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Mercedes-Benz 280SL 1970 “Pagodinha” renasce!!!!
Peças novas, montagem precisa, cuidado com os detalhes, e o imenso prazer de acompanhar a volta da máquina à vida!

Na minha adolesência eu tinha dois amigos omnipresentes, o Klaus Foditsch (já falecido) e o Mauricio Oliveira (mora atualmente nos E.U.A.)
Ambos estimulavam, cada um à sua maneira, a minha paixão pelas máquinas e automóveis.
O Klaus porque tinha em casa a oficina do pai dele, Seu Simon, lá nós construimos carrinhos de rolimã, um kart com motor de serra, estilingues, mexíamos nas bicicletas, motocicletas e assim por diante. O tio do Klaus tinha uma perua Dodge, e ele deixava a gente dar umas bandolas pelo bairro no carro, depois de lavá-lo nos sábados à tarde.
O Mauricio tinha dois irmãos mais velhos, e havia carros interessantes na casa, MG TD e Austin Healey. Tanto fiz que consegui guiar os dois, pelas ruas de terra do Alto de Pinheiros, muito antes de completar 18 anos.
Certa feita, por volta de 1964, os quatro irmãos Oliveira, Murilo, Mauricio, Marcelo e Marcos e eu fomos de DKW- Vemag Vemaguet para o Rio de Janeiro, lá chegando eu dei a idéia de pedir hospedagem na casa de um casal amigo dos meus pais, Sonia e Jorge, cariocas chiquetérrimos que moravam na última casa de frente para o mar em Ipanema.
Toquei a campainha, na maior cara de pau, e a Sonia muito educada e simpática enfiou os cinco moleques para dentro de casa sem chiar. Impensável nos dias de hoje…

Chegou a peça que faltava para o coração da Mercedes-Benz 280SL voltar a funcionar.
Um cabeçote novinho em folha!

O coração da Mercedes-Benz 280SL 1970 “Pagodinha” renasce!
Kit de pistões, anéis, bronzinas e casquilhos, além de várias outras peças novas, como corrente e engrenagem do comando de válvulas se unirão ao bloco e virabrequim retificados. Por cima virá um cabeçote zero!

Atenção maridos! Esta é uma história real!
Minha professora de alemão me contou, na aula de conversação, o porque seu carro é exatamente da cor do portão da garagem.
Através dos anos, o carro “dela” era sempre aquele descartado pelo marido, já com alguns anos de uso e quilometragem avançada. O modelo, escolhido pelo marido, a cor idem.
Lá pelas tantas ela se encheu desta situação e resolveu escolher seu próximo carro, o item mais importante era a cor, ela queria igualzinha ao portão da casa nova.
Procura daqui procura dali, nada de encontrar o tal do verde, nem zero km nem usado, finalmente encontrou um carro usado no Paraná exatamente da cor pretendida, comprou-o, e a jaca chegou em São Paulo, cheia de problemas mecânicos.
Após sessão de mecânica, e mais alguns contos gastos, a máquina serve perfeitamente aos propósitos da dona, e tem exatamente a cor que ela queria!
Moral da história: O que é importante para você, pode não ser para ela!

O Porsche já está andando, e até já passou na inspeção veicular. É óbvio que faltam ainda um monte de coisas para fazer, mas já anda!
Agora chegou a vez da Mercedes-Benz 280 SL “Pagoda” entrar na reta final do restauro.
No canto da foto o Gigante, responsável pelo renascimento mecânico da jóia.

A epopéia do Porsche 911 Carrera 1975 avança.
Depois do rallye e da viagem tentamos regular o motor para enfrentar o teste de emissões, obrigatório por lei.
Não deu acerto, e a bomba de injeção foi enviada à Bosch para calibragem.
De lá veio a notícia de que seria necessário abri-la, pois não havia meio de calibrá-la corretamente.
Aberta a bomba, verificaram-se duas peças desgastadas, o parafuso de regulagem da alta espanado, e um dos pistões de injeção engripando.
Os bicos de injeção também foram testados, estão todos OK.
Encomendadas as peças, remontada e recalibrada, a bomba voltou ao Gigante ontem.
Agora é montar no motor, e andar…

Você quer possuir o carro mais famoso de James Bond?
O Aston Martin DB5 de 1964, astro dos filmes Goldfinger e Thunderball vai a leilão.
Estima-se que saia por um valorzinho básico, simbólico, de cinco milhões de libras esterlinas…

Todos os detalhes são reais, criados e instalados pela própria Aston Martin.
Spray de óleo, metralhadoras, painel blindado, ejeção do assento, placas giratórias, está tudo lá!

Depois de semanas e semanas de espera, por conta da BURROCRACIA do Inmetro, finalmente a oficina Motores Gigante recebeu o aparelho analisador de gases, que permitiriá a regulagem perfeita do motor, e consequentemente a aprovação do veículo na Inspeção Veicular.
A rigor o Porsche 911 Carrera 1975 poderia ser dispensado da inspeção, se já tivesse a “Placa Preta”, processo que pretendo iniciar assim que ele estiver regulado e andando normalmente.
Porém, tenho a impressão que depois de todo o esforço de restauro, o Porsche, com 35 anos de idade será aprovado, o que será uma vitória ainda maior!

Steve McQueen em seu Jaguar XKSS 1956.
Obrigado pela dica, Aly.

Assisti ao filme U-571, sobre batalha de submarinos na Segunda Guerra.
O filme é de 2000, e transmite bem o clima dos anos quarenta e o inferno que era a vida em um submarino.
Meu pai me contou muitas histórias de submarinos na guerra, relatadas por um parente, Jürgen Kiep, que foi comandante de submarino na Alemanha, e sobreviveu à guerra!
Eu mesmo já naveguei em um submarino, muito similar ao que se vê no filme.
Foi assim, um contraparente era comandante de submarino, e em uma data comemorativa qualquer, nos anos 60, convidou meu pai para um passeio, e eu fui junto.
Saimos de Santos, eu simplesmente pirei com a experiência, a enorme quantidade de mostradores, canos, alavancas, o vento que a admissão dos motores diesel provocava dentro do submarino, poder visitar todas as áreas, ver os torpedos, camas, banheiros, cozinha, tudo apewrtadíssimo.
Depois de nos afastarmos do litoral já em alto mar as comportas foram fechadas e a submersão com os motores elétricos, olhar pelo periscópio, foi uma experiência inesquecível.

Este submarino esculpido em madeira é um dos brinquedos mais antigos e queridos que tenho.
Meu pai comprou várias destas miniaturas de navios, que eram feitas por marinheiros de navios de guerra.

Pelo segundo sábado consecutivo o Porsche 911 Carrera 1975, maravilha da engenharia teutônica renascida das cinzas, nos levou ao interior, hoje fomos a Jaguariuna, almoçar na Fazenda São Sebastião do Castelo, Haras Maripá.
Desde o renascimento já rodamos aproximadamente 600km, sempre amaciando o motor, mansamente, doucement…
Para vocês não pensarem, equivocadamente, que tudo são rosas no caminho do restauro automotivo, aqui vai a (pequena) lista do que falta fazer para deixar a máquina impecável:
Regulagem do motor – não passa de 4.000rpm
Barulho no servo-freio hidrovácuo
Acelerador prendeu durante o rallye
O carro está inclinado para o lado do motorista
Ajuste do mostrador de temperatura do óleo
Luzes espia do pisca-pisca permanecem acesas
Luz espia do freio de mão não acende
Motor do espelho do lado do passageiro não funciona
Luzes amarelas laterais
Farol de milha
Ajuste da tampa do cofre dianteiro
Ponteira do escapamento
Borrachas laterais
Velocímetro em km
E, na etapa final:
Ar condicionado/ventilação
Pintura
Borrachas/vidros
Borrachas para-choque traseiro
Tapeçaria
Rádio/antena
Limpador do para-brisa traseiro

A exposição da Casa Modernista no Pacaembu, projeto do arquiteto de origem ucraniana Gregori Warchawski vai até o dia 21/4.
Vale a pena, é uma visita rápida, a casa é pequena e a exposição está muito bem montada.

Cama-barco, projeto de Warchavchik para seu filho, está há várias gerações em uso na família.

Este Ford V8 Roadster de 1934 foi comprado “zero km” por Warchavchik, e desde então sempre pertenceu à família.

Meu neto Samuel nasceu quase simultâneamente à experiência mais importante da física moderna.
O que será que ele vai ver quando tiver a minha idade, daqui a sessenta e um anos?
É interessante pensar nisso… Será que já terão inventado o controle da gravidade? Ou a energia limpa definitiva? O transporte interestelar instantâneo?

No Museu Eduardo André Matarazzo em Bebedouro, SP, na porta do DC3, Vignoli, Hervé e eu.

Juliana, Sandra, e o painel do avião….

Foco, perseverança, paciência, e os resultados aparecem.
Voltei a andar com o Porsche 911 Carrera 1975 na rua, ouvi com extremo prazer a música do seu motor, senti seu torque e a vontade de acelerar mais… pouco a pouco a máquina volta ao seu “normal”.
Muitos ajustes ainda serão necessários, mas as perspectivas são excelentes!
Espero participar do primeiro rallye de 2010 do MG Club no dia 10 Abril com ele.
É interessante que com o passar dos anos e as leituras e conversas sobre este carro, a certeza de que ele é um exemplar especial só aumenta.
Por que?
Porque ele é, na essência, idêntico ao Porsche 911 2.7 Carrera RS 1973, um dos maiores clássicos de todos os tempos, apenas com cerca de 125kg a mais. Um puro sangue!

Uma das jóias do Museu Eduardo André Matarazzo em Bebedouro, SP é este raríssimo Cord de 1937.
Bastante bem restaurado, este carro trouxe inúmeros avanços tecnológicos, e inéditas características, como tração dianteira, o radiador, faróis e tampa de combustível embutidos, ausência de estribos e câmbio automático elétrico.

O painel é de estilo aeronáutico.


Nas áreas externas do museu, vários aviões, DC3, Convair, Scandia, DC7, Viscount, B17, etc…
Neste, o toque ecológico, em plena luz do dia duas corujas tomam uma sombra…
A tragédia do Brasil é a falta de apoio a iniciativas como a deste museu. Quase todos os aviões estão em péssimo estado de conservação, se deteriorando ao tempo. O poder público poderia incentivar a iniciativa privada a restaurar estas peças únicas, mas não há interesse, por sua vez o cidadão comum não valoriza a história, não se interessa, não se mobiliza pela preservação, e o ciclo vicioso se perpetua.

Na fazenda de Patricia Matarazzo, a 8km. do centro de Bebedouro, existem vários galpões com carros aguardando restauro, entre eles encontrei um idêntico ao que foi do meu avô Arthur Stickel, (o dele era preto) que eu herdei quando ele faleceu em 1967, um Dodge 1946 “Fluid Drive”.
Eu o usei alguns anos, namorei muito no banco inteiriço gigantesco, meus colegas do Colégio Santa Cruz tiravam um sarro de mim dizendo que eu andava de taxi…
De fato, naquela época haviam muitos Dodges taxi, era um carro grande, confortável, de quatro portas, viajei muito com ele para o Guarujá, andava bem com seu motor de seis cilindros em linha.
Veja as especificações técnicas aqui.

Um dos galpões do Museu Eduardo André Matarazzo em Bebedouro.

O grupo que visitou o Museu Eduardo André Matarazzo em Bebedouro, SP, no portão do museu.
Da esq. para a direita, Vignoli, Clarisse, Juliana, Renata, Hartwig, Claudio, Sandra, Rose e Hervé.
O esquema da viagem foi extremamente prazeiroso, simples e eficiente, (para nós que não participamos da organização…) e ficamos muito agradecidos aos carregadores de piano Vignoli e Claudio pela organização.

Saimos em um micro-ônibus sábado às 7:00h, chegamos em Bebedouro por volta do meio dia, deixamos as tralhas no hotel e fomos recebidos com delicioso almoço na fazenda de Patricia Matarazzo, filha do fundador do museu.

Enquanto o Porsche 911 Carrera 1975 sofre a quarta abertura do motor, a tecnologia aplicada vai melhorando.
Agora as peças na oficina do Gigante são lavadas com a tecnologia Bio-Circle, bio degradável.

O restauro é lento, exige MUITA paciência, ainda assim eu adoro ver o motor por dentro!

Viajar!!!!

Senhoras e senhores, a felicidade existe!!!!!
Hoje, 13 Março 2010, um sábado de sol em São Paulo, o Porsche 911 Carrera 1975 voltou a andar na rua, comigo na direção, um ano e nove meses após o início do restauro.
O prazer de ouvir o motor é indescritível, a aceleração redonda e os freios agora com o reforço do servo-freio hidrovácuo, a sensação de “kart” ao fazer curvas, enfim, toda a delícia de dirigir um “puro-sangue”.
Milhares de pequenos detalhes ainda terão que ser cuidados, a evolução continua!
Na carroceria foi eliminada a asa do Turbo e as proteções pretas nos “flares” traseiros, que não eram originais do carro. A pintura está ainda pela metade, depois de concluidas todos os ajustes mecânicos é que será dado o acabamento estético.


Nesta sexta-feira programamo-nos para brincar à tarde, os “brinquedos” do casal no entanto não funcionaram muito bem…

San Giorgio, o cavalo da Sandra, montado por seu professor Rodolpho Riskaklla, participou hoje de sua primeira prova de adestramento na Hípica de Santo Amaro, assustou no meio da prova e teve que abandonar.

Para dar o primeiro passeio depois de quase dois anos, liguei o carro, engatei a marcha-ré, saí da oficina e não consegui engatar a primeira marcha no Porsche 911 Carrera 1975, remontado há poucos dias.
Por sorte, ou melhor, maturidade (fica mais elegante que falar idade…) nós sabemos que um revés não compromete o projeto, então, não desesperar, basta apenas perseverar e ter mais um pouco desta qualidade tão em falta, a PACIÊNCIA!!!!
Porsche 911 Carrera 1975

Desde Outubro do ano passado, esta é a terceira vez que o motor do Porsche 911 Carrera 1975 volta ao seu berço.
Os culpados foram os vazamentos de óleo, porém a cada operação vários outros detalhes foram sendo feitos, repintura do habitáculo do motor, partida a frio, conexões elétricas, montagem dos freios e suspensão, etc…
Quem sabe nos próximos dias ele finalmente voltará a colocar os quatro pneus no asfalto, e andará com seu próprio motor.
Volto a afirmar que restaurar um carro clássico é sobretudo um exercício de paciência.

O jornalista da revista Classic Driver que testou esta Maserati A6G/54GT Zagato Coupé de 1956 se sentiu “underdressed”, ou seja, mal vestido, completando que se existe um GT dos anos 50 que exigiria paletó e gravata, é este coupé de corrida.
Lindo, né?

Coffee Train P312
Salvaged from death by rust in a Brazil warehouse, freighted to the UK by sea in 2000, and, after two years being renovated, this extraordinary machine is a cross between a small submarine and a missile.
It is believed to be the only complete and running example of the 300 or so Porsche tractors designed to work on coffee plantations and exported to Brazil (Note: some P312 have been reported as still running in Brazil but may have been converted to diesel).
The brilliant orange tractor looks like the ultimate in tractor aerodynamics, but its smooth lines were designed to avoid damage to the delicate coffee plants. Likewise, it is unique in the Porsche tractor heritage in having a petrol engine – the coffee plantation owners did not want diesel fumes near their plants…
Capacity: 1800 cc
Maximum Power: 24.2bhp
Number made: app 300
Saiba mais sobre os tratores Porsche aqui.

Na Retromobile em Paris, meu filho Arthur e a Norton Manx 500, o epíteto da motocicleta de competição dos anos 50 e 60.

Bloco do motor retificado e encamisado, virabrequim e bielas idem, pistões, anéis, pinos, casquilhos, tudo zero km.
Agora é montar tudo e esperar o cabeçote, também zero km que estará chegando nas próximas semanas.
Assim a Mercedes-Benz 280SL 1970 “Pagoda” receberá um motor novinho em folha.