
Fui almoçar na casa do meu amigo Luiz, e, além do excelente almoço e da agradável companhia dele e de sua esposa Tina, reencontrei uma tela de minha autoria, que foi uma das minhas primeiras! Um dos poucos óleo sobre tela que pintei, e provavelmente o primeiro que vendi!
Ontem na noite de autógrafos do meu livro “Vila Olímpia” na Bienal do Livro recebi as visitas da Julia e seu filho Fernando, do Ronaldo e Angela, da Celia, marido e filha, e do meu primo Marcelo.
Todos alegraram minha noite, colocamos o papo em dia, e apesar do frio foi muito bom!
Além disso fiquei conversando com a Carolina, que trabalha na Editora Terceiro Nome e corre de motocicleta!
Fundação Stickel e Subprefeitura Freguesia – Brasilândia participam a abertura da exposição de fotografias
Vila Olímpia – Fernando Stickel

A partir de quinta-feira, 19 Agosto 2010
Casa de Cultura da Brasilândia
Praça Benedicta Cavalheiro s/n - São Paulo SP
Em frente ao Colégio João Solimeo
Horário de abertura: segunda a sexta-feira das 9:00 às 17:00h
Contato: tel 9983-9995 com Thais ou pelo e-mail thais@fundacaostickel.org.br
Realização: Fundação Stickel e Subprefeitura Freguesia – Brasilândia
Patrocínio: Fundação Stickel
Esta será uma “abertura soft” sem cerimônia, sem coquetel, sem a presença do artista.

21ª Bienal do Livro de São Paulo
Fernando Stickel estará no estande da Editora Terceiro Nome (K 22) conversando com os amigos e autografando seu livro Vila Olímpia.
Terça-feira, 17 de agosto, às 19h
no Pavilhão do Anhembi: Av. Olavo Fontoura, 1.209, São Paulo
Esperamos sua visita!

A Vejinha desta semana traz o encarte “Especial Bairro a Bairro” sobre a Vila Olímpia.
Fui convidado pelo jornalista Marcelo Moura a dar meu depoimento sobre meu querido bairro, onde morei por vinte anos na R. Ribeirão Claro.

Hoje cedo li na coluna do Matthew Shirts no Estadão sobre o filme Death Proof (A Prova de Morte) de Quentin Tarantino.
Fiquei curioso, e hoje mesmo fomos assistir. Começou meio lento, depois teve uns lances… aí ficou lento de novo, Sandra e eu nos remexendo na cadeira do cinema, de repente o troço pegou fogo, e aí percebemos que estávamos totalmente envolvidos por um legítimo e excelente Tarantino, que aliás também atua no filme, repleto de referências a outros filmes, inclusive Vanishing Point.

Todos os dias a gente aprende alguma coisa!
No sábado estive na Vila Brasilândia para a a formatura da primeira turma de costura, curso em que a Fundação Stickel se associou ao Grupo Espírita Batuira.
Aprendi, mais uma vez, que existem inúmeras organizações sérias atuando silenciosamente para o bem das comunidades carentes. O Batuira, fundado em 1964, está há 40 anos na Brasilândia, prestando excelentes serviços à comunidade!!!!!
Aprendi também, a partir da dica de um fotógrafo, que existe um comando extremamente simples no Photoshop para criar panoramas a partir de várias fotos. Foi o que fiz na foto acima, vista de São Paulo a partir da Brasilândia.

Sandra nas rampas do MACUSP, Parque do Ibirapuera.

Minha sobrinha, Joana Stickel Chamma, escultora de mão cheia, tem um site onde divulga seus trabalhos.
Veja aqui.

A Fundação Stickel montou a exposição “Presença” e nosso trabalho continua com as iniciativas do Programa Educativo.
Ontem, na Casa de Cultura da Brasilândia, o fotógrafo Juan Esteves em plena “Conversa com o Artista” com crianças da Comunidade.

Cabo Frio
É tarde e eu já estou exausto de não fazer nada.
Felizes são aqueles que não fazem nada em paz.
E aqueles que não se cansam de não fazer nada.
E aqueles que dormem bem sem estarem cansados de não
fazer nada além de mergulhar nas águas frias do
Cabo Frio de Janeiro apesar do Janeiro encalorado
e as águas são d’Álcalis como se fossem veículo
de peixes e mergulhadores encalorados por não
além de nada trabalhar na madrugada encalorada
pela água dos canos plásticos em exposição ao sol
ardente oriundo do calor da madrugada que o banho
em canos quentes não deu cabo.
(do meu livro “aqui tem coisa”)

Picasso aos 35 anos de idade, 5 rue Schoelcher, 25 juillet 1916
Ele se achava!

O Grupo de Geração de Renda-Padaria, criado pela Fundação Stickel, e suas coordenadoras nos rodeiam, Sandra minha mulher e eu.
O Grupo foi responsável pelo bufê servido na abertura da exposição de Juan Esteves hoje, na Casa de Cultura da Brasilândia.
Mais uma vez de um limão fizemos uma limonada.
Em quinze dias a equipe da Fundação Stickel estruturou e colocou a exposição no local, limpou a casa, preparou o bufê, fez os convites, e hoje abrimos a exposição com perfeição.
A Subprefeitura Freguesia/Brasilândia confiou a nós a responsabilidade pelo evento, e tenho certeza de que não se arrependeu.
Desta maneira a Fundação Stickel consolida definitivamente sua presença sócio-cultural na comunidade da Brasilândia, pois lá atuamos desde 2007 com o Programa Mulheres de Talento; na Unidade Básica de Saúde – UBS Terezinha, proporcionamos curso para adolescentes grávidas; no CEU-PAZ e Batuira estruturamos Grupos de Geração de Renda.
Também fomentamos o Programa Cidades em Transição que busca a sustentabilidade no território.
Na Paróquia São José Operário temos uma de nossas bases de trabalho, e neste momento nosso Programa Contos e Rimas de contação de histórias percorre as escolas e creches locais. Veja aqui o mapa de onde atuamos.

Da esq. para a direita, o fotógrafo Juan Esteves, Monica Picavea, Superintendente da Fundação Stickel e Rubens Moraes, Coordenador Cultural da Subprefeitura Freguesia / Brasilândia.
Gente, este vídeo hilário tem alguns lances grosseiros, mas tenho certeza que eles se tornam irrelevantes perto da grande sacanagem que é o logo da Copa 2014.
Vejam logo antes que os poderosos de plantão o retirem do ar…
Fundação Stickel e Subprefeitura Freguesia/Brasilândia convidam para exposição:
PRESENÇA – FOTÓGRAFO JUAN ESTEVES
quinta-feira, 15 de julho, às 14:00h
Casa de Cultura da Brasilândia
Praça Benedicta Cavalheiro, s/n São Paulo SP
Em frente ao Colégio João Solimeo
São Paulo SP
Contato: fone: 3083-2811 com Roberta ou pelo e-mail: roberta@fundacaostickel.org.br
Realização: Fundação Stickel e Subprefeitura Freguesia/Brasilândia
Patrocínio: Fundação Stickel

É UMA PORCARIA!
A minha primeira especialização profissional foi na área do design gráfico.
Ainda estudante de arquitetura fiz estágio na Forminform, do designer Ruben Martins (1929-1968), escritório que posteriormente passou a se chamar Desenhvolve. Nesta época meus mestres foram Paulo Jorge Pedreira (1945- 1995) May Suplicy (1943-2005) e Celia Beatriz Monte. Fiz também estágios na Gráfica Furest e fotolitos Bosatelli
O design era a minha religião, quando viajei à Europa em 1969 fiz questão de visitar o estúdio do designer Roberto Sambonnet em Milão, e em São Paulo visitei o estúdio do designer Alexandre Wollner.
Mais tarde trabalhei no escritório Cauduro Martino e em 1977 abri em sociedade com Norberto Chamma nosso escritório chamado und, do qual me desliguei em 1981 para me dedicar integralmente às artes plásticas.
O design gráfico, no entanto, é um ofício do qual você não se despe, e no meu caso continua sendo a minha “religião”, o último trabalho que participei foi o logotipo da Fundação Stickel, em parceria com Iris Di Ciommo.
Contei esta historinha apenas para me qualificar a criticar a “marca” da Copa 2014, algo que Alexandre Wollner fez com maestria, aqui.
Eis a “comissão de notáveis” que aprovou o logo monstrengo:
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, o secretário-executivo da Fifa, Jérôme Valcke, o arquiteto Oscar Niemeyer, o escritor Paulo Coelho, a cantora Ivete Sangalo, a modelo Gisele Bündchen e o designer Hans Donner -, que escolheram entre opções sugeridas por várias agências.
Eu não gosto, sinceramente, que a Copa 2014 comece assim, mas é impossível não criticar esta coisa medonha!
Leia o que Juca Kfouri informa sobre isso aqui.

Agora que começam as férias de Julho me lembrei de um episódio curioso, ocorrido por volta de 2004, quando eu ainda dava aulas de desenho de observação no meu estúdio da Vila Olímpia.
Fui contratado por uma família para dar aulas durante as férias para várias meninas, idades de 11 a 16, em um grupo fechado.
Expliquei que 11 anos era fora do meu público, que pela minha experiência a idade mínima para este tipo de aula seria de 13 anos, mas como era um grupo de irmãs e primas deveria dar certo.
Muito bem. Iniciei as aulas, tudo correu bem, até o dia em que passei lição de casa e pedi para que observassem em casa, ou no caminho de casa algo que lhes chamasse a atenção e depois me relatassem.
Foi difícil fazer com que elas entendessem “algo que lhes chamasse a atenção”, enfim, passada a lição de casa veio na próxima aula o resultado. Uma observou uma árvore, a outra uma peça de arte, assim por diante, até que veio a resposta:
- O meu Bulgari!
Esta menina trazia no pulso um relógio Bulgari, eu pedi para ela tirá-lo, peguei-o, pedi para que ela o examinasse em detalhe e perguntei:
- O que você reparou de especial no seu relógio?
- É um Bulgari!!!
- Sim, mas ele é especial porque? Tem uma cor, um desenho, formato, o tipo de números, qual a particularidade que lhe chamou a atenção?
- Uai, é um Bulgari!
Tentei, mas foi impossível explicar que o simples fato de algo ter uma assinatura de grife não torna este objeto necessáriamente especial. Minha aluna encerrou o curso de férias sabendo desenhar, mas não conseguiu se despir do preconceito.

Cassio Michalany em sua linda exposição na Estação Pinacoteca.

Beth Jobim e sua lindíssima instalação de pinturas na Estação Pinacoteca, juntamente com Monica Nador (Conca), Cassio Michalany e Renina Katz.

Na Vila Brasilândia, ao lado da nova Casa de Cultura da Brasilândia.

Foi ontem o lançamento do livro ÓCIO da minha amiga Helena Carvalhosa.
Muito interessnte a relação de suas esculturas efêmeras com as poesias de Manoel de Barros.

Stieg Larsson (1954-2004)
Estou nas últimas páginas da trilogia “Millenium” do escritor sueco Stieg Larsson.
Hoje no Estadão, em matéria de capa a história do araponga Idalberto Matias de Araújo, contratado pela campanha de Dilma Roussef para criar os já tristemente famosos dossiês.
É interessante o paralelo da realidade com a ficção, como surge no seio do Estado este tipo de excrescência criminosa.
Na ficção de Larsson, dentro do serviço secreto sueco Säpo surge uma dissidência mais secreta ainda e criminosa, ainda assim financiada pelo Estado, para fazer coisas inimagináveis.
Não consigo mais parar de ler a história de Lisbeth Salander e Mikael Blomqvist…
Não comentei sobre o filme “Os homens que odeiam as mulheres”, que está em cartaz, porque o livro é tão mais excitante que deixa o filme no chinelo.
Recomendo o filme apenas para quem não leu o livro.

Visitei em 1985 a cidade com mais arte nas ruas que jamais vi, e o Philadelphia Museum of Art, que guarda a maior coleção de obras de Marcel Duchamp.
Estou observando a obra máxima de Duchamp, Etant donnes: 1 la chute d’eau, 2 le gaz d’eclairage (Given: 1. The Waterfall, 2. The Illuminating Gas) instalada permanentemente no museu. Duchamp levou 20 anos para concluir esta instalação, 1946 – 1966.
A foto provávelmente é da minha amiga Monica Kowarick.

Durante muitos anos era proibido divulgar a imagem que se vê pelo buraco na porta, obrigando a quem quisesse ver a obra-prima de Duchamp a ir ao museu.

Você quer possuir o carro mais famoso de James Bond?
O Aston Martin DB5 de 1964, astro dos filmes Goldfinger e Thunderball vai a leilão.
Estima-se que saia por um valorzinho básico, simbólico, de cinco milhões de libras esterlinas…

Todos os detalhes são reais, criados e instalados pela própria Aston Martin.
Spray de óleo, metralhadoras, painel blindado, ejeção do assento, placas giratórias, está tudo lá!

Acaba de ser divulgada a lista oficial dos artistas participantes da 29ª Bienal de São Paulo, cujo tema é:
“Há sempre um copo de mar para um homem navegar”?
verso do poeta Jorge de Lima tomado emprestado de sua obra maior, Invenção de Orfeu (1952)
Compõe-se de 148 nomes, alfabéticamente de Adrian Piper a Zanele Muholi, brasileiros e estrangeiros.
Curadores-chefe: Moacir dos Anjos, Agnaldo Farias
?Curadores convidados: Chus Martinez, Fernando Alvim, Rina Carvajal, Sarat Maharaj, Yuko Hasegawa
Espero que esta seja um bom antídoto para a última, a malfadada “Bienal do Vazio”

O encontro de duas novidades.
1. Minha nova câmera Canon Power Shot SX210IS, a quarta na sequência após a minha primeira digital, a Sony Cyber-shot DSC-F717 de 2003.
2. O saguão de entrada do prédio onde morarará minha filha e o meu neto Samuel em Pinheiros, após a conclusão da reforma do apartamento recém iniciada.
A nova câmera, além do modo MANUAL, tem um formato WIDE, que é este da foto.

No caminho para o aeroporto em Iquique fotografei de dentro do taxi esta lata de refrigerante gigante, poderia ser uma obra de Claes Oldenburg.

Foto: Reuters
Morre aos 74 anos o ator e diretor Dennis Hopper, de “Easy Rider”
Em 1989 fiz um programa interessante com os meus filhos Fernanda e Antonio, na época com 12 e 10 anos de idade.
Começamos com uma semana de esqui na neve em Vail, Colorado, em seguida levei-os à Disney de Los Angeles, e ficamos em um hotel ali perto em Anaheim.
Lá pelas tantas me ligou o meu falecido amigo Jay Chiat (1931-2002) e disse:
- Fernando, come up here, I reserved a room for you in Marina del Rey, it’s closer and we could get together. (as distâncias em LA são imensas)
Mudamo-nos de mala e cuia, guiei os cerca de 60km que separavam os bairros, e na mesma noite o Jay me convidou para jantar, frizando que o restaurante era um projeto novo do Frank Gehry, amigo dele e cujo escritório visitei em 1985.
Agitei um programa para os meus filhos jantarem no quarto, o Jay me pegou no hotel em um Porsche 928 preto, naquela época sua agência de publicidade, a Chiat-Day tinha a conta da Porsche.
Chegamos ao Rebecca’s Restaurant em Venice, 2025 Pacific Avenue, e quase caí de costas. O bar na entrada era inteiro de alabastro (ou onyx), e reluzia na atmosfera sensual, no teto um enorme crocodilo feito de placas de metal, o restaurante era a coisa mais interessante e ousada que eu jamais havia visto.
Pouco a pouco os outros convidados foram chegando, o Jay ia me apresentando, entre eles Dennis Hopper (1936-2010). Lembro-me do Jay conversando com ele sobre um warehouse que eles iriam comprar, algo assim.
E eu estava sentado ali do lado dele, tive o privilégio de jantar com um dos monstros sagrados do cinema. Quis a fatalidade que ambos falecessem de cancer da próstata, ainda jovens, com setenta e poucos anos.

O filme Salário do Medo (1953) que assisti na minha adolescência, com Yves Montand, me marcou muito, era um drama sobre o transporte de um caminhão carregado de nitroglicerina. Eu só não sabia que o diretor do filme era Henri-Georges Clouzot, um dos “monstros sagrados” do cinema.
Descobri isso assistindo ao filme O Inferno de Henri-Georges Clouzot em cartaz no Reserva Cultural.
A história deste filme é interessantíssima, começa em 1964 com o diretor escrevendo, dirigindo e produzindo seu filme O Inferno com Romy Schneider e Serge Reggiani.
A filmagem complicadíssima, com orçamento hollywoodiano, não avançou, o ator principal totalmente estressado pelas exigências do diretor se arrancou antes do final da filmagem e Henri-Georges Clouzot teve um enfarte. O filme foi abandonado.
Em 2005 a viúva do diretor, falecido em 1977, trouxe à luz os filmes originais, o que permitiu a execução deste documentário fantástico.

O inferno de que trata o filme é o ciúme. O diretor deu total liberdade à equipe para pesquisar sons e imagens que transmitissem a loucura terminal do personagem consumido por ciúme doentio.
O resultado é uma mistura improvável de Fellini com Marcel Duchamp.
O universo da Op Art e da música eletroacústica se mistura com cenas sensuais de Romy Schneider, no auge de seus 26 anos esquiando nas águas de uma represa.








