30 de Novembro de 2005


Do blog de Josias de Souza sobre a adolescência de Zé Dirceu:

“Embora menor, frequentava cabarés. “Eu podia ter virado um trombadinha”. Estudava à noite no Colégio Paulistano. Sob Jango, reunia-se com colegas para ler Marx e Lenin.”

Meu comentário: Trombadinha ele não virou, virou TROMBADÃO mesmo.

Deveria ter lido também Nelson Rodrigues (23/8/1912 - 21/12/1980) e Carlos Zéfiro. Fosse o Zé sexualmente bem resolvido, sua sede de poder seria bem menor, mentiria muito menos, e nós, o país inteiro, consequentemente sairíamos (provávelmente) beneficiados.

é isso, por fernando stickel [ 21:53 ]

O “Otoniel” fez o seguinte comentário ao meu post de 29/11 “Cidade Perfeita”:

“Puuuuutas fotógrafo !
Só fotografa parede !!
Liiiindo…. pra cacete…. sabe fotografar outra coisa além de parede?”

Como acredito firmemente em liberdade de expressão (veja bem, liberdade de EXPRESSÃO, não liberdade de agressão), não vou deletar o comentário, por deselegante que seja, ao contrário, vou privilegiar o Sr. “Otoniel” e dar destaque à sua crítica. Vou inclusive me dar ao trabalho de respondê-la de duas maneiras:
1. Qualquer pessoa que frequente minimamente este blog sabe que não fotografo só paredes.
2. E qual o problema, se eu só fotografar paredes?

é isso, por fernando stickel [ 21:14 ]


Mais uma colagem da “Noite Viva”, 1997. (as fotos não estavam lá grande coisa)

é isso, por fernando stickel [ 9:38 ]
29 de Novembro de 2005


Fiz uma série de colagens para um leilão beneficente da Escola Viva em 1997, chamado “Noite Viva”.
Só agora tropecei nas fotos dos trabalhos.

é isso, por fernando stickel [ 19:44 ]


Louco de curiosidade saímos Sandra e eu depois do jantar à procura da revista Photo Magazine Nº 5. Logo a encontramos, e em casa, devidamente acompanhados de uma lata de sorvete, devorei o texto do Diógenes, que adorei principalmente pela descoberta da “Cidade Perfeita”, que é exatamente a minha procura, a perfeição no meio do caos, e que agora tem nome.

Cidade Perfeita

As imagens de Fernando Stickel remetem a uma cidade perfeita, ao contrário dos grafites, que com sua ira de torcida de futebol organizada, qualquer superfície limpa é afeita para ser imediatamente poluída.

Numa imagem assinalada por uma geometria simples, um recorte negro interrompe o olhar para quase criar um terceiro plano a medida que uma esfera de vidro propõe ao espectador descpbrir que tubo azulado é aquele que ali está. O que se passa por trás desse primeiro plano? Quais as referências dessa quase abstração? O que se esconde num anúncio cujo ponto de fuga é quase um segredo? As respostas estão, ou estavam, num bairro paulistano sem muita personalidade chamado Vila Olímpia. Estão na série que o fotógrafo e artista plástico Fernando Stickel vem descobrindo nas ruas e recantos daquele bairro desde 2003. Estavam porque a cidade, seu corpo, seus músculos, adormece com uma cor e no dia seguinte sua vida cotidiana já lhe trocou as roupas, as dores, os sons, o gozo, os dias, as noites, as palavras. A fotografia não estará mais ali.

Ao contrario da “destruição” visual imposta pelos grafites com sua ira de torcida de futebol organizada, onde qualquer superfície limpa é afeita para ser imediatamente poluída (costuma-se falar que é a arte dos sem vozes) as imagens de Stickel praticamente nos remetem a uma cidade perfeita. Límpida, o que São Paulo não é; harmonizada em suas cores, muito menos; deliciosa de olhar em seu devaneio geométrico, tampouco.
Stickel criou uma série em muitos momentos com uma apuradíssima fatura pictórica, o que leva sua fotografia para a ponta de um bisturi, que perscruta as veias da própria cidade.

São imagens beirando o sonho, produzidas em fases que se completam dentro da simplicidade de detalhes comuns, imperceptíveis a olho nú: um corte de luz solar por trás de um tonel cria um drama onde se pode escutar barulho em volta; uma lanterna interrompendo novamente o negro de um muro qualquer se transforme num minuto de silêncio japonês; uma pin-up fragmentada entre luz e sombra, com seu corpo americanizado, é capaz de interromper o passo, para ser vista.

A cidade de Stickel tem seu mapa geográfico situado entre imagem, palavra e um raciocínio que nos leva para a construção de um filme. Uma sessão particular que, de tão sutíl e vinda de uma penumbra (mesmo com sua explosão luminosa) requintada, ultrapassa a expectativa do dia-a-dia e banha São Paulo com ternura urbana.

Jornalista, escritor e roteirista, Diógenes Moura é curador de fotografia da Pinacoteca do Estado de São Paulo. Atualmente finaliza sua primeira novela, “Um Nome - Ensaio para Sinônimos”
( Obrigado Diógenes e obrigado Nildo, Diretor de Redação da Photo Magazine )

é isso, por fernando stickel [ 0:14 ]
28 de Novembro de 2005


Admita….

Pelo menos uma vez por dia você sente vontade de fazer isto com alguém..

é isso, por fernando stickel [ 23:55 ]


Botei em uso uma caixinha de “Magnetic Poetry” que tinha guardada há décadas.
Muito gostoso.

é isso, por fernando stickel [ 19:40 ]

é isso, por fernando stickel [ 19:30 ]

Qual a chance de ser inserido utópicamente?

é isso, por fernando stickel [ 19:18 ]

Copiado integralmente do Serjones:

Pátria amada de merda. Enquanto o Zedirceu vai virando o jogo com os juízes do STF a $eu favor + Sarney + ACM para livrar sua cara imunda, veja você o que rola na vida real:

SEM JULGAMENTO, IDOSA AGONIZA NA CADEIA
[Gilmar Penteado, da Falha de S. Paulo]

A ex-bóia-fria estende as mãos e começa a apontar, um a um, os calos dos dedos. Quer mostrar que nunca teve medo de trabalho pesado. Antes de terminar, porém, esquece a conta e usa as mãos para comprimir a bolsa de colostomia, em uma tentativa de aliviar a dor. O gesto é um sinal de que a entrevista terá de ser breve. Aos 79 anos, doente terminal de câncer de ovário e de intestino, pesando menos de 40 quilos, Iolanda Figueiral agora se contorce de dor na cama de uma penitenciária em São Paulo, onde aguarda julgamento longe de casa, dos quatro filhos, dos 15 netos e dos 15 bisnetos.

Iolanda é uma das mais de 600 presas da Penitenciária Feminina do Tatuapé, na zona leste da cidade. A acusação: tráfico de drogas, equiparado a um crime hediondo (como um homicídio cometido com crueldade), segundo a legislação penal brasileira. Só que Iolanda é presa provisória - até o julgamento, existe a presunção de inocência - e nega ter cometido o crime. Policiais encontraram 19 pedras de crack - menos de 17 gramas - na sua casa. Ela foi presa com o filho, de 40 anos, há quase quatro meses, na periferia da cidade de Campinas (95 km de São Paulo).

Iolanda afirma que a droga foi jogada na sua casa por um estranho, momentos antes da chegada da polícia ao local. Desde então, o advogado da família, Rodolpho Pettená Filho, e a Pastoral Carcerária, tentam tirar Iolanda da cadeia. Pediram tudo o que era possível: relaxamento da prisão por falta de prova, liberdade provisória em caráter excepcional, indulto humanitário e prisão albergue domiciliar (o preso cumpre a pena em casa).

Iolanda não tem antecedentes criminais, tem residência fixa e vive com a aposentadoria de R$ 300. Mesmo assim, a Justiça negou todos os pedidos.
O juiz José Guilherme Di Rienzo Marrey, da 6ª Vara Criminal de Campinas, citou a lei de crimes hediondos para mantê-la na prisão, apesar de dois pareceres do Ministério Público favoráveis à liberdade provisória em caráter excepcional. A lei proíbe a concessão de liberdade provisória para crimes hediondos ou equiparados, como o tráfico de drogas. O Tribunal de Justiça de São Paulo também negou habeas corpus.
Analfabeta, ex-bóia fria e ex-catadora de papelão, Iolanda balança a cabeça negativamente quando questionada se sabe o que significa essa lei.

Também não sabe dizer quem é Paulo Maluf, ex-governador e ex-prefeito de São Paulo -cinco anos mais novo do que ela -, também preso com o filho, citado pela Pastoral Carcerária no pedido de liberdade de Iolanda: “Seria injusto recusar a liberdade a alguém nessas condições [referindo-se a Iolanda] quando se concedeu liberdade por razões humanitárias ao sr. Paulo Maluf e seu filho, cuja situação [de saúde], com todo respeito, não pode ser considerada pior do que a de dona Iolanda”, diz trecho do pedido. “Que perigo ela representa para a sociedade nessas condições?”, afirmou Heidi Cerneka, da coordenação feminina da Pastoral Carcerária.

Para o advogado de Iolanda, o Código Penal é aplicado de forma diferenciada para ricos e pobres. “Eu lamento ver isso na nossa Justiça. O Código Penal é um só, mas a Justiça tem dado decisões mais brandas para os réus com mais recursos e decisões mais severas para os com menos recursos”, afirmou. “Enquanto os irmãos Cravinhos [que confessaram o assassinato com golpes de barra de ferro do casal Marísia e Manfred von Richthofen] ganharam liberdade, uma pobre senhora está morrendo no cárcere por um crime bem mais leve.”

ÚLTIMO PEDIDO

“Eu só quero morrer perto dos meus filhos”, afirmou Iolanda, que tenta se manter sentada na cama. Os filhos e netos se revezam para visitá-la todos os domingos. “Toda família está muito indignada com o que está acontecendo. Não há motivos para fazer com que ela sofra assim”, afirmou José Pedro de Almeida, 45, um dos filhos da ex-bóia-fria. Mesmo com a dor, Iolanda quer falar. Reclama que não conseguiu ver o outro filho, Carlos Roberto, 40, que sofre de diabetes e hipertensão, preso com ela também sob acusação de tráfico de drogas. “Na audiência [no fórum de Campinas], não me deixaram falar com ele. Nós não somos bichos”, afirmou.

Iolanda é, então, vencida pela dor e desaba na cama. Uma funcionária traz um analgésico. A movimentação na enfermaria agita as presas, que perguntam se a ex-bóia-fria está bem. “O que ela pode fazer no crime?”, questiona uma detenta. O médico é chamado às pressas. A entrevista é interrompida. Iolanda se despede com um gesto de mão e um sorriso. “Que Deus faça eles terem dó de mim”, ainda consegue balbuciar.

é isso, por fernando stickel [ 18:14 ]


Minha mãe está prestes a se mudar desta casa na R. dos Franceses, onde ela nasceu e eu morei até casar e sair de casa em 1971.
A foto é do meu filho Antonio.

é isso, por fernando stickel [ 18:06 ]

Certa vez quatro meninos foram ao campo e, por 100 cruzeiros, compraram o burro de um velho camponês. O homem combinou entregar-lhes o animal no dia seguinte. Mas quando eles voltaram para levar o burro, o camponês lhes disse:
- Sinto muito, amigos, mas tenho uma má notícia: o burro morreu.
- Então devolva-nos o dinheiro!
- Não posso, já o gastei todo.
- De qualquer forma, queremos o burro.
- E para que o querem?
O que vão fazer com ele?
- Nós vamos rifá-lo.
- Estão loucos?
Como vão rifar um burro morto?
- Obviamente, não vamos dizer a ninguém que ele está morto.
Um mês depois, o camponês se encontrou novamente com os quatro garotos e lhes perguntou:
- E então, o que aconteceu com o burro?
- Como lhe dissemos, o rifamos. Vendemos 500 números a 2 cruzeiros cada um e arrecadamos 1.000 cruzeiros.
- E ninguém se queixou?
- Só o ganhador, porém lhe devolvemos os 2 cruzeiros, e pronto.

Os quatro meninos cresceram e fundaram um banco chamado Rural, uma empresa de publicidade chamada SMP&B, uma igreja chamada Universal e um partido político chamado PT…

é isso, por fernando stickel [ 17:41 ]
26 de Novembro de 2005


Estou simplesmente roxo de curiosidade. Saiu a revista Photo Magazine Nº 5, com um artigo de Diógenes Moura, curador de fotografia da Pinacoteca sobre o meu trabalho “Vila Olímpia”. Ontem à noite fui a duas ou três bancas de revistas e não encontrei a revista, dizem que chega só na segunda-feira.

é isso, por fernando stickel [ 10:32 ]
25 de Novembro de 2005


Quer ser elegante? É só treinar.

é isso, por fernando stickel [ 10:15 ]


“Árvore de Natal” no Ibirapuera.
Hoje meu filho Antonio completa 26 anos. Parabéns!!

é isso, por fernando stickel [ 9:48 ]
24 de Novembro de 2005


A guia da calçada na entrada do meu prédio cedeu. O síndico chamou a Prefeitura, que demorou meses para atender. Não poderíamos fazer o conserto nós mesmos porque correríamos o risco de ser multados.
Semana passado finalmente vieram com os marteletes e quebraram tudo. Hoje voltaram com dois caminhões e doze funcionários para recolher o entulho.
O conserto final ficará para data posterior.
Dos doze, um fica dentro do caminhão, outro fica encostado no caminhão, três trabalham, um supervisiona e seis ficam olhando.

é isso, por fernando stickel [ 15:50 ]


Kafkiano o depoimento de João Paulo Cunha no Conselho de Ética.
Todo mundo tá cansado de saber que os tais R$ 50.000 que ele recebeu do valerioduto é dinheiro sujo, e ficam lá numa rasgação de seda, muitos sorrisos pra lá e pra cá, ouvindo as mentiras de mais um assassino da língua portuguesa.

é isso, por fernando stickel [ 15:24 ]


Meu primo ARNALDO DIEDERICHSEN expõe esculturas no Empório Siriuba.

Abertura 29 de novembro, terça-feira às 20:00h
Al. Franca 1.590 - São Paulo tel 3081-4303

Terça a sexta das 10:00 às 20:00h. Sábado e domingo das 10:00 às 18:00h. até 20 Dezembro 2005.

é isso, por fernando stickel [ 15:13 ]

Então cumé qui é, seu Papa?

Usar camisinha não pode, se morrerem alguns milhões por conta desta atitude imbecil, retrógrada e cruel da igreja ocêis não tão nem aí, né memo?
Agora, um monte de padre mundo afora cumê umas criancinhas, aí não tem problema, né?
E aí ocêis não vão deixar a Daniela Mercury cantar. Legal, continua assim que o prestígio da igreja católica só vai aumentar.

é isso, por fernando stickel [ 13:10 ]

Prestençao!!

é isso, por fernando stickel [ 13:02 ]
23 de Novembro de 2005


Paque do Ibirapuera.

é isso, por fernando stickel [ 18:07 ]


Três exposições: Himalaya, Baravelli, Cássia.
Dois livros: Cassio Michalany, Rimas (será lançado em Jan 06)
Educativo: Várias visitas guiadas às exposições.
Um grande projeto de pesquisa: Escola Brasil:
Reestruturação interna e implantação de informática e banco de dados.
Burrocracias infernais.

Confesso que meu trabalho pela Fundação Stickel neste ano não foi mole não.

E ainda duas operações de catarata.

Cansei. Quero só ficar jogando frisbee com meu filho no Ibirapuera.

é isso, por fernando stickel [ 9:49 ]
22 de Novembro de 2005

Mais um assecla do Presidente com o mesmo desprezo de Lula pela língua portuguesa.
Paulo Okamoto declara na CPI dos bingos que pagou as dívidas do Presidente EM DINHEIRO, e de quebra rouba todos os “S” dos plurais.

é isso, por fernando stickel [ 14:02 ]


Na exposição da Cassia Gonçalves no Espaço Fundação Stickel.
Boas amizades surgem nos relacionamentos profissionais.
Dino Arino e Sandra Pierzchalski filmaram juntos um comercial de café onde ele encarnava um hilário bicheiro, cheio de correntes de ouro. Virou grande amigo.
Giu Bergamo e Claudio Vazzola, o “Casal 20″ do Pilates, salvaram a minha coluna, da Sandra, da minha irmã e viraram grandes amigos

é isso, por fernando stickel [ 9:08 ]
21 de Novembro de 2005


Desenho de hoje à tarde.

é isso, por fernando stickel [ 19:53 ]


Na exposição da Cassia Gonçalves no Espaço Fundação Stickel, da esq. para a direita, meu filho Antonio, Camila Guerreiro, Cassio Michalany e Walter Appel.

é isso, por fernando stickel [ 19:45 ]


Na exposição da Cassia Gonçalves no Espaço Fundação Stickel, da esq. para a direita, Victor Ribeiro, Luciana Wis, Marina Leão, Jacqueline Aronis, e meus irmãos Neco Stickel e Ana Maria Stickel.

é isso, por fernando stickel [ 19:36 ]


Na exposição da Cassia Gonçalves no Espaço Fundação Stickel, da esq. para a direita, eu e Sandra em foto de L. Strina, meu primo Bernardo Diederichsen, Chica Lutz e Fabio Lemmi.

é isso, por fernando stickel [ 13:03 ]
20 de Novembro de 2005


Domingo no Ibirapuera.

é isso, por fernando stickel [ 19:42 ]


Na exposição da Cassia Gonçalves no Espaço Fundação Stickel, da esq. para a direita, Celia Beatriz Monte, Tania Kulb, Magy Imoberdorf e Abdallah Hitti.

é isso, por fernando stickel [ 11:02 ]

Pensamento do dia (meu mesmo)

O mais bonito do ser humano é o livre pensar.
O livre fazer esbarra onde começa o livre fazer do seu vizinho.
O livre pensar é totalmente livre, daí sua beleza.

é isso, por fernando stickel [ 10:33 ]


No vernissage da Cassia, ontem no Espaço Fundação Stickel, da esq. para a direita, minhas ex-alunas Beth Moyses, Cassia Gonçalves, Carla Ricciuti e Katia Albanez e os colegas arquitetos Cassio Michalany, Ettore Bottini, Jorge Bassani e Marcus Lima.

é isso, por fernando stickel [ 10:25 ]
19 de Novembro de 2005


Na exposição de Cássia Gonçalves no Espaço Fundação Stickel, hoje à tarde, Paulinha observa um trabalho.

é isso, por fernando stickel [ 22:39 ]
aqui no aqui tem coisa encontram-se

coisas, coisas, coisas

desde janeiro 2003

pesquisar neste blog