aqui no aqui tem coisa encontram-se
coisas, coisas, coisas...
...desde janeiro de 2003

cidade

um cavalheiro simpático


No último domingo Sandra e eu terminávamos o almoço, já tomando o cafezinho instalados na mesa de calçada do restaurante L’Antica Bottega di Segio Arno no Itaim, quando um senhor, (ou seria um rapaz…) alto, bem apessoado, de mais ou menos a minha idade atravessou a rua, se aproximou de nós e foi logo dizendo:
– Eles são a melhor companhia!.. apontando para os nossos cães Jimmy, no colo da Sandra e Bolt, aninhado em baixo da mesa.
Começamos a conversar e ele contou que chorou muito nos últimos seis meses por conta da morte do seu cão Golden Retriever, contou que teve vários e que sempre sofreu muito com a morte deles, e então eu notei que ele tinha no bolso da camisa um porta-charutos de couro, e perguntei:
– O que você leva aí?
Ele abriu o porta-charutos e me pediu para tirar o charuto de dentro, um belíssimo Montecristo Medio Corona 80 Aniversario, e perguntou:
– Você fuma?
– Sim… quando dá…
– Então pega, é seu, mas só se for fumar mesmo!
– Mas é claro, muito obrigado!

Acendi o belo cubano, que acabei fumando na volta a pé que damos ao redor do quarteirão com os cachorros após o almoço. Por descuido não perguntei seu nome, mas fica aqui mais uma vez o agradecimento ao simpaticissimo cavalheiro.
Se alguém tiver idéia de quem possa ser esta gentil criatura, me esclareça por favor!

é isso, por fernando stickel [ 17:46 ]

No Dia Internacional da Mulher, homenageio uma mulher especial:

Júlia Campos nascida em 1965 na Vila Brasilândia em São Paulo, demonstrava desde criança seu amor à sétima arte.

Ela e o irmão Amaro gravavam histórias em fitas cassete para apresentar às crianças do bairro. Julia também participou de alguns comerciais de produtos.

Trabalhou como free-lance, produziu casting de elenco e até atuou como cabeleireira. O curso de cinema no SENAI foi o catalisador de sua carreira de cineasta.

Fundou com o marido a Brasilândia Filmes em 2007, ano em que deu vida ao seu primeiro curta-metragem “A loira do banheiro”, com a participação de moradores da comunidade.

Em 2010 nasceu o documentário “DNA da Brasilândia e suas histórias”, realizado pela Fundação Stickel em parceria com a Brasilândia Filmes. A Subprefeitura Freguesia/Brasilândia ofereceu o espaço da Casa de Cultura da Brasilândia para a realização do curso.

Júlia e os 18 participantes do curso foram às ruas da Brasilândia para documentar a história do bairro e entrevistaram vários moradores com mais de 50 anos de Brasa. O vídeo conta a história do bairro, através destas pessoas que testemunharam o desenvolvimento e a transformação da Vila Tiro ao Pombo em Vila Brasilândia.

Júlia Campos teve um AVC e faleceu precocemente aos 46 anos em 2011, poucos dias após receber homenagem da Câmara Municipal de São Paulo nas comemorações dos 64 anos do bairro da Brasilândia.

é isso, por fernando stickel [ 16:29 ]

não à pichação

Quero deixar registrada minha posição na polêmica que surgiu quando o novo prefeito de São Paulo, João Doria, iniciou sua batalha contra os pichadores, algumas semanas atrás:

“Depredadores do patrimonio público ou privado agem ao arrepio da lei, sejam eles “artistas”; “grafiteiros”; “pichadores”, “pixadores”; “manifestantes”; “militantes”; “políticos” e quetais.

Usem eles letras escritas, rabiscadas ou pintadas, em línguas conhecidas ou exóticas, utilizando baldes de tinta, broxas, sprays, picaretas, o diabo. Ao aplicar sua sujeira sobre monumentos, edifícios públicos ou privados, pontes, casas, viadutos, muros, pontos de onibus ou ruas, a dois metros de altura ou a 200 metros de altura, são simplesmente CRIMINOSOS.

Caso os vandalos atuem com motivação política, deverão ser tratados ainda com mais rigor, pois o “ser político” tem a obrigação de ser mais informado sobre seus direitos e deveres que o cidadão iletrado.

Ah sim! O resultado do “trabalho” dos criminosos, ou seja, sua “obra” deverá ser erradicada, sem perdão, pois arte NÃO é.

Ao contrário, grafitis executados em empenas ou quaisquer outras áreas públicas e ou privadas, com autorização dos respectivos proprietários/administradores são manifestações legítimas e devem ser incentivadas. Estas sim são ARTE.”

é isso, por fernando stickel [ 18:58 ]

doria eleito!!

doria
João Doria eleito prefeito de São Paulo!!

Durante todo o período de apuração dos votos manteve-se a porcentagem de 53% Doria e 16% Haddad.

Nas minhas conversas recentes com funcionários, taxistas, garçons, caixas, etc… se evidenciava a rejeição maçiça ao PT na cidade de São Paulo.

Doria venceu em 58 dos 56 distritos eleitorais. Fica claro que todas as classes sociais, todas as profissões, todas as ocupações rejeitaram Haddad e o PT.

Os esquerdinhas “intelectuais” da Vila Madalena, do Centro e até dos Jardins insistem em apoiar o projeto criminoso do PT, mas seus votos não foram suficientes. As esquerdopatas Martaxa e Erundina também foram fragorosamente derrotadas.

Fora Haddad, fora PT!!!! A lata de lixo da história os espera!!! Mais do que a escolha de Doria como “gestor” esta eleição marcou o fim do PT.

é isso, por fernando stickel [ 10:05 ]

incompetência e totalitarismo

ibirapuera1
Um ano e meio após a queda de uma árvore sobre o prédio da administração do Parque da Ibirapuera, a situação não mudou e os estragos lá continuam, à vista de todos, evidenciando o descaso da administração municipal.

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A Prefeitura simplesmente fechou as salas destruidas, no prédio da administração do maior e mais importante parque da cidade.

ibirapuera3
O incompetete prefeito Malddad faria melhor se dedicando a recuperar estes estragos, ao invés de proibir a exibição da bandeira nacional, decisão totalitária e desrespeitosa aos cidadãos brasileiros.

é isso, por fernando stickel [ 10:52 ]

visão urbana idea zarvos

É curioso como se processa o reconhecimento de um olhar, o meu olhar sobre a cidade de São Paulo.

O meu olhar está aqui comigo, estou em São Paulo, sou paulistano com muito orgulho, faço parte da cidade. Observá-la e fotografá-la é para mim uma segunda natureza, como escovar os dentes.

Milhares de vezes meu olhar escolheu algo na cidade para ser registrado. Dificilmente passam-se na minha vida 24 horas sem que eu fotografe algo na cidade. Vejo macro e vejo micro, com foco e sem foco, de dia e de noite, de perto e de longe. No carro, a pé, no escritório, no clube, em casa, no Norte, no Sul, no alto, no chão, na riqueza e na pobreza, na sofisticação e na natureza.

Participar do concurso “Visão Urbana Idea Zarvos” teve o condão de estimular a revisão das minhas fotos da cidade, conectando o fio condutor que aglutinou este olhar. A instigante atividade de aplicar a hashtag #visaourbanaiz ao meu enorme acervo de fotos instrumentalizou o reconhecimento deste olhar. Incorporei-o conscientemente ao meu repertório, ampliando e potencializando seu alcance.

idea zarvos
Está rolando até 10 Maio uma ideia muito bacana da incorporadora Idea!Zarvos, um concurso de fotos da cidade para a cidade – Arquitetura / São Paulo / para quem / passa / vive /curte, veja aqui.

O concurso é organizado pela produtora cultural Estúdio Madalena e terá como juri Claudia Jaguaribe, Ekaterina Kholmogorova, Iatã Cannabrava, Mozart Mesquita e Nelson Kon.

Coloque a #VISAOURBANAIZ na sua foto no Instagram e concorra a prêmios, veja o Regulamento.

é isso, por fernando stickel [ 17:52 ]

fernando stickel na folha de são paulo

f s paulo
O jornalista Toni Sciarretta do caderno “Morar” do jornal Folha de São Paulo do último domingo, 17 Abril 2016, me entrevistou sobre a minha experência como morador da Vila Olímpia.
Conversamos também sobre a série de fotos que realizei no bairro em 2003-2005, que acabaram por gerar a exposição “Vila Olímpia” na Pinacoteca do Estado de São Paulo em 2006, com curadoria de Diógenes Moura, e lançamento simultâneo do livro “Vila Olímpia” pela Editora Terceiro Nome.
A minha foto na matéria é da Raquel Cunha.

ENTREVISTA FERNANDO STICKEL

Vila Olímpia foi dos inferninhos aos arranha-céus

Fotógrafo registrou detalhes do dia a dia do bairro em que vive desde 1986 e reuniu as imagens em livro e em mostra na Pinacoteca.

RAIO X
NOME Fernando Diederichsen Stickel

IDADE 67

FORMAÇÃO Arquitetura na FAU-USP

OCUPAÇÃO Presidente da Fundação Stickel de oficina de artes na periferia e autor do blog “aqui tem coisa”

Artista plástico, fotógrafo, blogueiro e agora executivo do terceiro setor, o arquiteto Fernando Stickel, 67, vive na Vila Olímpia há 30 anos, época em que o bairro ficava submerso nas águas do córrego Uberaba, onde hoje fica a avenida Hélio Pellegrino. Pelas lentes de Stickel e pelo bairro, retratado no blog “aqui tem coisa”, iniciado em 2003, passaram diferentes tribos: motoqueiros dos anos 1990, inferninhos “de quinta categoria” dos anos 2000 e agora executivos dos prédios espelhados e estudantes do Insper e da Anhembi Morumbi.
Stickel, que nos anos 1990 manteve um loft e ateliê de 2.000 m² até se render à especulação imobiliária local, chegou fotografar os prédios espelhados que surgiam na região, mas não gostou do resultado. Preferiu retratar detalhes de fachadas, tapumes de prédios em construção, portas e janelas do bairro. O trabalho motivou uma exposição na Pinacoteca e virou o livro “Vila Olímpia” em 2006 (ed. Terceiro Nome).
Leia trechos da entrevista feita na Fundação Stickel, instituição sem fins lucrativos que faz trabalhos na Vila Nova Cachoeirinha e na Vila Brasilândia (zona norte).

Folha – Como era a Vila Olímpia quando você chegou?
Fernando Stickel – Estou no bairro desde 1986. Construí um loft na rua Ribeirão Claro com a Fiandeiras –era meu estúdio e residência. A Vila Olímpia era um bairro pobre. A Hélio Pellegrino era um córrego imundo com uma favela. Quando chovia, a água subia mais de um metro.
O bairro inteiro tinha tecnologias diferentes para conviver com as enchentes: escadinha, rampa… Eu tinha um portão com gaxeta de borracha, que virava uma comporta para barrar a água.
Foi assim até que veio a obra que canalizou o córrego. Em seguida, saiu a nova Faria Lima. Aí o bairro explodiu.
E a sua história de fotógrafo?
Minha história de fotógrafo começa em 2003, quando montei o blog “aqui tem coisa”. Falava do meu filho, minha mulher, meu cachorro e do bairro. Ainda não tinha máquina digital. Comprei e saí fotografando como doido. Participava do Fotolog, um serviço de blog de fotografia que acabou de morrer. Fui formando uma visão das ruas do bairro que acabou gerando três anos depois a mostra na Pinacoteca e o livro.
A máquina fotográfica tem a mesma característica de um pincel –mas, no lugar de tinta e pincel, tem uma máquina. A visão é de artista plástico. Tanto que muitas pessoas falavam que era uma pintura.

O que as fotos mostram que não existe mais?
Tem tapume, fachada, janela, porta, portão; algumas coisas ainda lembro onde estão, outras foram embora há décadas. Era um bairro de casinhas, oficinas mecânicas, borracheiros, botequinhos, papelaria, mercadinho de bairro. O que era um barzinho de esquina, hoje virou um restaurante de quilo.
Esses bares da esquina da Quatá e Nova Cidade começaram na fase áurea dos motoqueiros. Aqui era “point” dos motoqueiros. Depois vieram os inferninhos. Eram boates de quinta categoria.

Onde estão esses moradores?
O borracheiro foi embora; não cabe mais aqui. O mercadinho foi comprado ou fechou. E assim tudo foi se modificando. Um dia vem o mercado imobiliário e toca a sua campainha. Ligavam todos os dias: eram corretores, incorporadores…
Não adianta lutar contra, então vamos fazer da melhor forma possível. Vendi o terreno para uma sinagoga, que ficou linda. Pelo menos, não foi um predião.

Os moradores da Vila Olímpia foram organizados e tiveram voz no desenvolvimento do bairro, como ocorreu no Itaim, onde a população ajudou a conservar o patrimônio histórico?
Sim. O cidadão, quando pode, se organiza e põe o dedo na ferida. Qual é o valor disso? Existe, mas o poder econômico é maior. Na minha visão, o poder público é totalmente omisso –não regulamenta, não fiscaliza e é vendido. O resultado é essa cidade completamente desestruturada e carente de infraestrutura.

Você tentou fotografar os prédios espelhados?
Quando comecei, achava que também iria fotografar os espelhados”¦ Tentei, mas não faz minha cabeça. Outros fotógrafos vão fazer mil vezes melhor, provavelmente não tiram a foto do detalhe como eu. Até porque esse tipo de detalhe está sumindo.

O que seria o detalhe dos prédios espelhados? A grama amendoim do paisagismo?
É tudo muito igual. Talvez você vá achar pessoas interessantes que passam na frente desses prédios.

Você tem nostalgia daquela Vila Olímpia?
Minha nostalgia não vai para dez anos atrás. Vai para o Guarujá dos anos 1950, onde eu cresci. Não tenho saudade do tempo dos botecos, era infernal! Demorava 45 minutos para andar dois quarteirões. Depois, assim como veio, também foi embora.
Hoje diria que é um bairro tranquilo. Faço tudo o que preciso a pé. Andei durante muito tempo de moto até que tive um acidente. Tentei andar de bicicleta, mas fui atropelado por um motoboy, ainda antes da ciclovia.
Almoço com os estudantes e executivos. Essa mistura é excelente. Vi na Vila Olímpia uma transformação não só de cidade mas também de vida. E acho ótimo que vá embora essa minha vizinha [aponta para o sobradinho em frente, com placa de “vende-se”], que mandou derrubar uma árvore linda porque sujava a casa dela. (TONI SCIARRETTA)

Veja aqui o artigo “Fotógrafo registra em livro detalhes do dia a dia do bairro em que vive desde 1986” on line.

EM TEMPO: Recebi esta mensagem, acompanhada da foto da pintura, muito interessante e simpática!
“Olá Fernando
Estava viajando e não vi seu email. Então, esse é o quadro que minha mãe pintou baseado na foto do seu livro “Vila Olímpia”. Ela tb pintou mais dois que devem estar com a família.
Vou procurar saber para te enviar tb. O nome dela é Therezinha Fontes, já faleceu há dois anos, dei pra ela o seu livro de presente justamente por causa das fotos.
Espero que vc goste do resultado.
Um abraço
Cristina Teresa Fontes”

pintora

é isso, por fernando stickel [ 14:31 ]

jimmy & bolt no ibirapuera

jimmy&bolt
Jimmy & Bolt, logo cedo no Ibirapuera.

é isso, por fernando stickel [ 16:57 ]

fundação stickel e cptm

cptm
Tomei o trem da CPTM na estação Vila Olímpia e fui para Osasco. Trem limpo, ar condicionado, tudo tranquilo e civilizado (fora do horário de pico…)

A Fundação Stickel é parceira da CTPM na exposição em cartaz dos trabalhos dos alunos de fotografia do professor Lucas Cruz na estação Grajau.

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Por conta desta parceria fui convidado a ser entrevistado hoje na estação Osasco, dentro do programa Leve Livro, onde o usuário pega um livro, lê e recoloca na rede para que outra pessoa o utilize.

Fui entrevistado por Affonso Romero, Analista de Comunicação da CPTM – DRMK – Departamento de Marketing. A conversa foi excelente e durou cerca de meia-hora.
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Enquanto rolava a entrevista o fluxo de pessoas intenso e incessante, uma ou outra para, dá uma escutada e segue seu caminho, várias examinam os livros.
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é isso, por fernando stickel [ 15:25 ]

uber alles

uber
Usei ontem o Uber para ir e voltar de um evento. Não mais de três minutos de espera em ambos os casos, carros limpos, bancos de couro, rádio ou silêncio, à escolha do freguês, e água!
Motoristas educados e silenciosos, um recebeu nota cinco, o outro quatro.

Como alguém pode ser contra isso? Os taxistas frustrados que vendam suas chapas milionárias, penduradas em impostos extorsivos, e venham pro Uber. Não se esqueçam que é indispensável tomar banho, fazer a barba e vestir-se com roupas limpas.

Ah sim! Depois você recebe detalhamento minucioso da viagem por e-mail…

A modernidade não tem volta, os sites de carona compartilhada estão fervilhando, tudo caminha para a simplificação, os inimigos do progresso podem colocar as barbas de molho.

é isso, por fernando stickel [ 14:33 ]

ouro velho

ouro
Mais uma foto antiga encontrada! O endereço do Edifício Siriuba, R. São Francisco 71, escrito pelo meu pai nas costas da foto.
Em destaque a entrada do Restaurante Ouro Velho, com um recepcionista uniformizado.

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O luminoso, afixado na fachada do prédio.

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Este prédio de seis andares e subsolo, sem garagem, foi construido pelo meu pai Erico Stickel no final dos anos 50, na esquina das ruas São Francisco e Ouvidor, no centro de São Paulo, com projeto arquitetonico de Oswaldo Bratke (1907-1997).
Aos sábados de manhã ele me convidava:
– Fernando, vamos ver o “predinho”?
E lá íamos nós ao centro da cidade visitar a obra, o momento culminante era andar no elevador de madeira da obra, eu devia ter 10 ou 11 anos de idade.
O prédio ficou pronto, meu pai se instalou no último andar, o restante do prédio era ocupado pelos escritórios da Argos Industrial do meu tio Ernesto George Diederichsen, cuja sala ficava no quinto andar.
Naquela época o centro da cidade era muito arrumado, ao ponto de meu pai exigir que eu colocasse terno e gravata “para ir ao centro”. Hoje está tudo degradado, sujo, uma tristeza…

ouro-velho
Projetado pelo arquiteto Jacob Ruchti (1917-1974), no subsolo do prédio, com entrada pela Rua do Ouvidor 52, ficava o sofisticado restaurante Ouro Velho, muito conhecido nos anos 60 e 70 pelos almoços de executivos, palco de “power-lunches” e happy-hour. Era pequeno, acolhedor e decorado em estilo colonial. Servia pratos clássicos como Chateaubriand e Camarão à Newburg.
As grandes ocasiões da família eram sempre comemoradas lá. O logotipo do restaurante tinha a letra “V” no lugar do “U”.

é isso, por fernando stickel [ 0:26 ]

corrida de rua em são paulo

corrida 1979
Em 28 Outubro 1979, um dia antes da minha filha Fernanda, à esquerda na foto, completar 2 anos de idade, participei, aos 31 anos de idade, da “Primeira Corrida pela Cidade de São Paulo” na distância de 8km, que completei em 45’ 27”.

Na minha camiseta o logotipo “und”, do estúdio de design gráfico do qual eu era sócio na época.

Na foto estou na esquina da R. Araujo x R. Major Sertório, no centro de São Paulo. Se bem me lembro, esta foi a primeira competição em que participei como adulto. Durante minha vida passei por vários esportes:

Na infância, judô no Shimada.

Na adolescência eu jogava tênis sozinho no paredão do Clube Pinheiros, basquetebol na academia Delaunay da R. Barão de Capanema às segundas e quartas feiras, e vela no YCSA, proeiro de snipe.

Descobri a corrida com cerca de 22 anos de idade, quando comprei o livro do Dr. Cooper, depois o ciclismo e a natação, e recentemente o automobilismo.

Depois teve rápidas incursões no esqui na neve… difícil de praticar… quando dá, dá…

Em todos estes esportes me diverti e nunca me sobressai em competições. O único em que fracassei sem chance de repescagem foi o tênis, nos outros deu para não chegar em último…

é isso, por fernando stickel [ 9:35 ]

velocidade ridícula

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Limites ridículos de velocidade em São Paulo.

Acabo de viajar de automóvel pela França, Provence e Côte d’Azur. Guiei cerca de 2.000 km em autoestradas, estradas secundárias e cidades.

A regra de velocidade no país é simples e clara, assim que você sai do aeroporto guiando o seu carro alugado, uma placa informa os limites de velocidade:

Autoestradas 130km/h
Estradas secundárias 90km/h
Cidades: 50km/h

Na autoestrada em trechos de curvas o limite cai para 110km/h ou mesmo 80km/h, passado o trecho de redução o limite volta a 130.

Nas secundárias e nas cidades ocorre o mesmo, redução em trechos mais perigosos. Em cidades minúsculas, onde a estrada corta o centro da cidade, a velocidade cai para 30km/h, mas estes trechos nunca superam no máximo 1km.

Não vi acidentes e peguei poucos congestionamentos. Não caí em um único buraco, o asfalto e a sinalização são impecáveis. Todos guiam pela faixa da direita, deixando a faixa da esquerda livre para ultrapassagens.

Que tal o prefeito Malddad e sua equipe petralha pesquisar um pouco como se faz no primeiro mundo antes de ficar amadoristicamente testando seus factóides arrecadatórios em São Paulo?

É óbvio que a redução de acidentes e mortes envolve muito mais elementos que simplesmente a velocidade, a começar pela manutenção das pistas, cheias de buracos, punição efetiva dos transgressores, o que não ocorre, etc… etc…

E tudo isto sem falar na indústria da troca de placas…

provence
Nesta estrada, no coração da Provence, o limite é de 90km/h. Repare a placa de atenção aos animais…

é isso, por fernando stickel [ 8:52 ]

bairro em mudança

racional
Nos anos 70 este pequeno prédio (colori de roxo para destacar) era o único da redondeza. Abrigava a sede da Racional Engenharia SA., onde eu trabalhava como Gerente de Planejamento.
O edificio Passarelli, de onde tirei a foto, não existia, assim como todos os outros grandes edifícios no entorno.

racional2
O “Idi Amin” prédio preto do Unibanco que se vê em segundo plano seria um dos primeiros grandes edifícios a serem construidos no bairro, na esquina da Marginal do Pinheiros com a Av. Rebouças. Ao fundo se vê a marginal e o Joquei Club.

é isso, por fernando stickel [ 18:55 ]

hotel

hotel
Hotel no Largo da Batata em São Paulo.

é isso, por fernando stickel [ 22:55 ]

douglas, honesto simpático e prestativo

douglas
Alvíssaras! Encontrei um homem honesto, simpático, prestativo!

No domingo, no tradicional passeio com o Jimmy e o Bolt ao Ibirapuera, meu celular escapou por um buraco do bolso, e eu não percebi.

Chegando em casa me dei conta que o celular não estava comigo, imaginei que não o tivesse levado no passeio e como não o encontrei nos lugares de costume, liguei para o meu número para a campainha denunciar sua localização.

Quando uma voz masculina atendeu me dei conta que havia perdido… Conversei com o Douglas, que me contou ser gari e que havia encontrado o celular na calçada. Combinamos de nos encontrar hoje cedo, para ele me devolver o celular.

No horário combinado lá estava ele com seus colegas e o caminhão, veio na minha direção já com o celular na mão. Agradeci muito, disse a ele que era um cara especial, e óbvio, dei uma gratificação.

Obrigado Douglas, é de homens como você que o Brasil precisa!!

é isso, por fernando stickel [ 10:46 ]

passarinhos

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Passarinhos em São Paulo.

é isso, por fernando stickel [ 9:40 ]

descaso do poder público

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Descaso do poder público.

Pequeno exemplo na esfera estadual, mas o alerta serve para todos os níveis de governo, federal, estadual e municipal. A sensação é que o poder público derrete em todos os níveis, São Paulo particularmente está totalmente abandonada.

Descaso, relaxamento, leis arcaicas, vagabundagem, tudo isso, e mais um pouco, leva à cena que vi no Itaim, no último fim-de-semana. Vários carros largados em frente ao 15º DP (Distrito Policial), na esquina das ruas Jesuino Arruda e Dr. Renato Paes de Barros, no coração de um dos bairros mais ricos de São Paulo.

Pelas fotos é fácil perceber que o carro está no mesmo lugar há vários meses, vidros quebrados, cheio de lixo. Por que?

O que justifica largar este e outros veículos em situação similar em frente à este DP, e em frente a quase todos os outros DP da cidade?

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é isso, por fernando stickel [ 15:58 ]