiss. Nascida em uma família de imigrantes judeus austríacos, o ponto de partida da artista para a construção de sua poética particular foi sua própria história familiar. Há quase dez anos, por ocasião de seu doutorado, Luise começou a pesquisar as correspondências e os álbuns de sua família. Fascinada por essas imagens, ela decidiu reencontrar, na vida real, os lugares que apareciam naquelas velhas fotografias de seus antepassados, como forma de construir uma narrativa sobre si mesma.
… a experiência da viagem à Europa ajudou a artista a compreender a trajetória de sua família em um contexto cultural mais amplo e introduzir questões relacionadas à memória coletiva em suas indagações. Tal ampliação dos horizontes de seus interesses permitiu que Luise se ocupasse de uma série de fotografias anônimas de uma família de imigrantes, registrando os tempos passados inicialmente na Polônia e, em seguida, no Brasil. A empatia gerada pelo sentimento de um destino comum despertou nela o desejo de resgatar do anonimato as pessoas que povoavam aquelas fotografias. Novamente, o interesse principal da artista não se voltou para uma investigação sobre fatos históricos, mas centrou-se nos mistérios da comunicação entre passado e presente, através do meio fotográfico. Conhecer de perto as pessoas retratadas para preservar a memória de todo um grupo motivou a realização desses novos trabalhos. Neles, Luise utiliza-se da pintura para reacender a vida das figuras retratadas.
… em meio aos retratos encontramos algumas paisagens. Porém elas não se localizam mais no mundo exterior, mas, como tudo aquilo que a artista cria, são tão humanas quanto os seus personagens: verdadeiras paisagens da memória.
FRASES CONCRETAS (me enviou o Beto Palaio)
Só me sinto livre quando minha vontade, em qualquer base filosófica ou crítica, possa transformar o que já existe em um novo fenômeno. - Kasimir Malevich
Sómente os maus artistas pensam que têm boas idéias. O bom artista está livre de qualquer sentimento de posse, pois não precisa de nada para si mesmo. - Ad Reinhardt
Seja marginal, seja herói! - Hélio Oiticica
Cada coisa tem sua essência em harmonia no universo. O papel do artista é o de revelá-la. - Piet Mondrian
É na hora de fazer que surge a peça. Há um momento em que ela deixa de ser a simples geometria e torna-se a escultura que eu quero. - Franz Weissmann
As idéias não podem ser possuídas. Elas pertencem a quem quer que as compreendam. - Sol Lewitt

Posso ser interpretado por muitos dos meus leitores como blogueiro meio esquisito, anti-social ou preguiçoso, pois não respondo aos comentários que são feitos aos meus posts, com raríssimas exceções.
Acredito totalmente na liberdade de expressão e diversidade de idéias, tomo apenas a liberdade de deletar os poucos comentários ofensivos que aqui chegam.
Procuro sempre postar o que tenho de melhor, é a minha maneira de respeitar e agradecer a visita de quem por aqui passa ou visita com frequência. Tento fazer o meu português perfeito, mas dou meus escorregões, como muitos de vocês já observaram…
Por outro lado foram tantos os comentários e e-mails pelo meu casamento com a Sandra que quero sinceramente agradecer a todos o carinho e os votos de felicidade!

O piquenique na Anse des Colombiers e a natureza…

Alguns barcos em St. Barth.
Pouco a pouco o contato com os jornais, os blogs, a TV, e as notícias da bundolândia vão te colocando de volta na (triste) realidade.
O ar poluído de São Paulo me devolveu em menos de 24 horas um pigarro irritante e a bombinha de asma que ficou esquecida durante a lua-de-mel voltou a funcionar nas primeiras horas de Brasil.
O melhor de viajar, sem dúvida, é ficar sem notícias, tua irritação desce a níveis desprezíveis.
Por mais que me irrite com a arrogância dos americanos, o lado da eficiência, por outro lado, é inegável e maravilhoso, não é à toa que os E.U.A. são a maior nação do planeta.
Alugar um carro, por exemplo, se resolve em minutos, devolvê-lo então não toma mais do que 1 minuto, e não estou exagerando.
Já aqui… bem, deixa pra lá, vou tentar não me irritar.

As cores do Caribe: Praia de Orient Bay em St. Marteen

Existe hoje mais do que nunca o lado negro da viagem, os aeroportos e a maldita mania de segurança dos americanos que quererem controlar tudo, o que por si só já é uma piada.
Bilhões de dólares gastos com estes novos departamentos, todos filhotes do “Homeland Security” óbviamente direcionados às empresas dos amigos do rei Bush, né memo, que nem lá todo mundo é de ferro.
A vida do cidadão comum dentro de um aeroporto americano virou um inferno, te tratam mal no guichê da imigração, você tem que mostrar documentos centenas de vezes, tirar o sapato, abrir a mala de mão, que eles reviram sem a menor cerimônia, arrebentam a fechadura da tua mala e ai de você se reclamar, e vai por aí.

Isto é St. Barth, praias práticamente desertas, águas mornas e cristalinas, areias brancas, paz, silêncio, natureza exuberante.
Não há pagode, não há música alta nos restaurantes, não há jet-ski, não há vendedores de nada na praia nem gritaria nem tumulto nas ruas, às nove da noite tudo é um deserto.
É o paraíso.

O preço do almoço.
Escolhemos uma praia tranquila, encostei numa sombra e fiquei lendo meu livro, Sandra deitada ao sol, cerca de 2 da tarde.
Esta criatura alada ficou a dois ou três metros de nós cerca de uma hora imóvel, de tocaia para faturar seu almoço, usando vários trejeitos de seu corpo para hipnotizar o caranguejo, que foi ao final devidamente engulido.
Em seguida nos levantamos e fomos ao restaurante.
Em St. Barth a natureza coexiste em perfeita harmonia com o ser humano, é fantástico, os peixes estão na beirada da praia, os pássaros pescam a poucos metros de você, a preservação ambiental é levada a sério, e a limpeza é impecável. Se você quiser fumar na praia, leve seu cinzeiro, ou não fume.

Ao acordar no sábado, último dia em St. Barth, fomos brindados com esta visão de um glorioso arco-iris do nosso terraço.

Um aspecto tragicômico do Caribe reside nas praias de nudismo. Esta é Orient Bay em St. Marteen, 90% dos nudistas tem mais de 60 anos, são depilados e estão (muito) acima do peso. O resultado é catastrófico, não há nada mais cafona no planeta!
Já o topless é regra para mulheres bonitas e não tão bonitas, mas do ponto de vista estético é muito mais interessante.

Mesmo havendo sessão diária de deletar as piores fotos, ainda assim trouxemos exatamente 688 fotos de Miami, St. Barth e St. Marteen na minha pequena Canon digital. Vamos começar a sessão!
Estas tiramos no hotel mais perfeito que vimos em toda a viagem, o Le Sereno, no Petit Cul de Sac em St. Barth.
Arquitetura minimal de praia. Maravilhosa!
As fotos vão chegar, assim que voltarmos. Hoje, último dia tomamos uma maravilhosa champagne millesime, au bord de mer, boiamos nas águas de esmeralda líquida, passeamos, estou fumando meu charuto enquanto escrevo estas maltraçadas, enfin, c’est le paradise!!!!!!!!!!
Amanhã é dia de se munir de muita paciência, serão três conexões de três companhias diferentes, odeio aeroportos!!!!
Domingo estaremos de volta na terrinha, se tudo der certo! (e se nosso amigo Lula não acabar de destruir o país antes…)
A ilha de St. Barth é a coisa mais linda que um casal em lua de mel poderia desejar.
Chegamos ontem a noite vindos de Miami depois de longa e atribulada viagem.
Imaginem a Ilhabela (ilha de São Sebastião) em 1950, com lojas e restaurantes sofisticados, pouquíssimas pessos, praias desertas e gloriosas, e uma água cuja cor é indescritivel, entre o turquesa e o verde e terão vaga idéia do que é St. Barth…

Sandra e Fernando, marido e mulher, de malas prontas para a lua-de-mel. Se os operadores de vôo deixarem, embarcaremos hoje à noite de lua-de-mel para Miami e Caribe.
Té já!

O antes e o depois de casados, uma sutil diferença, como o reflexo do espelho, qual é o esquerdo, qual o direito, qual o reflexo, qual o real.
Vou dizer: É bom antes e é ótimo depois!
Obrigado a todos que participaram, incentivaram, apoiaram e nos felicitaram pelo nosso casamento na data de hoje!

São Paulo, final de tarde na Vila Olímpia, último dia de solteiro, limpando a mesa, curtindo o filho, preparando as coisas, fazendo lista de providências para viajar tranquilo para a lua-de-mel na segunda-feira.

Sanduiche de Lagosta do Jamie Oliver. Guardei a receita um tempão e não fiz. Alguém quer tentar?
Aloizio Mercadante nada mais é do que um oportunista de plantão. Mostrou indignação protocolar em seu belo discurso de hoje no Senado, discurso que, assim como ele, não vale um tostão furado.
Por que não fez o mesmo discurso há um mês atrás, antes da derrota nas urnas?
Porque é e sempre será falso como uma nota de três.

Os noivos Sandra Pierzchalski e Fernando Stickel foram comemorar um dia muito especial, o último dia de semana de solteiros (ou melhor, divorciados…), antes do casamento que se realizará no domingo, 12 Novembro 2006.
O jantar foi no Parigi, a comida, razoável, a sobremesa sofrivel, o ponto alto da noite foi o vinho: Brunello di Montalcino - Villa Poggio Salvi 2000.

No Espaço Fundação Stickel, na exposição de Juan e Joaquim,
A viúva, o pai e a filha.
Eletra de Barros, Geraldo de Barros e Lenora de Barros.

No Espaço Fundação Stickel, na exposição de Juan e Joaquim, as fotos da série “Bananeiras” de Joaquim Marques, da esq. para a dir, Sandra, Joaninha (mãe do joaquim), Joyce e Bernardo.

No Espaço Fundação Stickel, na exposição de Juan e Joaquim, Jacques Douchez, 85 e Thomaz Farkas, 82, examinam seus retratos.

No Espaço Fundação Stickel, na exposição de Juan e Joaquim, da esq. para a dir: Alex Fleming, Lela Severino, João Musa(de perfil), German Lorca, Cassio Vasconcellos, Eduardo Muylaert, Sergio Fingerman.

Apareceu na exposição esta foto do outro homenageado da noite, Joaquim Marques, em Campos do Jordão nos anos 50/60. Ao fundo à direita acho que é meu irmão Roberto com o dedo no nariz…

A abertura das exposições de Juan Esteves e Joaquim Marques ‘in memoriam” ontem, no Espaço Fundação Stickel, foi o primeiro evento que abrimos à noite, em dia de semana, com sucesso total. Calculo que mais de 500 pessoas passaram por lá.
Na foto, da esq. para dir, eu, Mary Lou Paris, da Editora Terceiro Nome, Juan Esteves e Rosana.
Tomei emprestado do Serjones:
“Na falta do que fazer, os inúteis de Brasilia agora pretendem controlar a internet. Eduardo Azeredo, senador tucanalha e ex-governador de Minas envolvido até as orebas na origem do mensalão e do valerioduto, é o autor do projeto que obriga os usuários da rede a fornecer nome, RG, CPF, endereço e telefone antes de se conectar. O acesso sem identificação prévia seria punido com dois a quatro anos de cadeia. A pena também sujeitaria o provedor. E, na escola, o professor. Uma cretinice equivalente a exigir identificação completa de quem sai à rua, só porque bandido também anda na rua.
Os inúteis de Brasília navegam na ignorância, vivem num mundo à parte, não podem ver nada livre que já querem regulamentar, enquadrar, proibir, punir, prender. Esses caras nivelam a sociedade a partir do próprio nível, como se todo mundo fosse bandido. E ainda contam com o lobby dos bancos, interessados na aprovação. Merecem-se.”

Dois fotógrafos fantásticos, o homenageado da noite de hoje, Juan Esteves, e seu retratado, Cristiano Mascaro, no Espaço Fundação Stickel.

Foto: CELSO JUNIOR/AGÊNCIA ESTADO/AE
A deputada federal Ângela Guadagnin (PT-SP) deixa o Palácio do Planalto, em Brasília, na tarde desta terça-feira. 07/11/2006
Nos filiados do PT o Fome Zero deu muito certo, é fantástico!!!!!

