
Não resisti, tá lindo demais!

Não resisti, tá lindo demais!

O verdadeiro DESENHO CEGO, do meu aluno Plinio Pereira, carvão sobre papel sulfite.
A resposta de Fernanda Young às barbaridades que ela falou sobre os velhos aqui.
Queridos, quando me dei conta de estar sofrendo de FUROR BLOGUEIRO, voltei-me aos aspectos práticos da vida, como contas a pagar e imposto de renda e descobri que negligenciei-os, portanto vou tentar resolver os atrasos, té já!

Sil Curiati entendeu bem do que eu tratava e me envia estes popôs, de sua autoria (o desenho, bem entendido… )

Ao final da tarde percebo que estou sofrendo de um novo mal, chama-se FUROR BLOGUEIRO, não sei se tem cura, mas com certeza é contagioso.
O período de incubação pode ir de algumas semanas a alguns meses, e não existe ainda tratamento ou vacina conhecidos.
São relatados alguns casos isolados de cura com a mudança do blogueiro para locais distantes, sem telefone, sem celular, sem luz elétrica, sem computador, sem prazer, sem vida.

Estudei na FAUUSP na Cidade Universitária, projeto do arquiteto João Batista Vilanova Artigas.
No dia do vestibular, inauguraçao da nova faculdade de arquitetura, ele circulava entre as mesas, zeloso de sua obra e reprimia quem ousava usar um estilete sobre a fórmica virgem.
Não gosto do projeto da FAU, entre outras razões porque era gelado no inverno e um forno no verão.
Na Rua Sampaio Vidal existe este conjunto de quatro sobrados geminados, genial projeto dele, térreo mais dois andares. Na casa com hera na fachada iniciei minha vida profissional desenhando plantas de prefeitura para o arquiteto Alfred Talaat. Nos fundos era o estúdio do Augusto Livio Malzoni.
Anos depois, já casado com a Iris, comprei a casa em ruinas, reformei-a e fiz meu estúdio nos fundos. Hoje lá mora minha ex e minha filha. As árvores da frente plantei 23 anos atrás. A casa amarela da direita foi reformada e completamente desfigurada pelo atual proprietário, filho da Marília Gabriela, que criou um muro absurdo, encheu de alarmes, etc…
E assim a cidade vai mudando, sempre para pior…

Não há escultura mais perfeita que uma linda e elegante mulher andando.
Adoro bundas, desenhadas, fotografadas, ao vivo, paradas, andando, dançando, do jeito que for, sou 100% brasileiro neste assunto. Ah, sim, tem que ter substância, quem gosta de osso é cachorro!

Acabo de voltar do lançamento do livro do meu amigo Guto Lacaz, cujo muso inspirador foi o José Carlos BOI Cezar Ferreira.
O livro trata de palíndromos, e eu acrescento um que até é conhecido, mas o genial é que funciona em todos os sentidos: SATOR AREPO TENET OPERA ROTAS.
A tradução é mais ou menos a seguinte: O operador do arado mantém a rota do trabalho.
Depois, tomando um choppinho e conversando com o Boi, descobrimos uma relação engraçada, ambos temos estúdios em esquinas, ele em cima de um estofador, eu em cima da farmácia.
Um filme maravilhoso: Durval Discos, não deixem de ver!
Principalmente as pessoas, que como eu, conheceram o Edgar Discos em Pinheiros.
“Tô cagando e andando para velho feliz. O velho é só uma pessoa mau-caráter que envelheceu. É só um filho da puta que ficou velho. Os vasos ruins duram mais.”
Veja quem falou esta barbaridade em rede nacional AQUI.

Sonhei um sonho épico, desses que parece ter tomado a noite inteira e mais um pouco, no estilo de uma produção de Cecil B. De Mille. Passava-se no Museu do Ipiranga, eu fugia de um oficial de justiça que vinha tirar a minha casa, corria pelos imensos corredores, desci as largas escadarias de três em três degraus, me enfiei nos jardins, milhares de pessoas circulando, e meu carro ficou do outro lado do museu, como fazer?
Cansado de tanta correria a noite toda, café da manhã de domingo, com calma, tem coisa mais gostosa do que um ovo quente, pãozinho da padaria e café bem forte? E o Arthur ainda completa: Papi, este café da manhã está uma delícia!
Manhã de sábado fui com Arthur ao moldureiro, e no caminho encontrei umas coisas:
Antigo Colégio Visconde de Porto Seguro, na Praça Roosevelt. Hoje é uma escola pública caindo aos pedaços.
A entrada do colégio, foram 14 anos subindo esta rampa.
Corredor da Diretoria do Porto Seguro, o local mais temido.
Pintei a fachada do Teatro ágora na R. Rui Barbosa.
Norberto e Mario, moldureiros eternos.
Nesta foto só falta o Ruy, só sabe quem é o Ruy quem tem mais de 50…
… e na hora do almoço, a primogênita e o caçula.

Passei hoje a tarde toda com o Rodrigo, expert em Mac, que ajustou o meu G4 novo e finalmente, depois de inúmeras frustrações, tudo funciona. Que alívio!
Agora posso mostrar as fotos dos lindos dias de Páscoa em Campos do Jordão.

Existe coisa mais gostosa do que isso? Eu e o Arthur na banheira!!!

Sapatos são chocolates para os pés.
Achei lá no Salón Comedor da Sil Curiati.

…e por falar em vermelho, adoro este cinzeiro!
(Ainda preciso aprender a fazer um fundo transparente para imagens como esta. Queria ela soltinha sobre o cinza, um dia aprendo.)
Hoje coloquei um link aí na coluna da esquerda para o meu livro de poesias e desenhos, aqui tem coisa, e fiquei me perguntando se alguém, por pura curiosidade já clicou na imagem do trabalho do Beuys ou no meu Fs vermelho. Aliás, tenho muito orgulho da minha rúbrica de extração oriental. E adoro vermelho.

Onde quer que você esteja, sempre haverá um filho-da-puta!

Quarta-feira é o rotineiro e esperado dia de jantar com meu filho Arthur no restaurante japonês, quase sempre no Nagayama.
Depois ele vê um pouco de TV e dorme como um anjo. Delícia total.
Logo cedo levo ele para a escola.

Caderno de anotações e desenhos.

If you missed the Jaybird revolution the first time around, don’t get left by the wayside now! Find out what inspired John and Yoko to take their clothes off!
Fui ver o filme Frida, achei bem feito, a história excelente, cores incríveis, as casas do casal com ponte no meio, etc…
Tudo muito bom, não fosse a sensação de que algo está fora de lugar, e acho que é pelo fato do filme ser americano. Este filme tinha que ser mexicano, espanhol, talvez até alemão, para funcionar 100%.
Falta um que de densidade.

Ela não está contente?
Baleia no meio do mato. Que coisa!!!?
Fazem anos que passo pela Rodovia dos Trabalhadores e reparo nestes estranhos personagens à beira da estrada. Desta vez não perdoei, parei o carro, me enfiei no mato, sofri alguns arranhões e carreguei estes personagens comigo.

Pintei meu primeiro óleo sobre tela no estúdio do Dudi, por volta de 1980.
Perguntei a ele: Como faço? E ele simplesmente colocou a tela no cavalete, na minha frente, tintas, pincéis, terebentina, óleo de linhaça, e falou:
É só pintar!
Mudanças de computador, teclado que não funciona, símbolos inexistentes, pânico, tudo na véspera do feriado, acho que vou desligar tudo e esperar o meu técnicoguru voltar, pru mode não endoidecer.
Então Boa Páscoa para todos, até terça-feira.

Fotos de Harriet Chalmers Adams, na revista The National Geographic Magazine de Setembro1920. Este exemplar da revista, em perfeito estado, é da Livraria Sereia, do José Luiz Garaldi.

Dei este desenho de minha autoria, de 1972, para os meus pais. Está pendurado na casa deles desde aquela época.

Dá pra trabalhar numa mesa assim?

Parque do Ibirapuera, minha paixão, já andei alguns milhares de kilômetros por aí.