

Estive ontem pela segunda vez na Passagem Literária (Subterrânea) da Consolação, para acompanhar o projeto Em Obras, e a execução dos desenhos.
Vejo alguns problemas:
1. Não se sabe qual artista fez qual desenho. Como no projeto não está explícita a “realização conjunta” da obra, acho que cada autor deveria identificar seu trabalho. Isto poderia ser feito no piso, discretamente, e sem interferir no trabalho.
2. O único canal de comunicação do projeto é o Twitter. Deveria haver no mínimo um e-mail ou telefone para contato.
3. A “vitrine” onde são realizados/expostos os desenhos não é a coisa mais bem resolvida do mundo, mas este é, aparentemente, um defeito estrutural da Passagem Subterrânea Consolação, e não do projeto.
Por outro lado, os desenhos crescem e aparecem. Continuarei a relatar. Aqui as fotos da minha primeira visita.

Bigelow, gata californiana de 59 anos!
Vi Avatar e vi Guerra ao Terror.
O segundo é infinitamente melhor que o primeiro, e a Academia reconheceu justamente a diferença.
Posso dizer tranquilamente que Guerra ao Terror (título original The Hurt Locker) da vencedora diretora Kathryn Bigelow é um dos melhores filmes de guerra que jamais vi, fica no mesmo nível de Bastardos Inglórios de Quentim Tarantino e Apocalypse Now de Francis Ford Coppola.
Schrödinger’s cat is a thought experiment, often described as a paradox, devised by Austrian physicist Erwin Schrödinger in 1935.
It illustrates what he saw as the problem of the Copenhagen interpretation of quantum mechanics applied to everyday objects. The thought experiment presents a cat that might be alive or dead, depending on an earlier random event. In the course of developing this experiment, he coined the term Verschränkung — literally, entanglement.
Este experimento aparece na aula de física quântica do Prof. Larry Gopnick no excelente filme Um homem Sério (A Serious Man) dos irmãos Coen.
Não vou falar mais nada, e assim, falei tudo.

R. da Consolação, quase esquina com Av. Paulista.

Uma paisagem.

Fui visitar a Passagem Literária (Subterrânea) da Consolação, para conhecer “in loco” o projeto Em Obras, descrito aí em baixo.

Eu não passava por ali há décadas, o lugar está ocupado, organizado, limpo, iluminado, não é mais o buraco fedido que servia de banheiro.

O primeiro desenho, de Hélio Bartsch, já está lá na parede, dentro de um aquário que faz parte da galeria.

Encontrei também a artista Anna Turra, que prepara o próximo trabalho a ser exposto lá, de vídeo.

Em Obras – 30 artistas – 60 dias – 2 Março a 30 Abril de 2010
A cada dia do mês de março de 2010 um dos artistas estará na Passagem Subterrânea da Consolação desenhando sobre a parede com lápis grafite. No mês de abril cada um retornará a cada dia para apagar o desenho com borracha.
De Segunda à Sexta das 7h às 22h; Sábados, Domingos e feriados das 10h às 22h
Rua da Consolação, s/ n˚, São Paulo (entre Av. Paulista e Av. Angélica)
Artistas participantes: Alice Freire, Alice Shintani, Aloysio Pavan, Andre Simmank, Beatriz Bittencourt, Beatriz Nogueira, Carola Trimano, Cesar Fujimoto, Daniel Nogueira de Lima, Fabio Quaglio, Flávio Cerqueira, Helen Faganello, Hélio Bartsch, Henrique de França, Jérôme Florent, José Roberto Greb Vazquez, Juan Castro, Juliana Kase, Laerte Ramos, Leopoldo Ponce, Luis Felipe Machado Dib, Marcia de Moraes, Maria Fernanda Filardi Ferreira, Murilo Kammer, Pedro Almeida Farled, Rafael Baravelli, Rafael Ferreira Mourão, Renato Sass, Taís Ribeiro, Yá!
Meu comentário: Eis aí um projeto interessante! Pretendo acompanhá-lo, no mínimo pelo site. Gostei principalmente por ser DESENHO, desenho de verdade, primordial, básico, grafite sobre papel (ou parede). Parecem estar bem organizados, tem tudo para dar certo!
Conheço um ou outro artista pelo nome e nenhum pessoalmente, à exceção do Rafael Baravelli, que nasceu exatamente no mesmo dia do meu filho Antonio, na mesma maternidade.

Ontem de manhã fiz a última revisão do meu TCC, para a impressão final e entrega à biblioteca da FIA/CEATS.
Com isso encerro definitivamente minha participação na fase acadêmica da 5ª Turma do MBA FIA-CEATS em Gestão e Empreendedorismo Social, fica faltando apenas a formatura e o diploma.
Coincidentemente assistimos à tarde ao excelente filme “Fita Branca” (Das weisse Band – Eine deutsche Kindergeschichte), falado em alemão. Entendo muitas coisas, principalmente o “espírito” (Geist) da língua, mas me falta traquejo e vocabulário.
Na minha cabeça, desde o final do MBA que me proponho a falar alemão direito, e para tanto preciso descobrir alguém para me dar aulas de conversação.
O dia de ontem juntou as duas coisas.
Estou pronto para o alemão.

Em Maio de 2006, José Mindlin esteve na exposição das minhas fotografias “Vila Olímpia” na Pinacoteca.
Morre em São Paulo o empresário e bibliófilo José Mindlin
Hoje, José Mindlin, confortavelmente sentado em uma poltrona de espumas brancas estica sua mão e pega um livro na estante branca.
A cena se passa no céu, para onde ele viajou. Com certeza fez boa viagem, levou consigo bagagem imensa, porém de reduzido volume, todos os livros que leu, toda a contribuição que fez para a humanidade com sua vida digna, inteligente e culta, vivida sempre com alegria.
Durante toda uma vida escutei meu pai, Erico Stickel, louvar este que ele, também bibliófilo, considerava o “Rei” dos bibliófilos.

Fabiane Leite, de O Estado de S. Paulo
Foi assim que Mindlin viveu grande parte de sua vida, no meio dos livros.
Estes dias alguém mexeu nas estações de rádio pré-programadas do rádio do meu carro, e me surpreendi escutando uma música inteira de um cidadão que atende pelo nome de JORGE VERCILO.
Muitas vezes ouço músicas que são ruins, mas tão ruins, que faço questão de ouvir um pouco mais só para confirmar a inacreditável ruindade.
No caso do tal Vercilo, a coisa extrapolou de ruindade, e eu duvidando de mim mesmo, ouvi até o fim.
Devia haver um CREA dos músicos para alertar aos ouvintes do perigo de ouvir música tão ruim.

Uma colagem de 2003.

Domingo de manhã, apresentação de Canto Gregoriano pelos monges Beneditinos.
Vamos fazer de conta que a temperatura não estava acima dos 30 graus…

No centro da cidade de São Paulo, em frente ao Mosteiro de São Bento.

Ontem encerrou-se no Mosteiro de São Bento a exposição “Arte e Espiritualidade” dos artistas Carlos Eduardo Uchôa (que também é monge no Mosteiro), José Spaniol e Marco Giannotti.
Para minha surpresa haviam muitas, mas muitas mesmo pessoas visitando a exposição, muito interessante, dentro do Mosteiro.
Os artistas fizeram exposição guiada, e ao final houve um concerto de harpa chinesa e canto gregoriano.

Trabalho de José Spaniol, “Era só uma frase” de 1994, parafina e papel.

Em uma das capelas, Sandra anda sobre o chão coberto de algodão, na instalação de Uchôa.
Fomos assistir Avatar, por conta de inúmeras pessoas garantindo que “PRECISA” ver.
Será??!!
Se tiver gás talvez eu elabore um comentário, não agora.

Taí um brinquedo que eu gostaria de ter, exposto nas vitrines do Louvre.
Trata-se de uma coleção de sólidos para ser usada em aulas de matemática/geometria, executada em cristal.
Com certeza um artista que adoro, Joseph Cornell buscou inspiração neste tipo de objeto.

Dentro do Louvre, a sala de jantar dos Luises.
Uma celebração ao luxo, à pompa e aos prazeres da mesa.

No Museu do Louvre em Paris, uma escultura para nos lembrar da transitoriedade da vida.

Bom dia!
Confie que o sol voltará um dia!

Eu sempre imaginei que o Paraíso seria um tipo de biblioteca.
- Jorge Luis Borges
(boas leituras no carnaval…)

Acaba de falecer em São Paulo o crítico de arte, escritor e curador Carlos Von Schmidt. Tinha completado 80 anos em 24 Dezembro do ano passado, falei com ele ao telefone na data, desejei feliz aniversário, conversamos normalmente. Não sei ainda detalhes de seu falecimento.
O velório se realiza a partir das 22:00h no Cemitério São Paulo, e a cremação será amanhã às 11:00h na Vila Alpina.
Meu relacionamento com o Carlos vem dos anos 80, quando ele escreveu longo artigo em sua revista “Artes” número 57 de dezembro de 1983 sobre o meu trabalho, mais recentemente trocamos correspondência, e ele me convidou para a exposição “Off Bienal 2″ em 2006.
O Carlos foi curador da 15ª Bienal de São Paulo em 1979 e curador internacional da 20ª edição do evento em 1989. Era um cavalheiro à antiga, leal, educado, culto. Vi-o pessoalmente e conversei a última vez em Outubro 2008, no almoço pré-bienal na casa do Kim Esteve. Vai deixar saudade.
O artista plástico Roberto Silva envia, a propósito, a seguinte mensagem:
“Olá a todos. Envio essa mensagem para noticiar o falecimento do crítico, professor e curador Carlos von Schmidt, no dia 10 de fevereiro de 2010 as 13h10 por conseqüência de um derrame…
Estamos tristes, de certa forma ficamos órfãos de um interlocutor que não tinha rabo preso com as instituições e delas nada dependia… Ontem no velório brindamos (por iniciativa do Granato) sua partida de nosso convívio para um outro plano superior. Foi uma noite de saudade e felicidade por ele ter deixado bons exemplos e lições importantes nesse terreno difícil das artes plásticas.
Ele não era carrapato…”

O blog do Dudi Maia Rosa começou assim, em 20 Julho 2002.
Foi ele que me inspirou a fazer um blog, e é o único (que conheço) que já fez posts
assim.

Escultura de Richard Serra “Tilted Arc” instalada no Jacob K. Javits Federal Building em New York, que foi alvo de ação pública e retirada em 1989.
Estou lendo “As Vidas dos Artistas” de Calvin Tomkins, que conta, entre outras, as histórias de Damien Hirst, Julian Schnabel, Richard Serra, James Turrell, Jasper Johns e Jeff Koons.
É reconfortante ler e ao mesmo tempo saber extamente de que obra ou exposição o autor trata, pois conheço muito bem as obras destes artistas, e o texto do livro adiciona “molho” ao meu conhecimento.
Não é todo o dia que isso acontece.

Uma amiga folheando antigos números da revista Casa Claudia encontrou um artigo de 2001 onde aparece meu estúdio na R. Ribeirão Claro na Vila Olímpia.
Naquela época, em 2001, eu dava aulas de desenho e tentava avançar com minha carreira de artista plástico, não tinha a menor idéia que seria “tragado” pelo Terceiro Setor, e nem que descobriria, em 2003, uma nova vertente para meu trabalho na fotografia.

Arthur pensa, junto com O Pensador, no Musée Rodin em Paris.

Fiz estas imagens na noite de réveillon no Rio de Janeiro, o título da montagem é “RIO DE AÇÚCAR”.
Esta impressão foi feita em adesivo, meu primeiro teste nesta mídia, o que permite que esta cópia seja aplicada/exposta em qualquer lugar, inclusive na rua, e o meu plano é caminhar nesta direção, dentro do conceito de “Democratização da Cultura” que estamos desenvolvendo na Fundação Stickel.
Aguardem, muitas novidades virão…

Shhhhhh…. Devagar……. Menos……. Vai começar o fim de semana…….
Seguindo minhas próprias instruções, imaginei, e preparei uma “Frozen-margherita de pera”, com sucesso.
Vejam:
Tome uma pera bem proporcionada, corte-a em quatro, retire apenas as partes mais duras e o cabo, não precisa tirar a casca pois ela adicionará efeito “salt and pepper” ao final.
No liquidificador coloque gelo, a pera cortada, vodka e não mais que uma colher de sobremesa de açúcar, (ou adoçante).
Ligue o aparelho, espere a mistura se transformar em um puree e sirva, sem sal na borda do copo.
Enjoy!

A Fundação Stickel fará uma série de postais com as fotos produzidas na oficina realizada pelo fotógrafo Arnaldo Pappalardo no segundo semestre de 2009 com as participantes do programa “Mulheres de Talento”, na Vila Brasilândia.
Estes postais iniciarão uma série, com todos os projetos da Fundação sendo registrados e divulgados desta maneira.

Arthur na exposição de Christian Boltanski no Grand Palais em Paris, Monumenta 2010.




