
É sintomático.
Acabo de vivenciar mais uma barbaridade no trânsito paulistano.
Voltando para casa pela R. Groenlândia parei no farol vermelho da Av. Nove de Julho. Ao abrir o sinal me defronto com um carro vindo na contra-mão, exatamente na minha direção. Coloco o farol alto e vejo uma moça bem vestida em uma Parati preta limpa e arrumada, bem tranquila, evidentemente não alcoolizada, que não olha para mim, sua possível vítima, que freio e permito que a delinquente vira à direita na Nove de Julho.
Não adianta fazer lei de tolerância zero (sou totalmente a favor!) para o álcool no trânsito, por exemplo, quando o país inteiro está corrompido pela tolerância total aos crimes mais hediondos, onde o presidente da república estimula a corrupção e a impunidade e o congresso nacional e a câmara dos deputados dão guarida a bandidos da pior espécie.
A quantidade de gente trafegando na contra-mão, e matando seus semelhantes vem crescendo assustadoramente, todas as semanas lê-se a respeito.
Ou restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos.
ou ainda, como disse a ex-delegada e deputada federal pelo PPS Marina Maggessi no documentário sobre o Afro Reggae:
“Ou resolvemos a situação juntos, ou vamos todos juntos para o buraco.”
Não tem jeito, o exemplo vem de cima. Lentamente a sociedade como um todo vai se corrompendo, pobres, ricos, estudados, analfabetos, imbecis, intelectuais, todos acabam incorrendo em infrações de todas as naturezas, a cada dia mais graves.

[…] amiga Erica Banwart, que mora na Suíça, passeava em St. Moritz enquanto pensava no meu post, e teceu o seguinte comentário a respeito: “Esta síndrome, desatenção e desrespeito com […]
Fernando,
Aqui no Japão as leis são rigorossísimas, não têm desculpa e jeitinho. Esta semana, levamos os alunos da escola, para participar de cursos sobre trânsito, e desde os 3 anos, já há cursos para conscientização…é admirável.
Sayonara
Madoka