Na entrega dos prêmios da Fórmula Indy, ontem no novo circuito do Anhembi, o prefeito Gilberto Kassab foi ligeiramente desajeitado, transportando sua barriga imensa, já o governador José Serra, destilando absoluto desinteresse, fez questão de não marcar sua presença.
Candidato à presidência assim??!!
Sei não…
Não sei o que é mais emocionante, o início dos treinos da Fórmula Indy ou as notícias da Veja sobre o senhor Vaccari.
Uma coisa é certa, amanhã a Fórmula Indy terá vencedor, e o caso Mensalão-PT-Bancoop ninguém sabe se e quando terá solução.

R. da Consolação, quase esquina com Av. Paulista.

Agradeça.
Agradeça por estar vivo, e se possível com boas saúde.
Foi isso que fiz agora há pouco durante caminhada no Parque do Ibirapuera, nesta manhã gloriosa, que só pode ter sido criada para homenagear as Mulheres.
Todas elas.
Foi engraçado, eu estava parado em uma sombra conversando com minha irmã no telefone e falei para ela: “Feliz Dia das Mulheres!”, uma moça que passava na minha frente naquele momento se virou para mim e agradeceu.
Isto mostra o quanto as pessoas gostam de um contato na selva de pedra. Deveríamos cumprimentar mais, fazer gestos aos desconhecidos, afinal somos todos paulistanos, seja por vocação, acidente, origem ou merecimento…

Falem a verdade, paulistanos: Vocês estavam com saudades de uma chuvinha, ficar em casa com a luz acesa, de chinelo, com a TV ligada…
Simplesmente curtindo as águas de Março…

Fui visitar a Passagem Literária (Subterrânea) da Consolação, para conhecer “in loco” o projeto Em Obras, descrito aí em baixo.

Eu não passava por ali há décadas, o lugar está ocupado, organizado, limpo, iluminado, não é mais o buraco fedido que servia de banheiro.

O primeiro desenho, de Hélio Bartsch, já está lá na parede, dentro de um aquário que faz parte da galeria.

Encontrei também a artista Anna Turra, que prepara o próximo trabalho a ser exposto lá, de vídeo.

Em Obras – 30 artistas – 60 dias – 2 Março a 30 Abril de 2010
A cada dia do mês de março de 2010 um dos artistas estará na Passagem Subterrânea da Consolação desenhando sobre a parede com lápis grafite. No mês de abril cada um retornará a cada dia para apagar o desenho com borracha.
De Segunda à Sexta das 7h às 22h; Sábados, Domingos e feriados das 10h às 22h
Rua da Consolação, s/ n˚, São Paulo (entre Av. Paulista e Av. Angélica)
Artistas participantes: Alice Freire, Alice Shintani, Aloysio Pavan, Andre Simmank, Beatriz Bittencourt, Beatriz Nogueira, Carola Trimano, Cesar Fujimoto, Daniel Nogueira de Lima, Fabio Quaglio, Flávio Cerqueira, Helen Faganello, Hélio Bartsch, Henrique de França, Jérôme Florent, José Roberto Greb Vazquez, Juan Castro, Juliana Kase, Laerte Ramos, Leopoldo Ponce, Luis Felipe Machado Dib, Marcia de Moraes, Maria Fernanda Filardi Ferreira, Murilo Kammer, Pedro Almeida Farled, Rafael Baravelli, Rafael Ferreira Mourão, Renato Sass, Taís Ribeiro, Yá!
Meu comentário: Eis aí um projeto interessante! Pretendo acompanhá-lo, no mínimo pelo site. Gostei principalmente por ser DESENHO, desenho de verdade, primordial, básico, grafite sobre papel (ou parede). Parecem estar bem organizados, tem tudo para dar certo!
Conheço um ou outro artista pelo nome e nenhum pessoalmente, à exceção do Rafael Baravelli, que nasceu exatamente no mesmo dia do meu filho Antonio, na mesma maternidade.

Em Maio de 2006, José Mindlin esteve na exposição das minhas fotografias “Vila Olímpia” na Pinacoteca.
Morre em São Paulo o empresário e bibliófilo José Mindlin
Hoje, José Mindlin, confortavelmente sentado em uma poltrona de espumas brancas estica sua mão e pega um livro na estante branca.
A cena se passa no céu, para onde ele viajou. Com certeza fez boa viagem, levou consigo bagagem imensa, porém de reduzido volume, todos os livros que leu, toda a contribuição que fez para a humanidade com sua vida digna, inteligente e culta, vivida sempre com alegria.
Durante toda uma vida escutei meu pai, Erico Stickel, louvar este que ele, também bibliófilo, considerava o “Rei” dos bibliófilos.

Fabiane Leite, de O Estado de S. Paulo
Foi assim que Mindlin viveu grande parte de sua vida, no meio dos livros.

Foto do Bar Astor.
Vocês sabem aqueles bares que tem um monte de garrafas de whisky, com a etiqueta do dono?
Pois então, no Bar Supremo, que existiu durante anos na Rua da Consolação, 3473, esquina da Oscar Freire, eu cheguei a ter uma garrafa minha de Red Label.
Corria o início de 1986, eu tinha acabado de voltar de um ano e três meses sabáticos em New York, não tinha onde morar e estava procurando um lugar, enquanto isso minha amiga Simone Raskin gentilíssimamente me cedeu um quarto na sua casa na Al. Tietê.
Ela pouco ficava em casa, morando a maior parte do tempo em Parati, e o filho dela morava na França com o pai, portanto a casa estava quase que 100% só para mim, com uma empregada maravilhosa!
Foi um período difícil, de readaptação, eu estava meio desorientado e procurava refúgio no Supremo, onde sempre tinha umas pessoas conhecidas, papo vai papo vem, drinks…
Finalmente comprei minha garrafa, e certa noite esvaziei-a em várias horas de conversa jogada fora, não lembro (óbviamente) nem com quem, mas muitas pessoas passaram pela mesa.
Acho que ainda comprei uma segunda garrafa, mas no meio do ano já havia descolado casa nova na R. Ribeirão Claro na Vila Olímpia e minha carreira de bebum encerrou-se.
Logo depois, por volta dos meus quarenta anos, abandonei o hábito do uísquinho ao final da tarde, tenho certeza absoluta que não dou para esta vida cativa em uma cadeira de bar.

Aproxima-se fim de semana mais fresco e com chuva em São Paulo.
Para quem quer um programa culinário de primeira tenho uma dica excelente!
Conheci-o recentemente, e foi nota dez do começo ao fim:
Arturito
R. Artur de Azevedo 542 em Pinheiros, tel 3063-4951. Bonito, cheio de gente bonita, serviço impecável, comida excelente. Já está na minha lista de favoritos.

Centro de São Paulo.

Domingo de manhã, apresentação de Canto Gregoriano pelos monges Beneditinos.
Vamos fazer de conta que a temperatura não estava acima dos 30 graus…

Ontem, em um dia perfeito para a vela, com sol e vento forte, voltei ao YCSA – Yacht Club Santo Amaro depois de cerca de 45 anos….
Velejei lá como proeiro de snipe na minha adolescência, e nunca mais havia voltado.
Nossos amigos Mario, Vera e os filhos velejam lá e nos convidaram para almoçar, aí foi ligar a máquina do tempo…
No clube em si, praticamente nada mudou, continua um minúsculo gueto dos aficcionados pelo esporte da vela, Robert Scheidt estava lá desmontando seu Star.
Eu ia de ônibus da R. dos Franceses na Bela Vista até o ponto final no “paredão” que é a barragem da represa de Guarapiranga, e de lá a pé até o clube, por um descampado, não havia nada a não ser mato e o clube.
Hoje o clube está enfiado no meio da cidade.

Na última sexta-feira aconteceu algo surpreendente.
Cerca de 19:45 estávamos Sandra e eu parados no trânsito na Av. Brig Faria Lima, na pista da direita a cerca de 50 metros da entrada da R. Pinheiros, onde tem um posto de gasolina.
Conversávamos animadamente quando um barulho irritante na janela do motorista me fez olhar para fora, vi um sujeito feio, batendo no vidro e gesticulando, o que me irritou e instintivamente acelerei para escapar daquela situação.
Em milésimos de segundo avaliei a rota de escape, quando o carro começou a se mover vislumbrei o fulano erguendo sua camisa, subi na calçada, e saí na R. Pinheiros.
Enquanto isso a Sandra falou: -Ele quer o relógio!!
Minha mente não registrou o episódio como uma tentativa de assalto, e sim como uma situação desagradável, eu simplesmente não queria contato com aquele fulano irritante, e me mandei, sem pensar.
Acho que o bandido deve ter ficado mais surpreso do que eu.
A cena toda foi tão rápida e natural, sem estresse, que menos de meia hora depois estávamos tranquilamente jantando.

Um ícone desaparece (ou muda-se, não sei…)
O Café Photo na Av. Helio Pellegrino, que há muitos anos convivia pacificamente com o bairro, está sendo demolido, pois ali surgirá mais um par de torres residenciais milionárias.
Volta e meia os jornais “redescobrem” as “casas de tolerância” de luxo, e fazem um pequeno auê sobre o tema, mas a verdade é que nunca houve transtorno algum, o movimento da casa denunciado apenas por longas filas de taxis à porta.

Enchentes, árvores caídas, falta de luz, trânsito infernal, tudo isso vem acontecendo com desagradável regularidade na cidade de São Paulo.
É perceptível a diferença que os tais 2 graus centígrados a mais fazem no clima.
A violência dos ventos, e a enorme quantidade de água em pouquíssimo tempo fazem o desastre.
Já o que aconteceu ontem, nunca vi igual. Nos bairros pelos quais passei ontem no final da tarde para chegar na minha casa em Moema o caos era total, só consegui chegar porque estava de moto, e tomei certas liberdades, como andar pela calçada, por exemplo.
Alguém poderia até me criticar, com razão e dizer:
- Andar de moto na calçada é contra a lei.
Ao que eu retrucaria:
- E deixar a cidade neste estado, não é??!!
A Sandra minha mulher, depois de duas horas parada na Av. República do Líbano, conseguiu largar o carro num canto e voltou a pé para casa.
Hoje cedo na Sociedade Hípica Paulista o caos também reinava, inúmeras cocheiras inundades, parte de um muro caído, telhas arrancadas e um MEGA tronco de uma MEGA árvore arrancado com tal violência, que pulverizou dois postes de concreto e uma guarita.

Foto: Luísa Brito/G1
Decreto de calamidade em bairros da Zona Leste de SP sai no Diário Oficial
Ótimo, agora a população do Jardim Romano sabe que está oficialmente f………
A perguntinha que não quer calar é:
Quando serão processados e presos os administradores públicos qiue permitiram construções em local óbviamente não recomendado?
E quando serão obrigados a restituir todas as propinas que receberam para aprovar os loteamentos?!
E as mansões que construiram em Aldeia da Serra, em nome de laranjas?!
Infelizmente, neste país conhecemos a resposta da perguntinha: NUNCA. O povo que se lixe.
Só para citar um exemplo de como a justiça funciona no primeiro mundo, o Bernard Madoff, aquele da pirâmide (Ponzi) de investimentos que ruiu com prejuízo de U$20 bilhões já foi julgado, condenado a 150 anos de prisão e preso, seus bens arrestados e leiloados, tudo em cerca de dois anos 2007 – 2009.
Ah sim! Mais um pequeno detalhe. Madoff tem 72 anos, e a data prevista para sua soltura por bom comportamente é no ano de 2139…. ou seja, ele vai puxar uma cana sentida sim, ao contrário dos nossos bandidos, principalmente os de colarinho branco, que não ficam mais do que 2 ou 3 anos em cana.

Aqui onde moro, passada a tormenta, caiu um deliciosa silêncio e abriu esta linda lua.
Nem parece a mesma cidade inundada diariamente há 42 dias…

Visão da janela do meu quarto hoje às 8 da matina.
Ao menos dá para começar o dia com certo ânimo, depois…

Certas coisas você percebe melhor pela ausência.
É o caso da saúde, quando tudo vai bem ninguém se lembra deste minúscula e importantíssima verdade:
Estou bem de saúde.
Já quando a saúde vai mal…
Em relação ao clima paulistano a sensação é parecida, porém hoje faço questão de registrar:
Obrigado, São Pedro, ao menos uma manhã de sol e céu azul!!!!!
!!!! SOS São Luis do Paraitinga !!!!
Stickel Utilidade Pública convida todos seus leitores a colaborarem, contribuindo, divulgando, engrossando a corrente de solidariedade.

Quem me motivou a entrar nesta corrente foi o meu amigo Arthur Wolkovier, pessoa seríssima muito atuante no Terceiro Setor, cuja mensagem transcrevo abaixo.

Caros amigos,
Tenho certeza que a tragédia de São Luis do Paraitinga abalou a todos nós. Não acredito, que cada um que assistiu as cenas do desastre, não tenha sido tocado lá no fundo!
Percebi que fatalidades como esta, nos dão num primeiro momento, um ímpeto de fazer alguma coisa, mas as incertezas que se seguem, paralizam qualquer ação e comodamente, não fazemos nada! Sempre arrumamos uma desculpa: a doação não chegará ao seu destino, alguém vai desviar, será usado para fins políticos, enfim, motivos não faltarão para desencorajar qualquer gesto de solidariedade.
Cansados de vivenciar pessoalmente essa situação a cada tragédia, um casal de amigos, Dina e eu decidimos que era hora de quebrarmos esse paradigma. Fizemos diversos contatos, com pessoas da cidade, para saber como poderíamos ajudar. Fomos informados das necessidades mais prementes, dos principais centros de distribução e de como acessar a área, já que a entrada no perímetro urbano é controlada, devido ao intenso trabalho das máquinas e caminhões, envolvidos na retirada dos escombros.

A primeira descoberta que fizemos, foi de que a maior parte da solidariedade é feita por pessoas que disponibilizam roupas usadas. Rapidamente essas roupas chegaram ao local, doados por munícipios vizinhos, entulhando os centros de distribuição. Esse tipo de doação, hoje mais atrapalha do que ajuda! Mas artigos de primeira necessidade como roupas íntimas, sandálias havaianas, escovas e pasta de dentes, sabonetes, absorventes femininos, fraldas descartáveis, baldes, vassouras, detergentes, agua sanitária, que precisam ser adquiridos, não chegam à cidade. Nossos amigos e nós, durante dois dias, percorremos atacadistas para comprar esses bens, lotamos uma caminhonete e uma pick-up e fomos pessoalmente fazer a entrega.

A imagem é desoladora, o mal cheiro se alastra pela cidade e sentimentos de dor, tristeza e desesperança de alguns se alternam com a coragem, fé e esperança de outros. Percebemos que a casa paroquial era o local mais bem estruturado para a distribuição das doações. Por ser uma igreja, as pessoas se aproximam com respeito e o grupo de voluntários é extremamente engajado. Foi esse lugar, que escolhemos para deixar o que levamos.
Embora nossas compras tenham sido em volume substancial, foi apenas um pingo dágua para as necessidades dos desabrigados. Resolvemos que divulgaríamos nossa experiência, no intuito de encorajar outros a fazerem sua parte.
Se você estiver interessado, nós garantimos, que pessoalmente compraremos os produtos de maior necessidade e fiscalizaremos sua entrega e distribuição, para que cada um sinta, que sua ajuda teve destino certo.
O ideal é que a colaboração seja em dinheiro, pois cada compra, será feita com a orientação das voluntárias da casa paroquial, com quem manteremos constante contato. Assim, serão adquiridos, a cada remessa, apenas os artigos realmente necessários.

Se quiserem ajudar e / ou participar desta empreitada, por favor nos avise, tenho certeza que será uma ótima maneira de começar o ano de 2010!!!
O trabalho é todo nosso, a decisão de ajudar é sua.
Arthur Wolkovier cel: 7651-0998 Banco Itaú Ag. 3741 cc 42481-0 cpf 063.213.308-25 arthur@wolkovier.com
Dina – Cel: 9442-6289 dinaf@terra.com.br
Um grande abraço
Arthur Wolkovier
(Eu já fiz minha doação em dinheiro, acho que é a maneira mais simples de colaborar, cada um na sua medida)

Ao contrário da minha previsão catastrófica, a tarde de hoje se desenvolveu quente e bem.
Chegando em casa às 19:10h, o céu era pura poesia.
Em Moema, acredite.

Ontem às 17:30, com sol forte e grossas gotas de chuva começando a cair, tirei esta foto na esquina da Av. Santo Amaro x R. Afonso Braz.
Pelo jeito hoje teremos tempestade novamente.

Na Praia do Espelho, BA está esta placa:
“A natureza tem uma estrutura feminina, não sabe se defender, mas sabe se vingar como ninguém.
Marina Silva – Ex-Ministra do Meio Ambiente”
E a chuva de ontem, hein??!!
Confesso que em alguns momentos, observando o tumulto nos céus de Moema cheguei a ficar com medo.
No meu apartamento uma porta bateu tão forte com o vento que arrancou parte do rodapé.
A luz faltou das 16:00 às 22:00h. Na Vila Nova Conceição, aqui perto, inúmeras árvores foram ao chão, vi pelo menos um muro e um carrro destruídos.
A natureza é apolítica e amoral, ela se vinga onde os ventos e as águas se juntam, é um tufão aqui, uma enchente ali, seca catastrófica acolá, tsunami, terremoto, erupção… quem estiver no caminho…

Na Vila Nova Conceição.

Nesta madrugada, mais uma vez um imbecil qualquer destrói o patrimônio público, e óbviamente “nesse país”, paraíso da impunidade, fica tudo por isso mesmo.
Segundo relato do guarda da obra que se realiza no terreno do Café Photo da Av. Helio Pellegrino, quase esquina com Diogo Jácome, uma pick-up amarela conduzida por um bêbado derrubou as três árvores, logo em seguida veio um guincho retirar o carro, e o fdp escapou ileso.
Comemora-se, neste caso, nenhuma vítima fatal, mas quem paga tudo isto que todos os dias acontece Brasil afora?
Placas, defensas, postes, árvores, propriedade de terceiros, tudo destruido no caos e irresponsabilidade no trânsito.

Com 828 metros, prédio mais alto do mundo ganha novo nome na inauguração
Para que serve esta coisa?

O governador do Rio, Sergio Cabral, sumiu depois das tragédias em Angra dos Reis e na Baixada Fluminense.
Lula sumiu nas tragédias de Santa Catarina e na queda do Airbus da TAM que matou 199 pessoas.
Outros tantos políticos somem na hora das encrencas, quando mais do que nunca são necessários lá, no local da tragédia, dando o exemplo, mobilizando, inspirando, dinamizando os trabalhos de resgate e atendimento das famílias.
Pois esta é mais uma tragédia da “superpotência”.
Na hora de exaltar as nossas belezas, nossos líderes deitam falação a não mais poder, porém na hora de fazer valer a autoridade e proibir construções em áreas de risco, aí fica chato, vai desagradar o eleitor…
Na hora de prometer saneamento e etc… são mestres, na hora de ir lá na enchente eles somem.
Lindo, né? E o povo sifu.
Não fosse o espírito de solidariedade do povo, e a atuação abnegada de bombeiros e outros servidores públicos a tragédia seria muito maior.
Em tempo: Prefeito de Angra dos Reis proíbe novas construções em 15 morros da cidade
Como de costume na botocudolândia, depois que a boiada escapa é que se conserta o portão.

Ontem saí de casa com céu azul e voltei para casa ainda com céu azul!
De brinde umas andorinhas dançaram na frente da lua!

Ufa! Céu azul em São Paulo, que alívio!
Vou para a piscina!!!!!

foto: Gabriel Rinaldi
Descobri quem cometeu mais esta agressão arquitetônica à cidade de São Paulo.
Trata-se da Vila Omint, nova sede do plano de saúde Omint, projetada pelo arquiteto Pablo Slemenson, responsável por outros monstros neo-qualquercoisa cidade afora.
O impressionante é que o plano de saúde é excelente, sou um dos usuários, é uma empresa moderna, cara e boa.
Então por que optar pelo retrocesso, na hora de fazer sua sede nova, em local nobre?
Não consigo entender.
Símbolo do charme de um centro paulistano que não existe mais, o Grand Hotel Ca’d'Oro, primeiro cinco estrelas de São Paulo, fechou suas portas ontem.
Nas grandes ocasiões familiares meu pai nos levava sempre ao restaurante do hotel Ca’d'Oro, tanto na R. Basilio da Gama quanto na R. Augusta, onde invariavelmente a pedida era fettuccine al triplo burro, preparado na nossa frente com generosas doses de creme de leite, manteiga e parmesão.
Recém casado, nos anos setenta, ainda me aventurei por lá, dispensando a tutela do meu pai.

Os homens só entravam de terno e gravata, ou no mínimo paletó. O maître Atico conhecia todo mundo, cumprimentava pelo nome, era um grande acontecimento.
A decoração era pesada, cafona como só os italianos sabem ser, mas tinha o seu charme.
A vida muda, e hoje em dia não tenho mais paciência para restaurantes muito cheios de “frescura”, prefiro ambientes mais simples.
Levo comigo do Ca’d'Oro memórias agradáveis de um tempo onde meu pai reinava absoluto, quando “ir à cidade” exigia terno e gravata, e os jantares eram ocasiões festivas e antecipadas por toda a família.



