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3 de Julho de 2008

cid-jardim.jpg
escrevi sobre este monstro arquitetônico, que agora está quase pronto.

O Shopping Cidade Jardim recém inaugurado, situado na parte de baixo do norme complexo sofreu correções de rumo arquitetônico de última hora, parece que o razoável resultado final é do arquiteto Arthur de Mattos Casas, muito melhor que o projeto original.
O shopping é uma boa cópia do Bal Harbour de Miami.
O poder público, no entanto, erra ao permitir este tipo de construção. A cidade precisa se humanizar, e este não é com certeza o caminho.

é isso, por fernando stickel [ 12:59 ]

3 comentários

  1. José C. Miguez

    Meu caro Fernando,
    Embora concorde com você sobre a feiura do projeto, não posso aceitar a idéia do poder público incorporando-se atribuições de censor estético, proibindo construções em função de seu juízo de valor arquitetônico. Afinal de contas, o projeto é de um profissional legalmente habilitado e gostar ou não de sua obra é questão de foro íntimo de cada um. Governos censurando obras de arte, em pleno século 21, é um inadmissível retrocesso. Ainda acho que o caminho é a melhoria do ensino da arquitetura, preparando com mais critério e exigências os novos profissionais.

  2. Roberto Silva

    Não muda nunca!! Temos que engolir esses monstrinhos de concreto pre-moldados construídos em retângulos e cubos… A paisagem arquitetônica de nossa cidade continua feia, sem identidade.O desenho do shopping é preguiçoso, sem novidades. Copias descaradas, apropriações de idéias (pratica reconhecidamente normal em nosso contexto contemporâneo) Os professores de arquitetura da maioria de nossas capengas universidades tanto as publicas como particulares, também estão preguiçosos por orientar, a metodologia está contaminada, engessada, são poucos os bons docentes nesse território… A coisa é “merdolenga”

  3. José C. Miguez

    Concordo com tudo isso, mas apesar deste cenário desalentador, nada justifica delegar aos Governos o arbítrio dos valores estéticos. O problema advém do profissional mal preparado e da mediocridade que se aceita hoje em dia com “arte”. O gesto arquitetônico começa na cabeça do arquiteto. É ela que deve evoluir e se qualificar. O pior cenário seria aceitar ser censurado por “autoridades estéticas” instituídas e com a mesma péssima formação daquelas que hoje constroem as cidades brasileiras.

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